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Wednesday, 9 January 2019

Dialogar com os Mórmons

Casey Chalk
“Gozar com os mórmons é”, nas palavras do já falecido teólogo católico Stephen Webb, “uma das últimas fronteiras da desordem verbal que ainda não foi beliscada pelos poderes do politicamente correcto”. O missionário mórmon é frequentemente alvo de ridicularização. “O Livro de Mórmon”, um musical de sucesso escrito pelos criadores do “South Park” brincava com o tradicional missionário da Igreja dos Santos dos Últimos Dias (ISUD), com as suas calças pretas e camisa branca.

Muito do material apologético católico e evangélico ridiculariza as crenças mais excêntricas da ISUD – a corporalidade de Deus, o casamento eterno e os tons de politeísmo, entre outros. Quando eu era um jovem evangélico ensinaram-me que o mormonismo é uma seita. Sejam quais forem as heresias presentes na teologia mórmon, a nossa abordagem aos mórmons, enquanto católicos que somos, precisa de ser repensada. 

A apologética cristã respeitante aos mórmons costuma assumir uma de duas formas. Uma abordagem recomenda atacar as crenças dos Santos dos Últimos Dias através do “texto-prova”. Para os protestantes, isto resulta naturalmente da presunção da claridade da Escritura. Claro que o que parece claro para um provavelmente parecerá muito menos claro para outro, sobretudo se tiver sido catequizado para ler a Bíblia de uma certa forma. Mas existe ainda outra dificuldade quando se debate com os mórmons, é que a ISUD ensina que a Bíblia é subserviente ao Livro de Mórmon, logo eles têm sempre esse trunfo em qualquer debate sobre texto-prova.

A outra abordagem recomenda confrontarmos os missionários mórmons com alguns dos aspectos mais bizarros da sua fé. Um autor católico conhecido descreve uma vez em que conseguiu forçar uns missionários a reconhecer algumas das idiossincrasias das suas crenças. Depois assegurou-lhes que “isso é simplesmente uma loucura”. Não faço ideia porque é que essa estratégia haveria de resultar. Raras são as pessoas que são persuadidas a abandonar a sua religião simplesmente porque um estranho lhes diz que as suas crenças são ridículas.

Aliás, eu diria que isto teria precisamente o efeito contrário. Mais, há muitos não cristãos que consideram as histórias da Bíblia “simplesmente loucas”, e os cristãos não católicos gozam frequentemente com as aparições marianas, como Guadalupe, Lourdes ou Fátima.

Ambas estas estratégias assumem um ponto de partida inerentemente contencioso para o diálogo com os mórmons. Talvez seja natural, tendo em conta as muitas heresias da ISUD. Mas por outro lado isso ignora o facto de os missionários mórmons serem, de provavelmente todos os grupos religiosos nos Estados Unidos, aqueles que mais tentam falar de Jesus na Praça Pública. Nunca um evangélico ou um católico me bateu à porta para pedir para falar sobre Jesus. Mas ao longo dos anos muitos mórmons o fizeram. Duvido que seja caso único. A Igreja Mórmon pode ter ideias erradas sobre Cristo, mas pelo menos têm vontade e são persistentes no seu desejo de falar dele.

Para além disso, os mórmons têm sido aliados constantes de evangélicos, católicos e ortodoxos nas batalhas contra as forças seculares agressivas na América. Têm trabalhado incansavelmente para preservar as suas comunidades, resistir às tentações e influências da cultura pós-cristã e lidar com os ataques contra eles e contra a sua devoção a Cristo. Este zelo viu-se de forma especial há dez anos quando membros da ISUD colaboraram com conservadores de outras religiões para fazer aprovar a Proposição 8, que durante algum tempo proibiu o casamento homossexual no Estado da Califórnia.

Modelo do templo mórmon em construção em Lisboa
E a vida dos missionários mórmons não é nada fácil, poucas são as vocações religiosas que se comparam em termos de intensidade ou sacrifício. Para os homens, as missões duram dois anos; as missões das mulheres são de ano e meio. Durante esse tempo os missionários nunca deixam o seu território de missão. Têm poucas oportunidades de falar com família e amigos. Vivem com um orçamento apertado – muitos comem apenas cereais e noodles, praticamente todos os dias, durante meses. Passam cerca de doze horas por dia em missão, enfrentando muitas vezes hostilidade ou indiferença. Um amigo meu mórmon que foi enviado para o Japão conseguiu converter apenas uma pessoa durante o tempo inteiro que lá esteve.

Para as mulheres o sofrimento e o risco são ainda piores. Uma missionária contou-me uma vez que um homem que parecia sinceramente interessado na sua religião, mas afinal apenas queria casar! Outros homens tentaram abordá-la fisicamente. Certa vez um homem bêbado e quase nu saiu de casa a correr e a praguejar contra ela. Os mórmons, talvez mais até do que outras tradições religiosas, conhecem o falhanço. Recentemente disse a uns convidados que a sua experiência parecia um pouco uma passagem pelo inferno – o mais experiente acenou com a cabeça.

Por tudo isto eu argumentaria que o modo certo para começar um diálogo com missionários mórmons não é polémica e hostilidade, mas hospitalidade. Recentemente a minha mulher e eu convidámos duas missionárias para jantar, e foi muito divertido.

Durante a sobremesa elas sentiram-se na obrigação de partilhar a sua fé. Nós ouvimos cuidadosamente e fizemos algumas perguntas. Disse-lhes que discordava deles por razões teológicas e filosóficas, que expliquei de forma breve. A minha mulher – de forma muito perspicaz – partilhou a sua experiência de ter sido traída pelo padre Marciel Maciel, o fundador dos Legionários de Cristo, que vivia uma vida dupla. Explicou que tinha sido difícil, mas essencial, manter a sua fé em Cristo, mesmo quando aprendeu que o homem que tanto admirava, afinal era um patife. O paralelo com a vida de Joseph Smith, fundador da Igreja Mórmon, foi perfeito e espero que as missionárias o tenham entendido.

Creio que esta abordagem é superior à da confrontação. Sim, os erros teológicos do mormonismo são terríveis. Mas ao mesmo tempo eles estão nas ruas a falar de Jesus numa altura em que cada vez menos pessoas O conhecem. Isso tem de valer alguma coisa. E se quiserem passar cá por casa para partilhar uma refeição, construir uma amizade e trocar opiniões sobre Deus, a nossa porta está sempre aberta.

Se Deus quiser, algo dessa vida partilhada, bem como os nossos testemunhos sobre Cristo e a sua fidelidade à sua Igreja, terão um impacto maior e mais duradouro do que a polémica e hostilidade contenciosa.


Casey Chalk é um autor que vive na Tailândia, onde edita um site ecuménico chamado Called to Communion. Estuda teologia em Christendom College, na Universidade de Notre Dame. Já escreveu sobre a comunidade de requerentes de asilo paquistaneses em Banguecoque para outras publicações, como a New Oxford Review e a Ethika Politika.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na quarta-feira, 9 de Janeiro de 2019)

© 2019 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Friday, 17 March 2017

Elder Jackie Chan? Temos pena

É só sorrisos até que alguém saca de uma arma...
Começo por vos convidar a ver esta notícia de um assalto que correu muito mal – para os assaltantes. Da próxima vez que virem um missionário mórmon na rua sorriam, mas não o provoquem!

O bispo da Guarda esteve de visita a Angola, onde uma missão por ele iniciada educa 350 crianças. Em breve serão 400.

Duas notícias de abusos de menores. A Igreja Anglicana da Austrália recebeu mais de 1.100 queixas de abusos no espaço de 35 anos, revela a mesma comissão que já analisou a Igreja Católica no mesmo âmbito. Já em Portugal, o padre do Fundão que foi condenado por abusos viu a sua pena confirmada peloSupremo Tribunal.

Os seguidores do Estado Islâmico na Índia têm um novo alvo. É o Taj Mahal, ironicamente considerada uma das jóias da arte islâmica naquele país.

Por falar em Islão, o artigo desta semana do The Catholic Thing tem palavras duras sobre esta religião. Escolhi e traduzi-o para esta semana não porque concordo com tudo o que o autor diz, mas porque concordo com a sua mensagem central. Há que olhar de frente o problema e assumir que há um problema com o Islão que os muçulmanos precisam de abordar.

Tuesday, 18 December 2012

João X, Adriano Moreira e Ginjinha

João X: numa discoteca perto de si?
O que dizer perante uma tragédia como a de Newtown, nos EUA? Nada. Ou então isto: aqui podem ver a conferência de imprensa de um pai que perdeu a filha mas que fala de amor e de compaixão. Robbie Parker, que é da Igreja Mórmon, contou ainda aos jornalistas que se despediu da sua filha na manhã de sexta-feira com um beijinho e palavras… em português.

O país está cheio de “ex-padres” que em muitos casos são leais e fiéis à Igrejas e cujos conhecimentos e experiência não são aproveitados. A diocese de Viseu quer mudar isso.

João X podia perfeitamente ser o nome de um DJ ou de um rapper, mas não, neste caso é mesmo o novo Patriarca da Igreja Ortodoxa de Antioquia.


E para os lados de Óbidos não é só aldeias de Natal, chocolate e ginjinha. Há também mais de mil presépios para ver na Igreja de Gaeiras.

Sem palavras

Robbie Parker com a sua filha Emilie
Ninguém com coração terá ficado indiferente ao terrível massacre da escola de Newtown na Sexta-feira passada.

Hoje encontrei este vídeo que aqui partilho e que é verdadeiramente arrebatador.

Robbie Parker perdeu a filha de seis anos no tiroteio e convocou uma conferência de imprensa para transmitir ao mundo aquilo por que está a passar.

Parker falou da sua filha, das saudades que terá e dos dons que “o Pai celeste” lhe deu.

Num momento particularmente emotivo Parker explica que a sua família está a rezar pelas famílias de todas as vítimas incluindo a família do atirador que matou a sua filha. A palavra perdão não é pronunciada, mas está implícita.

O atirador estava a agir com a liberdade que Deus lhe concedeu, afirmou Robbie. Essa é a mesma liberdade que ele tem agora para escolher não ser consumido pelo ódio e desejo de vingança.

Enquanto via o vídeo só me ocorria que esta é, sem sombra de dúvida, uma reacção verdadeiramente cristã a uma tragédia deste calibre.

Curiosamente, ao relembrar os últimos momentos que passou com a sua filha, Parker explica que se despediu dela de manhã em português, porque estava a ensiná-la a falar a nossa língua.

Esse dado, e outros mais subtis, levaram muita gente a observar que os Parker eram provavelmente membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mais conhecidos como Mórmones, e que tenha aprendido português durante os dois anos de missão que quase todos os mórmones de 18 aos cumprem.

A suspeita confirmou-se e descobri que Parker foi missionário no Brasil.

Independentemente de tudo o que separa as diferentes igrejas e confissões, e no caso dos mórmones a lista é bem longa, estes gestos e atitudes ultrapassam em muito qualquer divisão. Estimemo-los.

Monday, 5 November 2012

Religião nas eleições americanas


Este blogue existe em grande parte para demonstrar a importância que a religião tem nas relações internacionais e na política, entre outras áreas. A política interna americana é um grande exemplo disso e apesar de nas últimas semanas não se ter falado muito de fé na campanha, continua a haver uma série de assuntos a realçar e a ter em atenção.

Comecemos com as curiosidades. Como já aqui foi dito, esta é a primeira vez que nenhuma das candidaturas inclui um membro de uma das principais igrejas protestantes. Neste caso temos um cristão que não pertence a qualquer confissão em particular (Obama), contra um mórmon (Romney), com dois católicos a concorrer pela vice-presidência. Se Romney vencer será o primeiro mórmon a assumir a presidência dos Estados Unidos ou, se não me engano, de qualquer país...

Outra curiosidade vem do Havai, onde Tulsi Gabbard arrisca-se a ser a primeira hindu a ser eleita para o congresso dos EUA.

O percurso até aqui foi muito marcado por religião. Desde a barraca de os democratas terem apagado qualquer referência a Deus do seu manifesto eleitoral e depois terem-na colocado à pressão, durante a convenção, em flagrante desrespeito pelos votos dos delegados presentes, até a presença de Obama no jantar Al Smith, a convite do Arcebispo Tim Dolan, de Nova Iorque, que levou o cardeal a ter que justificar-se no seu blogue.

Mas a grande questão, sem dúvida, foi a “guerra” entre Obama e os bispos católicos por causa do decreto da Human Health and Services (HHS), parte da reforma do sistema de saúde de Obama, que visa obrigar as organizações católicas, entre as quais hospitais e escolas, a fornecer aos seus funcionários seguros de saúde que cobrem serviços contraceptivos e abortivos. Pela primeira vez desde que alguém se lembra, todo o episcopado católico falou a uma só voz, genialmente liderados por Dolan, acusando Obama de estar a atentar contra a liberdade religiosa.

Durante a campanha propriamente dita os bispos evitaram apoiar claramente um dos candidatos, mas nos últimos dias têm-se multiplicado cartas pastorais em diversas dioceses que falam do perigo de votar em candidatos que sejam pró-aborto, pró-“casamento” gay e que defendam medidas que põem em causa a liberdade religiosa. Não é preciso ser um génio para ler entre as linhas. Os bispos querem que Romney ganhe. Se isso acontecer será uma enorme vitória para a hierarquia católica. Se não acontecer antevêem-se quatro anos bastante difíceis para o relacionamento entre a Igreja e a presidência nos EUA.

Mas com tanta atenção a ser tomada pela escolha do próximo presidente, é fácil perder de vista alguns outros aspectos que também são muito importantes. Os americanos aproveitam sempre as eleições para fazer referendos estaduais também. Este ano existem 176 referendos estaduais que variam entre um medida para apagar da constituição do Alabama referências à segregação racial nas escolas que ainda lá estão (!!!), até uma no West Virginia que visa pôr fim ao limite de dois mandatos para os xerifes. Mas entre estes 176 há muitos que são de interesse para este blogue e, imagino, para os seus leitores.

Começamos pelos quatro estados que estão a votar sobre o “casamento” gay. Vale a pena recordar que até hoje, nos EUA, mais de trinta estados discutiram esta questão. Seis legalizaram a prática por via exclusivamente legislativa. Mas 32 votaram e, em todas, a opção popular foi contra. Nalguns casos os votos vieram depois de os políticos terem decidido e anularam as leis entretanto aprovadas. A Califórnia é um caso especial, onde o “casamento” gay foi aprovado pelo Governo local, chumbado num referendo estadual há quatro anos e depois readmitido pelos tribunais (viva a soberania popular). Amanhã quatro locais vão colocar a questão aos seus eleitores. A Cidade de Washington, que não é um Estado mas tem autonomia política, e os Estados de Maine, Maryland e Minnesota.

Destes quatro, o único em que os defensores do casamento entre homossexuais parecem ter vitória assegurada é Maine, com uma confortável vantagem nas sondagens. Na Cidade de Washington havia uma vantagem confortável mas tem vindo a diminuir de forma vertiginosa e é bem possível que a situação inverta a tempo das eleições. Maryland e Minnesota parecem estar do lado do casamento tradicional. São quatro iniciativas a ter em atenção e podem ter a certeza que neste blogue, logo que possível, terão acesso aos resultados, uma vez que a imprensa não vai ligar a nada que não as presidenciais.

Há ainda um referendo no Massachusetts sobre eutanásia, embora neste caso se use o eufemismo “Referendo de Morte Digna”, que basicamente permitirá, caso passe, a eutanásia para doentes terminais naquele Estado.

Na Flórida são grandes fãs destas iniciativas e por isso vai haver 11 referendos estaduais no mesmo dia. Um deles tem a ver com o aborto. Se passar, a “Emenda 6” deixará claro na constituição que a legislação estadual sobre o aborto nunca pode ser mais liberal que a lei federal.

No Montana está também a votos a medida LR-120, que tornará obrigatória a autorização dos pais de uma menor (-16 anos) que queira fazer um aborto, salvo em casos de emergência médica (leia-se, imagino, risco imediato para a vida da mãe).

Por fim, na Califórnia há outra medida que visa acabar com a pena de morte no Estado, substituindo-a por pena perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Como vêem, há muito mais em jogo do que simplesmente a decisão de quem vai ser o homem mais poderoso do planeta durante os próximos quatro anos. Fiquem atentos a este blogue para saberem o que se passa.

Filipe d’Avillez

Tuesday, 22 November 2011

Recordando o assassinato do primeiro presidente católico dos EUA

No dia 22 de Novembro de 1963, num episódio que veio alimentar as mais diversas teorias da conspiração, John Fitzgerald Kennedy foi assassinado.

Kennedy tinha feito história ao ser o primeiro católico eleito para a presidência da República nos Estados Unidos, um gesto inovador e não sem polémica. Várias vezes foi levantada a dúvida sobre a sua lealdade caso conseguisse o posto e o candidato teve de esclarecer publicamente que não iria receber instruções de Roma.

Até Kennedy todos os presidentes dos EUA tinham sido da tradição protestante, embora alguns possam ser descritos com não tendo grandes convicções religiosas.

Numa mostra da importância da elite de ascendência inglesa no país, um total de 12 presidentes foram episcopalianos, nome dado ao ramo americano da Igreja Anglicana. O número é tanto mais significativo quanto isso representa mais do que um quarto de todos os presidentes, mas menos de 1% da população dos EUA pertence à Igreja.

Curiosamente nunca um judeu foi candidato à presidência na América, embora Lieberman tenha sido o candidato a vice-presidente na campanha de Al Gore. Isto apesar de tanto se falar da influência do “lobby” judaico em Washington.

A polémica sobre a identificação religiosa de Barack Obama está ainda fresca na memória. Filho de um muçulmano, Obama nunca abraçou oficialmente essa religião e converteu-se formalmente ao Cristianismo na sua juventude.

Em 2012, porém, a surpresa religiosa poderá vir dos Republicanos. Se Mitt Romney conseguir a nomeação haverá fortes possibilidades de um membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, conhecidos como mórmones, ocupar o cargo mais importante da política mundial.

Embora se classifiquem como cristãos, os mórmones não são reconhecidos como tal por mais nenhuma das principais igrejas cristãs. A Igreja, famosa pela associação à poligamia, embora esta tenha sido oficialmente abandonada em 1890, afirma entre outras coisas que os índios americanos são descendentes de uma tribo perdida de Israel e que Jesus Cristo esteve na América antes de ser elevado ao céu.

Mas ao contrário do que tem sido afirmado, mesmo que seja candidato, Romney não será o primeiro Mórmon a procurar a presidência. Essa distinção pertence a Joseph Smith, fundador da religião, que foi morto em plena campanha tornando-se assim o primeiro candidato presidencial a ser assassinado.


Filipe d'Avillez
(Texto publicado na edição de hoje do jornal on-line Página 1)

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