Tuesday, 25 September 2012

Mulheres para Roma e Olivença portuguesa

Matilde Trocado,
encenadora de "O Quadro"
Para aqueles que começam já no Outono a pensar nos presentes de Natal, aqui fica a dica: O terceiro livro do Papa sobre Jesus de Nazaré deverá ser publicado até lá, embora a edição portuguesa deva demorar mais algum tempo a sair.

Aproxima-se o sínodo dos bispos para a Nova Evangelização que contará, entre peritos e observadores, com o maior contingente feminino de sempre. 19 mulheres não é propriamente uma grande quantidade, mas é um bom sinal.

E agora permitam-me um pequeno momento de patriotismo… Qual é o recanto mais bonito de Espanha*? É uma igreja portuguesa com certeza!

Ontem surgiram várias notícias sobre o “imposto da Igreja” na Alemanha e as penas em que incorrem os católicos que deixarem de o pagar. É um tema complicado mas fiz um esforço por esclarecer os detalhes aqui.

Termino com um desafio para irem ver a peça “O Quadro”, encenado por Matilde Trocado (na foto), que produziu o musical Wojtyla, e com texto do Pe. Nuno Tovar de Lemos. Vai estar em cena a partir de 11 de Outubro, e os bilhetes já estão à venda. Eu lá estarei na noite de estreia.

*Esta frase não deve ser lida como um reconhecimento da anexação de Olivença. Quando no-la quiserem devolver, agradecemos.

Monday, 24 September 2012

O Imposto da Igreja na Alemanha: do que se trata?


Anda por aí uma grande discussão por causa da Igreja na Alemanha e os impostos que recebe de cada contribuinte católico. Aqui vou tentar explicar o que se passa e dar também alguma análise.

A Alemanha tem um sistema particular no que diz respeito ao financiamento das religiões, que apenas é partilhada pela Áustria. Basicamente, o Estado financia as confissões religiosas com parte dos impostos pagos pelos cidadãos. Todos os anos os cidadãos indicam a que religião pertencem e é-lhes descontado um valor de cerca de 9% em imposto para a respectiva Igreja.

Assim, esse valor de um católico vai para a Igreja Católica, de um judeu vai para a organização judaica e de um protestante vai para a Igreja Luterana. Os muçulmanos tentaram aderir ao sistema, mas a falta de uma organização central foi um impedimento.

O problema que tem surgido nos últimos anos é que as pessoas perceberam que podiam não pagar qualquer imposto se declarassem simplesmente que não pertencem a qualquer dessas confissões religiosas. Para o fazer têm apenas de declarar ao Estado que abandonaram a respectiva Igreja ou religião. A vantagem é evidente, uma vez que passam a não ter de pagar o valor, e à medida que largas partes da população se foram desligando de qualquer prática religiosa o incentivo para pagar foi decrescendo.

Mas isto levanta outro problema, é que a declaração a dizer que se abandonou a Igreja tem, no meio eclesial, outro nome: apostasia. E um apóstata está, à partida, impedido de receber os sacramentos na Igreja Católica. Por isso, durante muito tempo, a Igreja decretava que quem deixava de pagar o imposto para a Igreja incorria em excomunhão, com a consequência de que não podia ter um funeral católico, nem casar pela Igreja ou trabalhar para qualquer instituição católica, etc.

Em 2006, contudo, o Vaticano disse que uma simples declaração ao Estado não chegava para incorrer em excomunhão. Seria necessário a declaração ser feita também a um sacerdote católico. Isso motivou Hartmut Zapp, um advogado especializado em direito canónico, a processar a Igreja alemã dizendo que esta não tinha qualquer base legal, quer à luz da lei alemã, quer da lei canónica, para o excluir dos sacramentos se ele optasse por não pagar o imposto.

Os tribunais de primeira e segunda instância tiveram decisões contraditórias e na quarta-feira o caso de Zapp será ouvido pelo Tribunal Federal Administrativo.

Mas o que motivou o debate actual foi um documento publicado pelos bispos alemães na passada sexta-feira reafirmando as consequências de deixar de pagar o imposto. Contudo, crucialmente, o novo documento não fala de excomunhão e diz que as pessoas nesta situação ainda têm direito à extrema unção, ou unção dos doentes, se estiverem em perigo de vida.

Coincidência? Parece que não. Tudo indica que o decreto, evitando falar de excomunhão, tem por intenção esvaziar as eventuais consequências do processo de Zapp, caso lhe seja dada razão. Os bispos dirão apenas que não se trata de excomunhão de qualquer maneira.

Aquilo que a maioria de nós pergunta, contudo, é... como é que isto é sequer possível no nosso tempo? O dinheiro recebido do imposto é uma fonte de rendimento segura, muito mais segura que as colectas dos ofertórios, certamente. Por isso compreende-se, do ponto de vista financeiro, que a Igreja esteja interessada em manter o sistema. Tudo bem, não fosse o facto de que a Igreja não se deve reger por interesses financeiros.
"Ora bem, 9% disso é meu ouviram!"
Todos já ouvimos dizer que um católico não praticante é como um ciclista que não pedala. Há aqui uma boa dose de verdade, mas também todos conheceremos casos de pessoas que se afastaram da prática religiosa durante algum tempo e que acabaram por regressar mais tarde, sem nunca terem renunciado à sua fé. Esse afastamento, que pode bem implicar não contribuir para o sustento da Igreja e das suas obras, não é o mesmo que apostasia. O peso do termo em si, e tudo o que acarreta, é totalmente diferente. Por mais que a intenção seja curativa, a verdade é que um decreto de excomunhão, ou de exclusão dos sacramentos, pode muito bem ser o suficiente para afastar alguém irremediavelmente da fé. É isso que se pretende?

Se a Igreja em Portugal consegue sobreviver com base nos ofertórios, generosidade dos seus fiéis e acordos com o Estado para certas áreas como a prestação de cuidados de saúde e de educação, então duvido que os padres alemães morram à fome se acabarem com o imposto para a Igreja. Seria certamente um sinal mais positivo que dariam à sociedade do que estes decretos e documentos que ainda por cima, pelo timing, tresandam a oportunismo e calculismo.

É pelo menos esse o meu entender, se discordarem façam o favor de o dizer nos comentários.

Filipe d’Avillez

Nigéria, orgulho e Vaticano II


Hoje acordámos com mais uma notícia trágica vinda da Nigéria. Um bombista matou uma mulher e uma criança quando fez explodir o seu carro junto a uma igreja.




E por fim, a dias do 50º aniversário do Concílio Vaticano II, D. Joaquim Mendes apresentou o livro “Vaticano II, 50 anos – 50 Olhares”.

Violence in Nigeria could lead to division of the country

Vítimas do mais recente ataque a cristãos na Nigéria
Full transcript of the interview with Fr. Michael Umoh, of the communications department of the diocese of Lagos, Nigeria, on the situation of the country regarding attacks on Christians, the latest of which took place yesterday, killing a woman and a child and injuring about 50 parishioners. See here for news report.

Transcrição completa da entrevista ao padre Michael Umoh, do departamento de comunicação da diocese de Lagos, na Nigéria, sobre a situação do país e dos ataques a cristãos, o último dos quais teve lugar ontem, matando uma mulher e uma criança e ferindo cerca de 50 pessoas. Veja aqui a reportagem.

Is the situation in Nigeria as bad as we have been hearing in the news?
It is bad enough, because wherever there is a life involved, not 1 or 10, or 100, it can be described as a disaster situation. However it must be noted that this problem has been more in the northern part of Nigeria and those responsible are sects of the Muslim fold, though the official Muslim body deny that they are Muslims. But it has been bad enough.

Does Boko Haram have a lot of support on the ground?
Considering the extent of damage they have caused and the extent of resources at their disposal, it stands to reason that they have very good support, internally and surely from the outside. One cannot deny the impact of their evil on the general life of the nation.

There have been some cases of retaliation. Could it reach a point where Christians need to take up arms to defend themselves?
There have been very few retaliation attacks on the part of Christians. But the Catholic Bishops Conference, in one of their communiqués, have warned that we are getting to a very dangerous point. The Bishops have pointed out to the Government that much as Christianity preaches love, and they as bishops continue to encourage Christians to embrace dialogue and peace, humanly speaking they themselves are beginning to be apprehensive of the fact that they may not be able to control or keep them in check again.

It is really spelling a very dangerous situation for the nation. Most of the Christians attacked in the North come from one of the main three ethnic groups from Nigeria. The three main groups are the Housas, who are majority Muslim, the Igbos, majority Christian, and the Yoruba, who are divided. Most of the Christians attacked in the North, killed or dispossessed of their homes and businesses are Igbos. There are quite a number of Hausas in the Eastern part, the homeland of the Igbos, and there are a good number of Igbos in the west generally. There could be a ganging up against the Hausas, an attack, if we don’t act in time, in the whole west and the east. If that should happen, and we pray it doesn’t, it means war. There is war already, but one side has refused to let it thrive.

The minority group in the Niger Delta are already threatening, because there is a political undertone to the whole thing, as a matter of fact, more than a religious matter.
Pe. Michael Umoh, à esquerda
Could this lead to a division of the country?
That is the fundamental question. The only type of explanation one can give to the Boko Haram issue is a generally unhappy relationship among the tribes in Nigeria.

Nigeria unfortunately is a marriage of seemingly incompatible bedfellows. It is a marriage of nations. When we trace it back to the 1914 amalgamation by the British government, most of the tribes brought together don’t really have things in common. The operating principles were manageable then, but can no longer hold now.

There have been a lot of calls for a constitutional conference, where the relationships between the tribes are discussed, the constitution is reviewed, how should the resources of the nation be distributed? Because most of the resources are taken from the Niger Delta, and everybody benefits from it, but the Niger Delta itself hardly benefits. These are some of the things that are really calling for definition.

If Nigeria will only remain one, if we sit down and redefine it. Because at the moment Nigeria is like a barrel of gunpowder, ready to explode. And everybody is seeing it, every right thinking person is calling for this discussion, but those who refuse the discussion are those that are benefitting from the Nigerian project, which is a bad project, a bad extension of colonialism.

Is tribalism a big problem for the Nigerian church?
It is a serious and unfortunate problem unfortunately, in the national and ecclesial life. It is painful that there are Christians, even in high levels of the church who are yet to be converted. It is a deep problem of lack of conversion. From the top it flows down, which means that its effect is significant enough and affecting things in Nigeria. Tribalism is a terrible evil.

Thursday, 20 September 2012

A verdadeira fúria islâmica vem do Irão!

Anda cá dizer-me isso ao véu!
Temos muitas novidades hoje, começamos com uma ronda dos bispos portugueses:



Mas os católicos não são os únicos preocupados com a situação do país. A esse respeito a Aliança Evangélica promove uma semana de oração por Portugal, que começou ontem e acaba no dia 26.

Do departamento do insólito temos o regresso da nossa amiga Cecília Giménez, a tal que “restaurou” uma imagem de Cristo, que agora vem reclamar direitos de autor sobre a imagem que se tornou tão popular.

E no Irão um clérigo decidiu repreender uma mulher na rua por achar que estava vestida de forma imodesta. Ela não gostou. Um mês mais tarde ele ainda precisa de ajuda para comer…

Por fim, em França alguém achou que seria boa ideia publicar novas caricaturas de Maomé. Se o autor da ideia se cruzasse com uma certa mulher iraniana… não vinha mal ao mundo.

Wednesday, 19 September 2012

Lições da Europa Central

Joseph Wood
Há alguns anos encontrava-me regularmente com representantes de Governos da Europa Central e, mais tarde, viajei pela região. Comecei a fascinar-me por este local por razões que, na altura, não me eram totalmente claras.

A “Europa Central” inclui uma variedade de pessoas e lugares diferentes. A Lituânia é em vários sentidos muito “católica”, mas a Estónia não. A República Checa e a Eslováquia são bastante diferentes, o que conduziu ao “Divórcio de Veludo” no fim da Guerra Fria. A Polónia e a Croácia têm raízes católicas profundas, mas que se desenvolveram de forma diferente do que na Hungria.

Os recentes desenvolvimentos politicos e económicos deixaram os países com tantas diferenças que alguns questionam se podemos sequer pensar neles como uma única região.

Mas quer esteja a visitar estes locais pela primeira vez ou os conheça desde toda a vida, apesar de, e na base de, todas as diferenças há uma semelhança clara que inclui o tempo, a arquitectura, a experiência histórica e a visão do mundo.

Nas minhas reuniões com representantes do Governo e com as pessoas que vim a conhecer através de contactos católicos, muitos dos quais eram, no início da década 2000, bastante novos para os cargos que exerciam, existia um elemento comum que passava por uma apreciação da liberdade que não era tão evidente entre os seus contemporâneos americanos e da Europa Ocidental. Um deles explicou-me que os seus pais tinham sido informados que ele teria melhores possibilidades de suceder na escola caso eles deixassem de ir à missa. Este tipo de assédio era o normal.

Uma das razões por detrás do meu fascínio pela região é de que alguns – embora não todos – os católicos e protestantes sobreviveram com a fé intacta, não obstante o poder do Estado burocrático-administrativo moderno. Esse Estado procurou, com grande vigor e a melhor tecnologia da época, secularizar a sociedade e limitar a religião, na melhor das hipóteses, aos edifícios religiosos cuja existência ainda era tolerada. Talvez tenhamos algo a aprender com essa experiência.

John Hittinger, da Universidade de St. Thomas em Houston, descreveu recentemente a semelhança entre a nossa situação e a deles. Ele cita os avisos, feitos há meses pelo Cardeal George, sobre os efeitos do Decreto HHS sobre o fornecimento decontraceptivos, que para todos os efeitos obriga as instituições católicas a secularizar-se ou a fechar. O Cardeal sublinhou que a liberdade religiosa também era garantida na Constituição soviética, embora a realidade fosse bem diferente e altamente restringida. Alguns líderes da Igreja Ortodoxa Russa tinham postos na KGB.

Uma das várias igrejas transformadas em
"museu do Ateísmo" pelos soviéticos.
O católico que se opôs com mais vigor a esta realidade da Guerra Fria foi, claro, o Cardeal Wojtyla da Polónia, mais tarde João Paulo II. Ele desenvolveu um plano de quatro pontos para a Igreja nessas circunstâncias: “1) Apelar aos direitos da lei e da moralidade para combater as agressões injustas às suas acções e instituições; 2) Ser acima de tudo professor, explicando a verdadeira fé e as suas aplicações a todas as esferas da vida...; 3) Usar oportunidades dramáticas para expressar a solidariedade com aqueles católicos que estejam a ser atacados e as instituições que estão a ser subvertidas; celebrar as efemérides e os heróis da fé nos seus próprios países; 4) desafiar fortemente e contrariar a táctica de ‘dividir no topo e na base’, empregue pelo Estado, e estar a postos para impôr as práticas doutrinárias e disciplinares requiridas para manter a unidade da fé”.

Fácil de dizer, difícil de cumprir. O Papa ganhou a guerra, mas nas batalhas que se desenrolaram, na Polónia e noutros locais muitos, (incluindo clero) foram tragicamente cooptados pelo Estado e colaboraram com o seu programa.

O que se passou nesses anos e que permitiu que o Cristianismo sobrevivesse na Europa Central parece ter sido apenas o mais recente episódio do que o padre Stanley Jaki, da Hungria, descreveu no seu recente livro Archipelago Church. Ele argumenta que a Igreja, tanto no passado século como sempre que se fizeram sentir as “tempestades morais da destruição”, é na verdade um arquipélago composto por ilhas de santidade e verdade, mais do que um continente inteiro. Os santos sustentam estas ilhas ao longo dos séculos, embora as suas posições mudem consoante as contingências da história.

Estas ilhas existiram e continuam a existir também na Europa Ocidental, onde a secularização continuou a toda a velocidade nos últimos dois séculos, mesmo sem a assistência de regimes comunistas. Por toda a Europa sentiu-se um problema diferente mas igualmente importante, a colaboração na secularização por parte de uma igreja financiada pelo Governo e legalmente instituída que é dependente de um grande aparato estatal.

O nível de financiamento que as instituições católicas recebem do Governo federal nos Estados Unidos cria tensões similares, entre resistir ao Estado quando este abusa da sua autoridade e o risco de perder o dinheiro público que sustenta as obras da Igreja. Os católicos americanos tendem a apoiar os grandes programas sociais do Governo. Com a aumento de recursos por parte do Governo para financiar esses programas vem também mais poder, que pode ser usado para qualquer coisa, como por exemplo o decreto HHS.

As ilhas deste arquipélago formam o “organismo vivo” da Igreja, com as suas estruturas eclesiais a compor o esqueleto necessário. A novidade do século passado, na opinião do padre Jaki, foi o reconhecimento do papel dos leigos, que culminou no Concílio Vaticano II, (um concílio para o qual reservava críticas consideráveis). Para sustentar e fazer avançar este arquipélago, para implementar o plano do Cardeal Wojtyla, os leigos terão de desempenhar um novo papel em conjunto com a hierarquia. O papel dos leigos será precisamente um dos grandes temas do ano da Fé que se aproxima e que começa no dia 11 de Outubro.

A América está ainda, esperamos, muito longe da Europa Central dos anos 60, e seria errado compararmos a nossa situação à dos cristãos que tiveram de defrontar o Leviatã comunista. Mas aqueles que emergiram da região nos meados do século XX, com a experiência daquilo que acontece quando o Estado Secular procura limpar os espaços públicos de qualquer influência religiosa, têm muito para nos ensinar neste momento da nossa história.


(Publicado pela primeira vez no Sábado , 15 de Setembro 2012 em http://www.thecatholicthing.org)

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Tuesday, 18 September 2012

O filme de Maomé e a cabeça de Salman Rushdie

Uma cabeça que vale 3,3 milhões de dólares
A viagem de Bento XVI correu bem e sem perigos. A Aura Miguel faz aqui uma síntese desta visita.

O Papa foi entregar aos bispos do Médio Oriente a Exortação Apostólica correspondente ao Sínodo que decorreu em 2010. Podem ler o meu resumo desse documento aqui.

Entretanto o mundo islâmico continua com tumultos por causa do filme sobre Maomé. Mas há vozes muçulmanas que se erguem contra a violência, incluindo a do Grão Mufti da Arábia Saudita e a deste americano, que vale bem a pena escutar.

Na mesma altura (mas que timing!) é publicado o livro de memórias de Salman Rushdie, o que levou a que o seu valor (o valor da sua cabeça, entenda-se), aumentasse em 500 mil dólares

Por cá não há cabeças a prémio, por enquanto, mas os bispos lembram que a “política não é nenhum ringue”. Imaginem as audiências do Canal Parlamento se fosse!

E Guimarães e Braga vão receber uma sessão do Átrio dos Gentios em Novembro, em que deverão participar Olga Roriz, Assunção Cristas e valter hugo mae.

Por fim, para quem interessar, o sociólogo de religiões José Maria Pereira Coutinho, vai falar sobre a religiosidade dos universitários amanhã, no Seminário Mundos juvenis no Instituto de Ciências Sociais, pelas 17h30.

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