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Wednesday, 17 January 2024

O que há de religioso na tensão no Médio Oriente? (Quase) tudo

Guardas Revolucionários do Irão

Ao longo dos últimos dias assistimos à surpreendente notícia de que o Irão lançou ataques, incluindo com mísseis balísticos e drones, contra alvos no Iraque e no Paquistão.

Trata-se de uma escalada inesperada na situação no Médio Oriente e também extraordinariamente perigosa. Basta recordar que o Paquistão é uma potência nuclear, e o Irão, se não é ainda, para lá caminha.

O que é que se passa? E o que é que a religião tem a ver com o assunto? Como veremos, muito.

Xiitas v. Sunitas

O primeiro ponto tem a ver com a divisão entre sunitas e xiitas, os dois grandes ramos do Islão. Mundialmente os sunitas são a vasta maioria, com cerca de 90% da população, mas olhando mais especificamente para o Médio Oriente a coisa não é tão evidente. O Irão é a grande potência xiita, e tem um regime teocrático que usa a religião para se legitimar. Mas depois existem vários países na região que têm significativas minorias, ou até maiorias de xiitas.

Já os sunitas são maioria em quase todos os países do Médio Oriente, excepto o Irão, obviamente, e o Iraque. As grandes potências sunitas são por um lado a Arábia Saudita, e por outro – já fora do Médio Oriente, mas na fronteira e com o olhar cada vez voltado para leste, a Turquia.

As grandes rivalidades na região – excluindo para já Israel, mas já lá vamos – são entre países sunitas e xiitas, e por vezes entre forças dessas duas correntes do Islão dentro dos países, que agem a mando de potências externas. Assim, a Arábia Saudita está actualmente em conflito com os houthis, do Iémen, que são xiitas e agem sob ordens de Teerão, e a Turquia apoia os grupos rebeldes na Síria, que são na maioria sunitas e de tendência jihadista, enquanto o Governo da Síria é dominado pelos alauitas, que são um ramo do xiismo.

Até agora, apenas uma coisa parecia capaz de unir os dois ramos, o ódio a Israel e, por extensão, aos seus apoiantes ocidentais, nomeadamente os Estados Unidos. Mas até isso parece estar agora em causa.

Uma aposta ganha de Israel?

Durante anos Israel tem sido o alvo preferido da retórica do Irão. Contudo, os dois países não partilham qualquer fronteira, por isso a coisa resumia-se quase só a isso, retórica. Entretanto o Hezbollah, a força xiita no Líbano, começou a atacar Israel e o Irão está prestes a tornar-se um país nuclear, o que apresenta um sério risco para Telavive. Pior, o Irão tornou-se um dos principais patrocinadores do Hamas, o grupo armado que domina a Faixa de Gaza, e terá mesmo ajudado a treinar, armar e financiar os ataques de Outubro que levaram à mais recente guerra.

Quando Israel ripostou contra o Hamas, invadindo Gaza numa operação que já causou dezenas de milhares de mortos e está a deixar o território praticamente inabitável, pensou-se que estava a cometer um erro estratégico, colocando todo o resto do Médio Oriente – e uma boa parte da opinião pública do ocidente – contra si. Contudo, aquilo a que estamos a assistir agora pode indicar uma aposta ganha por Israel, na medida em que a tensão entre xiitas e sunitas isola o Hamas, dependente do Irão, e isola o próprio Irão na região. Note-se que no seguimento da guerra em Gaza nenhum país sunita veio em auxílio do Hamas, mas pelo contrário houve dois atentados dentro do Irão promovidos por forças sunitas radicais, uma com sede em Idlib, na Síria, outra com sede no Paquistão. Foram alvos desses grupos, supostamente, que o Irão atacou.

Claro que isto levanta a pergunta: porque é que estes grupos atacaram o Irão precisamente nesta altura em que o estado xiita estava a usar os grupos que apoia e controla para atacar Israel e alvos ocidentais, através dos ataques a navios no Mar Vermelho? Terá havido algum encorajamento por parte desses governos ocidentais, ou de Israel, nesse sentido?

O que sabemos é que há dias a Arábia Saudita já veio dizer que poderá vir a reconhecer Israel, desde que o problema da Palestina seja resolvido. Parece uma condição impossível, mas os sauditas também não disseram o que consideram ser uma justa resolução, portanto está tudo em aberto. Esta aproximação de Ríade mostra claramente que os países sunitas estão a compreender que não é Israel que é o seu grande inimigo na região, pois não os ameaça directamente, e que já não têm a ganhar com os apelos à solidariedade muçulmana com a Palestina, uma vez que o Irão os ultrapassou pela direita e assumiu essa causa para si.

Os próximos tempos poderão, por isso, revelar um novo equilíbrio de poderes no Médio Oriente, com os países sunitas a aceitar tréguas e até colaboração com Israel, e por extensão com o mundo ocidental, face a uma ameaça comum.

E se o Irão “flipar”?

Uma das ironias em toda esta situação é que o Irão é, nalguns sentidos, um tigre de papel. Não quero de forma alguma subestimar a sua importância e a sua força, mas sim sublinhar que essa força está toda concentrada no topo de uma pirâmide que está a ficar com as bases corroídas.

Mulheres no Irão queimam hijabs
em protesto contra o regime 
Meio século de um regime fundamentalista e retrógrado em Teerão conseguiu o feito de virar uma grande parte da população contra essas mesmas ideias. Nas grandes cidades iranianas as pessoas não querem saber de religião, de xiismo e de rivalidades com os sunitas. Não obstante toda a sua conversa antiocidental, os iranianos comuns estão profundamente ocidentalizados e a sentir cada vez mais o peso da falta de liberdade a que estão sujeitos. O Irão é, por isso, um barril de pólvora que já foi posto à prova várias vezes, mas que mais dia, menos dia, pode mesmo explodir e ver desaparecer o regime dos ayatollahs, sendo estes substituídos por uma nova realidade muito mais ocidentalizada, que recupera o lugar que o Irão já ocupou no mundo, em termos de cultura e de desenvolvimento. Mas isso ainda não aconteceu, nem se sabe se vai acontecer, por isso os ayatollahs ainda lá estão e são eles que estão quase a obter armas nucleares.

E por fim a Rússia

Claro que a Rússia também é para aqui chamada. Moscovo tem sido o grande aliado internacional do Irão. Juntos combateram na Síria e na Líbia e há muitos que acreditam, como eu, que o ataque do Hamas teve dedo de Moscovo, precisamente para provocar uma resposta israelita e levar os americanos a dividir com Israel o apoio militar que têm dado a Kiev.

Aqui, claro, não é qualquer solidariedade religiosa que está em causa, mas apenas uma solidariedade de autocracias, até porque a muito significativa população muçulmana da Federação Russa é de maioria sunita. Mas se a situação no Médio Oriente deixar de ser uma guerra de procuração com rebeldes submissos a Teerão a lançar mísseis contra bases americanas e navios internacionais, tornando-se em vez disso uma guerra aberta entre estados, então a Rússia só tem a perder, porque o precioso apoio militar que tem recebido do Irão provavelmente vai cessar. Aos russos e aos iranianos interessa, por isso, ir longe, mas não longe de mais. E esse é sempre um jogo muito perigoso de se jogar.

Thursday, 19 October 2023

O Hospital Anglicano de Gaza e o paradigma da desinformação

O que se passou esta semana no Hospital Anglicano, em Gaza, é quase um retrato da guerra no Século XXI.

Na terça-feira ao fim da tarde começaram a chegar as notificações dos grandes órgãos de comunicação social. Israel acabava de bombardear o Hospital Anglicano, matando cerca de 500 pessoas. Horror absoluto! Chocado, eu partilhei a informação no Twitter. Felizmente, porque enquanto jornalista sei como estas coisas funcionam, usei a condicional. “Israel terá bombardeado o Hospital Anglicano em Gaza…”

Duas horas mais tarde Israel garantia que não tinham sido eles, tinham sido os palestinianos e a explosão tinha sido causada por um míssil que falhou o alvo, caindo em Gaza.

Começaram as trocas de acusações e pelo mundo partidários de uns e outros pegaram logo nas suas bandeiras, assumindo como verdade absoluta tudo o que estava a ser dito pelo lado que apoiam. Muito rapidamente percebemos que a dor e a tristeza pela morte de tantos civis eram secundárias em relação aos pontos que se podia ganhar nas discussões.

Neste tempo em que temos acesso a informação na ponta dos dedos, continuamos a ser expostos a desinformação a um ritmo alucinante. A culpa é, em larga medida, dos órgãos de comunicação social que, na ânsia de serem os primeiros a dar a notícia nem sempre verificam bem os factos, o que se torna ainda mais evidente quando é impossível ter correspondentes no terreno.

Reparem como foi a evolução desta notícia em particular: De “Israel bombardeia hospital, destruindo-o completamente e matando 500 pessoas”, passámos para “hospital bombardeado e destruído, morreram 500 pessoas”, para “Palestinianos bombardeiam hospital, matando 500 pessoas” e por fim para “explosão no parque de estacionamento do hospital mata dezenas de pessoas”.

E no meio disto tudo continuamos sem saber, em rigor, quem disparou o projétil que atingiu o parque de estacionamento do hospital, nem quantas vítimas houve, já que o Hamas fala em 471, mas fontes de agências secretas europeias dizem que foram “apenas” dezenas.

Uma das coisas mais interessantes nisto é a forma como os partidários de um lado e do outro parecem estar perfeitamente convencidos de que o lado que apoiam seria incapaz de cometer um acto destes, e que o lado contrário não só seria capaz, como o faria de forma propositada e com gosto. Isto revela uma divisão social e ideológica que embora seja compreensível no próprio Médio Oriente, não faz sentido para quem observa à distância.

Mas a verdade é que ambos os lados já fizeram o equivalente, e provavelmente pior. Quem diz que os palestinianos não seriam capazes de bombardear o hospital esquece-se que estamos a falar de um movimento que só existe porque faz de toda a população de Gaza o seu escudo humano e que há menos de duas semanas penetrou no território israelita e matou mais de 1000 civis desarmados, homens, mulheres e crianças. Não seriam capazes de matar algumas dezenas dos seus próprios civis para prejudicar a imagem dos israelitas? Claro que seriam. Não estou a dizer que o fizeram, mas que seriam capazes é evidente.

E quem diz que Israel jamais atingiria um hospital, matando civis, esquece-se que o mesmo Hospital Anglicano foi atingido por tiros de artilharia israelita dias antes, mas que felizmente não fizeram vítimas.

Com base na informação que já saiu, parece-me bastante convincente a teoria de que foi um míssil palestiniano a fazer estragos no hospital, mas não vejo qualquer indício de que tal tenha sido propositado. Parece-me antes que foi um terrível acidente, mas que as autoridades de Gaza, ou pensando que tinha sido um ataque israelita, ou sabendo já que tinha sido um erro palestiniano, culparam os israelitas para poder gerar indignação interna e internacionalmente contra o seu inimigo. E funcionou, obviamente. O número de mortos pode ter sido exagerado com o mesmo propósito, mas se foi isso que aconteceu, então naturalmente o Hamas, tendo já avançado essa informação, não poderia voltar atrás e dizer que tinham sido apenas umas dezenas de vítimas, pelo que se vê obrigado a manter a narrativa e não pode aceitar de forma alguma a culpa pelo incidente.

Não é brincadeira nenhuma quando se diz que a primeira grande vítima da guerra é a verdade.

O que faz um hospital anglicano em Gaza?

Feita esta primeira análise, um comentário sobre o facto de haver sequer um hospital cristão em Gaza, sobretudo anglicano, quando os anglicanos são uma minoria praticamente insignificante na Palestina em geral, e julgo não existirem sequer em Gaza.

O facto de este hospital existir não é apenas testemunho de uma história de envolvimento cristão na região. De facto, quando o hospital foi fundado não existia Israel, quanto mais Autoridade Palestiniana.

Mas à medida que a realidade no terreno foi mudando, e sobretudo a partir do momento em que o Hamas, um grupo radical islâmico, foi ganhando peso e os cristãos foram saindo de Gaza para outras partes do mundo, ou então para a Cisjordânia, o hospital poderia perfeitamente ter sido desactivado ou, pelo menos, desvinculado de uma Igreja que não tem presença no terreno. Mas não. A Igreja Anglicana (mais especificamente Igreja Episcopal de Jerusalém, o ramo local da Comunhão Anglicana) manteve o hospital activo e a servir a população quase totalmente muçulmana porque é isso que os cristãos fazem.

Em todo o mundo vemos o mesmo padrão. Mesmo em locais onde são uma pequena minoria, as igrejas cristãs desempenham um papel absolutamente desproporcional no fornecimento de serviços às populações locais, seja na área da saúde, seja na área da educação ou da justiça social.

Este é um verdadeiro e belo testemunho de amor cristão pelos outros, e de serviço ao bem comum, e é também uma forma de evangelização, mesmo que não resulte em conversões imediatas, ou futuras.

Entretanto, continuemos a rezar pela Terra Santa. Que Deus faça brotar no coração dos homens a sede de paz, porque humanamente não se vê luz ao fundo do túnel nesta altura.

Friday, 13 October 2023

O triste e grotesco regresso da Guerra na Terra Santa

O triste regresso à normalidade em Gaza
O tema desta semana é, obviamente, o regresso – em grotesca força – do conflito entre Israel e Palestina. O Papa é apenas um dos muitos líderes que tem apelado à paz, e mais recentemente à libertação de reféns, mas esta não parece estar para breve. Aliás, Israel criticou-o por fazer “falsos paralelismos”. Francisco telefonou também ao pároco da comunidade católica em Gaza, que é muito pequena, mas desenvolve um trabalho social muito importante na região.

Os bispos católicos da Terra Santa já declararam que o dia 17 de Outubro será de oração e jejum pela paz, e sei que várias organizações católicas se vão juntar a esse apelo, por isso encorajo-vos a fazer o mesmo.

No dia seguinte, 18 de Outubro, a fundação Ajuda à Igreja que Sofre já tinha convocado a iniciativa “Um milhão de crianças reza o terço” e a paz na Terra Santa será sem dúvida uma das principais intenções.

Não há nada que se passe na Terra Santa que não tenha uma dimensão religiosa, e há poucos locais do mundo em que a realidade religiosa é tão complexa como lá. Hoje actualizei e republiquei um texto que datava originalmente de 2012 sobre a relação dos cristãos com Israel. É um assunto complicado e muito, muito variado, mas que podem ter interesse em aprofundar numa altura como esta. Aconselho ainda a leitura desta entrevista com um padre, judeu convertido ao catolicismo, que explica porque é que a Igreja Católica tem de agir com cautela quando fala desta guerra, que parece não ter fim.  

O grupo Renascença tem um novo presidente do Conselho de Administração, o cónego Paulo Franco. Como a maioria de vocês saberá, eu trabalhei na Renascença durante mais de uma década e para além de ainda lá ter muitos amigos, continua a ser uma casa pela qual tenho a maior estima. Acredito perfeitamente que a Renascença ainda tem um papel a cumprir na comunicação social em Portugal e que pode ser cada vez mais e melhor aquela instituição que ajuda os portugueses a fazer uma leitura crente e cristã da actualidade. Por isso só desejo o maior sucesso ao Pe. Paulo Franco e a todos os que lá trabalham, sabendo muito bem que o presente e o futuro continuam a não ser nada fáceis.

Enquanto isto, o ex-presidente da Renascença, o agora Cardeal Américo Aguiar, vai presidir às celebrações de Fátima, que começaram na noite de quinta-feira, e onde certamente também se vai rezar muito pela paz.

A semana passada disse que estava para sair um artigo meu no Expresso sobre o papel da mulher na Igreja, a propósito do Sínodo. Foi adiado para esta semana, em princípio, portanto podem procurá-lo a partir de amanhã.

E por falar no papel da mulher na Igreja, o artigo desta semana do The Catholic Thing é talhado para gerar discussão e até alguma polémica. A teóloga Carrie Gress pergunta se é possível um feminismo cristão. Leia a conclusão a que chega.

Friday, 21 May 2021

O Filipe resolve o problema do Médio Oriente... Quase.

Ontem estive no programa da Agência Ecclesia para falar sobre a crise no Médio Oriente, as raízes do conflito entre Israel e a Palestina, o papel da religião em tudo isto e possíveis soluções de paz.


Monday, 6 April 2015

Artista portuguesa baptizada pelo Papa

Campo de refugiados de Yarmouk... ou inferno...
O Papa Francisco aproveitou as celebrações pascais, e a sua tradicional bênção Urbi et Orbi, para pedir a paz para as regiões do mundo que estão em guerra. Tomara não fossem tantos, mas mais de metade da mensagem foi a enumerar os locais de conflito.

Mas os cristãos perseguidos foram a principal preocupação de Francisco nas suas mensagens e homilias, como fez questão de recordar esta segunda-feira de manhã.

Os média portugueses estiveram particularmente atentos à história de Helena Lobato, que foi baptizada pelo Papa na Vigília Pascal e que lhe ofereceu um retrato do próprio. Aqui têm a história da conversão dela, gravada antes de ir para Roma.

Claro que as celebrações pascais foram manchadas pelo terrível massacre, no Quénia, de cerca de 150 estudantes de uma universidade. Sabe-se agora que os terroristas separaram os cristãos dos muçulmanos antes de mataremos primeiros.

Entretanto o Estado Islâmico ocupou grande parte de um campo de refugiados para palestinianos, em Damasco. Trata-se do mais próximo que o grupo já chegou do centro do poder na Síria, mas é interessante verificar que, em Yarmouk, o Estado Islâmico procedeu a uma “limpeza” de tudo o que fosse militante do Hamas. Saiba aqui porque é que os islamitas do Estado Islâmico andam a decapitar islamitas do Hamas

Soube-se esta segunda-feira que as celebrações de Fátima serão presididas, no próximo mês de Maio, pelo bispo D. Raymundo Damasceno Assis, presidente da Conferência Episcopal do Brasil.

E atenção a todos os que têm interesse em cinema… O Bíblia Moov está a desafiar jovens a fazer vídeos sobre as parábolas.

Tuesday, 1 July 2014

Papa v. Guardas e despedidas rabínicas

"Keep on rockin in Italy, Rabbi"
O rabino Eliezer Shai di Martino, responsável pela sinagoga de Lisboa nos últimos sete anos e parceiro valioso do diálogo inter-religioso em Portugal, parte hoje para Itália. Leva saudades e deixa-as também. Podem ler aqui a sua última entrevista como Rabino de Lisboa.

Realiza-se neste momento o Suíça – Argentina. Imagina-se um ambiente tenso no Vaticano, entre os guardas suíços e o homem a quem juraram lealdade

Os bispos americanos mostraram-se agradados com a decisão do Supremo Tribunal americano de ontem. Obama nem por isso.


O Vaticano condenou esta segunda-feira a trágica matança de três jovens israelitas que tinham sido sequestrados pelo Hamas, isto enquanto o Estado Islâmico, como se chama agora o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, declarou um califado e diz que todos os muçulmanos lhes devem jurar lealdade.

Amanhã é dia de novo artigo do The Catholic Thing, mas enquanto esse não aparece, não deixem de ler o da semana passada, que explica como chegámos ao ponto em que um pasteleiro tem mais obrigações para com um casal do que os esposos têm um para com o outro…

Thursday, 11 July 2013

O Hamas Precisa de Amigos...

O Papa Francisco actualizou hoje o código penal da Santa Sé. Naquele Estado deixa de existir pena de prisão perpétua e alarga-se a definição de crimes contra menores.


Normalmente os rigores do jejum do Ramadão só comprometem os muçulmanos, mas na Arábia Saudita quem violar as suas regras em público, mesmo que seja não muçulmano, pode ir para a cadeia ou ser expulso do país.

No Egipto foi morto mais um cristão como represália pelo apoio que os coptas têm dado ao golpe militar contra a Irmandade Muçulmana.

Tem muito dinheiro ou fabrica bombas caseiras? Ligue para a Palestina, porque ao que parece, o Hamas está a precisar de amigos.

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