Tuesday, 4 February 2014

Defensores da família fazem recuar Hollande

"Missa do Papa? O Rodman pode acolitar?"

O Papa Francisco divulgou hoje a mensagem para a Quaresma. O combate à pobreza está no centro do documento.

O Papa vai ter uma visita especial em Abril. Isabel II, que para além de rainha de mais de uma dúzia de países é líder da Igreja Anglicana, vai a Roma. Francisco será o quinto Papa a encontrar-se oficialmente com a rainha.

A visita de Francisco à Coreia do Sul em Agosto é quase certa. Parte da agenda, ainda não confirmada, será uma missa pela paz na Coreia do Norte. A paz é que é na Coreia do Norte, não a missa… atenção.

Monday, 3 February 2014

Activistas de tolerâncias ao léu

O Papa Francisco realçou o papel dos consagrados, ontem, durante uma missa e depois durante a oração do Angelus, em Roma.


A polícia recuperou a relíquia de João Paulo II que tinha sido roubada em Itália. O bispo local diz que o Papa perdoaria, por isso ele também o faz.


O Arcebispo de Madrid teve a oportunidade de experimentar em primeira mão a tolerância dos defensores do aborto, quando foi atacado por cinco activistas semi-nuas, aos gritos de “o aborto é sagrado”.

O artigo que escrevi a semana passada sobre casos concretos em que os direitos dos cristãos cedem perante os novos direitos do lobby homossexual foi actualizado com mais alguns casos. Se ainda não leram, façam-no e se souberem de mais casos, avisem.

Wednesday, 29 January 2014

Ganhas tu e ganho eu

Este ganha sempre!
O porta-voz da Santa Sé criticou hoje o artigo do Rolling Stone que eu já tinha criticado ontem. Ganhei.

Também esta manhã o Papa Francisco criticou os usurários que obrigam as famílias a pagar juros tão altos que não sobra dinheiro para dar de comer aos filhos. Ganha o Papa.

O Patriarca de Lisboa invocou a inspiração divina sobre os funcionários judiciais. Ganhamos todos…

E o porta-voz da CEP acredita que o “impasse” sobre o novo bispo das Forças Armadas deve ficar resolvido em breve. Quem ganha com este impasse não faço ideia.

Por fim, um artigo com o qual todos ficamos a ganhar também. Matthew Hanley lembra que ser pró-vida implica também procurar a verdade sobre quando ocorre a morte. Um bom texto sobre as implicações da morte cerebral.

Determinar a Morte Cerebral

Matthew Hanley
Hoje [Quarta-feira dia 22 de Janeiro] centenas de milhares de pessoas vão marchar, por todo o país, em protesto contra a chacina da vida intra-uterina. Católicos e outros têm mantido esta luta viva, com bons resultados, durante décadas. Mas sendo uma confissão que valoriza tanto a fé como a razão, o Catolicismo também faz distinções cuidadosas sobre outros assuntos ligados à defesa da vida.

A maior parte das pessoas, por exemplo, não sabe, especificamente, o que constitui a morte cerebral. Não é exactamente o tópico mais simpático sobre o qual reflectir. E, graças a Deus, poucos entre nós têm razão para o fazer. Mas o caso trágico da Jahi McMath, de 13 anos, chamou a atenção da nação e reforçou a necessidade de se falar sobre este assunto claramente e com cuidado.

Um olhar rápido sobre o caso da Jahi: Foi admitida a uma operação electiva para remover as amígdalas, para aliviar a apneia de sono. Pouco depois começou a ter hemorragias severas, seguidas de paragem cardíaca e danos cerebrais. O resultado catastrófico é muito pouco comum depois de uma operação destas. Os médicos determinaram, dois dias depois, a morte cerebral.

Noutro caso parecido uma menina sofreu danos neurológicos devastadores depois de uma operação semelhante, no mesmo hospital, mas não morreu. A família obteve uma indemnização de 4,4 milhões de dólares.

Ninguém sabe ao certo o que correu mal no caso de Jahi McMath. Daquilo que saiu nos media parece evidente que existe fricção entre a família e o hospital e, subsequentemente, entre os respectivos advogados e porta-vozes. A insistência da família de a manter ligada a um ventilador levado tem causado grande discussão.

Mas será que estamos diante de um caso crucial na luta entre a cultura da morte e a cultura da vida, como alguns descreveram o caso da Terri Schiavo? Numa medida que poderá ter tornado o assunto mais confuso, a Fundação Terri Schiavo apoiou publicamente a família de Jahi McMath. Quando falo em apoio não me refiro a uma manifestação de solidariedade para a família (coisa que todos sentimos), mas sim a ter expressado a crença de que a menina está viva, como a família insiste.

É necessário fazer uma distinção importante. Schiavo nunca esteve com morte cerebral. Ela estava num estado que tem sido chamado: “estado vegetativo persistente”. A destruição do seu cérebro não era completa. Respirava espontaneamente sozinha, sinal claro que o tronco cerebral estava intacto. Nunca se debateu se ela estava morta ou não; nunca se considerou que o estava.

A condição de Schiavo começa agora a ser referida como “Síndrome de Vigília sem Resposta”. A mudança de terminologia não é uma mera medida politicamente correcta; é simultaneamente mais respeitosa da dignidade do doente e mais correcta.

De facto, uma das descobertas recentes e mais fascinantes das neurociências é de que alguns doentes na condição de Schiavo têm maiores capacidades e noção do seu envolvente do que se presumia.

Um estudo publicado na JAMA Neurology em 2013, por exemplo, demonstrou o sucesso de uma técnica de ressonância cerebral (fMRI) na detecção da percepção consciente e mesmo da capacidade de comunicação de alguns doentes que, de resto, estão incapazes de reagir.

Este tipo de descoberta fornece provas adicionais ao que já tinha sido entendido como evidente: estes doentes, apesar das afirmações de alguns académicos que os querem dar como mortos, estão claramente vivos.

Em contraste, quem satisfaz os critérios neurológicos de morte perdeu irreversivelmente as funções críticas de todo o cérebro. Perdeu aquilo a que se chama as funções cerebrais superiores e não consegue manter as suas funções vegetativas autónomas. Que todas essas capacidades se tenham perdido irreversivelmente é entendido como prova que ocorreu a morte e não um dano sério e debilitante.

A controvérsia no caso Schiavo andava em torno de saber se a nutrição e a hidratação artificiais deveriam ser retiradas, e quem é que poderia tomar essa decisão. Mas a Jahi já foi submetida a seis exames neurológicos independentes, cada um dos quais resultou num diagnóstico de morte cerebral.

Não é difícil perceber porque é que a mãe de Jahi diz que não aceita a sua morte enquanto o coração estiver a bater, é fácil simpatizar. Mais difícil é compreender o alcance e os limites da tecnologia moderna. Enquanto o caso de Jahi estava em tribunal, um homem em França recebeu o primeiro coração inteiramente artificial – mais uma prova radical de que não precisamos do nosso próprio coração para que a vida persista. O mesmo não se pode dizer do cérebro.

As últimas notícias indicavam que a Jahi tinha sido admitida num estabelecimento não identificado em Nova Iorque. De acordo com uma notícia, a Jahi “tinha sido recebida de braços abertos por uma organização católica que acredita no direito à vida”.

Esta referência também pode causar alguma confusão, podendo dar a entender que a mentalidade católica do direito à vida exclui a legitimidade dos médicos determinarem a morte. Pio XII especificou, nos anos 50, que cabe aos médicos fazer essa determinação.

Poucos sabem que a Igreja tem reflectido cuidadosamente sobre a questão da morte cerebral ao longo das últimas décadas. Cada vez que se pronunciou sobre a matéria, tem sido em apoio da legitimidade desta forma de determinar que a morte ocorreu.

Um lamento ouvido frequentemente é de que no caso de Schiavo tinha-se perdido um bom momento pedagógico. Talvez isso explique porque razão algumas distinções básicas continuam a ser ignoradas, embora algumas pessoas talvez prefiram que assim seja.

Um convidado da CNN juntou o caso de McMath e de Schiavo, dando a entender que ambas estavam mortas – um pensamento confuso, no mínimo. A razão pela qual o disse foi para poder rejeitar todo o activismo pró-vida, seja pela McMath ou pela Schiavo ou qualquer outra pessoa, como uma manifestação da política anti-aborto, que provavelmente considera um absurdo irracional.

A necessidade de nos opormos aos abusos característicos da cultura da morte – e de estarmos atentos a outros abusos – é evidente e não pode ser subestimado. Mas a nossa forma de oposição é de fazer brilhar a luz da verdade, expressa na caridade. Essa luz da verdade é também necessária para discernir e aceitar quando uma morte trágica de facto já aconteceu.


Matthew Hanley é Investigador sénior no Centro Nacional de Bioética Católica. Matthew Hanley é autor, juntamente com Jokin de Irala, de ‘Affirming Love, Avoiding AIDS: What Africa Can Teach the West’, que foi recentemente premiado como melhor livro pelo Catholic Press Association. As opiniões expressas são próprias, e não da NCBC.

(Publicado pela primeira vez na Quarta-feira, 22 de Janeiro 2014 em The Catholic Thing)

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The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Tuesday, 28 January 2014

Francisco é fixe, Bento é Besta para a Rolling Stone

Quando a sua equipa marca, grita “Golo!”? Então não há razão para não louvar a Deus com o mesmo entusiasmo. É isso que diz o Papa Francisco…

Papa Francisco que hoje chegou à capa da famosa revista “Rolling Stone”. O artigo tem 12 páginas e é muito favorável ao Papa, mas tem problemas, entre os quais comparar o Papa Bento XVI a Freddy Krueger… não estou a inventar.

Os movimentos pelos direitos dos animais em Itália estão a pedir ao Papa para não “condenar à morte” mais pombas brancas, lançando-as da janela do Vaticano para serem atacadas por gaivotas e corvos, isto depois do lamentável incidente de domingo passado.


É já no final deste mês que os Simplus voltam ao palco. A banda de inspiração cristã tem um álbum novo e dá um concerto em Cascais no final do mês de Fevereiro. Toda a informação neste cartaz.
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Monday, 27 January 2014

Cristãos esmagados pela onda arco-íris

Recentemente escrevi um artigo sobre co-adopção/adopção por homossexuais em que argumentei que esta lei tem como principal objectivo contribuir para a “normalização” da homossexualidade na sociedade, coisas que apenas se conseguirá com a marginalização do Cristianismo e outras religiões que condenam a prática da homossexualidade. Alguns comentadores acusaram-me de alarmismo, o que me levou a escrever um novo artigo com casos verídicos. Penso que este pode ser um contributo útil para este debate, que se quer sério e não refém de sentimentalismos.

Na Nigéria a perseguição aos cristãos é outra. Ontem morreram mais 22 num ataque terrorista a uma igreja.

Nos países nórdicos cresce a pressão social e médica para banir a circuncisão por motivos religiosos. Não são só os cristãos que têm razões de queixa de discriminação…

Um relicário com sangue de João Paulo II foi roubado de uma igreja italiana. É possível que tenha sido levado por satânicos, diz a polícia italiana.

No final da semana de oração pela unidade dos cristãos o Papa falou da ferida causada pela separação. Já hoje, o Papa falou da vergonha que foi o holocausto.

No conflito entre Obama e a Igreja Católica, vitória provisória para a Igreja. Mas só provisória, por enquanto…

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