Showing posts with label Teologia do Corpo. Show all posts
Showing posts with label Teologia do Corpo. Show all posts

Friday, 29 September 2017

Actualidade Religiosa: Plano Marshall para cristãos iraquianos? Wahou!

Terminaram esta sexta-feira as Jornadas da Comunicação Social. Os presentes ouviram falar de muitos instrumentos e formas de marcar presença nas redes sociais, agora é passar da teoria à prática.

Ontem, no primeiro dia das jornadas, D. João Lavrador disse que a Igreja tem de estar em tudo o que possa ser meio de comunicação e José Manuel Fernandes explicou que os jornalistas e profissionais de comunicação têm de estar onde as pessoas estão, e as pessoas estão online.

Por falar em igreja e comunicação, o Vaticano quer combater o fenómeno do “fake news”.

Foi ontem revelado um “Plano Marshall” para ajudar os cristãos iraquianos a voltar às suas terras.

No próximo fim-de-semana decorre o segundo “Fórum Wahou!”, sobre a Teologia do Corpo. Se estiverem interessados, ou souberem de quem possa estar, vejam e divulguem, porque promete ser muito interessante.


E por fim, um desafio. Quem quiser rezar pelas crianças não nascidas, e por todos os casais que vivem com esperança os desafios à sua fertilidade, juntem-se à Esperança de Ana, amanhã, Sábado, às 21h00 na Capela da Ordem Hospitaleira São João de Deus, na rua São Tomás de Aquino, nº20, Lisboa.

Wednesday, 8 January 2014

Uma Visão Sacramental do Corpo

Randall Smith
Num artigo anterior realcei que a nossa cultura, que tem encorajado os adolescentes a pensar que se podem tornar pessoas diferentes mudando a marca da roupa que usam, está agora a encorajá-los a acreditar que podem tornar-se pessoas diferentes alterando os seus órgãos sexuais – como quem muda um casaco.

A formo como os publicitários vendem artigos aos jovens é associando-os a um certo tipo de pessoa: cerveja com um tipo porreiro, fixe e universitário; perfume ou roupa com um tipo magro, urbano e social; um carro com um certo tipo másculo, bem-vestido, sofisticado e urbano.

Ironicamente, os jovens dizem muitas vezes que estão a “expressar a sua individualidade” com as coisas que compram, quando isso é o oposto da verdade. A escolha de certos produtos em vez de outros é normalmente motivado por um desejo de se tornar mais como o modelo de pessoa “fixe” a que aspiramos. Logo, longe de se tornarem “mais individualistas”, os adolescentes procuram tornar-se mais como os outros.

Estas práticas culturais reforçam a ilusão moderna de que a nossa identidade não é algo que recebemos (da natureza, de Deus, da cultura, da tradição), mas algo que criamos individualmente, sozinhos.

Enquanto no passado os jovens podiam ver-se como sendo oriundos de (e por isso, de certa forma, em divida para com), uma certa família, tradição cultural ou religiosa, agora, por causa da influência do modernismo, os jovens tendem a ver-se como auto-criadores. Seja qual for o seu passado, sejam de onde forem, independentemente de quem forem os seus pais, podem recriar-se de novo: podem ser “aquilo que quiserem ser”. Têm o dever de se criarem, aparentemente ex nihilo.

Há muito neste ponto de vista que é bom, claro, dado que a Igreja sempre enfatizou a importância do livre arbítrio. Em certo sentido sim, criamo-nos pelas escolhas que fazemos.

Mas há algo que se pode perder com este ponto de vista também: nomeadamente, a noção da nossa ligação e responsabilidade para com os outros. Se eu me crio ex nihilo, então não devo nada a ninguém. Sou responsável apenas por mim e pelo meu projecto de auto-criação. É verdade que isto me poderá induzir a deixar os outros em paz para se dedicarem aos seus próprios projectos de “auto-criação” (embora as crueldades da vida adolescente contemporânea sugiram o contrário), mas poderá também (e mais provavelmente) levar-me a negar qualquer responsabilidade em relação aos outros.

A minha individualidade é mais individual que a tua
Quando falo aos meus alunos sobre a forma como os agentes do marketing procuram seduzir os adolescentes, um deles dirá algo como: “Mas temos de vestir alguma coisa”. Respondo que sim, “mas seria melhor se, em vez de encararmos as nossas escolhas como expressões de uma individualidade radical, as víssemos como expressões de socialização. Isto é, eu escolho as roupas que escolho precisamente para me poder misturar mais facilmente em certas situações sociais. Uso fato e gravata quando é apropriado usar fato e gravata, mas roupa mais casual quando isso contribui para que as pessoas à minha volta se sintam mais confortáveis. A minha roupa não serve para me definir como algo que está à parte e é diferente dos outros. Seria melhor encará-la como algo que posso usar para me ajudar a unir a eles”.

E se tivéssemos uma visão “sacramental” das coisas, incluindo do corpo humano? E se eu visse o meu corpo (ou a minha roupa) como algo que serve de instrumento do meu amor a Deus e ao próximo?

João Paulo II dizia frequentemente que não podemos amar o nosso próximo – não nos podemos revelar a ele ou tornar-nos presentes a ele – se não através do nosso corpo. Deste ponto de vista, o meu corpo e tudo aquilo que ajuda a formar a minha “personalidade” deve ser entendido como estritamente “meu” de um ponto de vista, mas também de outros e para os outros. Eu moldo o meu carácter de certas formas porque quero ser prestável aos outros e poder cuidar deles.

Tal como a modernidade nos levou a adoptar a noção de propriedade como algo essencialmente “meu”, posto à parte dos outros e unicamente para meu usufruto, agora também temos a ideia dos nossos corpos e das nossas identidades como sendo algo que nos põe à parte dos outros e com os quais os outros não devem interferir. É significativo que as pessoas falam hoje dos seus corpos como sendo da sua “propriedade”, a serem usados como entenderem.

João Paulo II sugeriu, pelo contrário, que uma vez que somos feitos à imagem de um Deus trinitário, descobrimo-nos ao fazer de nós mesmos um dom sincero aos outros. Por isso ele propôs que ao trabalharmos seja para nós mesmos, mas também com e para os outros, e insistiu numa noção de propriedade “privada” que é ao mesmo tempo “minha” mas também sempre para outros.

O mundo boémio da liberdade sexual esteve sempre claramente ligado ao mundo burguês do capitalismo laissez-faire. Ambos assentam numa noção de individualismo radical e auto-criação que a Igreja sempre rejeitou. É por isso que os ensinamentos autênticos quer da moral sexual quer da justiça social ofendem sempre uma das partes nos debates entre conservadores individualistas e liberais individualistas. É por isso que “conservadores” e “liberais” estão sempre a tentar afirmar um dos lados do ensinamento da Igreja, enquanto evitam o outro, embora uma compreensão autêntica quer da moral sexual quer da justiça social insista que ambos se baseiam na mesma visão “sacramental” de toda a realidade criada, na qual todas as coisas criadas, incluindo nós mesmos e os nossos corpos, devam ser entendidas como “instrumentos” do amor de Deus.

“A verdadeira queda do homem”, escreveu o grande teólogo ortodoxo Alexander Schmemann, é viver “uma vida não-eucarística num mundo não-eucarístico”.


Randall Smith é professor de teologia na Universidade de St. Thomas, Houston.

(Publicado pela primeira vez no Sábado, 4 de Janeiro 2014 em The Catholic Thing)

© 2014 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Friday, 14 June 2013

Super-Homem kosher e Teologia do Corpo

Com o destino do mundo em perigo...
o Shabat vai ter de esperar!
“O nosso corpo foi feito para a comunhão”, quem o diz é um dos organizadores do simpósio sobre a Teologia do Corpo, que começou ontem em Fátima e termina no domingo.


A grande pergunta do dia é… Super-Homem era judeu? Há quem diga que sim. O nome é uma das pistas: Kal-El é parecido com “Voz de Deus” em hebraico.


O Papa Francisco encontrou-se hoje com o Arcebispo de Cantuária. Consideram-se aliados nas causas da família, entre outras coisas.


O Nosso Corpo Foi Feito para a Comunhão

A criação de Eva
Transcrição integral da entrevista feita ao padre Miguel Pereira e a Maria José Vilaça, a propósito do IV Simpósio sobre Teologia do Corpo, que se está a realizar em Fátima. A notícia encontra-se aqui.

Como é que surgiu a ideia de organizar este simpósio?
Maria José Vilaça: Desde 2003, quando esteve cá o Christopher West, começámos a acompanhar a Teologia do Corpo e a deixarmo-nos fascinar por tudo isto e começámos a ir aos simpósios internacionais na Europa, Áustria 2007 e Irlanda 2009. Desde aí surgiu a ideia de fazer um em Fátima, curiosamente os estrangeiros que lá estavam, incluindo muitos americanos e sul-americanos, vieram pedir para fazermos em Fátima.

Não é organizada só por nós, conta com a participação do professor Peter Colosi, professor de Filosofia no Seminário de São Carlos Borromeu, em Filadélfia, e ele coordena isto com uma organização local.

Padre Miguel: Somos mais ou menos 12 pessoas em Portugal, sempre em contacto com o Peter Colosi e fazemos essa ligação com ele, vamos informando-o sobre o que acontece localmente, para ele ir dinamizando até em relação a recolha de fundos.

A Teologia do Corpo, para quem não conhece, o que é?
Padre Miguel: O Papa João Paulo II esteve na comissão que redigiu o primeiro esboço da encíclica “Humanae Vitae”. Foi uma encíclica muito complicada e de difícil acolhimento porque pedia uma grande conversão. A encíclica foi promulgada por Paulo VI em 1968, depois de uma viagem que fez a Fátima, e falava especialmente dos temas relacionados com a vida, sobretudo aborto, contracepção, relações sexuais, estamos a falar do âmbito da intimidade conjugal. E como pedia aí uma grande atenção e que demorássemos ali algum tempo, não foi muito bem acolhida.

O Papa João Paulo II esteve na comissão que redigiu o primeiro esboço do Humane Vitae, e ficou ali com um bichinho. O Papa Paulo VI dizia que para entender o texto tinha de se conceber uma antropologia adequada, uma maneira cristã de conceber o homem, capaz de dizer as razões do proceder. Foi nesse texto que o Papa trabalhou desde 68 a 79. Em 79, já Papa, ele queria ter editado o livro, mas como foi eleito Papa disseram-lhe que não podia publicar sem ser magistério. Então, o Papa João Paulo II dividiu o livro em 169 catequeses, mais seis sobre o Cântico dos Cânticos. A partir da palavra de Deus e a partir da filosofia personalista e da fenomenologia ele compõe uma maneira de ver o mundo que torna possível não só entender mas passar a viver uma experiência diferente na nossa intimidade. Isto é assim o básico da história.

Em relação ao conteúdo das catequeses, o Papa faz uma catequese bíblica, ou seja pega em várias passagens da Sagrada Escritura para explicar o que é o homem. Primeiro, no princípio o que Deus quis para o homem, porque Deus diz que criou o homem à sua imagem e semelhança, e quando procuramos a imagem e semelhança de Deus em cada um de nós procuramos normalmente na nossa alma, nas coisas que nos chamam para o belo, o eterno, o bom, o verdadeiro. Muito ao género do que é mais espiritual.

Mas o Papa diz que não só no Espírito mas também no corpo Deus deixou marcas daquilo que é. É importante perceber, se Deus é comunhão, as marcas que Deus deixa no nosso ser são sempre marcas de comunhão. Quando Deus cria, cria-os homem e mulher. Deus diz “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”, depois diz “Assim aconteceu. Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. Homem e mulher os criou”. E podemos questionar-nos, porquê homem e mulher? Porque não criou só um, fantástico? Porque é que criou dois? E dois que na sua sexualidade se complementam, dois que são feitos na relação um com o outro? A marca de Deus é este sinal da relação, feita não apenas a nível mental, psicológico e espiritual, mas também a nível do corpo.

Se isto é assim quer dizer que o nosso corpo é feito para a comunhão, que também o nosso corpo foi feito para tocar o mistério de Deus, da Santíssima Trindade. E se é assim a nossa vida precisa de dar uma volta. Se o nosso corpo foi feito para amar a Deus e só para isso, é importante que todos os nossos gestos falem de amor, e também a nossa sexualidade.

O Papa diz que a relação sexual é o lugar da maior intimidade, onde as pessoas se entregam mais, porque entregam não só o seu pensar, não contam apenas as suas ideias, entregam-se a si próprias. Depois de me entregar na relação sexual que tenho com o meu cônjuge não há mais nada a entregar, porque já entreguei o meu corpo, é por isso que também existem tantas feridas, em tantos e tantos casais, que não se respeitaram nessa entrega. Porque sendo esse um lugar para chegar tão alto ao amor de Deus, se em vez de amarmos utilizarmos as pessoas também se desce muito fundo, deixam-se marcas muito profundas.

O Papa tinha este conhecimento porque antes de ser Papa, em Cracóvia, primeiro como padre e depois como cardeal, fez uma experiência muito importante, a que ele chamava a rede, um género de equipas de casais com quem falava, às vezes até individualmente. Ele tinha um profundo conhecimento da vida de cada um daqueles, não como quem vive a experiência, mas como quem sabe, como quem vê de fora mas percebe muitas vezes porque como nós estamos tão dentro das relações que não conseguimos ter um olhar claro sobre elas, mas o Papa conseguia tê-lo.

Tobias e Sara
A sociedade em geral tende a pensar que a Igreja tem um olhar negativo e pessimista sobre a sexualidade, mas aqui vemos um discurso completamente diferente do estereótipo…
As pessoas ficam muito admiradas quando falamos da Teologia do Corpo e da maneira que a sua sexualidade foi feita para chegarem tão alto, muitas vezes foram instruídas de forma a privilegiar o espiritual e a descurar o seu corpo. Mas é o próprio São Paulo que diz que o nosso corpo é templo do Espírito Santo. Se o próprio Espírito Santo pode habitar no nosso corpo é porque de certeza que é uma coisa boa. Hoje em dia as pessoas precisam muito disso, de saber que o seu corpo é o maior tesouro que têm, e é por isso que devem respeitá-lo imenso. Quando a Igreja diz que devemos cobrir o corpo e vestir-nos dignamente, não expormos muito o nosso corpo porque pode ser olhado indignamente, não é porque diga que o corpo é mau, pelo contrário, diz que o corpo é muito bom e se tens um tesouro não o dês a qualquer um, dá-o a quem o possa respeitar verdadeiramente.

Apesar de o Papa falar mais para os casais isto tudo implica uma nova forma de ver. Com os meus amigos, com os meus familiares, com os meus filhos, os meus gestos são chamados a ser outra coisa, a ter outro peso. As pessoas ficam surpreendidas porque vêem que afinal toda a sua vida foi feita para ter um peso diferente, uma glória diferente.

Consta que Jesus um dia falou directamente à Madre Teresa de Calcutá e disse “Quero que tu vás onde sem ti eu não consigo ir”. Isto significa que cada vez que estou num lugar estou não só em nome de Deus, mas nos meus gestos aqueles a quem eu amo provam o próprio Deus. Isso é absolutamente extraordinário.

Quando falamos só da sexualidade falamos principalmente daquele que é o maior acto de amor, a maior possibilidade de entrega da vida. Aqui é importante, e o Papa fala disso, que a entrega seja total. Não só do meu corpo, mas também do meu espírito, não só do meu espírito mas também do meu corpo.

Quando isto toca a relação conjugal toca o lugar da maior entrega. Porque no dia do meu casamento eu digo que sou todo teu para o resto da vida e a minha vida vai girar à volta da tua, na presença de Deus, porque eu quero o teu bem. Hoje em dia reduzimos muitas vezes o amor a um sentimento, mas isso não é a verdade toda, o amor é sobretudo uma vontade, a vontade de querer bem ao outro, que implica um gostar, um sentir, este impulso de querer o outro, de querer o bem dele.

Hoje em dia o que acontece muito nos casais é que em vez de se amarem usam-se muito. E o Papa apercebeu-se disso.

Que temas vão ser abordados neste simpósio?
Maria José: Tivemos o cuidado de tornar isto um bocadinho teórico e muito prático. Embora se chame um simpósio de Teologia não é uma coisa inalcançável. No primeiro dia vamos ter uma apresentação sobre a relação da Teologia do Corpo com Fátima. Não só pela questão do Papa Paulo VI ter vindo a Fátima antes de publicar a Humanae Vitae, mas por toda a ligação que João Paulo II estabeleceu, que nos permite concluir que sem Nossa Senhora de Fátima não teria havido Teologia do Corpo, porque o Papa sofreu um atentado no dia 13 de Maio, precisamente o dia em que ia lançar a fundação do Instituto João Paulo II, cujo objectivo é ensinar a teologia do corpo e aprofundar estes temas.

Depois vamos ter um segundo dia em que a maior parte das nossas comunicações vão ser sobre o que é a Teologia do Corpo, portanto vamos ter uma vertente mais académica mas com pessoas com experiência muito grande em falar destes temas, tornando-as mais perceptíveis. A experiência que eu tenho de os ouvir é de repente perceber que a nossa vida vai ter de mudar, isto é tudo tão bonito, Deus gosta de nós de tal maneira, que isto só pode provocar uma mudança na nossa vida.

No fim deste dia de Sexta-feira vamos ter já uma passagem para a parte mais prática, como é que isto se aplica, como é que se vive, e a experiência que as pessoas têm no seu próprio trabalho. Vamos abordar a pornografia, a ausência de pai na sociedade ocidental, um dos dramas com que nos deparamos, vamos ter pessoas a falar sobre a terapia conjugal e como é que a Teologia do Corpo ajuda nisto, vamos ter oradores, já no Sábado, a falar da homossexualidade e da complementaridade entre homem e mulher e depois, no Domingo, vamos ter pessoas de África para falar da experiência da teologia do corpo em África, porque lá acolheram melhor e muito mais rapidamente a teologia do corpo do que na Europa, o que terá a ver com a pureza do coração e a abertura de espírito das pessoas. Convidámos duas pessoas que nos vêm falar dessa experiência e vamos ainda ter uma apresentação sobre a NaProTechnology, que muito pouca gente conhece em Portugal, mas que é uma alternativa à procriação medicamente assistida, chamada NaPro Technology. Vem cá um professor Phil Boyle que vem falar de um estudo que fez com 400 casais que passaram pela procriação medicamente assistida e não tiveram sucesso e que teve consequências complicadas na vida deles, ele vem-nos dar o resultado desta investigação depois de ter usado esta “Natural Procreation Technology”.

No Domingo o tema era a teologia do corpo e a nova evangelização e vamos ter abordagens que nos remetem para a essência do que é a nossa ligação com Deus e vida de comunhão com Deus porque é daí que tudo parte.

Há muitas inscrições?
Pe. Miguel: Está a correr tão bem como esperávamos, ligeiramente acima. Pensava que não íamos ter mais de 120 inscrições, mas como os portugueses se inscrevem sempre em cima da hora, vamos agora com 210. Temos tido muita gente a querer nos ajudar generosamente.

Monday, 28 January 2013

Um macaco no espaço, vários na cabeça

Bem-vindo de volta à idade média!
Na passada sexta-feira realizou-se a Marcha pela Vida em Washington. Foram 650 mil pessoas. Veja aqui um curto vídeo e saiba também o que a imprensa americana achou verdadeiramente importante noticiar nesse dia

Os islamitas fundamentalistas no Mali continuam a semear destruição. Depois de terem arrasado com vários edifícios históricos quando ocuparam a cidade, agora à saída incendiaram um centro de documentação de valor inestimável.

No Irão um pastor evangélico foi condenado a oito anos de cadeia pela sua actividade religiosa. No dia em que os iranianos anunciaram que conseguiram enviar um macaco ao espaço, bem podiam chegar ao século XXI noutros aspectos também…

O Papa Bento XVI pediu ao Patriarca Bechara Rai, dos Maronitas, que escreva as meditações para a Via Sacra da próxima Sexta-feira Santa. É uma forma de ter presentes os cristãos do Médio Oriente, para quem todos os dias são um Calvário.

Wednesday, 23 May 2012

Pró-escolha, pró-vida, parceiros e presos


O número de americanos que se considera a favor do aborto tem descido ao longo da última década. Numa sondagem revelada hoje apenas 41% define-se como pró-escolha, contra 50% que se considera pró-vida.

Os escândalos de abusos sexuais não afectam apenas a Igreja Católica. Também os judeus ultra-ortodoxos têm de lidar com este flagelo, mas uma cultura de silêncio e isolamento torna tudo mais complicado. Ainda assim, na Segunda-feira um abusador foi condenado a 20 anos de cadeia.

E o missionário Monsenhor Manuel Teixeira, que fez tanto por Macau, será recordado hoje no Museu do Oriente.

Hoje é dia de artigo de The Catholic Thing. Randall Smith questiona a mania das pessoas se referirem à sua cara-metade como “partner” (parceiro ou parceira), em vez de Marido e Mulher. Pessoalmente, em Portugal noto mais a tendência das pessoas se referirem ao “marido” ou “mulher” mesmo quando não são casados… mas o problema de fundo é o mesmo. Vale a pena aprofundar…

Para quem vive para os lados do Estoril, não se esqueçam que o especialista em Teologia do Corpo, Peter Colosi, fala hoje no Seminário de Caparide, às 21h30. A sessão é livre e aberta ao público. Podem recordar a entrevista que fiz a Colosi aqui.

Tuesday, 22 May 2012

Peter Colosi na Católica - Vídeo

Com agradecimento à Infovitae, deixo aqui o vídeo da conferência de Peter J. Colosi de ontem, na Universidade Católica.




Podem ver aqui a reportagem feita na Renascença e podem também ler a entrevista que eu lhe fiz na íntegra, aqui.

Monday, 21 May 2012

Teologia do Corpo, sismos e twitter


É já daqui a pouco que começa a conferência na Universidade Católica com Peter J. Colosi , especialista em Teologia do Corpo (na imagem). Aqui podem ver a entrevista que lhe fiz.

Colosi vai dar outras conferências, na notícia estão as datas, locais e horas. Para quem está interessado em aprofundar mais o tema, leiam aqui a transcrição completa da entrevista, sem cortes nem edições, na qual Colosi fala também da actualidade americana.

Mudando de ares, no Paquistão o twitter foi suspenso, por risco de blasfémia contra o Islão.

O Papa falou do atentado e do sismo que abalaram, em diferentes sentidos, a Itália durante o fim-de-semana.

Teologia do Corpo - Entrevista com Peter J. Colosi


Below is the full transcript of the interview with Peter J. Colosi, who specializes in Theology of the Body. The news item can be found here.

Aqui fica a transcrição completa da entrevista com Peter J. Colosi, especializado na Teologia do Corpo. A reportagem está aqui.

Veja as horas e locais das conferências no fim da entrevista.

So what exactly is Theology of the Body?
It is a series of lectures that John Paul II gave publicly during his Wednesday audiences, outside St. Peter’s. He had actually written them all before this, but over a four year period he delivered 20 lectures. It’s a beautiful catechesis on what it is to be Human, with an emphasis on the theme of Marriage, Family and Sexuality.

People mostly associate this concept with issues regarding sexuality, but there are other aspects as well, correct. He mentions resurrection of the body, for example.
It almost opens like a play. Jesus is speaking at the beginning of Matthew 19 with the Pharisees, who ask him if they can divorce their wives and remarry. They say that Moses let them do this, but Jesus says he did so out of the hardness of their hearts, but at the beginning it was not so. He goes back to Genesis and this is very striking because he divides time into three periods, the original state, the fall and the redeemed state. All three are mentioned in the book of Genesis, but he says you can’t use the fall as permission to sin, because the way Adam and Eve were before the fall, we still have an echo of that in our hearts, and they loved each other fully and even though the fall has happened, we have to love each other like Adam and Eve did before the fall. And the redemption, the resurrection, gives us the grace to do so, even though it is a challenge.

Did these lectures introduce any novelties to church teaching on these issues? Or did they just rephrase them?
The novelty is that John Paul II explains them in a way that everyday people can understand, and live joyfully. Typically, from church teachings on sexuality, everybody knows what the prohibitions are, and what is allowed. But John Paul II decided he wanted to give a rich explanation of what it is to be Human, because if one lives according to church teaching on sexuality it is a source of profound happiness.
He wanted people to make people understand the happiness that can come from living according to church teaching, and that is difficult if you just have a list of  yes and no’s.

Were the lectures well received? Were there suspicions at the time?
A lot of people were surprised because there was the Pope talking about human sexuality in a way that was so beautiful, and nobody had heard a Pope speak for four years about these themes. Many were surprised. There were times when the Media really attacked the Pope. For example in one of the audiences he talked about the passage where Jesus says that you can commit adultery in the heart every time you look at a woman lustfully. Then the Pope said that it is possible for married people to commit adultery in the heart with their own spouse, and what he meant by that was that men can still think of their wives as sex objects even if they are married to them, and they shouldn’t, they should think of them as a person who they love. And the media went berserk, because they didn’t want to accept that lust still needs to be overcome in marriage. But in general it was a novelty because a Pope was talking about human sexuality in a way that was full of life and happiness.

This was almost 30 years ago, yet we still have the idea, amongst Catholics, and especially amongst those who are more critical of the Church, that the Church is more about no’s than yes’s and that it has a very negative view of sexuality. Why is this the case?
One reason is because the text is very long and it is very challenging. He was a trained philosopher and, you could also say, a philologist. The footnotes are full of references to ancient languages and to philosophers who people don’t know very much about. But he really presented a metaphysical, theological, scriptural meditation on the meaning of human sexuality. It’s one of these texts somebody like St. Augustine might write, like The City of God, which will take 100 years for the church to interiorize.
This is why I am here in Portugal. Next year, from 13-16 June 2013 we are having a conference in Fátima with many speakers who can really break this down and explain it to people from many different angles, from Theology, from practical life, philosophy, Scripture. So it’s true that it hasn’t been absorbed yet, one reason is because the text is difficult, but there are many people working on trying to make it understandable, which often is the case with texts like this. It took a long time for the Church to absorb Thomas Aquinas’ teachings, and it will be the same with this text.


George Weigel described these teachings as a “timebomb” set to go off in the third millennium; could this really change the face of the Church?
I really think it could. On the one hand it is true that it hasn’t been absorbed yet. On the other hand it actually has. There is a large percentage, maybe more so in America than in Europe, who are hearing talks about this from people who can break it down, or who are taking the time to read it themselves, which is a good thing to do, the passages are very short. And it is changing their lives, there are people who read this and stop watching pornography, there are people who read this and stop using contraception with their spouses and switch to natural family planning. They read this and realise they should respect people more and stop being promiscuous, because this is a source of happiness.
So I think the quote is true, this has the potential to really make people yearn to live according to Church teaching. Maybe because now, after the 60’s and so forth, everybody is so broken by divorce, contraception, using each other as sex objects. Maybe we could say now people are looking for a deeper experience of sexuality, and I think this has a potential to explain it to people.
The prohibitions are still there. No sex before marriage, marriage only between a man and a woman, no contraception, but when people accept why, they are willing to accept the challenge, because they want the beautiful fruit.

What it the main stumbling block, what do people have most difficulty in understanding and accepting?
The anthropology. When John Paul II uses the word anthropology in this book, he just means what it is to be a Human Being; we are a bodily spiritual unity. He often likes to say you are your body, not because he is a materialist, but because your soul is so close to your body, so present in it. Today we separate, people think of their body as separate from themselves, so they can do all these sexual things with their body, they can go and have an abortion, and it isn’t going to affect them.
To get people to realise the profound unity of the spiritual and bodily that we are is the first step which is difficult to explain, because we live in a dualistic society. If a slap or a hug has the power to touch your soul, then how much more so human sexuality.
As you go through the text you get this idea of self-donation, making a gift of yourself. And it is precisely because our bodies and our souls are one, that through Human expression, like a smile or a hug we reveal our souls to each other. And in human sexuality God has set things up where through the conjugal act, by which children come into the world, we are able to give ourselves as a whole gift to the other person, but you need to commit yourself with your will first, through marriage, otherwise it is sort of a lie, with your body.

How do people usually react when you speak about this issue?
I don’t like to be harsh on bishops or priests, I think after the 1960’s it was very difficult for them to understand how to explain Humanae Vitae. But after I give a talk somebody always asks “how come we never hear about this from the pulpit?” They want to hear it.

How should priests address these issues?
One thing would be to try to work through the text itself, or to try to get some of the secondary sources, or to listen to some talks about it. On my website I have some talks that people can listen to, where I break it down, but I do think that maybe the priests and the bishops could be a little bit more courageous than in the 1960’s because we have a way to explain. It was right for them to be afraid, because all they had was the prohibitions, if you just go up and say no, no, no, you lose parishioners. But if you take the time to interiorize this text you get the tools to give you confidence.
There are more and more priests who are, because of this text, finding the courage and the tools to speak. You have to do it pastorally, take time, I always tell the students not to give the homily right away on the prohibitions. Start by talking about sacrifice, self-donation, body-soul unity, some of these themes, and then at the end of the year they will be ready to hear a homily directly about contraception.

Did John Paul II write this on his own? Did somebody help him?
Before he wrote this text he wrote a more philosophical one called Love and Responsibility, and that was published before he became Pope. Then the translator of this book found out that John Paul himself, before he became Pope, had written this entire book. Nowadays Popes write books, but at the time it wasn’t so common, and somebody told him he couldn’t publish it, and he thought he’d get around it using his Wednesday audience. So every week he would take a small section and write an introduction, then a nun would turn it into Italian, and that is what he would read, so yes, he wrote it himself. He seems to have been doing lectio divina when he wrote it, pondering Scripture quietly, in fact he wrote it in front of the Tabernacle, they found out.


There seems to be a war, as some call it, between the Obama Administration and the Catholic Bishops, mainly about the HHS mandate. What is your view on this?
The Health and Human Services is a department of our Federal Government which has a cabinet level secretary whose name is Kathleen Sebelius, and she is a Catholic. What they are doing is forcing all the institutions in America, including the Catholic ones, to pay for contraception, sterilization and the pills which cause abortion. The Church, obviously, says these are intrinsic evils.
This is a violation of the First Amendment, which stipulates that there is Freedom of Religion, which means you should be able to practice your religion publicly and participate in policy debates even from your religious perspective. What is happening now is that the Obama administration is trying to delete that. They are trying to silence the religious voice.
This mandate could close all Catholic hospitals, and these are huge, there are many of them. Sadly, even though many Catholics are using contraception and having abortions, it is different for a Catholic hospital to have a policy that supports it. The bishops in America are fighting this from a religious freedom perspective, to try and build a coalition. But I do think it is interesting that the administration chose contraception for their first attack against religion. Because they know the bishops are a little bit afraid to talk about it, and they are having a little bit of trouble getting a groundswell of support because many Catholics use contraception.
I don’t know what the best approach is. I can see their reasoning for focusing on religious freedom and not on contraception, but Pope Paul VI, in Humanae Vitae, predicted that when contraception became widespread the governments would use it as a tool to try and quash religion. So I think they should, not on TV, but in their dioceses, try and talk more about theology of the body.

You say that Obama is trying to silence the religious voice, yet he explicitly invoked his beliefs when he came out in favour of gay marriage…
In its teachings about homosexuality the Church always begin by saying that everybody has the dignity of the person and needs to be loved. Now the Church does hold the view that to freely choose to act on homosexuality is a sin. The same-sex attraction is a state of somebody’s soul which is disordered. But the people should be loved.
There are many reasons why the Church defends that marriage is between a man and a woman, but the reason why the State has an interest in defending this definition is because that is the best thing for children, to have a mother and a father. The complementarity of men and women is the source of happiness for children, and that is a good for society, and that is the reason why the State has an interest in defining marriage as between a man and a woman, because it is the best thing for children. This is clear in Church teaching and in Scripture, both in the old and new testament.
It is Christian to love people with same-sex attraction, but it is not Christian for the state to define marriage out of existence.

You mentioned that people are thirsty for a deeper understanding of sexuality, yet we see a surge in legislation for same-sex marriage…
It is a war in America. There are many groups fighting to keep the definition of marriage as between a man and a woman, so far we have had referenda in about 30 states, and they have all voted to keep it as between a man and a woman. So I’m hoping that trend keeps going, and as I said this is not an attack on people who are homossexuals, it is a desire to keep this definition of marriage for the good of society, because if you redefine marriage out of existence it is going to have delitorious effects.
It is hard to make predictions. I think if Obama loses the next election there will be more resources at the federal level to encourage these States. All these things are supposed to be at the state or local level, and he is taking them to the federal level.
The most importante thing is the grass roots, and I would encourage the bishops and priests to read this and explain it to the people in their parishes, to build up a proper understanding. It would be great to get some federal laws in place, but we really need people at the local level to interiorize the goodness of this teaching, that is the best.

Hoje o professor falará na Universidade Católica às 18h30. Amanhã está prevista uma conferência às 21h30 na igreja paroquial das Caldas da Rainha e na quarta outra, à mesma hora, no seminário de Caparide. Quinta-feira é a vez do seminário de Almada, novamente às 21h30. Todas as conferências são públicas e de entrada livre

Partilhar