Wednesday, 18 February 2015

Redescobrindo a nossa verdadeira natureza humana

Pe. Bevil Bramwell
Estas últimas semanas têm sido terrivelmente tristes. Primeiro, houve os eventos horríveis em Paris, depois a destruição de igrejas no Níger, a morte de 2000 pessoas na Nigéria e comunidades religiosas atacadas no Médio Oriente. E isso foi só o início. Esta semana 21 cristãos coptas, trabalhadores egípcios na Líbia, foram decapitados por o que parece ser um novo ramo do Estado Islâmico e ainda ontem mais de 40 pessoas foram queimadas vivas pelo Estado Islâmico propriamente dito no Norte do Iraque.

Temos dificuldade em saber onde procurar respostas sobre o que fazer em relação a esta matança. Parte do problema é o facto de, no Ocidente, estarmos confusos sobre aquilo em que realmente acreditamos. Mas talvez as aberrações a que estamos a assistir nos forcem a pensar mais claramente sobre aquilo que defendemos, e porquê.

Numa entrevista com a “Meet the Press”, por exemplo, o editor sobrevivente da “Charlie Hebdo”, Gerard Biard, descreveu da seguinte forma a mais recente caricatura de Maomé naquela revista: “É o símbolo da liberdade de expressão, da liberdade religiosa, de democracia e secularismo”.

Com todo o respeito pela sua tristeza e pelo seu sofrimento, é incrível como aquilo que ele diz – e que muitos dos nossos conterrâneos dizem também – está dependente de definições idiossincráticas de liberdade, expressão, religião, democracia e secularismo. Tudo abstracções desenraizadas. Estamos a falar de liberdade jurídica, ou liberdade moral? Liberdade em relação a pessoas concretas? O que é que Biard entende por religião? E nós?

Mas existe uma referência autoritária. O documento Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II, diz o seguinte: “Mas é só na liberdade que o homem se pode converter ao bem. Os homens de hoje apreciam grandemente e procuram com ardor esta liberdade; e com toda a razão. Muitas vezes, porém, fomentam-na dum modo condenável, como se ela consistisse na licença de fazer seja o que for, mesmo o mal, contanto que agrade. A liberdade verdadeira é um sinal privilegiado da imagem divina no homem.”

Bastam estas frases para que as palavras de Biard se dissolvam. Por exemplo, que “liberdade” é esta que humilha a religião de outra pessoa, não de uma maneira útil que possa servir para remediar aberrações, mas em termos ordinários e sexuais? Em tantos contextos, hoje, há certamente um bem maior a procurar. Quão baixo temos de descer para arranjar emprego, encontrar clientes, divertirmo-nos ou fazer programas de televisão?

Depois, temos a própria natureza da expressão. A Carta aos Efésios diz claramente: “Nenhuma palavra desagradável saia da vossa boca, mas apenas a que for boa, que edifique, sempre que necessário, para que seja uma graça para aqueles que a escutam.”

Eis a chave que explica porque é que precisamos de liberdade de expressão: Boa expressão. A expressão que procura o bem é composta por palavras edificantes. Isto é liberdade enquanto espaço para procurar o bem, que é Deus. Esta liberdade expressa a imagem divina em nós mesmos e reconhece a imagem divina nos outros.

Adão e Eva exercem a sua liberdade...
Para além disto, não são só os indivíduos que têm direitos, as comunidades humanas também têm. As comunidades precisam de pessoas que procurem activamente o bem – e não apenas o seu bem. Precisam de pessoas que vejam os outros como imagem de Deus e, por isso, como merecedores de um respeito que ultrapassa todas as outras considerações. Não é esta a verdadeira base da democracia? Os pais fundadores da América, todos eles, pensavam que sim.

O principal problema com a maioria das versões actuais de liberdade é o facto de assentarem numa visão do homem como não-relacional. Isto é, não têm respeito pelo facto de que cada pessoa humana existe em relação a outras. (E, no fim de contas, em relação a Deus, não como uma opção extra para aqueles que escolhem não ser “progressistas”, mas como parte essencial daquilo que somos.) A consideração subjacente para muitos dos nossos contemporâneos é de que o homem é uma entidade fechada, auto-sustentável e não um sujeito de relações.

O respeito pela “Liberdade de expressão, liberdade religiosa, de democracia e secularismo”, devia significar o respeito por todas as relações envolvidas nesses assuntos. Não o fazer é uma forma de violência. Não é, claramente, a violência brutal dos jihadistas, mas é uma violência à qual nos habituámos, por causa da nossa cegueira. A expressão – seja falada, escrita ou desenhada – pode ser uma forma de violência na medida em que viola a integridade e dignidade de outra pessoa enquanto imagem do divino.

A essência de uma sociedade individualista passa por evitar, deliberadamente, os valores comuns e altivos, garantindo que estes nunca se desenvolvam. Na melhor das hipóteses, as palavras abstractas tornam-se caixas vazias nas quais as elites podem enfiar os seus próprios significados. Podem ser arbitrários e contraditórios porque não precisam de respeitar os direitos e os deveres das relações.

Hoje existem muitas formas de ofender as relações humanas. Pascal disse que, tendo perdido a nossa natureza humana através do pecado, qualquer coisa se pode tornar nossa natureza. Mas será que o individualismo, sem qualquer restrição de natureza relacional, é o tipo de natureza que queremos promover actualmente?


(Publicado pela primeira vez no quarta-feira, 18 de Fevereiro 2015 em The Catholic Thing)

Bevil Brawwell é sacerdote dos Oblatos de Maria Imaculada e professor de Teologia na Catholic Distance University. Recebeu um doutoramento de Boston College e trabalha no campo da Eclesiologia.

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Monday, 16 February 2015

Novos mártires do Egipto, rogai por nós

"Se os mártires de todo o mundo fossem colocados
num prato da balança, e os mártires do Egipto no outro,
a balança pendia para o lado do Egipto"
São Tertuliano, Séc. III
Foi com enorme tristeza que soubemos ontem da morte de pelo menos 21 cristãos coptas à mão dos terroristas do Estado Islâmico.

Estes cristãos estavam desaparecidos há várias semanas e já se sabia serem reféns do grupo islamita. O seu rapto seguiu-se ao assassinato, também na Líbia, de outros sete cristãos coptas.

O Papa condenou, hoje falou com o Patriarca dos Coptas e já disse que vai celebrar missa amanhã por estes novos mártires. Leiam também esta declaração do bispo copta no Reino Unido, para verem o que é uma resposta verdadeiramente cristã perante uma tragédia desta dimensão.

Portugal também já condenou este atentado. É um gesto bonito, que fica bem ao MNE, mas teria sido assim tão complicado referir que os homens que foram mortos eram cristãos? Eles não foram assassinados por serem “cidadãos egípcios”, embora o fossem, claro. Foram assassinados por serem cristãos. Os próprios assassinos disseram-no.

Para quem não está a par, aqui está um curto artigo que explica, muito rapidamente, quem são os coptas. Foi escrito há uns anos, mas no essencial mantém-se actual.

O Egipto já respondeu. Utilizou as suas forças armadas para atacar o Estado Islâmico na Líbia. Não deixa de ser irónico que sejam as mesmas forças armadas que há poucos anos massacraram pelo menos 23 cristãos… Mas pode ser que esta tragédia sirva para unir o povo egípcio, que bem precisa.

Claro que tudo isto se seguiu a mais um ataque ao estilo “Charlie Hebdo”, na Dinamarca, no sábado. Um homem foi morto quando participava num debate sobre a liberdade de imprensa e mais tarde um judeu foi assassinado pelo mesmo terrorista à porta de uma sinagoga.

                                                      
São notícias tristes que ensombram aquela que teria sido a principal novidade do fim-de-semana, da elevação de D. Manuel Clemente ao cardinalato.

O agora Cardeal Patriarca (e não Cardeal-Patriarca) não perdeu tempo a enviar uma mensagem para os católicos do seu patriarcado, e elogiou o Papa Francisco. A Aura Miguel esteve em Roma a cobrir o evento e fez várias reportagens, mas destaco esta, com um novo Cardeal que não tem Cartão de Cidadão, mas tem coração português.

Termino este mail, que já vai longo, com um aviso. Recomeça esta quarta-feira o projecto “40 Dias Pela Vida”, que pretende reunir pessoas para rezar, durante 40 dias seguidos, pelas vítimas do aborto: bebés, mães, pais, famílias… Todos são convidados a participar, independentemente de credo ou confissão, mas pede-se que se inscrevam através do site, para que a organização saiba com quem contar.

Friday, 13 February 2015

Paróquias, Patriarca e Passarinhos

D. Manuel Clemente está na
primeira carteira, à direita na foto
A notícia da semana é a elevação de D. Manuel Clemente a Cardeal, amanhã em Roma.

Temos várias notícias interessantes à volta disto, mas o destaque vai para a grande reportagem da minha colega Matilde Torres Pereira sobre a vida do Patriarca.

“O menino que fazia funerais para os passarinhos” é uma excelente maneira de ficar a conhecer melhor aquele que, a partir de agora, passa a ser o único cardeal eleitor de nacionalidade portuguesa no Colégio dos Cardeais. (E vejam mesmo a reportagem da Matilde, porque para além das histórias ficam a ver várias fotografias de D. Manuel quando era criança).

À imagem do ano passado, o Papa Bento XVI estará presente no consistório de amanhã de manhã.

Já sabem que no site da Renascença terão acesso a toda a informação sobre este dia histórico para a Igreja portuguesa.

Também hoje temos uma reportagem da minha autoria sobre a transformação do conceito de paróquia. Sobretudo nas grandes cidades, há cada vez mais pessoas a ir a outras paróquias que não as da sua zona de residência. Será isto uma coisa má? Ou é a evolução natural da Igreja?

Wednesday, 11 February 2015

Os direitos dos doentes à assistência religiosa

O Papa Francisco expressou esta quarta-feira a sua solidariedade por mais uma tragédia no Mediterrâneo, que resultou na morte de centenas de pessoas que procuravam chegar à Europa.

No dia mundial do doente, falámos com um capelão hospitalar, que explica que nem todos os doentes estão conscientes dos seus direitos no que diz respeito à assistência religiosa.

Foi publicado um estudo que parece comprovar que, ao contrário do que todos os activistas gostam de dizer, ser educado por dois “pais” do mesmo sexo pode ter efeitos negativos sobre o desenvolvimento das crianças.O autor do estudo é o padre Paul Sullins, que é também sociólogo. (Na foto)

Estes dias tem-se falado muito sobre Oscar Romero, o arcebispo salvadorenho que vai ser beatificado. No artigo desta semana do The Catholic Thing, o autor polaco Filip Mazurczak desmente a ideia de que Romero tinha sido perseguido ou maltratado por João Paulo II.

Ter pais homossexuais duplica risco de instabilidade emocional, diz estudo

O maior estudo do seu género até hoje revela que as crianças educadas por pares de homossexuais revelam duas vezes maior propensão para ter problemas emocionais do que crianças educadas por ambos os seus pais biológicos.

A conclusão é do sociólogo Paul Sullins, cujo estudo acaba de ser publicado na: “British Journal of Education, Society & Behavioural Science”.

Segundo o autor, “já não é correcto dizer que não há qualquer estudo que revela que as crianças de famílias do mesmo sexo estejam em desvantagem relativamente aos de famílias de sexo oposto”.

“Os problemas emocionais são duas vezes mais prevalecentes para crianças com pais do mesmo sexo do que para crianças com pais do sexo oposto”, conclui Sullins, em declarações feitas ao site "Mercatornet".

Estes problemas incluem mau comportamento, preocupação, depressão, fraca capacidade de relacionamento com pares e dificuldades de concentração.

Uma das características importantes deste estudo é o facto de ter acompanhado mais de 500 crianças a serem criadas por pares do mesmo sexo. Até agora a média dos estudos sobre este assunto analisavam uma média de 39 crianças nesta situação, o que torna a amostra de Sullins muito mais representativa.

Um dos principais argumentos dos defensores da adopção ou co-adopção por pessoas do mesmo sexo é de que os estudos até agora mostram que este modelo não afecta negativamente as crianças. As conclusões do estudo de Paul Sullins parecem, contudo, contradizer essa teoria.

João Paulo II e Oscar Romero

Filip Mazurczak
Acaba de ser anunciado que o Papa Francisco irá beatificar o arcebispo Oscar Romero. E faz bem, uma vez que Romero era um santo pastor que foi morto, enquanto celebrava missa, por defender as vítimas da repressão no El Salvador, em 1980. Muitos meios de comunicação social, porém, vão utilizar a decisão do Papa Francisco como uma arma para atacar os seus antecessores. Os comentadores irão certamente ressuscitar um mito antigo: Que João Paulo II, cegado por um anticomunismo polaco e obscurantista, maltratou Romero. Deixem-me já desmontar esta fantasia antes que ganhe terreno.

No obituário publicado após a morte de João Paulo II, em 2005, John Allen Jr., uma das maiores vozes do catolicismo progressista americano, escreveu que o Papa “disciplinou pessoas que tinham arriscado as suas vidas para conquistar na América Latina as liberdades que ele queria para a Polónia. A forma como maltratou o arcebispo-mártir de El Salvador, Oscar Romero, é apenas um dos exemplos mais bem conhecidos.”

No seu livro “History of the Popes”, o jesuíta John W, O’Malley afirma que João Paulo II ficou “descontente” com Romero e só postumamente lhe prestou o devido respeito, abrindo a sua causa de beatificação.

Entretanto, no filme “Have no Fear: The Life of Pope John Paul II”, da ABC, o pontífice, representado pelo actor alemão Thomas Kretschmann, desanca Romero fanaticamente e diz-lhe para ser obediente a Roma. Só após o assassinato do bispo é que sente remorsos e vai rezar junto ao seu túmulo, em São Salvador.

Estes são apenas alguns exemplos de um mito duradouro de que João Paulo II maltratou Romero. Mas o que é que aconteceu de facto?

No diário de Romero há referência a duas audiências que João Paulo II lhe concedeu, em 1979 e 1980. Na primeira destas reuniões, Romero fala das dificuldades do seu ministério num país dilacerado pela violência política. João Paulo II ouve atentamente e compara estas experiências com as suas, da Polónia, mas aconselha “prudência”. Romero fica com a impressão de que o Papa o ouviu, mas mostra-se preocupado com a ideia de que os seus assessores lhe tenham dito coisas críticas sobre ele: “Embora a minha primeira impressão não tenha sido muito satisfatória, creio que a visita e a conversa foram muito úteis, uma vez que ele foi muito franco.”

Contudo, antes da segunda reunião, o Cardeal Eduardo Pironio, um colaborador argentino do Papa, fez um relatório muito elogioso sobre Romero. O Santo Padre encorajou o arcebispo a lutar com coragem, abraçou-o e disse-lhe que rezava por El Salvador todos os dias.

O futuro mártir ficou muito contente. No seu diário escreveu que sentia total aprovação do Papa e “confirmação e a força de Deus para o [seu] pobre ministério”. Disse ainda que esse dia tinha sido cheio de “grande satisfação e muitos sucessos pastorais”. Pouco tempo depois, Romero citou João Paulo II nas suas homilias quaresmais.

Após a morte de Romero, João Paulo II contrariou os prelados que o queriam representar como um comunista disfarçado. Aquando do seu assassinato, em 1980, enviou um telegrama a condenar o acto e mandou um seu representante pessoal, o cardeal mexicano Ernesto Carripio para presidir à missa do funeral.

Em 1983 visitou El Salvador. Os bispos latino-americanos suplicaram-lhe para não visitar o túmulo de Romero, mas durante o cortejo ele mandou desviar o papamóvel em direcção à catedral. Estava fechada, mas esperou teimosamente que alguém fosse buscar a chave. Depois, rezou junto ao túmulo de Romero, elogiando-o como um “pastor zeloso que tentou impedir a violência”.

João Paulo II com Oscar Romero
Repetiu o gesto em 1996. Durante uma cerimónia no Coliseu de Roma, em 2000, alguns cardeais da América Latina sugeriram que o Papa não invocasse Romero como um mártir das américas, mas Wojtila fê-lo à mesma.

Então porque é que temos esta imagem popular do fariseu João Paulo II a criticar Romero?

Quem promove esta narrativa quer usar Romero como um instrumento para criticar João Paulo II, a quem pintam como um anticomunista reaccionário, insensível ao sofrimento das pessoas que viviam debaixo de ditaduras de direita. Querem ainda criticá-lo por condenar as heresias, incluindo as interpretações marxistas da teologia da libertação.

Naturalmente, esta não passa de uma caricatura. Sim, João Paulo II era anticomunista. Até os historiadores que não gostam da Igreja admitem que a sua visita à Polónia em 1979 inspirou a ascensão da Solidariedade, que desempenhou um papel central no colapso do império soviético.

Mas João Paulo II não era um Henry Kissinger vestido de branco. Ele visitou muitos países governados por ditaduras onde o anticomunismo servia de desculpa para a tirania, como o Brasil, Chile, Haiti e Paraguai, onde condenou a opressão. Estas visitas foram muitas vezes cruciais para a restauração da democracia.

De igual forma, a ideia de Romero como um Camilo Torres salvadorenho é ridícula. Como escrevi noutro local, para além de condenar a desigualdade de rendimentos e os abusos da junta militar do El Salvador, Romero também rejeito uma solução cubana para os problemas do seu país e criticou o imperialismo soviético e o terrorismo de esquerda. 

Não existem quaisquer provas de que Romero tenha lido teologia da libertação (quanto muito terá sido indirectamente influenciado através da sua amizade com muitos jesuítas que tinham estas tendências). As suas homilias citam as Escrituras, encíclicas papais, documentos do Vaticano II e textos da Conferência Episcopal da América Latina, mas nunca teologia marxista ou da libertação, que ele evitava cuidadosamente.

Algumas pessoas próximas de João Paulo II tentaram impedir a beatificação de Romero. O já falecido cardeal colombiano Alfonso López Trujillo – ex-presidente do Conselho Pontifício para a Família e grande defensor do Direito Natural – opunha-se à beatificação porque acreditava que ele tinha sido morto em resultado de violência política e não por ódio à fé. Pela mesma razão encarava com cepticismo a beatificação de Pino Puglisi, um padre italiano que foi assassinado pela Mafia em 1993.

Mas o próprio João Paulo II nunca interveio para abrandar o processo de Romero e, pelo contrário, disse ao jornalista Kenneth Woodward que o mero facto de Romero ter sido assassinado enquanto celebrava missa por um amigo falecido era o suficiente para ser reconhecido como mártir.

O Papa João Paulo II e o arcebispo Oscar Romero estão entre os maiores defensores católicos da paz da história moderna. Precisamos de os compreender como eram verdadeiramente, e não permitir que os seus legados sejam caricaturados através da distorção da sua verdadeira relação, que era sobretudo de respeito e apreciação mútua.


Filip Mazurczak contribui regularmente para o  Katolicki Miesięcznik “LIST”. Os seus textos já apareceram também no First ThingsThe European Conservative e Tygodnik Powszechny.

(Publicado pela primeira vez no domingo, 31 de Agosto de 2014 em The Catholic Thing)

© 2014 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Portuguese churches share Lenten collections with persecuted Christians

Archbishop of Évora, D. José Alves
At least two Portuguese dioceses will be setting their special Lenten collections aside to help persecuted Christians in the Middle East.

The archdiocese of Évora was the first to accept the proposal made by the Portuguese branch of Aid to the Church in Need, a Catholic charity which does work on the ground to help Christians of all denominations in desperate situations.

The president of ACN – Portugal, Catarina Martins, says that at least one more diocese has shown interest and will almost definitely follow the example of Évora, but she cannot say which, since the bishop has not confirmed officially.

The full amount which will be donated is not known for now, but by way of example, the archdiocese raised 20,000 euros in 2014 to help a congregation of nuns build a new convent, so the amount this year should be similar.

Évora is a large and historically important archdiocese in the South of Portugal, but the Alentejo region, which it serves, has a low proportion of practising Catholics and has also been particularly badly hit by the financial crisis which has affected the whole country for the past several years.

However, this show of solidarity with Middle Eastern Christians is a sign of solidarity with those in an even worse position. Mainstream news outlets highlighted the plight of Christians and Yezidis in the Summer, after the fall of Mosul and the surrounding areas to the hands of the Islamic State. But the persistence of ACN-Portugal, which has brought over important figures from the Middle Eastern Christian community, such as Melkite Patriarch Gregory III, archeparch Issam John Darwish, of the Melkite Archdiocese of Furzol, Zahle and the Bekaa and sister Hanan Youssef, has been instrumental in keeping the subject fresh in the minds of the Portuguese people.

The situation of Christians in the Middle East has also been extensively covered by Renascença, the country Catholic media group, which operates a website and four radio stations which, when taken together, lead the radio market in terms of share.

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