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Monday, 4 October 2021

Já há datas para a JMJ 2023

Já há datas oficiais para a Jornada Mundial da Juventude em 2023, em Lisboa, e há também a confirmação de que o Papa estará presente durante o evento inteiro, segundo D. Américo Aguiar.

Esta segunda-feira o Papa participou num evento que antecede a COP 26, que se vai realizar na Escócia, e pediu “respostas eficazes” à crise ecológica.

As escolas católicas com contrato de associação querem uma revisão dos mesmos, lembrando que poupam muito dinheiro ao Estado. Para terem ideia, só um colégio, em Aveiro, gera uma poupança de 1,3 milhões por ano.

Na entrevista desta semana da Renascença em conjunto com a Ecclesia é com o economista Carlos Farinha Rodrigues, que diz que houve um “salto qualitativo” na capacidade da Igreja de diagnosticar problemas e propor soluções.

Uma comissão nacional em França concluiu que desde 1950 existiram naquele país cerca de 3000 abusadores sexuais que eram padres ou membros de ordens religiosas, isto num universo de mais de 115 mil.

Em pleno Ano Xacobeu chega a informação de que um em cada quatro peregrinos a Santiago faz o caminho português, com os responsáveis a garantirem que a Galiza reúne os requisitos do turismo na pós-pandemia

Wednesday, 27 January 2021

Revelado o hino das jornadas, economia de Francisco em debate

Já é conhecido o hino da Jornada Mundial da Juventude que se vai realizar em Lisboa em 2023.

Pode saber tudo, e ouvir o hino, aqui. A ideia, diz o secretário-executivo, é “chegar a todos”.

Num tempo em que a solidão é maior, os jesuítas criaram um “ponto de escuta” que pode ajudar quem precisa de companhia. Saiba tudo aqui.

O projeto sobre a “Economia de Francisco” continua a dar que falar. Hoje há uma mesa redonda sobre o assunto com jovens e menos jovens, a que pode assistir por zoom. Toda a informação aqui e na imagem que vai em anexo.

As escolas católicas não gostaram da ordem do Governo para interromperem as atividades letivas.

Morreu um padre assassinado nas Filipinas.

Não deixem de ler o artigo desta semana do The Catholic Thing, sobre como a santidade se pode construir nas coisas mais simples da vida. 

Monday, 23 November 2020

Uma nova economia e símbolos da JMJ em Portugal

Sr. Dr. Presidente
O Papa Francisco entregou este fim-de-semana os símbolos das JMJ a uma delegação de portugueses (e não na semana passada, como eu disse erradamente…). D. Manuel Clemente diz que apesar da pandemia é possível fazer as coisas bem e de forma económica. Em declarações aos portugueses o Papa avisou que nos tornamos aquilo que escolhemos.

A Associação de Médicos Católicos tem um novo presidente. Trata-se de José Diogo Ferreira Martins, cardiologista pediátrico.

Chegou ao fim a Economia de Francisco, uma iniciativa que pôs pessoas de todo o mundo a pensar em alternativas para uma economia mais humana. Aliás, segundo o Papa, o fim-de-semana não marcou o final de uma caminhada, mas um início, num discurso em que pediu que se procurem soluções com os pobres e não apenas para os pobres.

Uma das participantes, Rita Sacramento Monteiro, recusa a diabolização das empresas e diz que estas têm de ser parte da solução e não do problema.  

Mantém-se a situação dramática em Moçambique, com relatos de destruição de uma missão católica e o Parlamento Europeu a mostrar interesse em ouvir o bispo de Pemba sobre o assunto.

Não deixem de ler o artigo da Semana passada do The Catholic Thing em que RandallSmith pergunta se é possível uma universidade ter uma identidade cristã.

Tuesday, 14 May 2019

Bochechas sagradas e cardeais que dão luz

O Papa Francisco quer uma nova economia. Por isso, para não ficar apenas pelas palavras, convidou meio milhar de jovens para discutir o assunto.

Ontem houve uma sessão de homenagem à Aura Miguel, que recentemente completou 100 viagens com os Papas, desde 1987. Sabiam que a bochecha dela é praticamente uma relíquia do Papa João Paulo II? Saibam mais aqui.


Conheçam a história do Cardeal “eletricista” que devolveu a luz a 450 pessoas. Agora o Governo quer que ele pague a conta…

No próximo dia 21 de maio, terça-feira, realiza-se uma conferência na Universidade Católica do Prof. Rémi Brague. É daquelas que não vai querer perder… Basta dizer que é um dos vencedores do Prémio Ratzinger! Junto o cartaz, divulguem e apareçam.

Monday, 10 March 2014

Freiras libertadas na Síria, pastor convertido na Suécia

Patriarcas ortodoxos a fazer história
Depois de três anos de desgraças, uma boa notícia da Síria! Foram libertadas 13 freiras que tinham sido raptadas em Dezembro. Estão de boa saúde e já voltaram para Damasco.


Os patriarcas e primazes ortodoxos pediram uma solução pacífica para a Ucrânia e marcaram um concílio para 2016. Não seria nada de especial, não tivesse o último concílio acontecido há cerca de 1200 anos…

Um pastor protestante muito influente na Suécia anunciou numa homilia, ontem, que vai tornar-se católico, juntamente com a mulher. É uma notícia significativa tendo em conta a reduzida dimensão do Cristianismo naquele país.

Este fim-de-semana foram anunciados os nomes do conselho económico do Vaticano. Saiba aqui quem são os 8 cardeais e 7 leigos que o compõem.


Cumprimentos a todos e não se esqueçam que amanhã, na Universidade Católica, há conferência a propósito do primeiro aniversário do pontificado do Papa Francisco. Apareçam, a partir das 15h, a entrada é livre.

Monday, 24 February 2014

O ministro das Finanças que veio do outro lado do mundo

George Pell não brinca em serviço
O Papa Francisco nomeou hoje o Cardeal George Pell para o recém-criado Secretariado da Economia. O australiano torna-se assim o “ministro das Finanças” do Vaticano para meter ordem na casa.

Durante o fim-de-semana Francisco nomeou novos cardeais e deixou apelos para que todos os “Príncipes da Igreja” se comportem menos como príncipes e mais como servos.



Por fim, para todos os que estão ligados ao movimento escutista, um trabalho de Ângela Roque sobre Baden Powell.

Wednesday, 27 November 2013

A morte é o fim? (Dica... Não, não é)

Por respeito realçaram o D. Nuno, mas
claro que a principal atracção sou eu...
A exortação apostólica do Papa Francisco continua a dar que falar. Comecei a lê-lo ontem e estou francamente impressionado, mas ainda nem vou a meio… Há muitas críticas à economia e ao capitalismo. Falei hoje com a Jorge Líbano Monteiro, da ACEGE e com Henrique Pinto, director da revista Cais, que não só concordam com as críticas como acreditam que é possível melhorar.



Estaremos diante de um conflito diplomático entre EUA e o Vaticano? Os Estados Unidos acharam por bem mudar a embaixada que têm na Santa Sé para o mesmo edifício da embaixada americana para a Itália. O Vaticano ainda não refilou, mas não costuma gostar destas misturas.


E um aviso… as Equipas de Jovens de Nossa Senhora organizaram um evento que promete ser interessantíssimo. Sábado à noite 14 oradores, entre os quais me incluo, falarão de diferentes temas, em palestras de sete minutos cada. Um desafio para quem fala e um luxo para quem ouve! Eu falarei da perseguição aos cristãos, mas podem consultar o programa completo aqui.

Friday, 1 June 2012

Luta de classes


La Scala, em Milão
O Papa Bento XVI já chegou a Milão para o Encontro Mundial das Famílias. Primeiro ponto na agenda? Ir ao La Scala ouvir a 9ª Sinfonia de Beethoven. Classe!

Já para Paolo Gabriele, o mordomo, não há sinfonias mas há interrogatórios. Menos classe…



Convenhamos que nos dias de hoje também tem alguma classe casar segundo o rito tridentino. Coisa rara, passou-se em Coimbra, podem ver o vídeo aqui.

"É possível amar o próximo neste mundo da economia e gestão"


Transcrição integral da entrevista com D. Jorge Ortiga, a propósito do congresso da ACEGE que começa hoje. A notícia está aqui.

O tema do congresso é “O amor ao próximo como critério de Gestão”. É esta a regra no meio empresarial? E serão estes dois conceitos compatíveis?
Evidentemente nos tempos que correm, e não só, verificamos que o mundo da economia envereda por outros parâmetros, uma vez que ele é orientado para o lucro e para a vantagem pessoal. Cada um trabalha para acumular o mais que pode e tantas vezes, infelizmente dos modos e maneiras não mais adequados e oportunos.

O certo é que o Cristianismo, como mensagem que é, tem sempre algo de novo e às vezes até escandaloso para propor. A norma do amor ao próximo é uma norma que deve permear todas as realidades humanas. Com ousadia, com algum atrevimento, mas sem dúvida também como critério para a resolução de muitos problemas.

Há uma regra de ouro no Cristianismo, muitas vezes esquecida, que consiste em amar aos outros como a nós mesmos, o que quiseres que os outros façam, faz tu também. Isto, transportado para o mundo da economia, com certeza que vai gerar comportamentos novos, talvez inéditos, mas que vai impedir que alguns acumulem só para si e com certeza que vai proporcionar mais justiça e mais igualdade.

Os empresários cristãos são um exemplo a seguir nesta matéria?
Temos de tudo e hoje, no mundo dos empresários, temos várias experiências. Existem aqueles que procuram naturalmente pensar neles próprios, nas suas famílias e no futuro da empresa, mas que simultaneamente pensam nos trabalhadores, considerando-os mais colaboradores do que trabalhadores.

Existem várias experiências no nosso país, algumas com algum nome feito, por exemplo chamando-lhe economia de comunhão, em que a comunhão é o que articula os diversos dinamismos da vida interna de uma empresa, e se efectivamente há muitos que continuam apegados ao lucro e só ao interesse, há outros que pensam no bem-estar dos seus trabalhadores, repartindo os lucros com eles, criando condições de trabalho dignas, para que o rendimento seja o maior possível e naturalmente haja vantagem também para todos.

Mas este congresso pretende dizer que não só é possível amar o próximo também neste mundo complicado da economia e gestão, mas que é absolutamente necessário. Será uma reflexão, uma interpelação a muitos empresários, um pôr em comum de experiências concretas, não só teorias e discursos, em que na verdade o amor ao próximo, vivido à letra, nas suas exigências mais profundas, não só não prejudica a empresa como a pode enriquecer e fazer com que quem trabalha sinta entusiasmo para trabalhar mais e melhor.

Que mensagem é que deixaria para os participantes no congresso?
Que efectivamente aceitassem a interpelação que apenas esta pequena frase do Evangelho, do amor ao próximo, como um desafio, que a acolhessem de alma e coração, que não tivessem receio das suas exigências, que a tentassem pôr em prática, porque os resultados vão acontecer, e acontecendo esses resultados tudo poderá ser uma alternativa a tantas outras iniciativas que existem, alicerçadas mais num liberalismo exagerado, onde naturalmente cada um olha somente para si e não é capaz de equacionar o bem-estar de todos. Isto é uma mensagem que deve ecoar bem alto, e é uma responsabilidade, portanto eles vão participar no congresso convencidos de que irão sair já como que reforçados nas suas convicções, alguns, e outros que porventura poderiam ter dúvidas estarão também como que orientados para concretizar esta regra de ouro que é fundamental, não só na vida individual como também na vida das empresas e entre empresas, como contributo que podem dar para a vida do país.

Os membros da ACEGE, por se definirem como cristãos, têm responsabilidade acrescida nesta matéria?
A responsabilidade deveria ser idêntica para todo e qualquer ser humano. Habitualmente fazemos dos cristãos uma categoria à parte, quando hoje o que é importante é que o cristão seja capaz de mergulhar nas estruturas da vida humana e mergulhando nessas estruturas vivam os problemas como todos vivem os seus problemas, tenham uma vida idêntica nas suas interpelações, como todas as outras profissões e com todas as exigências, mas que sem dúvida sejam capazes de, nesta área dos negócios e da gestão, ser diferentes.

Serem iguais a todos os outros, mas também diferentes. Não em termos de superioridade, não em termos de ser uma categoria à parte, mas com os mesmos problemas e interpelações, os mesmos desafios, alguns dramas e perdas, mas que efectivamente a palavra de Deus entre nestas coisas que parecem ser demasiado terrenas, mas a palavra de Deus foi feita precisamente para isso, para ser insculturada, para ser semeada, nestas realidades terrenas. Por isso mesmo a diferença tem de acontecer.

Iguais em tudo, nos problemas, nas dificuldades, nas conquistas, nas soluções, mas com uma marca diferente que terá de caracterizar aqueles que se dizem cristãos.

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