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| Não votarás na extrema-direita - Marx |
Ao longo dos últimos anos temos assistido a alguma tensão no campo da religião e da política, com as diferentes Igrejas e religiões a reagir à subida da direita populista em vários países. Recentemente vimos a eleição na Argentina de um homem que considera que o Papa Francisco é comunista, e agora temos os bispos da Baviera, o coração do catolicismo alemão, a declarar que um católico não pode, em consciência, votar no partido Alternativa para a Alemanha, de extrema-direita. É sem dúvida um assunto que ainda vai dar muito que falar, possivelmente até aqui em Portugal.
Já todos sabemos que os novos padres tendem a ser mais conservadores que a geração anterior. Isto preocupa uns e anima outros, mas um novo estudo aprofundado feito nos Estados Unidos demonstra que a realidade é mais complexa do que parece. No mais recente artigo do The Catholic Thing em português, Stephen P. White explica que os dados mostram uma nova geração de padres mais conservador em termos teológicos que a geração dos anos 60 e 70, sim, mas também mais moderado em termos políticos do que a geração imediatamente anterior e, o que é também importante, etnicamente mais diverso do que qualquer outra geração de padres desde antes do Concílio Vaticano II. É verdade que são dados relativos aos EUA, mas eu acredito que pode haver aqui paralelos importantes, e interessantes, com Portugal. Leiam que vale bem a pena e partilhem as vossas opiniões.
Estamos no Advento, um excelente tempo para aprofundar a oração. Rezemos pela paz no Médio Oriente, rezemos pelos padres, novos e velhos, e se tiverem um minuto rezem por mim e pela minha mulher, que fazemos amanhã 18 anos de casados. Tem sido cada ano melhor que o outro, e os que virão serão melhores ainda, com a Graça de Deus!

