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Thursday, 20 July 2023

JMJ - "Virão dos quatro cantos da terra"

Já começou!

Para nós pode parecer que ainda faltam quase duas semanas para começar a JMJ Lisboa 2023, mas para muitos peregrinos que vêm de mais longe, a aventura já começou. 

Neste momento já estão a caminho grupos da Nova Zelândia, como estes de Bathurst, que estão a caminho do Luxemburgo para depois vir com os luxemburgueses para Lisboa. Com eles trazem representantes da Ilha de Vanuato, no Pacífico (em baixo). 


Mas há também este grupo da Nova Zelândia, que já se encontra em França, e que traz o único representante de Tuvalu, outra ilha nação do Pacífico.


O Médio Oriente será representado certamente por vários grupos, seja de Egípcios, Libaneses e Iraquianos - os sírios muito dificilmente poderão vir, e muitos libaneses também não por causa da crise e da guerra, mas terão os seus próprios eventos em paralelo - mas já estão a caminho grupos de Omã, dos Emirados Árabes Unidos (em baixo) e da Arábia Saudita (no topo). 

E por fim, temos grupos do Brasil também já a fazer-se à estrada, como este de Niterói. 

A delegação do Sudão do Sul, com a delegação da Etiópia, a receber uma bênção antes de partir de Adis Abeba


Voluntários do Togo a partir para Lisboa

Colômbia a caminho!

Filipinos antes de partir


Os nossos irmãos de Cabo Verde à chegada a Lisboa


Peregrinos de Timor Leste em Lisboa


Rapaziada de El Salvador prestes a partir


Peruanos juntos antes de deixar Lima


Católicos do Nepal à chegada a Lisboa!


Esta é dedicada a todos os que pensam que estão a fazer um frete por ficar em Lisboa durante a JMJ. 
Os peregrinos das ilhas da Mariana do Norte saíram de Saipan e ainda param em Guam, em Manila, no Dubai e só depois é que chegam a Lisboa.


Peregrinos mexicanos no Canadá, em trânsito para Portugal, acompanhados da embaixatriz de Portugal no Canadá.




A todos os que vêm, Portugal espera-vos e aguarda ansiosamente a vossa alegria e fé! 

Tuesday, 19 March 2019

Renúncias rejeitadas e tragédias antípodais

D. Maurílio Gouveia
Morreu o arcebispo emérito de Évora, D. Maurílio Gouveia. Rosário Silva faz aqui a sua biografia, Aura Miguel escreveu esta simpática e bonita homenagem e aqui encontram as reacções de D. Manuel Clemente e do bispo do Funchal, a sua diocese de origem.

Mas claro que a grande, e pior, notícia dos últimos dias foi o horrível massacre em Christchurch, na Nova Zelândia. O Papa rezou pelas vítimas. Deixo-vos com esta minha reflexão sobre esse atentado e sobre o papel do Cristianismo nesse fanatismo racial.

O Papa rejeitou a renúncia do cardeal Barbarin, de França, que foi condenado por encobrir casos de abuso.

Por falar em abusos, a diocese de Vila Real suspendeu o padre acusado de ter tido uma relação com uma menor com quem mais tarde viria a ter um filho. Esse dado já foi acrescentado à cronologia de casos de abuso em Portugal, que mantenho aqui.


Tarrant não é fruto do Cristianismo, é fruto do seu abandono


Por mais que algumas pessoas, incluindo o presidente da Turquia, Erdogan, insistam em dizer o contrário, o terrorista de Christchurch não era cristão.

No seu manifesto ele fala de Cristianismo, mas quando chega ao ponto de se identificar, ou não, como cristão, responde que “isso é complicado, quando souber, digo”, o que deixa bastante a desejar em termos de profissão de fé. Nisto, segue a tendência de outros famosos terroristas raciais. A excepção é Anders Breivik que, no seu manifesto, diz que foi baptizado, mas deixa esta explicação importante: “Se alguém tem uma relação pessoal com Jesus e com Deus, então é um cristão religioso. Eu, e muitos como eu, não temos necessariamente uma relação pessoal com Jesus Cristo e com Deus. Contudo, acreditamos no Cristianismo como uma plataforma cultural, social, identitária e moral. Isso faz de nós cristãos”. Lamento desiludir-te Breivik, mas não, não faz.

A questão preocupante, para mim, é que tanto Breivik, que matou dezenas de pessoas inocentes na Noruega, como Tarrant, que matou 49 pessoas inocentes na Nova Zelândia, alegaram estar a agir em defesa da cultura e da civilização ocidentais.

Sempre achei fascinante como alguém pode alegar defender uma cultura e uma civilização rejeitando precisamente o Cristianismo que é o elemento aglutinador. Tirando o Cristianismo, o que é que um português tem em comum com um finlandês? Ou com um russo? Não é de espantar que fiquemos reduzidos à questão racial, aliás, forçadíssima… Basta colocar lado-a-lado um português típico e um finlandês para se ver as diferenças em termos de tonalidade da pele.

E quando nos agarramos a coisas tão básicas como a cor da pele, tão efémeras como especificidades culturais e tão fluidas como a língua, claro que nos sentimos sempre sob ameaça e vemo-nos forçados a adoptar numa mentalidade de trincheira que vê qualquer pessoa de cor, cultura ou língua diferente como um perigo ou, para usar o termo infeliz de Tarrant, invasor.

O abandono do Cristianismo transforma a cultura europeia numa carcaça. Vemos isso tanto na decadência cultural da Europa relativista que abandonou a sua religião voluntariamente, como na retórica nojenta dos racistas atuais. São fenómenos que se alimentam mutuamente, duas faces da mesma moeda. Uma apostada num lento suicídio, outra em morrer matando.

Eu não sei porque é que Tarrant não se assume como cristão. Só Deus sabe o que se passa naquela cabeça. Mas sei que se ele fosse de facto cristão não conseguiria justificar o seu acto em qualquer manifesto, tal como Breivik só podia mesmo ser um “cristão” sem relação com Deus ou com Jesus para achar que a religião que manda amar os inimigos é compatível com a matança de inocentes.

Mentalidades como a de Tarrant e de Breivik não são fruto do Cristianismo, são fruto do seu abandono e devem servir de alerta para os guerreiros culturais que querem extirpar a fé da nossa civilização. O Cristianismo é um travão ao extremismo cultural, racial e étnico. Não é um travão infalível, como bem sabemos, mas é um travão potente. Livramo-nos dele à nossa conta e risco.

Que Deus acolha na sua misericórdia os mortos e que os cristãos sejam firmes e unânimes na sua condenação destes actos e da mentalidade que lhes está subjacentes. O nosso lugar nunca será ao lado destes homens, mas sempre das suas vítimas, independentemente da sua religião.

Monday, 16 April 2012

85 anos de Bento XVI, tradicionalistas e igrejas de papel

Sarajevo... com cada vez menos cristãos

Esta é uma semana importante para Bento XVI. O Papa cumpre 7 anos no trono de Pedro na quinta-feira, mas hoje celebra 85 anos de vida.




E finalmente, sobretudo para quem se interessa por arquitectura religiosa, já imaginaram uma catedral de cartão? Vai ser construída na Nova Zelândia. Podem ver mais fotos aqui.

O papel da igreja na Nova Zelândia - literalmente

A nova catedral da cidade de Christchurch, que sofreu um sismo devastador em 2011, vai ser feita essencialmente de cartão.

O arquitecto é Shigeru Ban, que se especializa neste género de obras, e já construiu pelo menos uma igreja com este material, que podem ver nas fotos que se seguem.


A igreja foi construída para a cidade de Kobe,
arrasada por um sismo em 1995

A estrutura "temporária" acabou por
ser usada durante uma década

Ao fim desse tempo foi doada e encontra-se agora no Taiwan.
A estrutura original foi erigida por 160 homens em 5 semanas
A nova catedral de Christchurch tem a vantagem de ser ecológica e económica, como realça um porta-voz da cidade. 


Estes projectos permitem perceber como ficará a estrutura quando estiver finalizada:






Filipe d'Avillez

Thursday, 15 December 2011

Mensagens de Natal episcopais e tolerância religiosa "à holandesa"

É sempre por volta desta altura que começam as mensagens de Natal dos bispos. Este ano, como seria de esperar, andam todos à volta da crise. Têm aqui a de D. Manuel Clemente e aqui uma notícia sobre as de D. Jorge Ortiga e D. Anacleto Oliveira.


D. Jorge Ortiga que, ontem, recordou o facto de o emprego ser tanto um direito como um dever. A Liga Operária Católica está, entretanto, muito preocupada precisamente com o desemprego.


Na cena internacional temos mais dois cristãos assassinados no Iraque, os dois filhos menores ficaram feridos mas estão fora de perigo.

Há meses falámos de uma lei que proibiria a matança ritual de animais na Holanda, impedindo judeus e muçulmanos de manter a sua prática ancestral. Ao que parece essa proposta será chumbada no senado.

(Imagem, mitra episcopal com cena da natividade, Museu da Idade Média, Paris)

Campanha polémica de Natal na Nova Zelândia

A Igreja de St. Matthews in the City, na cidade de Auckland, Nova Zelândia, está no centro de uma polémica depois de ter desvendado o seu cartaz de Natal para 2011.

Esta igreja anglicana, que se auto-denomina progressista, tem reputação de “testar os limites” do bom gosto e do bom senso para chamar atenção para o Natal. A campanha deste ano mostra uma Nossa Senhora, pintada ao estilo renascentista, olhando estupefacta para um teste de gravidez.


Os responsáveis da igreja dizem que estão apenas a tentar recordar que o Natal foi um episódio real: “É sobre uma gravidez real, uma mãe real e um bebé real. É sobre ansiedade real, coragem e esperança. Maria era solteira, jovem e pobre. Não foi certamente a primeira mulher a encontrar-se nesta situação, nem será a última”, afirmou o reverendo Glynn Cardy, de St. Matthews.

A Igreja Católica, por sua vez, mostrou-se desagradada com o conteúdo da mensagem, embora reconheça as boas intenções dos anglicanos: “Mais uma vez a paróquia de St. Matthews mostra-nos que se afastou do Cristianismo tradicional, embora as suas intenções possam ser as melhores. É verdade que o Natal é real e celebra uma gravidez real. Também é verdade que a ansiedade e as necessidades das mães solteiras de hoje têm de ser resolvidas com compaixão e cuidado. Mas ao enfatizar estas questões a igreja ignora o relato do Evangelho daquilo que envolveu a gravidez e o nascimento de Jesus, no qual Maria não é uma mãe solteira em estado de choque mas uma jovem que deu o seu sim e colocou a sua confiança em Deus”.

Talvez a opção menos sensata da igreja de St. Matthews tenha sido de abrir um concurso no seu site convidando os participantes a encontrar uma legenda para a imagem. Como seria de esperar o site foi inundado tanto de mensagens de repúdio pela campanha como por sugestões de legenda absurdas ou mesmo bastante ofensivas.

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