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Wednesday, 10 February 2021

Misericórdia sim, mas por quê?

Stephen P. White
A proclamação do Evangelho é alcançada através do testemunho pessoal. Nós que conhecemos o Senhor Ressuscitado, que experimentámos a misericórdia de Deus, que conhecemos a liberdade que vem de viver na verdade, proclamamos ao mundo essa mesma Boa Nova através das nossas palavras e dos nossos gestos.

Excepto quando não o fazemos.

Quando pecamos, proclamamos algo completamente diferente. Não proclamamos a Boa Nova quando proclamamos através das palavras e dos gestos aquilo que não é verdade. Proclamamos um anti-Evangelho, um falso Evangelho de indiferença e conforto, de domínio e licença, egoísmo e prazer, orgulho e juízo. Proclamamos um evangelho falso de autossuficiência e de poder. Felizmente, Deus nunca se cansa de perdoar. A porta da misericórdia está sempre aberta para nós.

Se forem como eu é fácil olhar à volta para esta nação, para este mundo, para esta Igreja e ver exemplos destes falsos evangelhos. É fácil pensar noutros católicos – alguns dos quais nos mais altos cargos de influência civil e religiosa – que proclamam essas mentiras e de católicos que auxiliam e protegem a proclamação dessas falsidades, como se a misericórdia implicasse a negação da verdade.

E ainda, se forem como eu, é substancialmente mais difícil – e muito mais perturbador – ver estes pecados na sua própria vida. O pecado cega-nos para o pecado. O pecado, como costuma dizer um bom amigo, “estupidifica-nos”.

E então é fácil tornarmo-nos como os fariseus do Capítulo 8 do Evangelho de João que apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério. Estamos ansiosos para apresentar os pecados dos outros para condenação, mas não vemos os nossos, a nossa própria necessidade de misericórdia.

Há uns anos o Papa Francisco refletiu sobre esta passagem numa homilia:

Penso que também nós somos as pessoas que, por um lado, querem escutar Jesus, mas por outro lado, por vezes, gostamos de encontrar um pau com o qual podemos bater nos outros, condená-los. E Jesus tem para nós esta mensagem: misericórdia. Penso – e digo-o com humildade – que esta é a mensagem mais poderosa do Senhor: misericórdia.

A misericórdia está no cerne do Evangelho. É, de certa forma, a Boa Nova que recebemos e que temos de proclamar. Mas surge uma questão: Misericórdia de quê? Do sofrimento e da morte? De sentimentos de culpa e de vergonha? De uma consciência perturbada? A resposta para todas estas questões é “sim”, mas precisamente na medida em que a misericórdia de Deus é uma misericórdia pelo pecado e pelo erro. 

Jesus repreendeu os fariseus não por eles terem identificado (corretamente) o pecado de adultério da mulher, mas porque não conseguiam conceber que o verdadeiro remédio para o seu pecado não era o juízo à luz da lei, mas a misericórdia de Deus. A ordem de Jesus para a mulher apanhada em adultério foi: “Vai e não tornes a pecar”. O seu pecado não é ignorado nem tolerado, como muitos hoje tendem a fazer; é reconhecido e perdoado.


Já os fariseus merecem um tratamento mais duro, não porque Jesus é forreta na sua misericórdia, mas precisamente porque não conseguem ver a verdade do seu próprio pecado. Nem o Senhor é indulgente para com a sua cegueira. Ele exibe os seus pecados diante deles, tal como o profeta Natã fez com David, para que possam ver a dolorosa verdade e arrepender-se. Ao contrário de David, que se arrependeu, os fariseus não se deixaram mover.

Vós tendes por pai ao diabo e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.

Mas porque vos digo a verdade, não me credes (Jo. 8,44-45)

Vemos então que as palavras duras de Jesus para os fariseus e para a multidão são palavras de misericórdia. São uma oferta de verdadeira liberdade: “Se permanecerem na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. E depois, “em verdade, em verdade vos digo, todo aquele que comete pecado é escravo do pecado”.

Que misericórdia é essa que promove em nós a cegueira para com os nossos próprios pecados? Que misericórdia nos deixa escravos do pecado? Que é da misericórdia sem verdade?

Infelizmente, vemos a resposta a estas perguntas quase todos os dias.

Pode-se dizer que o diálogo de Jesus com os fariseus é uma forma de acompanhamento, um modelo para o “diálogo” com um certo tipo de interlocutor: como um Bom Pastor acompanha os poderosos, os obstinados e os presunçosos. E qual foi o resultado deste modelo de acompanhamento e de diálogo? “Pegaram em pedras para lhe lançar”.

Os fariseus acabaram por conseguir mandar matar Jesus, acusando-o falsamente de estar a perturbar a ordem pública. Nas palavras da multidão para Pilatos: “Se o libertardes, não és amigo de César. Todo o que se faz Rei está contra César”.

Mas falar daquela forma com os fariseus teve outro efeito, por mais que Jesus soubesse do preço a pagar.

Quando levantardes o Filho do Homem, então, conhecereis quem eu sou e que nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou. E aquele que me enviou está comigo; o Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.

Dizendo ele essas coisas, muitos creram nele. (João 8, 28-30)

As palavras dirigidas por Jesus aos fariseus não eram só para eles, mas para todos os que estavam a ver e a escutar: na altura e hoje. Ele veio para “dar testemunho da verdade”, sabendo que isso lhe custaria a vida, para que outros acreditassem.

A proclamação do Evangelho é alcançada através do testemunho pessoal. Quem tem ouvidos, que oiça.


Stephen P. White é investigador em Estudos Católicos no Centro de Ética e de Política Pública em Washington.

(Publicado em The Catholic Thing no Domingo, 7 de Fevereiro de 2021)

© 2021 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing

 

Thursday, 24 November 2016

Trump rebentou a bolha

Ficaram com uma cabeça deste tamanho...
Estou de regresso, depois de três semanas de licença de paternidade.

Muita coisa se passou durante a minha ausência! O Papa criou novos cardeais; alargou a todos os padres a faculdade de absolver o pecado do aborto; confirmou que vem a Fátima, mas só a Fátima e anunciou o tema para as próximas jornadas mundiais da Juventude.

Veio a Portugal um bispo iraquiano e uma freira argentina que se encontra na Síria, no âmbito da apresentação do relatório sobre liberdade religiosa no mundo, da Ajuda à Igreja que Sofre.

Chegou ao fim o Ano da Misericórdia, que eu fui acompanhando com várias reportagens que foram coligidas aqui.

E depois houve aquela coisa de Donald Trump ter sido eleito presidente dos Estados Unidos… Esse é, aliás, o tema de um dos artigos que fui publicando do The Catholic Thing em português. Francis Beckwith, que sempre se opôs a Trump, explica porque é que ele ganhou.

Outro dos artigos é sobre a Eutanásia e as terríveis portas que a sua legalização abre na sociedade, tal como refere, por cá, a jurista Teresa Quintela de Brito.

Já o artigo mais recente trata um mistério, que Howard Kainz procura desmistificar em “Personalidades na Trindade”, que foi publicado ontem. 

Friday, 16 September 2016

Papa visita neonatologia e vai receber familiares das vítimas de Nice

Papa no hospital em Roma
O Papa Francisco visitou esta tarde os cuidados intensivos da ala de neonatologia de um hospital de Roma e um lar de doentes terminais, para grande surpresa dos familiares e dos restantes presentes. A acção está inserida no âmbito do jubileu da misericórdia.

Também hoje o Vaticano anunciou que o Papa se vai encontrar com familiares das vítimas do atentado de Nice, em França. Será no sábado dia 24.

Por falar em terrorismo, mais um atentado, desta vez no Paquistão, fez pelo menos 25 mortos esta sexta-feira.

Tristes notícias do Sudão do Sul, um país de maioria cristã que nasceu da cisão com o Sudão muçulmano, mas que não conseguiu evitar cair novamente em guerra civil. Hoje foi anunciado que se juntou ao restrito clube dos países com um milhão de refugiados

Ontem foi divulgado um pergaminho judaico, um rolo da Torá, que terá cerca de 400 anos e foi encontrado numa casa devoluta, na Covilhã!

Não deixem de ler o artigo desta semana do The Catholic Thing, sobre como Pio XII lidou com Hitler.

Wednesday, 6 July 2016

“Aqueles a quem os retiverdes…”

James V. Schall S.J.
Ultimamente tem-se falado muito de perdão e de misericórdia. A misericórdia de Deus pode, como bem sabemos, perdoar qualquer pecado, excepto aquele contra o Espírito Santo (Mt. 12,32). Este tem mais a ver com o pecador do que com a capacidade de Deus de perdoar. Se alguém verdadeiramente “desejar” não ser perdoado, então não pode ser perdoado. Ou melhor, não pode beneficiar das consequências do perdão de Deus. Se pudesse ser perdoado mas ao mesmo tempo desejar o pecado, então seria ele mesmo um Deus, todavia um deus voluntarista, que transforma o bem no mal. Tal deus não é Deus. Só porque Deus tem o poder de perdoar todos os pecados, não segue que todos os pecados serão perdoados. Tudo depende do pecador.

A misericórdia é uma questão secundária. Não é necessária a não ser que algo corra mal no mundo. Cristo veio para os pecadores, não para os justos (Lc. 5,32). Num mundo impecável, ninguém precisa de misericórdia. Mas o nosso mundo não é impecável, por mais que neguemos, em privado ou em público, que certos pecados são pecados.

Antes de haver quem precisasse de ser perdoado, São Tomás de Aquino já tinha defendido que o Universo foi criado num acto de misericórdia, não de justiça. Deus não precisava de criar nada. A criação não aconteceu porque Deus “devia” algo a alguém por uma questão de justiça. Ao criar criaturas livres, Deus compreendia bem que estas poderiam precisar de misericórdia para além de justiça. Sabendo-o, prosseguiu com o seu plano.

A misericórdia não se “opõe” à justiça, como se diluísse a justiça de Deus e do homem. Não é preciso escolher entre misericórdia e justiça, podemos ter as duas coisas. A misericórdia só entra em acção quando a justiça é vingada.

No Evangelho de São João (20,23), os discípulos recebem o Espírito Santo. Depois é-lhes dito: “Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais retiverdes ser-lhes-ão retidos.” Ouvimos falar muito da primeira parte dessa frase, mas pouco da segunda. “A quem os retiverdes”.

Do ponto de vista da lógica, há coisas que são evidentes. As coisas que não são pecado não precisam de ser perdoadas. A maior parte das coisas que fazemos não são “pecados”. Mesmo para quem nega que o pecado existe (e ao que parece existem tais pessoas), a lógica parece evidente. Algumas das coisas que fazemos, ou pensamos, são pecados; outras não. É-nos possível identificar tanto o que é pecado como se decidimos agir sobre ele. Se alguém pensa que escovar os dentes de manhã é pecado então não precisa de perdão, mas sim de informação, embora mesmo uma consciência desinformada seja vinculativa.

Como vemos, o poder de perdoar pecados está ligado à retenção dos pecados. Quais devem ser perdoados? Quais retidos? Um confessor não tem a liberdade de perdoar aquilo que deve ser retido. Por outras palavras, quais são os princípios que guiam a retenção dos pecados?

Parece-me que os Evangelhos não deixam espaço para dúvida de que alguns pecados devem ser “retidos”. Com o devido respeito para com as teorias que defendem que o inferno está vazio e que todos são salvos, parece-me que, caso sejam verdade, então ninguém precisa de se preocupar com os pecados, pois serão perdoados em todo o caso. Mas isto não é possível. Se não houver qualquer acto da nossa parte que indique que sabemos o que é um pecado e que o cometemos, então não podemos estar no ramo do perdão.

O perdão exige algo que se possa perdoar e alguma indicação de que queremos ser perdoados. Reconhecemos que com o nosso pecado destruímos a ordem da bondade. No que me diz respeito, não quero nada com um Deus que se limita a “perdoar” sem fazer perguntas, sem qualquer exigência.

Que pecados são “retidos”? Só aqueles que não apresentamos, juntamente com a nossa participação na sua realização, para serem julgados. O acto de “retenção” cabe ao mesmo a quem é dado o poder de perdoar. Os fundamentos podem ser vários – negar que os pecados são pecados, negar que sabíamos o que estávamos a fazer, negar que existe o poder de perdoar ou reter os pecados.

A “retenção” é um acto tão solene quanto o perdão, talvez até mais. Se aqueles que são responsáveis pelo perdão e pela retenção esconderem ou obliterarem a diferença entre os dois, para que tudo seja perdoado, independentemente das circunstâncias, então a própria delegação de Jesus esvazia-se de sentido. A retenção dos pecados significa que não são perdoados.

Paradoxalmente, essa retenção é um acto de misericórdia. É a misericórdia da verdade que vai ao encontro do pecador. Fica a saber que não está de bem com Deus e consigo mesmo. Só sabendo a verdade sobre si mesmo é que se apercebe que precisa de reconhecer e arrepender-se.

Chamar o pecado pelo nome é simultaneamente um acto de coragem, justiça e misericórdia.


James V. Schall, S.J., foi professor na Universidade de Georgetown durante mais de 35 anos e é um dos autores católicos mais prolíficos da América. O seus mais recentes livros são The Mind That Is CatholicThe Modern AgePolitical Philosophy and Revelation: A Catholic Reading, e Reasonable Pleasures

(Publicado pela primeira vez na Terça-feira, 5 de Julho de 2016 em The Catholic Thing)

© 2016 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Monday, 30 May 2016

Contratos de Associação e outras guerras

Bob Dylan: Não é um padre da Igreja, mas quase...
Este fim-de-semana decorreu a grande manifestação dos defensores dos colégios afectados pelos cortes nos contratos de associação. A Conferência Episcopal deu o seu apoio à manifestação, embora, que eu saiba, nenhum bispo tenha marcado presença.

Há semanas que ando a evitar entrar nesta guerra, mas hoje acabei mesmo por escrever um texto de opinião. Julgo, sem me querer armar em especialista, que esta será a batalha errada e no meu texto defendo uma alternativa, que é o cheque ensino, e que me parece mais justa.

No sábado foi publicado mais um artigo da série que tenho feito sobre o jubileu da Misericórdia. Desta vez, com a ajuda do especialista padre Isidro Lamelas, olhamos para a misericórdia segundo os padres da Igreja. Uma conversa fascinante, com visões surpreendentes, onde até cabe o Bob Dylan e cinema italiano! Não deixem de ler, que vale a pena.

O Papa Francisco pede que haja mais disponibilidade nas paróquias e diz que até lhe apetece chorar quando vê os horários das paróquias.

Tuesday, 3 May 2016

Madre Teresa, Padre Halik e Tiago Cavaco

Riso de santo
Espero que a minha falta de assiduidade nas últimas semanas seja justificada por este mail, em que partilho convosco três reportagens de fundo em que tenho estado a trabalhar.

Começo com a entrevista ao padre Tomás Halík, uma das maiores figuras da teologia actual, que considera que a Europa está a atravessar uma “noite escura da alma” colectiva. Vale muito a pena ler, a entrevista primeiro, depois os livros…

Passamos agora ao padre Brian, postulador da causa de canonização de Madre Teresa de Calcutá, que nesta conversa fala do sentido de humor, do sofrimento espiritual, da amizade com João Paulo II e até do que diria sobre o Papa Francisco. Tudo em função da canonização, no dia 4 de Setembro.

E termino esta ronda com mais uma reportagem da série que tenho estado a fazer sobre o Jubileu da Misericórdia. Desta vez temos o pastor baptista Tiago Cavaco a comentar a misericórdia à luz das parábolas de Jesus, que também não se vai arrepender de ler.

Mas porque a actualidade religiosa não se faz apenas de grandes reportagens, temos também esta reacção dos juristas católicos, sobre as “barrigas de aluguer” e notícia sobre o último relatório anual da comissão americana para a Liberdade Religiosa, que considera que a situação mundial vai piorando.

Em Israel foi hoje condenado a prisão perpétua um extremista judeu que participou na tortura e assassinato de um jovem palestiniano, que contribuiu para a segunda guerra de Gaza, em 2014.

Friday, 26 February 2016

BE? LOL...

Responsável pela comunicação do BE?
Hoje só se fala do cartaz do Bloco de Esquerda. A Igreja lamenta a falta de respeito pelas convicções religiosas dos cristãos, o PSD diz que este cartaz revela que o interesse das crianças nunca foi o motor do debate sobre a adopção por homossexuais e o CDS queixa-se de “ofensa gratuita”. Raquel Abecasis, da Renascença, só tem coisas boas para dizer ao Bloco.

Eu, se fosse bloquista, mais do que ter ofendido milhões de pessoas, estaria preocupado com o facto de as campanhas partidárias serem pensadas, aparentemente, por miúdos de 13 anos, leitores do Charlie Hebdo e com a mania que são rebeldes.

Bem mais interessante é a reportagem que publiquei ontem, o segundo da série que estou a fazer ao longo do Jubileu da Misericórdia. Nesta, sobre a confissão, o padre Bernardo Magalhães explica os efeitos que confessar tem sobre os padres e admite que gosta mais das pessoas depois de conhecer os seus pecados.

Realiza-se amanhã, sábado, a primeira Jornada Diocesana da Comunicação, em Lisboa.

Tuesday, 12 January 2016

Um cardeal, um actor e um chinês entram numa sala...

Meus senhores e minhas senhoras, chegámos oficialmente a isto: Um bispo na Bélgica sugere que se calhar as instituições católicas podiam ser isentas de praticar a eutanásia e a opinião pública atira-se ao ar em choque e revolta pela sua audácia! Lembrem-se disto cada vez que se falar de objecção de consciência…

Foi lançado hoje o livro do Papa Francisco. Estiveram presentes o Cardeal Parolin, número 2 do Vaticano, e o actor e realizador Roberto Benigni, mas a estrela do evento acabou por ser uma pessoa inesperada…

A Aura Miguel falou entretanto com o autor do livro, aliás, o responsável pela entrevista, que partilhou como se desenrolou o processo e aquilo que destaca.

Novo atentado terrorista hoje, desta feita em Istambul. Morreram 10 pessoas, sobretudo estrangeiros e os responsáveis serão, à partida, o Estado Islâmico.

Friday, 8 January 2016

Congresso vendido e filho desgraçado

Capa do livro do Papa que é lançado para a semana
Faz hoje 100 anos que morreu a madre Maria Teresa de Saldanha, uma mulher corajosa que desafiou o anti-clericalismo dominante do seu tempo e que pode estar a caminho dos altares. Vale a pena conhecer.

Já não há palavras para descrever os actos do Estado Islâmico… Hoje surge a notícia de um militante de 20 anos que executou em público a sua própria mãe.

Um bispo do Texas levantou corajosamente a voz contra a indústria das armas nos EUA, elogiando as medidas aprovadas recentemente por Barack Obama e acusando o congresso, de maioria republicana, de se ter vendido ao lobby do armamento.

Este fim-de-semana há concerto na Sé de Lisboa. O Coro da Catedral assinala simultaneamente o fim da época natalícia e o ano da misericórdia.

Para a semana sai um livro do Papa Francisco sobre misericórdia. Domingo a Renascença avança com alguns excertos, não perca, no site da Renascença.

Ontem fez um ano do ataque ao Charlie Hebdo. Um simpatizante do Estado Islâmico decidiu comemorar a data tentando forçar a entrada numa esquadra da polícia aos gritos de Allahu Akbar. Não lhe correu particularmente bem.

Wednesday, 16 December 2015

Enviem mas é os manhosos para Pyongyang

Perigosa ameaça ao regime da Coreia do Norte
O Papa Francisco alertou esta quarta-feira para os “manhosos” que tentam ganhar dinheiro com o Jubileu da Misericórdia, vendendo bênçãos falsas e acessos a portas santas, por exemplo.

Um pastor evangélico com nacionalidade canadiana foi condenado, na Coreia do Norte, a prisão perpétua em regime de trabalhos forçados, por actividades contra o Estado. A acusação queria pena de morte, mas a defesa pediu clemência, para que o condenado possa “ver por si a realidade da nação do Sol enquanto cresce em poder e prosperidade”.

Vai-se realizar no fim-de-semana o 10º concerto solidário dos movimentos católicos, em Lisboa. Saiba tudo aqui.


E hoje é dia de artigo do The Catholic Thing. Hadley Arkes aborda a importância da declaração Dignitatis Humanae, que faz 50 anos mas nunca foi tão actual!

Monday, 14 December 2015

Jubileu da Misericórdia e as dificuldades do maçon

De regresso depois de uma semana de férias, trago-vos novamente o essencial da informação religiosa.


Neste link encontra uma série de perguntas e respostas sobre o que é um jubileu, porque é que este é extraordinário e o que são indulgências, por exemplo.

Ainda ligado a este assunto, o Papa elaborou hoje sobre a história da Portuguesa que conheceu e que lhe deixou muito boa impressão, que tinha mencionado em entrevista à Renascença.

E da série de conversas sobre Deus, na Capela do Rato, Henrique Monteiro afirma que tem muita dificuldade em explicar às pessoas que é maçon e não católico, mas que isso não o impede de acreditar em Deus.

Deixo-vos com o artigo da semana do The Catholic Thing, “Sobre o Conhecimento Divino”. 

Monday, 30 November 2015

Papa Francisco abre a Porta Santa em Bangui
O Papa já regressou de África. Foram seis dias muito cheios, a sua estreia no continente, que terminaram com uma visita de alto risco a Bangui, agora capital espiritual do mundo. O Papa abriu ainda a porta santa, antecipando-se assim ao início oficial do Jubileu da Misericórdia.

Já hoje, no avião papal, Francisco conversou com os jornalistas novamente. O Papa disse que a cimeira do ambiente em Paris é crucial, utilizando os termos “Agora ou nunca!”. Falou também do terrorismo e do fundamentalismo religioso e elencou o que considera serem os “três pecados do jornalismo”, o que na minha opinião é para ser lido em contexto “Vatileaks II”.

Está em campo a campanha de Natal “Vai e faz o Bem”, que pode conhecer aqui.

Por cá, D. Manuel Clemente espera que o governo melhore a vida dos portugueses e em Fátima abriu uma exposição que “mostra a condição das pessoas” que visitam o santuário.

Friday, 13 March 2015

Papa convoca ano jubilar da misericórdia

Ano Jubilar para todos!
O Papa Francisco acaba de convocar um ano jubilar! Será dedicado ao tema da misericórdia e, em atenção à minha data de casamento, começa no dia 8 de Dezembro próximo.

Este anúncio foi feito no decurso das 24 horas de oração. Em todo o mundo houve movimentos e igrejas a aderir, e Portugal não foi excepção, como comprova esta reportagem feita em Évora e esta, em Lisboa, na Igreja de Santa Isabel.


Ontem D. Manuel Clemente celebrou uma missa em memória de D. José Policarpo, que morreu o ano passado, lembrando um homem de Fidelidade e de Esperança.

Esteve em Portugal o Cardeal Erdo, de Budapeste, que para além de presidente da Comissão das Conferências Episcopais da Europa é o relator do sínodo para a Família. Aura Miguel falou com ele sobre vários assuntos.

A mesma Aura Miguel conversou ainda com Austen Ivereigh, jornalista do The Tablet e autor de um livro sobre o Papa Francisco: “O Grande Reformador”.

Na quarta-feira falei do justíssimo prémio atribuído a Jean Vanier, que dedicou uma vida à dignificação dos deficientes mentais. Ontem falámos com Alice Cabral, uma das figuras de proa do movimento Fé e Luz, fundado por Vanier, em relação a este prémio e a sua missão.

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