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Thursday, 26 October 2023

Statements by religious leaders in the Holy Land, regarding the 2023 war between Israel and Hamas

In this post I will try to collect signficant statements by local religious leaders regarding the current ongoing war between the Israeli military and Hamas, in Gaza. 

Despite an initial search, I have not found public written statements by Jewish or Muslim leaders. I searched specifically for statements by the two chief rabbis of Israel, and by the Grand Mufti of Jerusalem, but to no avail. If I find them later, I will add them. 

Highlights in the statements are my own.

Português: Neste post tentarei reunir as declarações dos principais líderes religiosos da região, sobre a actual guerra entre as Forças Armadas de Israel e o Hamas, em Gaza. 

Apesar dos meus esforços, ainda não consegui encontrar declarações públicas de líderes muçulmanos e judeus. Procurei especificamente dos dois Rabinos-mor de Israel e do Grão-Mufti de Jerusalém, mas sem sucesso. Se os encontrar adicioná-los-ei. 

Os realces nos textos - que estão todos em inglês - são da minha responsabilidade.

Wednesday, 15 September 2021

Ajudar os nossos irmãos na Terra Santa

 Recebi há dias um pedido de ajuda, que partilho convosco.

Como sabemos, os cristãos na Terra Santa são cada vez menos e passam muitas dificuldades. Muitos dos que vivem em Belém dependem da indústria do turismo, que por causa da pandemia tem estado parada. 

Todos os anos costumava vir a Portugal o Nicolas, católico de Belém, que trazia peças esculpidas em madeira de oliveiras da Terra Santa, para vender. É uma importante fonte de rendimento que, infelizmente, secou por causa da Covid. 

Já em desespero, ele e outros vendedores juntaram-se para vender as peças, a preço quase de custo, com possibilidade de envio por correio. De uma perspetiva comercial, quase que não vale a pena, para nós, uma vez que pagamos mais pelo envio do que pelas peças, mas não são os cristãos chamados a olhar a realidade por outra perspetiva?

Estes cristãos precisam da nossa ajuda. Aqui podem ver em detalhe as peças (cliquem para aumentar as fotos) e em baixo está a lista com os preços. As encomendas podem ser feitas diretamente ao Nicolas por whattsapp, para o número +972 52-457-6851.

Ele poderá depois dar melhor ideia de valores de envio, mas pelo que me disse uma encomenda de 20 quilos fica a cerca de 100 euros e uma de 2 kilos a cerca de 20 euros. Os pagamentos podem ser feitos por transferência para uma conta que eles mantêm em Portugal, evitando taxas. Por que não juntar uma família, ou uma paróquia, para fazer encomendas maiores e ter peças para vender ou distribuir pelo Natal?

Falamos muito em ajudar os cristãos perseguidos e que passam dificuldades. Rezamos por eles. Esta é uma forma prática e ao alcance de todos de ajudar pessoas em concreto. Não a desperdicemos!











Thursday, 29 June 2017

Pell acusado, Mossul quase libertada

Miliciana cristã acende uma vela numa igreja perto de Mossul

Publicámos esta quinta-feira o terceiro artigo da série “E depois de Mossul”, no dia em que o exército iraquiano conquistou a famosa mesquita onde foi proclamado o califado. Hoje olhamos para os cristãos da região e como encaram o futuro e a eventualidade de curdos e árabes combaterem por domínio das suas terras ancestrais….

Ora os cristãos no Iraque devem muito, mas mesmo muito, a organizações como a fundação Ajuda à Igreja que Sofre. E por isso é bom saber que não só em Portugal como em todo o mundo houve em 2016 mais pessoas do que nunca a ajudar financeiramente a organização.

Entre Mossul, perseguições, atentados e outros males como os abusos sexuais é natural que muitas pessoas tenham medo de sair de casa. No artigo desta semana do The Catholic Thing, porém, Ines Murzaku explica porque é que o temor a Deus pode dominar e disciplinar todos esses outros medos. Leiam e partilhem!

Wednesday, 13 January 2016

Sim, Cristãos e Muçulmanos Adoram o Mesmo Deus

Francis J. Beckwith
Nota: O mais recente artigo do professor Beckwith sobre este assunto gerou muita controvérsia entre leitores do The Catholic Thing e outros. Muitas pessoas pensaram que ele estava a afirmar a semelhança daquilo que são claramente duas religiões muito diferentes. Neste novo artigo ele clarifica alguns pontos da doutrina católica sobre o assunto e sobre a relação entre o Cristianismo e o Islão. – Robert Royal

No dia 17 de Dezembro abordei nesta página a questão de se os muçulmanos e os cristãos adoram o mesmo Deus. Dei a mesma resposta que foi dada pelo Vaticano II, e pela Igreja Católica desde o Concílio: Sim. Os Muçulmanos e os Cristãos adoram o mesmo Deus, pese embora o Islão tenha um entendimento imperfeito do divino, uma vez que nega a divindade de Cristo e, implicitamente, a natureza trinitária de Deus.

Como a Igreja declara na Nostra Aetate (1965) sobre os muçulmanos: “Adoram eles o Deus Único, vivo e subsistente, misericordioso e omnipotente, criador do céu e da terra, que falou aos homens (…) Embora sem o reconhecerem como Deus, veneram Jesus como profeta”.

Este argumento levou a muitas respostas críticas, quase todas de cristãos não-católicos, incluindo pensadores distintos como Albert Mohler, Andrew Walker, Matthew Cochran e Peter Leithart. (Isto para não falar de uma enxurrada de revolta de leitores do The Catholic Thing). Cada um deles, enfatizando questões diferentes, identifica correctamente aquilo que os cristãos consideram ser as inadequações da teologia islâmica, tendo em conta a forma como Deus se tem revelado ao longo da história, como aprendemos na Escritura. Nada tenho contra esta linha de argumentação, pelo contrário, ela é consistente com o meu próprio argumento. Passo a explicar.

A visão da Igreja distingue entre revelação “geral” e “especial”. A primeira diz respeito àquelas verdades sobre Deus que podem ser conhecidas através da razão humana, por si; esta diz respeito àquelas verdades sobre Deus que só conhecemos através da Escritura, Sagrada Tradição e/ou o Espírito Santo que fala através do magistério. (Muitos protestantes também aceitam esta distinção, embora na categoria de revelação especial incluam apenas as Escrituras).

Para melhor compreender esta distinção, vejamos este argumento para a existência de um Deus Criador, do filósofo persa e muçulmano Al-Ghazali (1058 – 1111 AD), conhecida como o “Argumento Cosmológico de Kalam” e que é uma peça proeminente da filósofo e apologista evangélico William Lane Craig. Ele resume o argumento da seguinte forma.

1. Tudo o que tem início tem uma causa.
2. O universo começou a existir.
3. Logo, existe uma causa para a existência do universo.

Depois de defender cada uma das premissas deste argumento, um cristão com formação filosófica passará a demonstrar (através de vários argumentos) que a primeira causa do universo deve necessariamente ser um Criador eterno, auto-subsistente, perfeito e não causado, que sustenta tudo e que não deriva o seu ser de qualquer outro. (O Craig coloca a questão de uma forma ligeiramente diferente, uma vez que não é um teísta clássico, o que levanta a questão ainda mais bizarra de saber se todos os cristãos adoram o mesmo Deus, um assunto que deixaremos para outra altura).

Suponha-se que o Abdullah, um ateu árabe, depois de se ter deixado convencer por este argumento passa a acreditar, como acreditam os cristãos, que tal Criador existe. Será que o Abdullah e um cristão acreditam no mesmo Deus? Parece-nos que sim. O Cristão, como é evidente, não só acredita neste Deus mas presta-lhe culto também. Acredita também em muitas outras coisas sobre este Deus que a revelação geral, por si só, não lhe fornece. Estas coisas incluem a noção de que Deus é uma trindade, que a Segunda Pessoa da Trindade encarnou como Jesus, e por aí fora. De acordo com a fé cristã, estas crenças apenas se podem depreender com base na revelação especial, a Bíblia.

"Não há outro Deus que não Deus"
Pouco depois de ter mudado de ideias sobre a existência de Deus, Abdullah passa a frequentar a mesquita local, onde lhe ensinam a acreditar que o Criador (a quem ele chama “Allah”) é digno de adoração, não é uma Trindade, não pode gerar nem ser gerado, e por aí fora. Estas crenças não derivam da revelação geral que o levou a acreditar em Allah mas derivam, antes, daquilo que os muçulmanos acreditam ser revelação especial, o Alcorão.

Será que Abdullah e o cristão ainda acreditam no mesmo Deus, que agora ambos adoram? Sim, mas com um senão: Embora adorem o mesmo Deus, não podem ter os dois razão sobre a Trindade e a Encarnação. Partindo do princípio que o Cristianismo e o Islão são opções mutuamente exclusivas, entre o cristão e o Abdullah há um que sabe mais sobre Deus do que é possível depreender a partir da revelação geral. Mas é precisamente por isso que é correcto dizer que adoram o mesmo Deus, apesar de um deles estar claramente enganado sobre algumas das crenças que tem sobre esse Deus.

Vejamos mais este exemplo: A Lois Lane está apaixonada pelo Kal-El (o nome de nascimento do Super Homem), e acredita que ele não é humana porque nasceu em Krypton. Agora imagine-se que a Lana Lang se apaixona pelo Clark Kent (o alter-ego jornalista do Super Homem) e que acredita que ele é humano porque pensa que é filho de Martha e Jonathan Kent. A Lois não sabe que o Kal-El é, na realidade o Clark Kent e a Lana não sabe que o Clark Kent é, na realidade, Kal-El.

A Lois e a Lana estão apaixonados pelo mesmo homem? Claro que sim, embora uma delas esteja claramente enganada no que diz respeito a algumas das crenças sobre o Kal-El/Clark e a sua natureza. A razão por detrás disto é que existe apenas um ser que é, na sua essência, o Kal-El.

Da mesma forma, existe apenas um ser que é, na sua essência, Deus: o Criador eterno, auto-subsistente, perfeito, não causado, imutável, que tudo sustenta e que não deriva o seu ser de qualquer outro. Nas palavras de São Paulo, no seu sermão no Areópago, “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens (…) porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos. (Actos 17: 24,28)

Se esta descrição corresponde a quem adora, então adora Deus. Em todo o caso, faria bem em dar atenção à conclusão de São Paulo nesse dia em Atenas: “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há-de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos. (Actos 17:30,31)

Deo Gloria.


(Publicado pela primeira vez na Quinta-feira, 7 de Janeiro 2015 em The Catholic Thing)

Francis J. Beckwith é professor de Filosofia e Estudos Estado-Igreja na Universidade de Baylor. É autor de Politics for Christians: Statecraft as Soulcraft, e (juntamente com Robert P. George e Susan McWilliams), A Second Look at First Things: A Case for Conservative Politics.

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The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

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