Friday, 29 September 2017

Actualidade Religiosa: Plano Marshall para cristãos iraquianos? Wahou!

Terminaram esta sexta-feira as Jornadas da Comunicação Social. Os presentes ouviram falar de muitos instrumentos e formas de marcar presença nas redes sociais, agora é passar da teoria à prática.

Ontem, no primeiro dia das jornadas, D. João Lavrador disse que a Igreja tem de estar em tudo o que possa ser meio de comunicação e José Manuel Fernandes explicou que os jornalistas e profissionais de comunicação têm de estar onde as pessoas estão, e as pessoas estão online.

Por falar em igreja e comunicação, o Vaticano quer combater o fenómeno do “fake news”.

Foi ontem revelado um “Plano Marshall” para ajudar os cristãos iraquianos a voltar às suas terras.

No próximo fim-de-semana decorre o segundo “Fórum Wahou!”, sobre a Teologia do Corpo. Se estiverem interessados, ou souberem de quem possa estar, vejam e divulguem, porque promete ser muito interessante.


E por fim, um desafio. Quem quiser rezar pelas crianças não nascidas, e por todos os casais que vivem com esperança os desafios à sua fertilidade, juntem-se à Esperança de Ana, amanhã, Sábado, às 21h00 na Capela da Ordem Hospitaleira São João de Deus, na rua São Tomás de Aquino, nº20, Lisboa.

Wednesday, 27 September 2017

Não há paz sem perdão, mas há perdão sem cristãos?

Pe. Firas Mutfi
O perdão é crucial para se alcançar a paz no Médio Oriente, e os cristãos são cruciais para haver cultura de perdão. Quem o diz é o padre Firas Mutfi, que esteve em Portugal a convite da Ajuda à Igreja que Sofre.

Morreu o padre mais velho de Portugal, que conheceu o Papa em Maio. O padre Joaquim Pereira da Cunha tinha 105 anos.

Portugal despediu-se ontem de D. Manuel Martins, o bispo que “perseguiu sem descanso o sonho de um mundo de justiça”.

O artigo do The Catholic Thing desta semana vem mesmo a propósito. O médico e eticista Matthew Hanley fala de ideologia de género e equipara os procedimentos de “transição de género” ao abuso.

Ideologia de Género como Abuso

A chegada do frio outonal traz consigo o começo da época de futebol americano, que é bem-vinda, ainda que ser adepto de alguns clubes (tal como os meus San Francisco 49ers) requeira novamente um acto de fé sobrenatural este ano. Mas para Bennet Omalu, o “médico das contusões” – nome ganho pelo seu papel na revelação do fenómeno neste desporto – esta é uma época melancólica. O médico examinador-chefe do condado de San Joaquin, especulou recentemente que deixar os jovens jogar futebol americano levará eventualmente a um processo, porque o futebol é, nas suas palavras, a “definição de abuso infantil”.

Com tantos abusos reais para nos preocupar, uma afirmação destas pode parecer exagerada, ainda que possamos desconfiar da sabedoria de deixar crianças muito pequenas andar a bater com as cabeças umas nas outras. Mas esta cruzada contra o futebol americano está a ser levada bastante a sério. Quase tão a sério como a cruzada a favor da normalização da “fluidez de género”.

Recentemente veio-me parar às mãos a edição da Stanford Medicine News do Verão de 2017. A manchete era: “Jovens e Transgénero: Cuidando de Crianças na Transição” e elogiava uma endocrinologista pediátrica pelos seus esforços para “ajudar” estas crianças, utilizando medicamentos para bloquear a puberdade e outros “tratamentos” semelhantes. “Ao tratar os adolescentes transgénero com hormonas”, afirma a médica “estamos a afirmar quem eles são”. Ou seja, a cirurgia é apenas outra forma de afirmar que os seus corpos estão errados ao desenvolver-se correctamente.

Não pretendo implicar unicamente com a Stanford. A submissão à agenda transgénero tornou-se uma epidemia. A mais recente edição da “Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders” substituiu o antigo diagnóstico de “desordem de identidade de género” por “disforia” de género. E assim – voilá – deixa de haver uma “desordem” para tratar psiquiatricamente e o caminho certo torna-se necessariamente a mutilação através de hormonas ou de cirurgia.

A Associação Psiquiátrica Americana, deixando de lado o seu juízo, afirma simplesmente que a transição de género não envolve qualquer ilusão ou incapacidade psicológica – sendo que ilusão, neste caso, é definida como “uma crença falsa, ou juízo errado, mantido com convicção apesar de provas incontestáveis de sentido contrário”.

Para chegar a uma conclusão dessas é necessário negar a realidade objectiva ou, então, declarar que ela é subordinada à forma como os pacientes querem definir a “sua” realidade. Elas são quem afirmam ser, se o dizem. Mas se formos por esse caminho então ninguém pode ser classificado como sofrendo de ilusões e invalida-se por inteiro o próprio conceito de uma desordem psiquiátrica. Estarão os psiquiatras americanos a tentar acabar com a sua própria profissão?

A adesão de tantos profissionais altamente treinados e inteligentes a uma mentira tão óbvia é uma visão verdadeiramente triste. Algumas podem acreditar nos dogmas “oficiais” de género, por mais irracionais que sejam, mas acho que a maioria não acredita. Pelo menos não verdadeiramente. Mas há que salvar a face e preservar o emprego, por isso alinham.

A forma como se conseguiu este conformismo ao melhor estilo soviético sem um politburo é um fenómeno verdadeiramente impressionante. É o último elogio ao pós-modernismo. Não que o Congresso estadual da Califórnia (para citar apenas um exemplo) não esteja a tentar alcançar o estatuto de politburo; eles querem multar ou enviar para a cadeia pessoas em situações de prestação de cuidados de saúde que não se referem aos pacientes utilizando o pronome escolhido, ou seja, o errado.

O triunfo da desonestidade intelectual já é mau por si, mas forçar os outros a concordar com algo que sabem ser uma mentira é um dos maiores sinais de totalitarismo. Pior, “ajudar as crianças a transitar”, ao contrário de encorajá-las a jogar futebol americano ou qualquer outro desporto, é verdadeiramente uma forma de abuso infantil.

É isso que diz a Drª Michelle Cretella, presidente da Ordem Americana de Pediatras, que tem coragem de falar sem papas na língua. Mas muitos dos seus colegas não têm essa coragem. Aliás, o número de “profissionais” dispostos a dar ares de legitimidade médica à ideia de “transitar” de género supera até os que se querem submeter a essa absoluta impossibilidade. Com tantos autoproclamados defensores da “ciência” neste mundo, não deveria ser necessário dizer que os “sentimentos” não podem negar o veredicto contido nos cromossomas masculinos ou femininos presentes em cada célula do corpo.

Alguns dirão que afirmar a realidade é uma atitude “julgadora”. Mas a tentativa de obrigar à aceitação das teorias de transgenerismo viola o próprio credo do não-julgar. Por isso, já que se estão a fazer julgamentos, a maioria das pessoas concordaria que os profissionais que contribuem, de forma abusiva, para estas “transições” são muito mais culpados do que os adolescentes desorientados que precisam de compaixão e orientação firme. Os resultados para os que se submetem a operações de mudança de sexo não são bons. Os dados revelam-no. Profissionais de saúde que fingem – juntamente com escolas, media, corporações e outros – que a anormalidade é normal são, por definição, abusadores.

E nem falemos do preocupante paralelo entre a mutilação de anatomia saudável envolvida numa “transição” e a prática, justamente condenada, de mutilação genital feminina.

A “transição” é apresentada como um triunfo da ciência e do progresso, mas com a compreensão de que alguns tipos de transição não deviam ser permitidos de todo. Refiro-me, claro está, à perspectiva de alguém que queira mudar a sua orientação sexual de homo para hétero.

Que isto seja prescrito e literalmente criminalizado nalguns contextos denuncia a farsa. Quando a escolha pessoal é tão claramente rejeitada, não obstante toda a retórica tradicional em sentido contrário, isso é um sinal claro de que tudo isto tem a ver com o avançar de uma conclusão já determinada e nada a ver com a vitória da liberdade de escolha em si.

O fim para o qual caminhamos não é outra coisa que a obliteração da ordem e da ética que derivam da tradição judaico-cristã. Tem tudo a ver com o poder para se mudar as regras, trocar o que é bom por aquilo que é mau. É o jogo da desintegração total.

O abuso não é um subproduto ocasional e acidental de uma revolução maior, na qual a fluidez de género é apenas a mais recente rajada. É mesmo o cerne da questão.

Leia também:


Matthew Hanley é Investigador sénior no Centro Nacional de Bioética Católica e autor, juntamente com Jokin de Irala, de ‘Affirming Love, Avoiding AIDS: What Africa Can Teach the West’, que foi recentemente premiado como melhor livro pelo Catholic Press Association. As opiniões expressas são próprias, e não da NCBC.

(Publicado pela primeira vez na quarta-feira, 20 de Setembro de 2017 em The Catholic Thing)

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The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Tuesday, 26 September 2017

Eu, compositor? Devo ter cara de Arvo...

Nas Filipinas as ameaças à Igreja vêm tanto do Estado Islâmico como do palácio presidencial… Conheça um dos bispos que procura enfrentar o carniceiro Duterte.

E agora conheça o padre “que ama toda a gente”. Esteve 46 anos no Congo a trabalhar pelos mais pobres dos pobres. Não quer sair de lá.

O Papa Francisco lança amanhã uma campanha mundial a favor dos migrantes e refugiados, em Portugal será a Cáritas a encabeçar a campanha.

Fátima recebe a partir desta terça-feira um encontro de santuários marianos europeus.

Foi hoje anunciado o “Nobel” da teologia. Este ano vai para o compositor Arvo Pärt, da Estónia, um artista cujo trabalho vale bem a pena conhecer.

Monday, 25 September 2017

O "bispo vermelho" e o "Papa herege"

Morreu D. Manuel Martins, o “bispo vermelho”, voz constante na defesa dos pobres e na denúncia da fome e das injustiças. Não faltam as homenagens e recordações. Podem encontrar tudo aqui.

Conheça aqui a história do bispo da Papua Nova Guiné que pensava que ia ser repreendido quando lhe disseram que ia ser elevado ao cardinalato.

Um grupo de dezenas de teólogos entregou ao Papa uma “correcção fraterna” em que lhe acusam de divulgar heresias. João Paulo II chegou a ser acusado de 101 heresias, por isso Francisco parece estar em boa companhia. No mesmo dia em que foi acusado, o Papa disse que “Deus não exclui ninguém”.

Na sexta-feira passada foi lançado o novo livro do padre Tolentino Mendonça. Saiba como correu.

D. Jorge Ortiga critica as propostas de lei de “autodeterminação de género” e diz que está na altura de ripostar. Se ainda não conhece a proposta de lei do BE, leia aqui a minha análise.

Thursday, 21 September 2017

Mea Culpa Papal e Livro Tolentino

O Papa Francisco admitiu hoje ter errado ao reabilitar um padre pedófilo que depois reincidiu. Foi numa audiência aos membros da Comissão Pontifícia de Protecção de Menores em que Francisco disse que a Igreja acordou demasiado tarde para este problema.


Se é coleccionador de moedas, ou devoto de Fátima… Esta notícia é para si!

Decorreu nos últimos dias em Fátima as jornadas da Pastoral Social. A Renascença esteve presente e traz-nos três reportagens. Uma sobre o medo que os jovens têm do compromisso, outra sobre a “viagem a dois” da Maria e do Duarte Barral e uma terceira sobre fragilidades, a conciliação com o trabalho e a alegria de viver em família.

Fica um convite para amanhã virem à Renascença para o lançamento do livro do padre Tolentino Mendonça. Basta enviar um email para a editora (quetzal@quetzaleditores.pt) a indicar o nome, contacto telefónico e número de cartão de cidadão para reservar lugar.

Já tentou ir ao registo civil pedir para mudarem a data do seu assento de nascimento? Não seria possível pois não, porque isso implicaria o Estado compactuar com uma mentira. Mas se a vontade do Bloco de Esquerda for para a frente é isso mesmo que o Estado vai fazer… não com a data, mas com o sexo. É mentira à mesma… Isto e mais na minha análise ao diploma do BE.

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