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Monday, 12 March 2018

Acordo com a China à vista?

Estarão Roma e a China à beira de um acordo histórico? Há quem diga que sim… Falei com um missionário que passou alguns anos na China e ele diz que é céptico, enquanto fala de como foi evangelizar “à socapa” naquele país comunista.

Paulo VI e Oscar Romero vão ser canonizados ainda este ano. O Papa autorizou esta quarta-feira.

Já foram escolhidos os três jovens que vão representar Portugal no encontro pré-sinodal, em Roma.

Hoje é dia de The Catholic Thing. Em tempo de Quaresma, venha daí um elogio a um aspecto da vida da Igreja que é muitas vezes desvalorizado… Viva a água benta!

Tuesday, 28 April 2015

Entrevistador entrevistado e gangsters "generosos"

Atenção: Esta foto não é da apresentação do meu livro...
Antes de mais, um agradecimento. O lançamento do meu livro teve lugar ontem e correu muitíssimo bem, em todos os aspectos. Estava tanta gente que foi necessário mudar de sala para a capela do Convento dos Cardaes, que é de tal forma bonita que só isso já teria feito da sessão uma experiência inesquecível para todos.

O livro está disponível nas principais livrarias mas também pode ser adquirido online através do site da editora. É fácil para mim dizer que o livro é bom, uma vez que o que lhe dá essa qualidade não é o meu trabalho mas as histórias das freiras que nele estão contidas.

Obrigado, por isso, a todos os que foram e a todos os que rezaram para que corresse bem!

Isto de ser jornalista e escrever livros leva a situações bizarras, como o ser entrevistado por uma colega. A tarefa coube à Matilde, que fez esta reportagem.

Entretanto no mundo da religião, já não será grande novidade mas desde a última vez que mandei este mail o Papa confirmou a sua vontade de vir a Portugal. O Patriarca de Lisboa comentou a notícia, dizendo que Francisco se sentirá em casa quando cá vier, se Deus quiser.

Ainda faz sentido haver uma diocese militar? A Ângela Roque colocou a questão ao bispo das Forças Armadas, que revela a intenção de abrir um seminário para sacerdotes destinados a essa diocese.

Por fim uma notícia absolutamente insólita… Os gangues de El Salvador estão muito satisfeitos com o facto de o Arcebispo Oscar Romero estar prestes a ser beatificado e, para festejar esse evento, prometem deixar de matar polícias, juízes, políticos e pobres. São muito queridos, como se vê pela foto.

Wednesday, 11 February 2015

João Paulo II e Oscar Romero

Filip Mazurczak
Acaba de ser anunciado que o Papa Francisco irá beatificar o arcebispo Oscar Romero. E faz bem, uma vez que Romero era um santo pastor que foi morto, enquanto celebrava missa, por defender as vítimas da repressão no El Salvador, em 1980. Muitos meios de comunicação social, porém, vão utilizar a decisão do Papa Francisco como uma arma para atacar os seus antecessores. Os comentadores irão certamente ressuscitar um mito antigo: Que João Paulo II, cegado por um anticomunismo polaco e obscurantista, maltratou Romero. Deixem-me já desmontar esta fantasia antes que ganhe terreno.

No obituário publicado após a morte de João Paulo II, em 2005, John Allen Jr., uma das maiores vozes do catolicismo progressista americano, escreveu que o Papa “disciplinou pessoas que tinham arriscado as suas vidas para conquistar na América Latina as liberdades que ele queria para a Polónia. A forma como maltratou o arcebispo-mártir de El Salvador, Oscar Romero, é apenas um dos exemplos mais bem conhecidos.”

No seu livro “History of the Popes”, o jesuíta John W, O’Malley afirma que João Paulo II ficou “descontente” com Romero e só postumamente lhe prestou o devido respeito, abrindo a sua causa de beatificação.

Entretanto, no filme “Have no Fear: The Life of Pope John Paul II”, da ABC, o pontífice, representado pelo actor alemão Thomas Kretschmann, desanca Romero fanaticamente e diz-lhe para ser obediente a Roma. Só após o assassinato do bispo é que sente remorsos e vai rezar junto ao seu túmulo, em São Salvador.

Estes são apenas alguns exemplos de um mito duradouro de que João Paulo II maltratou Romero. Mas o que é que aconteceu de facto?

No diário de Romero há referência a duas audiências que João Paulo II lhe concedeu, em 1979 e 1980. Na primeira destas reuniões, Romero fala das dificuldades do seu ministério num país dilacerado pela violência política. João Paulo II ouve atentamente e compara estas experiências com as suas, da Polónia, mas aconselha “prudência”. Romero fica com a impressão de que o Papa o ouviu, mas mostra-se preocupado com a ideia de que os seus assessores lhe tenham dito coisas críticas sobre ele: “Embora a minha primeira impressão não tenha sido muito satisfatória, creio que a visita e a conversa foram muito úteis, uma vez que ele foi muito franco.”

Contudo, antes da segunda reunião, o Cardeal Eduardo Pironio, um colaborador argentino do Papa, fez um relatório muito elogioso sobre Romero. O Santo Padre encorajou o arcebispo a lutar com coragem, abraçou-o e disse-lhe que rezava por El Salvador todos os dias.

O futuro mártir ficou muito contente. No seu diário escreveu que sentia total aprovação do Papa e “confirmação e a força de Deus para o [seu] pobre ministério”. Disse ainda que esse dia tinha sido cheio de “grande satisfação e muitos sucessos pastorais”. Pouco tempo depois, Romero citou João Paulo II nas suas homilias quaresmais.

Após a morte de Romero, João Paulo II contrariou os prelados que o queriam representar como um comunista disfarçado. Aquando do seu assassinato, em 1980, enviou um telegrama a condenar o acto e mandou um seu representante pessoal, o cardeal mexicano Ernesto Carripio para presidir à missa do funeral.

Em 1983 visitou El Salvador. Os bispos latino-americanos suplicaram-lhe para não visitar o túmulo de Romero, mas durante o cortejo ele mandou desviar o papamóvel em direcção à catedral. Estava fechada, mas esperou teimosamente que alguém fosse buscar a chave. Depois, rezou junto ao túmulo de Romero, elogiando-o como um “pastor zeloso que tentou impedir a violência”.

João Paulo II com Oscar Romero
Repetiu o gesto em 1996. Durante uma cerimónia no Coliseu de Roma, em 2000, alguns cardeais da América Latina sugeriram que o Papa não invocasse Romero como um mártir das américas, mas Wojtila fê-lo à mesma.

Então porque é que temos esta imagem popular do fariseu João Paulo II a criticar Romero?

Quem promove esta narrativa quer usar Romero como um instrumento para criticar João Paulo II, a quem pintam como um anticomunista reaccionário, insensível ao sofrimento das pessoas que viviam debaixo de ditaduras de direita. Querem ainda criticá-lo por condenar as heresias, incluindo as interpretações marxistas da teologia da libertação.

Naturalmente, esta não passa de uma caricatura. Sim, João Paulo II era anticomunista. Até os historiadores que não gostam da Igreja admitem que a sua visita à Polónia em 1979 inspirou a ascensão da Solidariedade, que desempenhou um papel central no colapso do império soviético.

Mas João Paulo II não era um Henry Kissinger vestido de branco. Ele visitou muitos países governados por ditaduras onde o anticomunismo servia de desculpa para a tirania, como o Brasil, Chile, Haiti e Paraguai, onde condenou a opressão. Estas visitas foram muitas vezes cruciais para a restauração da democracia.

De igual forma, a ideia de Romero como um Camilo Torres salvadorenho é ridícula. Como escrevi noutro local, para além de condenar a desigualdade de rendimentos e os abusos da junta militar do El Salvador, Romero também rejeito uma solução cubana para os problemas do seu país e criticou o imperialismo soviético e o terrorismo de esquerda. 

Não existem quaisquer provas de que Romero tenha lido teologia da libertação (quanto muito terá sido indirectamente influenciado através da sua amizade com muitos jesuítas que tinham estas tendências). As suas homilias citam as Escrituras, encíclicas papais, documentos do Vaticano II e textos da Conferência Episcopal da América Latina, mas nunca teologia marxista ou da libertação, que ele evitava cuidadosamente.

Algumas pessoas próximas de João Paulo II tentaram impedir a beatificação de Romero. O já falecido cardeal colombiano Alfonso López Trujillo – ex-presidente do Conselho Pontifício para a Família e grande defensor do Direito Natural – opunha-se à beatificação porque acreditava que ele tinha sido morto em resultado de violência política e não por ódio à fé. Pela mesma razão encarava com cepticismo a beatificação de Pino Puglisi, um padre italiano que foi assassinado pela Mafia em 1993.

Mas o próprio João Paulo II nunca interveio para abrandar o processo de Romero e, pelo contrário, disse ao jornalista Kenneth Woodward que o mero facto de Romero ter sido assassinado enquanto celebrava missa por um amigo falecido era o suficiente para ser reconhecido como mártir.

O Papa João Paulo II e o arcebispo Oscar Romero estão entre os maiores defensores católicos da paz da história moderna. Precisamos de os compreender como eram verdadeiramente, e não permitir que os seus legados sejam caricaturados através da distorção da sua verdadeira relação, que era sobretudo de respeito e apreciação mútua.


Filip Mazurczak contribui regularmente para o  Katolicki Miesięcznik “LIST”. Os seus textos já apareceram também no First ThingsThe European Conservative e Tygodnik Powszechny.

(Publicado pela primeira vez no domingo, 31 de Agosto de 2014 em The Catholic Thing)

© 2014 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Monday, 12 January 2015

Charlie Hebdo usa Maomé para passar mensagem cristã

Enquanto escrevo, o Papa Francisco está a caminho do Sri Lanka, de onde segue depois para as Filipinas. É a segunda visita à Ásia, e reveste-se de grande importância, política, religiosa e social. A Aura Miguel explica porquê.

Continuamos a viver a “ressaca” do caso Charlie Hebdo. Aqui pode ver a capa da próxima edição do jornal, que volta a dar destaque a Maomé, mas que curiosamente traz também uma mensagem bem cristã de perdão… Temos também a história de um jovem muçulmano que no ataque ao supermercado agiu como um herói e salvou vidas; temos o lamento de um arcebispo nigeriano que pergunta onde está a onda de solidariedade para com o seu país, que sofre bem mais com o terrorismo; temos a preocupação do Patriarca de Lisboa e temos Erdogan, presidente da Turquia, que quer que toda a gente saiba que ele não é Charlie Hebdo

O Papa Francisco é um dos que não esqueceu os nigerianos, e mencionou o facto no seu discurso ao corpo diplomático, esta manhã, antes de viajar para a Ásia.

Tristes notícias da Líbia, onde 21 cristãos foram raptados pelo braço local do Estado Islâmico. Não augura nada de bom.

E o Vaticano concluiu que o arcebispo Oscar Romero morreu mártir. É um dado importante, uma vez que poderá contribuir para o seu processo de beatificação.

Para quem ainda não leu, mando novamente o link da minha análise sobre se o terrorismo islâmico é, ou não, representativo do verdadeiro Islão, que está a gerar alguma discussão (civilizada) nos comentários.

Tuesday, 21 May 2013

Exorcismos e Bashar al-Assad

Tem-se falado muito de um exorcismo atribuído ao Papa Francisco no passado Domingo, em plena Praça de São Pedro.

A Sala de Imprensa da Santa Sé já veio negar que se tenha tratado de um exorcismo, dizendo que o Papa simplesmente rezou pela pessoa que lhe foi apresentada. Penso que quem vê as imagens percebe facilmente que alguma coisa se passou ali. Caso não tenha visto, aqui fica o vídeo, decida por si (é às 2 horas e 37 minutos).


Ainda assim, o meu momento favorito continua a ser às 2 horas, 35 minutos e 20 segundos.

Está em Portugal um bispo auxiliar de El Salvador que vem falar de Oscar Romero, o arcebispo assassinado pelo regime salvadorenho que pode estar a caminho da beatificação.

Guerrilheiros do Hezbollah estão a combater ao lado das forças do regime de Bashar al-Assad, na Síria. A situação preocupa muito o resto do país, que não se quer ver arrastado para um conflito cada vez mais inter-religioso.

Monday, 22 April 2013

Oscar Romero nos altares?


Os “judeus da nação portuguesa” comem bacalhau, têm apelidos portugueses e guardam boas memórias, apesar de tudo. Leia aqui a transcrição completa da entrevista com o Luciano Lopes, vale a pena!

O Papa poderá ter aberto o caminho à beatificação de Oscar Romero, a notícia não é ainda oficial mas está a ser atribuída a fontes do Vaticano.

À medida que se vai conhecendo melhor a história dos irmãos chechenos que levaram a cabo os atentados em Boston vai ganhando consistência a ideia de que terão sido motivados por radicalismo islâmico. O mais velho, Tamarlan, tinha sido considerado demasiado radical para a sua mesquita em Boston.

Ontem foi o Domingo do Bom Pastor, dia escolhido pela Igreja para rezar pelas vocações. O Papa aproveitou para celebrar ordenações em Roma. O Patriarca de Lisboa participou num evento para jovens e falou sobre o sentido de missão da Igreja. Outro participante foi Marcelo Rebelo de Sousa.

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