quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Feio que dói!

Parece que o Vaticano está farto de que se construam igrejas feias… pessoalmente, eu também.

Vamos a ver se exemplos como os que se seguem ficam mesmo consignados à história.

Discordam? Conhecem outros? Partilhem nos comentários...
Do famoso período arquitectónico de igrejas-farol

É impressão minha ou as janelas
formam uma espécie de cara triste?

Directamente dos cenários apocalípticos do Mad Max

Hoje três repartições de finanças foram atacadas com spray
Antes, os "indignados" passaram por aqui

Lembram-se quando construíam com blocos e quando
estava quase pronto, de repente caía tudo? Pois...

Projecto para a nova igreja de Algés
3... 2... 1... we have lift off!

É o que dá ignorar as instruções quando se compra
uma igreja pré-fabricada.

A nova Igreja do Restelo, ainda em construção

Quando ficarem sem fiéis podem aproveitar a estrutura
para plantar alfaces, flores exóticas etc...

Uma Igreja francesa ou...
a cabeça do maior hipopótamo do mundo!

8 comentários:

  1. O principio é bom, o critério relativo, principalmente deve haver uma boa discussão sobre o assunto.

    ResponderEliminar
  2. Dado poder interessar este livro, envio referencia.

    Ugly as Sin
    Why They Changed Our Churches from Sacred Places to Meeting Spaces
    -- and How We Can Change Them Back Again
    by
    Michael S. Rose

    http://www.sophiainstitute.com/client/email_ads/091030_ugly_cc.html

    Abraço
    Rodrigo FC

    ResponderEliminar
  3. Faltou esta...

    http://www.umpastelembelem.com/2010/02/10/igreja-caravela/

    A nova de Belém, já em construção.

    Mas felizmente a Comissão para as novas Igrejas não só já anda a trabalhar como se estão a formar na especialidade, assim como novos arquitectos e artistas plásticos, num curso da FAUTL. A ver se esta 'moda' muda.

    ResponderEliminar
  4. Cuidado com generalizações. É bom haver debate e critérios, que não podem ser os do senso comum, sobretudo quando confundimos o senso comum com o senso individual de cada um de nós... Depois, há o contexto cultural de cada país e região, o necessário enquadramento... Quando se construiu a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, muita gente foi contra essa ousadia da "arte moderna" preferindo o estilo neo-gótico das Igrejas de S. João de Brito e S. João de Deus. Hoje alguém tem dúvidas sobre qual a melhor do ponto de vista religioso e do cãnone artístico?

    ResponderEliminar
  5. A perceção do que é e deve ser uma igreja alterou-se radicalmente, desde logo porque o lugar do religioso, no processo da secularização, tem de se conquistar hoje em concorrência com outras mediações. É fundamental perceber qual o espaço das construções próprias da Igreja, verdadeiros paradoxos na cidade utilitarista, e como se hão de entender essas construções em relação com os demais espaços públicos.
    O problema essencial será o de perceber se a arte que serve a Igreja deve revestir-se exclusivamente de um conjunto de modelos pré-determinados ou se existe a possibilidade de uma renovação constante, geradora de formas, sentidos e imagens novas, mas igualmente válidos. Sabemos que durante muito tempo a arte religiosa se limitou a repetir modelos vindos do passado e que o espaço sagrado foi, durante muitos séculos da nossa história, um espaço radicalmente diferenciado do espaço das gentes, do profano, do impuro. Não é fácil, por isso, e depois de tantos séculos, ignorar essa diferenciação, procurar outras categorias.
    Do ponto de vista católico, parece-me claro o seguinte: A igreja, que se constrói para congregar e acolher a assembleia que aí se reúne para celebrar a Eucaristia, orar em conjunto, receber os sacramentos e escutar a Palavra de Deus, é um lugar de encontro de cada um consigo próprio e com os irmãos, e de todos com Deus. Sendo lugar de celebração comunitária e festiva, é igualmente lugar de silêncio, recolhimento, meditação e oração.
    Por outro lado, a igreja deve exprimir, de uma maneira percetível, a relação com o nosso Deus. Um espaço espiritual nunca será meramente funcional, mas tem de ser simbólico, falando com simplicidade e pureza...

    ResponderEliminar
  6. Não deixa de ser curioso que a avaliação e classificação de "feito que dói!" esteja a ser feita meramente de umas imagens do exterior. É assim que costuma também avaliar as pessoas?

    ResponderEliminar
  7. É sim. Faço questão de avaliar as pessoas unicamente com base no seu aspecto exterior.
    Quando posso, também roubo muletas a coxos e tropeço cegos que passam por mim no passeio...
    Outra coisa que gosto de fazer é avaliar pessoas pelo conteúdo de um post nos seus blogues.

    ResponderEliminar
  8. Pelos comentários aqui percebemos que realmente a paisagem urbana tem poder de influenciar as pessoas. A arquitetura obrigatoriamente precisa ser bela, a arte só é bela. A degradação da imagem serve como instrumento de degradação do conteúdo, a destruição do cristianismo começa na forma das igrejas, passa pela teologia da libertação e chega até à cultura. Um edifício não é uma pessoa, ele é PLANEJADO, e deve portanto prezar pelo bem estar dos usuários, tanto quanto dos transeuntes que serão obrigados a conviver com ele em meio à paisagem.

    ResponderEliminar

Partilhar