Monday, 3 April 2017

Papa Francisco, o despertador

"Só mais cinco minutos, Sua Santidade!"
Atentado em São Petersburgo. Não há reivindicação ainda, mas tudo aponta para os suspeitos do costume…

Fernando Santos, seleccionador de Portugal, esteve nas jornadas da juventude da diocese de Lisboa e considera que o Papa Francisco “acordou-nos a todos”.

O Papa, na sua missão de acordador-mor, alerta para a lógica inútil e inconsequente do medo”.

O Patriarca de Lisboa comentou o Amoris Laetitia. D. Manuel rejeita centrar a questão exclusivamente nos casos de divorciados e recasados, mas convida a descobrir a dimensão “essencial” do texto.

De cara lavada e com o elevador arranjado, já pode subir de novo ao Cristo Rei!

O Parlamento português vai debater a liberdade religiosa antes da chegada a Portugal do Papa Francisco.

E a Renascença falou esta semana com Maria Teresa Maia Gonzalez, que explora a sede de questões espirituais que as crianças têm.

Friday, 31 March 2017

Bispos contra o Governo, de A a V

Judeus na Flandres: "Eles que comam bolo"
Os bispos de Angola publicaram uma nota pastoral em que dizem que o país precisa de um governo que se preocupe com todos e não apenas com uma elite privilegiada.

Na Venezuela os bispos também têm coisas a dizer ao Governo, nomeadamente que o país está a cair na ditadura…

Na Bélgica não sei se os bispos falaram, mas espero que o façam, porque a Flandres quer proibir o abate de animais para consumo de acordo com regras religiosas. Por outras palavras, o Governo da Flandres quer que judeus e muçulmanos deixem de poder comer carne produzida localmente.

A fundação Ajuda à Igreja que Sofre fez um estudo e apurou que foram destruídas cerca de 12 mil casas de cristãos pelo Estado Islâmico, só na zona da Planície de Nínive. Mas o Estado Islâmico tem os dias contados na região. Em Mossul estão quase a ser derrotados, mas prometem vender cara a derrota.

Wednesday, 29 March 2017

Corrente de oração pelo Papa que reza por Mossul

R. R. Reno
O Papa recordou esta quarta-feira os civis que se encontram sitiados em Mossul.

Um padre de Évora teve a bonita ideia de criar uma “corrente de oração” pelo Papa Francisco. Conheçam aqui a iniciativa.

A conferência que moderei na sexta-feira passada no Meeting de Lisboa correu muito bem e agora os que não puderam estar presentes podem assistir a tudo, com calma, aqui. Divirtam-se!

Hoje temos um novo artigo do The Catholic Thing. O sempre divertido Randall Smith aponta duas falhas comuns nas escolas católicas. Há aquelas que são iguais às seculares, mas têm missa de vez em quando e há aquelas que são muito “ortodoxas” mas não ligam à qualidade do ensino. Há um caminho melhor, argumenta o autor. Um problema que preocupa também os pais católicos portugueses…

Recordo ainda a conferência amanhã de R. R. Reno na Faculdade de Direito da Universidade Nova, sala 007, às 18h30. Não percam!

Filipe Durão e Fúria

Podem assistir aqui à interessante conferência que moderei na sexta-feira dia 24 de Março, no Meeting de Lisboa, no Campo Pequeno.



E porque o Manuel Fúria estava doente e não cantou, podem ouvir aqui um dos seus mais recentes singles.



E como não podia deixar de ser... Bonus track!

A Importância da Educação Católica

Randall Smith
“Toma, pois, cuidado contigo! Guarda-te bem de esquecer os factos que os teus olhos viram; que eles nunca se afastem do teu coração em todos os dias da tua vida. Ensina-os aos teus filhos e aos filhos dos teus filhos.” (Deuteronómio 5,9)

Há dois erros contrários, mas de igual gravidade, que são cometidos em relação à educação secundária católica. Ambos são bem-intencionados, mas são fatais para o futuro da Igreja.

O primeiro erro é tratar o colégio católico como se fosse uma escola pública mas com missa e depois começara a pensar nela como a maior parte das pessoas pensam sobre as escolas secundárias, como um meio para entrar numa “boa universidade”. Importa manter as notas altas, mas frequentemente essas notas estão dissociadas de qualquer capacidade real de fazer coisas como ler livros complexos, escrever prosa literária ou conseguir edificar um argumento consistente. “Manter as notas altas”, para quem pensa assim, tem mais a ver com pais e directores a dar na cabeça dos professores para aumentarem as notas e baixarem as expectativas do que com a aprendizagem real de matéria por parte dos alunos.

Algumas pessoas parecem acreditar que na universidade se dá uma espécie de transformação mágica. Que alunos aborrecidos por anos de educação de segunda categoria vão desabrochar miraculosamente no espaço de quatro anos. Eu sou professor universitário… Não vou dizer que isso nunca acontece, mas é um pouco como enviar o seu filho para a universidade na esperança de que aprenda a ser um jogador profissional de basquete. A maior parte dos jogadores, mesmo os que são mesmo muito bons, nunca passam das camadas universitárias e se não são verdadeiramente bons quando entram, é pouco provável que consigam melhorar num ambiente de mata ou morre. Os alunos que conseguem 12 no liceu raramente conseguem 20 na universidade.

Embora os defensores deste ponto de vista tendam a pensar que é bom os alunos irem à missa e confessar-se, raramente acreditam que as cadeiras de estudos religiosos valham muito tempo ou esforço. A substância da teologia, séculos de esforço intelectual de alto nível e profunda reflexão, conta para pouco, ao que parece. O que é mesmo importante é que o professor dessas matérias vá aos jogos e aos teatros, que apoie e que mostre que a teologia (Deus, a Igreja) se interessam.

Mas Deus livre esse mesmo professor de dar uma nota baixa que ameace as perspectivas de um filho ou de uma filha entrar numa “universidade de topo”. Não há fúria como a de um progenitor cujas esperanças de uma bolsa são prejudicadas por uma nota baixa em… teologia. É como não entrar em Harvard por causa de uma nota baixa em tricot. A indignidade! O absurdo!

Um erro menos comum (e contrário ao primeiro, mas de uma forma que o reforça) é cometido pelas pessoas que não querem saber da formação intelectual dos alunos, desde que a escola os “conduza ao Céu”. Desde que haja missa e confissões e o padre lhes pareça ortodoxo, tudo está bem. Raramente perguntam se os alunos estão de facto a aprender alguma coisa, se alguém está a conseguir ultrapassar as barreiras de cinismo adolescente e o barulho ensurdecedor da cultura, se estão a aprender a viver como cristãos católicos por desejo e desígnio, e não apenas por defeito. Se a escola se anuncia como “ortodoxa”, então está tudo bem.

Nem uns nem outros parecem interessar-se particularmente por uma educação distintivamente católica: a busca sistemática e profunda por uma compreensão da fé que inspirou séculos de grandes mentes, desde Justino Mártir a Agostinho, João Crisóstomo, Tomás de Aquino, Boaventura, Dante, Teresa de Ávila, Newman, Pieper, Chesterton e o Papa São João Paulo Magno. Foi a fé na unidade última da verdade que levou à criação, na Idade Média, dessa venerável instituição, a universidade. Séculos das mais profundas reflexões sobre a condição humana, na maior parte relegadas a prateleiras empoeiradas em troca de abraços, equipas desportivas, ciência, tecnologia, engenharia e matemática e mais uma assembleia sobre a ética sexual.

Claro que nenhuma destas coisas tem mal em si, mas quando levamos com miúdos na universidade que lêem e escrevem ao nível de miúdos do sexto ou do sétimo ano (não mais do que cinco páginas de leitura para trabalhos de casa e não mais do que duas ou três frases interligadas numa redacção); que sabem pouco mais sobre a sua religião do que o facto de que a Igreja Católica é contra o aborto e o sexo antes do casamento; que não sabem o que é o Pentecostes ou quem foram Abraão, Isaac e Jacob (isto é frequente); e que não só nunca leram Dante, Chesterton ou Newman como não fazem a menor ideia quem eles são, então desconfiamos que talvez alguém tenha as prioridades erradas.

O arcebispo Fulton Sheen foi uma das grandes luzes da última geração. Ele tentou partilhar com os leigos fiéis a riqueza da tradição intelectual católica, com discussões frequentes sobre Descartes, Pascal, Agostinho, Tomás de Aquino e muitos outros, para poder instruir os simples operários católicos e donas de casa que viam o seu programa de televisão. Acreditava claramente que esta era a melhor forma de ajudar os católicos a tornar a sua fé uma realidade viva por entre as complexidades do mundo moderno.

As pessoas que beneficiam de altos níveis de educação secular e enfrentam os desafios de uma cultura social e política complexa precisam de ter uma boa compreensão da sua fé. Caso contrário essa fé vai parecer-lhes infantil e tornar-se letra morta, uma casca vazia. Catolicismo sem convicção.

Quando é que as escolas católicas voltam a confiar, como o arcebispo Fulton Sheen, na inteligência dos fiéis leigos, ao ponto de poder deitar fora o lixo aborrecedor que actualmente traficam e dar aos jovens uma formação a sério? Nem cem páginas de um manual de teologia moderno valerão alguma vez uma única página das “Confissões” de Agostinho, da “Noite Escura da Alma” de São João da Cruz ou do Evangelho de João.

Esta educação é a herança dos nossos filhos. Só um tolo a trocaria por um prato de lentilhas.


Randall Smith é professor de teologia na Universidade de St. Thomas, Houston.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na quarta-feira, 29 de Março de 2017)

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Reno em Portugal e traidores mexicanos

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Começo com um convite. Vem a Portugal o fundador da revista e site First Things. R.R. Reno é uma figura de renome nos EUA, sobretudo no que diz respeito ao papel da religião na vida pública e política. Vai proferir uma conferência na quinta-feira, às 18h30 na Nova de Campolide. O convite está na imagem, não percam!


Portugal vai-se preparando para a vinda do Papa a Fátima. Já está feito o plano de contingência de saúde e de “situações de excepção”.

É possível conciliar a vida profissional e pessoal? Jovens empresários cristãos querem saber…

O Patriarcado tem uma aplicação para potenciar o turismo religioso.

As missões universitárias são um exemplo que pode ser seguido na Europa, considera o padre Duarte da Cunha. Caso será apresentado nestes dias em Barcelona.

Thursday, 23 March 2017

Martos ao altar e Santo Sepulcro instável

A notícia do dia é, claro, o facto de o Papa ter aprovado o milagre que permite a canonização de Francisco e Jacinta, os pastorinhos de Fátima. A irmã Ângela Coelho, postuladora da causa, está naturalmente satisfeita, mas diz que cabe agora ao Papa decidir a data e o local da cerimónia oficial.

Já o bispo de Fátima, D. António Marto, diz que foi apanhado de surpresa pelo anúncio oficial hoje e D. Manuel Clemente diz que este milagre é “um grande sinal que Deus nos dá”.

Podem ver aqui uma fantástica fotogaleria com imagens raras dos pastorinhos.

Ontem foi revelado o restauro do túmulo de Jesus Cristo, mas soube-se também que toda a estrutura da Igreja do Santo Sepulcro precisa de uma intervenção. O relatório dos especialistas é preocupante.

O atentado de ontem em Londres foi reivindicado pelo Estado Islâmico e o autor foi finalmente identificado oficialmente, bem como os nomes e as idades das suas vítimas. Hoje houve outro incidente em Antuérpia, mas não é 100% claro que tenha sido atentado.


E não se esqueçam que amanhã temos programa no Campo Pequeno, com café concerto de Maria Durão e Manuel Fúria, moderado por mim. É às 22h, entrada livre.

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