Friday, 9 November 2012

The challenges facing the next coptic Pope

O bispo Angaelos, do Reino Unido
Full transcript of interview with bishop Angaelos, of the Coptic Church in the UK, regarding the election of Pope Tawadros. News report here.

Transcrição integral da entrevista com o bispo Angaelos, da Igreja Copta no Reino Unido, sobre a eleição do Papa Tawadros. Notícia aqui.

What can you tell us about Amba Tawadros?
Amba Tawadros is somebody who is a very good monk and bishop, has been serving with the current interim Patriarch for over 20 years and is somebody who has hands-on experience with diocesan work and administrative work, but also has a very firm spiritual foundation to everything he does. He is fluent in English and is forward thinking and he will be able to present very much to the church if he is chosen”.

What will the main challenges for the next Pope be?
There will be three main challenges.

First is the current situation in Egypt, which has changed significantly in the past almost two years. Not only in terms of the political administration and regime, but also in terms of people’s mind-set and the way they deal with issues, the concept of democracy being people saying whatever they want to say, regardless of responsibility, outcome or accountability. It’s almost a complete breakdown in the fear barrier which has led to a relative anarchy in some cases. There are greater security risks and political risks because the situation is not yet stable regarding the current president or his administration or Government. Engagement will have to be on constantly changing ground, moving ground, because nobody knows where things are going at the moment.

The second challenge is that the church has spread so far. Being a church that started in Egypt and is predominantly in Egypt, but a church that now exists all over the world, and being able to deal with that diversity is a challenge that is not impossible, because it has been met so far, but it is a challenge that will continue to increase because of the way that both the situation in the Middle East and in the West are constantly evolving.

The third challenge is that he steps into the shoes of the late Pope Shenouda, who was not only an exemplary and charismatic figure, but who was also there in that place for forty years. So he is dealing with a charismatic figure with 40 years of experience behind him, and stepping into those shoes will also be quite a task.

Having said that, we believe that God’s choice will be there, the Holy Spirit will empower him, and that he will not be acting alone, but that he will be guided as God sees fit for him and his people.

Thursday, 8 November 2012

They have an archbishop!

Justin Welby, próximo Arcebispo de Cantuária
Estamos em senda de nomeações! Hoje temos o anúncio, por ora informal, do novo Arcebispo de Cantuária. Uma escolha interessante…


Ontem no debate da Renascença sobre religião falou-se das eleições americanas. D. Nuno Brás pergunta também onde é que estão os prometidos incentivos à família? Nós também.

Ontem não tivemos artigo de The Catholic Thing porque achei que fazia mais sentido esperar pelo primeiro artigo pós-eleição. Assim, hoje temos uma análise, assumidamente pessimista, do futuro da América do ponto de vista de um padre católico conservador.

O que Significa a Eleição

Pe. Phillip de Vous
O Presidente Barack Obama conseguiu um feito histórico: Fazer-se eleger de novo quando nenhuma das suas principais iniciativas goza de apoio popular. É de realçar também, a julgar pelas análises da eleição, que a demografia e a geografia moral e espiritual dos Estados Unidos mudaram – consideravelmente.

Se o Governador Romney, um homem honrado de políticas moderadas e convicções pessoas tradicionais, não consegue reunir uma coligação vencedora, então estamos bem tramados. A sua derrota é ilustrativa das mudanças que ocorreram na nação e os desafios que se avizinham.

A política é um jogo de somas e Romney bem tentou fazer uma campanha de somas. Não me consigo lembrar de outro republicano que tivesse maior hipótese de juntar as peças necessárias para vencer esta eleição para o centro-direita.

Isso revela que a América se tornou um esquerdista da moda, a derivar no sentido de uma nação dependente que continuará a mover-se para a “esquerda” cultural, o que significa que:
 - As causas conservadoras que se baseiam nas verdades e razão moral da tradição política e filosófica judaico-cristã vão continuar a ser marginalizadas.
 - A liberdade da Igreja vai ser cada vez mais restringida
 - E a longa marcha de esquerdismo, hedonismo e materialismo e respectiva anomia e niilismo vão continuar a espalhar-se sem resistência nas nossas instituições públicas.

Tendo em conta a forma inadequada como a Igreja Católica abordou a ameaça cultural, política e até existencial colocada pela agenda do Presidente Obama, a credibilidade do seu testemunho ficou enfraquecida, tornando menos provável que seja corajosa a proclamar as verdades difíceis mas necessárias para a renovação pessoal, eclesial e nacional.

Por causa deste fracasso, a agenda moral e cultural da esquerda continuarão a influenciar – e até invadir – a nossa vida pessoal, familiar e comunitária. O efeito sobre a nossa existência nacional e sociedade civil será provavelmente devastador. A degradação cultural, torpeza moral, dívida, défice e ruína fiscal serão super-acelerados.

Para além disto a sua administração Obama têm sido a mais anti vida, anti liberdade e anti ortodoxia cristã da história desta nação. Tenho grandes reservas sobre o futuro de muitas das actividades apostólicas da Igreja Católica, mas não só por causa das políticas que Obama vai continuar a engendrar.

Muitos católicos, sobretudo mulheres suburbanas (de acordo com as análises iniciais), estão firmemente no campo de um estatismo gentil mas cauteloso e de um hedonismo que enfatiza a prosperidade material, uma educação extensa mas superficial, “escolha” e a cortesia. Escolheram estes objectivos por cima das verdades económicas e morais, bem como das exigências da virtude e os hábitos intelectuais que tais verdades auguram.
 
Esta realidade, a fazer fé nas análises das eleições, é má para a agenda política da nação e coloca grandes desafios aos esforços autenticamente apostólicos da Igreja nos próximos anos.

O outro facto que suporta estas preocupações com as iniciativas conservadoras, especialmente aquelas que vão beber a sua inspiração à ortodoxia católica e ao Cristianismo, é de que os bispos católicos conduziram uma campanha essencialmente incompetente contra as restrições à liberdade religiosa impostas pelo Obamacare.

Pior, ajudaram mesmo a passar essa legislação ao dar cobertura moral por parte da hierarquia num momento crítico em que a aprovação estava longe de garantida. Dado que o Presidente e o Partido Democrata levaram a cabo uma campanha feroz contra a Igreja Católica, que envolveu deturpações sobre os ensinamentos da Igreja, o senhor Obama não tem qualquer razão pessoal ou política para chegar a um entendimento com a Igreja sobre assuntos essenciais para o exercício livre da religião.

Dada a hostilidade das campanhas democratas em relação a preocupações católicas com a questão do decreto HHS [que obriga as instituições católicas a fornecer aos seus trabalhadores seguros de saúde que cobrem serviços contraceptivos e abortivos] e a questão mais alargada da liberdade religiosa, o Presidente e a sua administração irão proceder com a noção de que ele está mandatado para continuar a sua agenda agressivamente anticatólica, anti-religiosa e culturalmente libertina.

Em toda a honestidade, a minha análise assumidamente pessimista desta realidade emergente é de que os conservadores, sobretudo os católicos e outros cristãos ortodoxos, devem estar preparados para o pior. Vamos ser marginalizados, as nossas instituições limitadas, as nossas liberdades restringidas e as nossas pessoas atacadas.

Temos poucos líderes bem informados e de princípios sérios que tenham apoio tanto ao nível local como mais alargado e que estejam numa posição para oferecer verdadeira resistência. E dos que temos, quantos têm a coragem de continuar a manter os nossos pontos de vista e posições viáveis na praça pública?

A vitória de Obama não tem nada a ver com uma agenda política popular, mas com um triunfo de emoção e relativismo face a uma oposição pouco articulada, ineficiente e, em último caso, sem coragem. Os nossos líderes culturais e os media já convenceram a maioria dos americanos de que a percepção é a realidade, que os sentimentos são iguais aos factos e que “ser simpático” é um imperativo moral.

Como escreveu o colunista Ross Douthat, no New York Times, resumindo bem o actual momento: “Confundimos carisma com competência, retórica com resultados, celebridade com realização. Encontramos bodes expiatórios para tragédias nacionais e deixamos que os nossos ícones pessoais se safem. E imaginamos que os piores males podem ser atribuídos exclusivamente a demónios subterrâneos, em vez de às loucuras que frequentemente fluem de palavreados bonitos e grandes ideais”.


O Padre Phillip W. De Vous é um novo colunista de The Catholic Thing. É pároco de St. Joseph, em Crescent Springs, Kentucky e colaborador da Acton Institute for the Study of Religion and Liberty.

(Publicado pela primeira vez em www.thecatholicthing.com na Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012)

© 2012 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte:info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Wednesday, 7 November 2012

Four more years...

Obama à frente da Cruz...
Obama venceu, e se venceu!



O grande derrotado de ontem foi Romney, claro, mas a Igreja também parece ter perdido, tendo em conta que investiu muito na vitória do republicano. Ao menos os hindus têm razões para sorrir e já estão representados no Congresso!

Eleições foram derrota para a Igreja

A hindu Tulsi Gabbard com razões para
 sorrir, ao contrário dos bispos católicos
As eleições que se realizaram ontem nos EUA traduziram-se numa derrota para a Igreja Católica em quase toda a linha.

Não só Barack Obama reconquistou a Casa Branca, apesar de os bispos terem deixado bastante claro, sem no entanto endossar claramente Mitt Romney, que os fiéis não deviam votar num candidato que abraça posições anti-católicas como por exemplo a liberalização do aborto e a limitação da liberdade religiosa.

A hostilidade entre os bispos e Obama é palpável, os bispos assumiram um grande risco em entrar em guerra com ele, embora se possa entender que não tinham outra hipótese, por fidelidade aos ensinamentos da Igreja. Recorde-se que a administração de Obama quer obrigar as instituições católicas, como hospitais e escolas, entre outros, a fornecer aos seus funcionários seguros de saúde que incluam serviços contraceptivos e abortivos.

Prevêem-se agora quatro anos complicados para os bispos. Resta saber se Obama vai estender um ramo de oliveira aos católicos, revogando o decreto sobre contracepção. De resto, a Igreja sempre apoiou o seu plano de reforma do sistema de saúde e não se compreende porquê tanta teimosia por parte do Presidente neste assunto.

Nos próximos dias saber-se-á com mais detalhe como votaram os católicos, sendo quase certo que a maioria votou por Obama, mas os dados costumam ser bem trabalhados e dará para ver os votos de católicos praticantes, católicos culturais, outra religiões, etc.

Referendos locais
Mas a "derrota" não foi só nas presidenciais. As posições da Igreja foram derrotadas em quase todos os referendos estaduais sobre temas fracturantes. Tudo indica que os três Estados, mais a cidade de Washington D.C., que votaram sobre o "casamento" gay o aprovaram ou mantiveram. A Florida recusou restringir o acesso ao aborto livre e na California os eleitores rejeitaram a proposta de acabar com a pena de morte.

Só existem dois casos para sorrir. Nomeadamente no Montana, onde as menores agora não podem abortar sem consentimento dos pais, e no Massachusetts onde, aparentemente, a eutanásia foi rejeitada por curta margem.

Resta saber agora como serão os próximos quatro anos e como é que o Cardeal Dolan, presidente da Conferência Episcopal americana, vai lidar com Obama.

Ah! E para os curiosos, Tulsi Gabbard tornou-se, de facto, a primeira hindu a ser eleita para o Congresso, pelo Havai.

Filipe d'Avillez

Monday, 5 November 2012

Habent x4

Sem pressão, estás só a escolher o Papa!
Habent Papam! Os Coptas ortodoxos já têm um novo líder. Uma criança de olhos vendados escolheu de uma urna a bola com o nome do bispo Tawadros, que se torna assim novo Papa daquela Igreja.

Hoje o Papa de Roma enviou uma mensagem de parabéns. É a única ocasião em que um Papa escreve a outro…


Habent Multos Deos! Na Índia uma organização encontrou uma forma original de salvar as árvores, pintando-as com imagens de deuses hindus e esperando que os locais, conhecidos pela sua devoção, não as cortem por isso.

Habent Comitia! Amanhã é dia de eleições nos EUA. Há muito em jogo e há muita religião no jogo. Mas felizmente está tudo explicado aqui…

Partilhar