Showing posts with label Missa. Show all posts
Showing posts with label Missa. Show all posts

Monday, 22 February 2021

Já se inscreveram no Faith's Night Out?

Antes de mais, já se inscreveu no Faith’s Night Out? É já no sábado e vai valer muito a pena. Tem toda a informação aqui.

O bispo emérito de Pemba diz que os últimos anos à frente da diocese moçambicana foram “uma cruz”.

O Papa continua apostado em visitar o Iraque. Entre o coronavírus e o terrorismo é um risco, e ele sabe-o perfeitamente.

Teremos missas presenciais até à Páscoa? Os bispos esperam poder emitir orientações nas próximas duas semanas.

O Papa visitou durante o fim-de-semana uma sobrevivente do Holocausto. Mais do que uma conversa, marca a evolução incrível das relações entre a Igreja e o Judaísmo nas últimas décadas.

Não deixem de ler o artigo da semana passada do The Catholic Thing, sobre a sinodalidade, um aspecto crucial da organização eclesial.

Friday, 13 November 2020

Tolentino e a competência dos pais para educar os filhos

Amanhã é o primeiro fim-de-semana de recolher obrigatório, o que vai dificultar as missas dominicais. Alguns padres e bispos tinham avançado a possibilidade de permitir a celebração de missa dominical ao sábado de manhã, mas uma nota publicada pela CEP, esta sexta-feira, explica que isso não é possível, afinal.

A Renascença publica hoje uma grande entrevista com o cardeal D. Tolentino Mendonça. A ler, como sempre!

Realizou-se na noite de ontem o segundo webinar da Pastoral da Família. O tema desta sessão era “Serão os pais competentes para educar?”. Podem saber mais aqui, e até assistir à conferência toda.

As eleições americanas deram muito que falar. Donald Trump continua a negar que tenha perdido, mas o Papa Francisco ligou a Joe Biden para lhe dar os parabéns.

Como já disse, tenho estado a coordenar uma interessantíssima série de “Postais de Quarentena” de diferentes partes do mundo. O de ontem é escrito por um padre romeno e vem em jeito de homilia, com criticas apontadas a quem dificulta o combate ao vírus.

Uma recomendação. Com o aproximar do Natal, não deixem de ver este livro de Thereza Ameal, que pode dar um óptimo presente. Podem saber mais sobre o projecto no programa da Aura Miguel em que a autora participou.

Não se esqueçam de ler o artigo desta semana do The Catholic Thing, sobre o relatório McCarrick, a minha opinião sobre o assunto está aqui.

Tuesday, 10 November 2020

Relatório McCarrick: Dores que saram

Demorou, mas chegou. O relatório sobre o caso do ex-cardeal McCarrick foi publicado esta terça-feira. Inclui a informação que se pedia: Como é que aquele homem conseguiu chegar onde chegou, apesar de serem conhecidos já boatos sobre o seu comportamento e abusos? Nem todos ficam bem na fotografia e é leitura que dói. Dói mas sara!

Há uma década que não existiam tantas restrições à liberdade religiosa no mundo. A conclusão é da Pew Research Forum e diz respeito a dados coligidos até 2018. Portugal sai-se bem no estudo.

O presidente da Conferência Episcopal de Itália está gravemente doente com Covid-19 e em Portugal já morreram alguns padres da doença que continua a dar cabo do nosso juízo. Com as novas restrições, os habitantes dos concelhos com recolher obrigatório estão sem saber como ir à missa ao domingo, enquanto as dioceses procuram soluções.

De Angola chega a notícia da morte do arcebispo de Malanje, de doença súbita, aos 74 anos, enquanto em Portugal temos o nosso D. António Marto hospitalizado, mas aparentemente estável.

Saturday, 2 May 2020

Missas só a 30 de maio? Uma confusão prejudicial e desnecessária

O Governo anunciou na quinta-feira que as celebrações religiosas comunitárias só regressam a 30 de maio e os bispos portugueses acabam de confirmar a decisão este sábado à tarde.

Pelo meio temos padres a anunciar missas em drive-in, outros a lamentar as decisões em homilias gravadas, fiéis a lançar e a assinar petições. Há muita revolta no ar, mas parece-me haver, acima de tudo, falta de certezas.

A decisão de só abrir as missas aos fiéis no final do mês pode ser inteiramente defensável. No máximo, será discutível. Não é isso que está em causa. O que interessa é saber se a decisão foi tomada em diálogo com as confissões religiosas ou é uma imposição.

É o Governo que está, fora de um estado de emergência, a proibir as missas com fiéis? Pelo que percebo de Direito (pouco, mas tento ler de quem percebe), não o pode fazer.

Mas o facto de ter sido o Governo a anunciar a decisão não significa que ela tenha sido tomada unilateralmente pelo Governo. Sabemos que António Costa tem estado em contacto com os bispos e por isso esta pode perfeitamente ter sido uma decisão alcançada em conjunto, ou sugerida pelo Governo e aceite pelos bispos, ou mesmo tomada unilateralmente pelos bispos e aceite e anunciada pelo Governo.

As afirmações do Bispo do Porto à Renascença permitem concluir que pelo menos não parece haver qualquer discordância por parte dos bispos em relação a esta decisão. Mas não nos diz mais do que isso.

Hoje a CEP emitiu um comunicado em que a questão poderia ter ficado esclarecida, mas não ficou. Lê-se: “Através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 33-C/2020, que estabelece uma estratégia de levantamento de medidas de confinamento no âmbito do combate à pandemia da doença COVID-19, o Governo decidiu para 30-31 de maio, no que diz respeito a ‘cerimónias religiosas’, o reinício das ‘celebrações comunitárias de acordo com regras a estabelecer entre DGS e confissões religiosas’.”

“Tendo em conta somente estes elementos, a retomada gradual das celebrações comunitárias da Eucaristia, já anunciada pelo Governo, deverá iniciar-se, em princípio, a 30 maio, véspera da Solenidade do Pentecostes. A data depende ainda da avaliação que o Governo se propõe fazer da situação, nesta primeira etapa do desconfinamento. As Dioceses insulares terão em conta as indicações das respetivas autoridades regionais.”

O sublinhado é meu e serve para mostrar a frase chave. Afinal, ao que parece, foi o Governo que decidiu. Mas mesmo isto é vago. O Governo decidiu depois de escutados os bispos? Decidiu com base na recomendação dos bispos? Tudo isto continua a ser possível. Alguém há de saber, mas nós não.

Temos então dois cenários.

Se estamos perante uma imposição do Governo, tout court, independentemente de os bispos acharem boa ideia, é uma coisa grave. O Governo não tem de decidir estas coisas, quem tem de decidir são os bispos. Há processos que é preciso respeitar precisamente para garantir a independência da Igreja e a liberdade religiosa. Julgo que a maioria das reações de revolta que tenho visto existem porque as pessoas estão a partir do princípio que foi isso que aconteceu. Contudo, pode não ser!

Se tudo foi feito nos conformes, então as petições, as missas drive-in e as homilias reivindicativas já não são dirigidas contra o Governo, mas sim contra os próprios bispos. E esse é um caminho insensato e perigoso para os católicos trilharem. Infelizmente, contudo, tem-se tornado cada vez mais comum e, infelizmente, em muitos casos por parte de católicos que deveriam ser os primeiros a defender a autoridade dos bispos.

Todos queremos o regresso das missas, e todos queremos contribuir da melhor maneira para que esta pandemia passe. O que parecia que ia ser um tempo de privação espiritual tornou-se, ao longo destes dois meses, uma fonte de grande riqueza, com as famílias a descobrirem novas formas de viver a sua fé e de a partilharem. Pelo menos tem sido assim com a minha, e com muitas que conheço. Temos podido compartilhar um pouco o sofrimento de tantas comunidades cristãs no mundo que estão privados dos sacramentos, por razões de segurança, de distância ou de escassez de vocações.

Há de passar, mais cedo ou mais tarde. Se for no dia 30 de maio, que seja. Se for mais cedo, glória a Deus!

Mas seria uma tragédia se agora caíssemos na tentação – e é uma tentação – de transformar esta recta final numa desculpa para nos dividirmos e nos colocarmos uns contra os outros e contra os nossos bispos.

Dito tudo isto, queria terminar dizendo apenas que tudo isto seria bastante fácil de evitar. É uma questão de comunicação. Os bispos podem – e devem, a meu ver – falar abertamente e pessoalmente – não apenas através de comunicados – com o seu rebanho para explicar quem tomou esta decisão e porquê.

E a nós, suas ovelhas, cabe apenas aceitar e dar graças a Deus.

Friday, 13 March 2020

Notas de quarentena quaresmal

Ainda custa a compreender o que se está a passar. Duvido que haja memória viva de uma situação em que boa parte da Europa suspendeu as missas públicas e há tanta gente de quarentena. Não é o fim do mundo, obviamente, mas deixa-nos com uma sensação estranha e aliviados por não ser tão sério quanto poderia ser.

Em relação às missas, já ouvi críticas à decisão dos bispos, como se a suspensão das missas fosse uma demonstração de falta de fé. A todos os que andam a dizer isso, talvez convenha recordar que na Coreia do Sul, por exemplo, uma das maiores correntes de transmissão foi entre membros de uma igreja cristã. Em França aconteceu a mesma coisa com uma igreja evangélica.

É bom sinal que os sacramentos nos façam falta, mas Deus não nos pede uma fé que o ponha constantemente à prova e, graças a Deus e à tecnologia que Ele nos inspira a ir descobrindo, é possível seguir missas e outras devoções através da televisão, rádio e internet. Há aqui uma listagem bastante extensa e a Renascença, por exemplo, passará a transmitir diariamente a missa, às 12h.

Longe de mim estar a dizer-vos como devem passar o vosso período de isolamento, mas muitos quererão certamente ler. Há muita coisa online, aproveitem, e têm também os artigos do The Catholic Thing no blog.

E alegrem-se que ainda podemos rezar! É mais do que podem dizer os que gostariam de o fazer diante de duas clínicas de aborto em Londres, onde continua a ser proibido rezar, mesmo que em silêncio.

Estes são tempos difíceis que nos exigem solidariedade e disciplina. Fugindo à dimensão religiosa, peço-vos encarecidamente que não se deixem tornar veículos de notícias falsas e alarmantes. Estou farto de ler e ouvir “testemunhos” de médicos que há dois dias já garantiam que havia mortos. Melhor ou pior, as autoridades que temos estão a tentar lidar com o assunto. Ouçamos, respeitemos e ajudemos na medida do possível.

Deus nos guarde e nos fortaleça nesta que é uma Quaresma que ninguém vai esquecer tão cedo! E que o pior já tenha passado quando chegar a altura de celebrar a Ressurreição do Senhor.

Wednesday, 21 March 2018

A Missa & Nada Mais

David Warren
A história da minha conversão ao Catolicismo foi longa e complexa. Fui-me apercebendo disto ao longo dos quinze anos desde que fui recebido, tinha eu já 50 anos. É normal olhar para trás, e não devemos deter-nos, mas na tentativa de nos compreendermos não somos apenas uma bolha no presente. Para além disso, julgo eu, aprendemos coisas em retrospectiva que de outra forma nos escapariam.

Tudo começou quando tinha seis anos. O meu pai pós-protestante, do Canadá mas a leccionar na Escola de Artes de Lahore, no Paquistão, matriculou-me na escola de St. Anthony. É fácil explicar porque é que um homem com as suas opiniões me colocaria à mercê de maristas e jesuítas irlandeses. Julgava que eles tinham os mais altos padrões académicos, nada mais.

Certamente levavam muito a sério o conhecimento. “Scientia cum Virtute”, não vá eu esquecer-me.

Mas também constituíam uma paródia, nem sempre humorística, de tudo o que mais tarde viria a ser condenado na polémica dos colégios internos no Canadá. Levei a minha dose de tareias no recreio, e mais do que a minha dose dos próprios irmãos. Não aceitavam desculpas, não adiantava alegar inocência. No mínimo, aprendi muito sobre injustiça, sobretudo de um director que me parecia ser psicopata (e que mais tarde abandonou a Igreja para se juntar a uma comuna budista na Califórnia).

Mas também aprendi outras coisas, de professores sinceros; incluindo da Catedral do Sagrado Coração, junto à escola. Sendo branco, era obrigado a ir. Até que descobriram que eu era protestante e levei tareia por ter ido.

E o que é que aprendi lá, pergunta o querido leitor? Algo ainda rudimentar, mas que ficaria comigo ao longo dos anos.

Nessa altura eu acreditava no que a minha mãe ateia me tinha contado, que a Missa era um rito mágico primitivo, deslocado, pela sua própria natureza, do nosso mundo moderno, científico e racional. A um certo nível os católicos eram como os bárbaros selvagens. Segundo os seus antepassados presbiterianos, eles eram supersticiosos. Faziam coisas estranhas e inexplicáveis, como falar com os mortos e comer pequenos pedaços de pão, julgando tratar-se de carne humana.

Ainda assim, devíamos ser simpáticos com eles.

E aquilo que eu aprendi no Sagrado Coração foi que tudo isso era verdade, acrescentado de incenso e sinos. (Isto era no tempo da Missa em Latim; quando lá voltei, décadas mais tarde, era urdu e batuques.)

E havia mais uma coisa, mas levou-me anos a desvendar o que significava. Aprendi que tinha uma sensibilidade católica. E mais, que não tinha uma sensibilidade protestante. Que sempre que existia um conflito entre as sensibilidades, encontrava-me espontaneamente no lado católico. Como explicar isto?

A algum nível intuitivo, parecia-me que o catolicismo era fértil, e que a alternativa era estéril. São João Paulo II viria a colocar a coisa de forma chocantemente precisa mais tarde quando falou da distinção entre a Cultura da Vida e a Cultura da Morte, embora não lhe desse qualquer carga sectária. Estava a referir-se à mesma diferença fundamental de mundivisão que distingue os verdadeiros católicos de tudo o que os rodeia no mundo moderno.

Mas concentremo-nos na Missa. Tornei-me católico no início da minha vida adulta, mais precisamente um anglicano “high church” (por causa do incenso e dos sinos, mais uma vez), até que finalmente troquei Cantuária por Roma. Aliás, passei um quarto de século sempre à beira de transitar, cada vez que os anglicanos faziam mais alguma coisa não-católica. Entretanto, por boa educação, frequentei muitos casamentos, funerais e até baptizados em locais mais protestante e observei os seus costumes, de fora.

A primeira, e talvez a última coisa a saber sobre as nossas diferenças é que do lado de lá têm “serviços”. Para eles, a Missa não é “instrumental”. É um mero memorial, porque Cristo disse “fazei isto”. E eles fazem, da melhor forma que conseguem, tal como lhes foi dito, mas sem a magia.

Já os católicos também fazem como lhes foi instruído, mas para nós os sacramentos têm um efeito. Não são um memorial, mas um acto que alcança algo. É o “Sacrifício da Missa”, e os nossos crucifixos tendem a ter “o homenzinho”, como disse certa vez um funcionário descerebrado de uma loja de bugigangas. E parece que vai jorrar sangue por cima dos nossos sapatos.

Estou aqui a distinguir entre aquilo a que chamo o “instrumental” e o “simbólico”. Os símbolos são, neste sentido, coisas intelectuais. São exangues. Um académico pode escrever tudo sobre símbolos, sem compreender um único. Pode produzir um longo dicionário de símbolos e manuais de etnografia, com referências cruzadas e índices. E mesmo assim não entenderá nada. 

O mesmo se aplica a uma enciclopédia de anjos e demónios, santos, mártires, duendes e fadas, sem a menor crença de que alguma dessas coisas é real.

E uso aqui o termo “real” de forma propositada. Estou a aludir aos conflitos medievais entre realistas e nominalistas – que, muito plausivelmente, se encontra na raiz de cada uma das nossas reformas modernas (do Século XVI, XVIII e agora do XXI).

No cerne de cada um está a rejeição do realismo – a ideia de que existem coisas reais fora de nós mesmos, que são reais independentemente de as aceitarmos ou não. Por exemplo: verdade, beleza, bondade. Em contrapartida, dá-se um avanço do nominalismo que crê que o homem cria a realidade quando lhe dá nome. Tudo é, no fim de contas, uma “construção social”, incluindo os conceitos de homem e de mulher, de cima e baixo. 

E dessa perspectiva, desde novo que eu era susceptível ao Catolicismo, pois sempre acreditei na realidade, e que havia mais coisas no Céu e na Terra do que poderíamos imaginar. Nunca ultrapassei esta sensação, e espero que isso não aconteça.

Sou um realista. Creio que até o selvagem mais primitivo é inteiramente homem, por isso é igual a mim. Porque os homens são reais, e continuarão a sê-lo, independentemente do que lhos chamarmos.


David Warren é o ex-director da revista Idler e é cronista no Ottowa Citizen. Tem uma larga experiência no próximo e extreme oriente. O seu blog pessoal chama-se Essays in Idelness.

(Publicado pela primeira vez na sexta-feira, 16 de Março de 2018 em The Catholic Thing)

© 2018 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Friday, 6 March 2015

Nimrud - Era uma vez um tesouro da humanidade

Nimroud, antes...
Não há dia em que o Estado Islâmico não nos dê notícias frescas. Hoje surgiu a informação da destruição da cidade de Nimrud, um tesouro arqueológico que data do século XIII antes de Cristo.

Desde os budas dinamitados no Afeganistão até este último incidente, são já vários os episódios de violência contra o património cultural do mundo. Porquê? É o que tento explicar aqui.

Amanhã faz 50 anos que o Papa Paulo VI celebrou a primeira missa em italiano, selando a reforma litúrgica que permitiu missas no vernáculo. Hoje temos o padre Vasco Pinto de Magalhães sobre o tema, a dizer que a missa em Latim deixava o povo de fora. Amanhã teremos mais uma reportagem sobre o assunto, com perspectivas diferentes.

Existe marketing religioso? Claro que sim, dizem os especialistas. E faz falta.

Partilhar