Thursday, 11 June 2015

Caracóis, fetos e esquartejamentos

Recentemente falou-se muito numa campanha absurda sobre os direitos dos caracóis. O facto de haver campanhas a favor do direito à vida dos caracóis diz muito sobre os nossos dias e mereceria todo um outro artigo, mas não é sobre isso que gostaria de falar hoje.

Pouco tempo depois apareceu uma campanha que claramente partia dessa dos caracóis mas era contra o aborto. Vários jovens deixaram-se fotografar com dois cartazes. Um mostrava um feto in utero, outro dizia: “Gostava de ser esquartejado vivo? Ele também não”, como se pode ver na foto.


Peço agora a vossa paciência para um pequeno exercício. Olhem novamente para a foto, e depois olhem para estas





Notam alguma diferença?

Antes de avançar, quero deixar uma coisa muito clara. Eu não conheço as pessoas que apareceram nas fotos da campanha do “esquartejado”, mas vocês são meus irmãos e minhas irmãs. A vossa causa é a minha causa. A “vossa” verdade não é vossa nem minha, é simplesmente a verdade. Eu não duvido por um segundo das vossas melhores intenções em terem participado nesta “campanha”. Por isso, por favor não leiam o resto deste artigo como um ataque, mas sim como um alerta e uma recomendação fraterna que torno pública pela simples razão de que me parece que seria benéfico para todos os que trabalham pela causa pró-vida que estas coisas se digam.

Vamos então por pontos.

1) Nunca, nunca, mas mesmo nunca, apresentar um slogan pró-vida acompanhado de uma foto de um homem/rapaz, sozinho, com ar sombrio. Se eu fosse uma rapariga que tivesse passado pela tragédia de abortar o meu filho, olhava para aquela foto e só me apetecia partir os dentes todos daquele rapaz ao pontapé.

Sejamos claros. Nós perdemos o referendo e não há outro no horizonte. Neste momento não estamos a tentar ganhar votos, voltámos à missão mais importante de todas que é a de salvar vidas e isso faz-se tocando o coração das pessoas que, em última instância, vão tomar a decisão de dizer sim, ou não. Essas pessoas são raparigas, muitas da mesma idade deste rapaz e a reacção que queremos despertar nelas não é uma de total alienação, como aqui acontece.

Por isso, de preferência, uma campanha pró-vida deve recorrer sobretudo a jovens mulheres. Eu sei que nesta do “esquartejado” também participaram algumas raparigas, mas novamente todas com ar sombrio, que intencionalmente ou não se confunde com julgamento.

Queremos sorrisos! Isso é fundamental. Olhem para as outras fotos que coloquei. Estão a ver algum olhar sombrio? A nossa causa não é uma causa triste, é a causa da vida. Quem tem a verdade do seu lado não pode, como é evidente, deixar de sentir tristeza pelo que se passa nas clínicas onde estas vidas são ceifadas, mas também não pode deixar de manifestar esta enorme alegria que nos move.

A marca de todos os eventos pró-vida em que tenho participado, desde as campanhas dos referendos até às caminhadas pela vida anuais, tem sido sempre a alegria e isso não é encenado, é natural e espontâneo, porque nós somos assim e um olhar até superficial sobre os nossos adversários ideológicos nesta causa mostra que isso é algo que nos distingue. Não tenhamos medo de o mostrar.

2) “Esquartejado”? A sério? Não consigo pensar em pior palavra para colocar numa frase destas.

Eu sei que é verdade, que nalguns procedimentos de aborto é isso que acontece. Quando não é assim, são queimados com solução salina, ou aspirados… Cada coisa é pior que a outra.

Mas a palavra “esquartejado” é tão terrível, tão visual, tão grotesca, que eu olho para a frase e fico a sentir-me mal. Não é esse o efeito que queremos criar nas pessoas. É que se isso me acontece a mim, imaginem como se sentirá uma rapariga que tenha passado por isso… A nossa luta não passa por encher as pessoas de remorsos até verem a luz.

Afinal é possível usar a palavra "esquartejar"
de forma positiva. Mas só com um sorriso!!
O outro problema é que esta frase coloca toda a ênfase do sofrimento e da dor no bebé. Simpatia pela mulher? Nem vê-la. Pelo contrário, uma vez que ela terá sido cúmplice no esquartejamento. Este não pode ser o caminho. Nós defendemos a vida. A vida do bebé que é morto num aborto, e a vida da mulher que fica irremediavelmente cicatrizada, no coração e por vezes na carne, pelo que fez ou pelo que a convenceram a fazer. Queremos mostrar que essa dor também nos interessa e também nos move, também a queremos evitar.

Dir-me-ão que aqui o objectivo era aproveitar o sururu causado pela “causa” dos caracóis e nada mais. Tudo bem, eu aceito isso. Mas mesmo aí seria possível fazer a coisa pela positiva. Imaginem a mesma cena, mas com uma pessoa sorridente e o segundo cartaz a dizer algo do género: “Preocupados com o sofrimento? E ele, não vale um caracol?” Ou apenas: “Não me digas que ele não vale mais que um caracol”. Querem o cenário perfeito? Mulheres grávidas, a sorrir, com a barriga à mostra e com uma destas frases escritas na pele.

Com estas frases consegue-se o mesmo efeito – pôr a nu o quão absurdo é haver quem se preocupa com o sofrimento dos caracóis quando a nossa lei nos permite matar seres humanos indefesos – mas sem grande parte dos problemas que já apontei.

Estão sempre a dizer-nos que Portugal está na cauda do mundo civilizado. O resultado disso é que noutros países, que estão supostamente na frente, esta luta já se trava há meio século. Eles já cometeram todos os erros que se podem cometer, aprenderam com eles e corrigiram a rota. Isso significa que nós não temos de os cometer outra vez. Vejam o que de melhor se faz lá fora e adaptem à nossa realidade.

A quem organizou esta campanha: Nota máxima pelo sentido de oportunidade, nota máxima pela vontade e pela iniciativa. Sobre a mensagem e o meio usado… Muito a melhorar, mas pelo menos vocês estavam a fazer alguma coisa, o que já é meio caminho andado!
A nossa é a causa dos sorrisos!

Filipe d'Avillez

Wednesday, 10 June 2015

Evangelização e Amizade

Pe. C. John McCloskey
É cada vez mais aparente para qualquer pessoa séria que aquilo que era conhecido como o Ocidente cristão está em colapso. Basta olhar para as taxas de fertilidade nos Estados Unidos e nos países europeus que em tempos foram solidamente católicos.

O vazio está a ser preenchido quase inevitavelmente por muçulmanos que têm filhos e, salvo uma viragem radical no sentido da fertilidade, estes conseguirão finalmente aquilo que não conseguiram em Malta, Lepanto ou às portas de Viena. E como agora sabemos, tendo em conta os recentes eventos na Irlanda sobre a redefinição do casamento, talvez só o regresso de São Patrício em pessoa possa salvar até a Irlanda de se tornar islâmica.

Não devemos esperar grande misericórdia dos muçulmanos, a julgar pela destruição do Cristianismo no Médio Oriente que estamos a testemunhar agora, com grande tristeza. Milhares dos nossos irmãos estão a ser forçados a abandonar as suas terras, ou martirizados pela sua fé cristã, praticamente sem qualquer ajuda daquilo que sobra do Ocidente cristão.

Resta a questão: O que é que se pode fazer? Duvido muito que o Papa Francisco esteja a pensar convocar uma cruzada, como fizeram vários dos seus antecessores quando terras e povos cristãos foram atacados pelos muçulmanos, mas pode ser que me surpreenda.

Mas não, se o que sobrar da Cristandade se erguer para salvar o Ocidente, será pela procriação, tendo filhos, muitos filhos, sem medo, e educando-os como membros firmes da Igreja fundada por Jesus Cristo, nosso Salvador.

E os cristãos devem estar prontos a dar o peito às balas. Uma forma de os homens o fazerem é simplesmente tendo muitos amigos com quem partilham a sua fé católica. Todos os anos um jornal de grande tiragem nos Estados Unidos publica um inquérito em que pergunta: “Quantos amigos tem?”. Tristemente, a resposta mais comum para os homens, ano após ano, é dois: a sua mulher e um amigo!

Só por si isto é muito triste, mas também revela uma falta de verdadeira masculinidade e, infelizmente, o impacto da nossa cultura protestante e individualista nos Estados Unidos (e mesmo essa está a desmoronar-se).

Dois dos meus autores favoritos, ambos alunos de Oxford, um protestante (C.S. Lewis) e outro católico (o beato John Henry Newman), escreveram eloquentemente sobre a importância, e até a necessidade, de ter bons amigos homens. Lewis afirmou: “A amizade é o melhor dos bens mundanos. Para mim é certamente a maior alegria da vida. Se tivesse de aconselhar um jovem sobre o lugar onde viver, penso que diria: ‘Sacrifica quase tudo para poderes viver perto dos teus amigos’”.

G. K. Chesterton e Hilaire Belloc.
Grandes amigos, grandes cristãos
Numa carta ele escreveu: “Haverá maior prazer no mundo que uma roda de amigos junto a uma boa lareira?”. No seu livro “Os Quatro Amores” ele dedica um excelente capítulo à amizade, onde se pode ler: “Para os antigos, a amizade parecia o mais feliz e mais inteiramente humano de todos os amores. A coroa da vida e a escola de virtude. Comparativamente, o mundo moderno ignora-a… Mas na amizade – esse mundo luminoso, tranquilo e racional das relações escolhidas livremente – podia-se escapar de tudo isso. Apenas este, de entre todos os amores, parecia elevar-nos ao nível dos deuses ou dos anjos”.

No mesmo capítulo, Lewis escreve: “A amizade tem origem na mera camaradagem, quando dois ou mais companheiros descobrem que têm em comum alguma ideia ou interesse ou até gosto que os outros não partilham e que, até esse momento, todos pensavam ser um tesouro (ou uma cruz), unicamente seu. A expressão típica que dá início a essas amizades seria algo como: ‘O quê? Tu também? Pensava que era o único’”.

O beato John Henry Newman diz na sua homilia sobre Amor por Parentes e Amigos: “O amor pelos nossos amigos privados é apenas um exercício preparatório para o amor por todos os homens. O amor pela Humanidade em geral não é igual ao amor dos nossos pais, embora seja paralelo; mas o amor pela humanidade em geral devia ser, principalmente, o mesmo que o amor pelos nossos amigos, mas dirigido a objectos diferentes. A grande dificuldade das nossas obrigações religiosas é a sua extensão. Isto assusta e confunde o homem – naturalmente mais aqueles que negligenciaram a religião durante algum tempo e sobre os quais estas obrigações se revelam de uma só assentada. Devemos começar a amar os nossos amigos próximos, depois gradualmente começar a alargar o círculo das nossas afeições até chegar a todos os cristãos e depois a todos os homens”.

Resumindo tudo o que foi dito até aqui, se o Cristianismo vai sobreviver, é necessário que os homens católicos sejam maridos de uma só mulher e queiram ter muitos filhos. Como escreveu aquele grande homem Hilaire Belloc: “Nada vale o esforço da vitória, se não o riso e o amor dos amigos”.


(Publicado pela primeira vez no Domingo, 7 de Junho de 2015 em The Catholic Thing)

O Pe. C. John McCloskey é historiador da Igreja e Investigador na Faith and Reason Institute em Washington D.C.

© 2015 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Tuesday, 9 June 2015

O Grande Reformador vai à Feira do Livro. Eu também

(Clicar para aumentar)
Está em Portugal o autor do livro “O Grande Reformador”, sobre o Papa Francisco. Hoje tive uma interessantíssima conversa com ele, que resultou nesta reportagem.

O lançamento é amanhã, dia 10 na Feira do Livro de Lisboa, às 15h. Apareçam e, se ainda não compraram o meu livro “O que fazes aí fechada”, ou se já compraram e o querem valorizar imensamente com um belíssimo autógrafo, apareçam a partir das 16h na banca da Aletheia para me cumprimentarem!

Novas imagens da BBC mostram como é a vida em Mossul, sob os auspícios do Estado Islâmico. Não façam já as malas…

O Papa esteve em Sarajevo. Foi uma viagem impressionante, rápida, mas muito intensa. Francisco disse que o mundo vive um clima de terceira guerra mundial “aos pedaços”, recomendou aos jovens que não se deixem viciar nos computadores e disse aos presentes na missa campal que quer promover um “canto harmonioso da paz” contra os “gritos fanáticos do ódio”.

Logo no domingo, Francisco falou da sua viagem após a oração do Angelus e disse que o que o moveu a ir à Bósnia foi o desejo de promover os trabalhos de reconciliação no país.

A dias do Santo António de Lisboa, faça aqui uma visita guiada para saber tudo sobre um dos mais populares santos portugueses.

Sunday, 7 June 2015

Notícia falsa sobre cristãos perseguidos no Iraque

Notícia falsa!!
A imagem que ilustra este post já circula há alguns meses e vai reaparecendo de tempos a tempos nas redes sociais.

É importante esclarecer que o post é falso. Se o receberem, avisem a pessoa que enviou e não reencaminhem.

Em primeiro lugar, o Papa Francisco não tem página de Facebook. Mesmo que tivesse, não seria certamente desta forma que faria circular um pedido de orações.

Quanto ao resto do texto. Qaraqosh, ou Quaragosh, como aparece no texto, era de facto a maior cidade cristã no Iraque e foi tomada pelo Estado Islâmico, mas isso aconteceu em Agosto do ano passado.

Mais, os cristãos que lá viviam foram avisados do avanço dos terroristas pelos soldados curdos que abandonaram a defesa da cidade e houve tempo, graças a Deus, para evacuar todos os cristãos que quiseram sair. Por isso, felizmente, não é verdade que centenas de homens, mulheres e crianças estejam a ser decapitadas na cidade, como se diz.

Rezar pelos cristãos perseguidos no Iraque e na Síria? Claro! Quanto mais melhor. Mas infelizmente existem perseguições e tragédias verdadeiras suficientes para não inventarmos, ou divulgarmos, as inventadas.

Friday, 5 June 2015

O braço direito cristão de Saddam

Tariq Aziz, o único cristão do executivo de Saddam
É já amanhã que o Papa Francisco viaja para a Bósnia. Eu vou estar na redacção e temos a Aura Miguel e a Catarina Santos em Sarajevo, por isso já sabem que a Renascença é o melhor sítio para acompanhar tudo o que se passa.

Hoje temos a Aura Miguel a fazer a antecipação da viagem. A vaticanista diz que esta viagem revela as prioridades do Papa Francisco. Recorde-se que em quatro viagens europeias ele foi a Estrasburgo por uma mão cheia de horas, à Turquia, à Albânia e, agora, Bósnia e Herzegovina.

Foi hoje nomeado um auditor-geral para as finanças da Santa Sé. É um italiano, de 66 anos e tem larga experiência no mundo da auditoria e da contabilidade.

Morreu esta sexta-feira Tariq Aziz, o braço direito cristão de Saddam Hussein, que foi preso depois da invasão do Iraque em 2003.

Notícia muito preocupante… Na Líbia foram raptados 86 cristãos, naturais da Eritreia, pelo Estado Islâmico. Tendo em conta o que se passou com os outros cristãos raptados naquele país ao longo dos últimos meses, teme-se o pior.


Por hoje é tudo. Na segunda-feira estou de folga, por isso só volto na terça-feira, se Deus quiser. Não se esqueçam de marcar na agenda, sessão de autógrafos na Feira do Livro, dia 10 de Junho.

Thursday, 4 June 2015

Fiambre ameaçador e Deus no manicómio

Grande ameaça militar
O Papa celebrou hoje missa de Corpo de Deus, em Roma. Pediu cristãos firmes na fé, como os perseguidos e mártires, mas deixou também uma opinião sobre o que a Eucaristia é e o que não é… Não é a primeira vez que o Papa expressa esta opinião, mas é natural que alguns a leiam como uma “dica” para o sínodo. Cada um que tire as suas conclusões.


Francisco está, entretanto, quase de partida para a Bósnia. É já no sábado que o Papa viaja para uma visita de apenas um dia a um Estado ainda dividido e com feridas abertas pela guerra.

Mas passemos a assuntos verdadeiramente importantes. Um soldado israelita foi condenado a 11 dias de prisão por entrar no quartel com… Uma sandes de fiambre. Se os iranianos ouvem isto, é fim!

E por falar em loucuras, o actor Miguel Borges passou três semanas dentro de um manicómio, por causa de um documentário, e afirma que “O Conde Ferreira é um manicómio, mas é o sítio no mundo onde existe mais amor. Ali existe Deus”.

Por fim um alerta para quem vive em Lisboa e arredores. No dia 10 de Junho, feriado, estarei na Feira do Livro de Lisboa entre as 16h e as 18h, na banca da Alêtheia. É uma oportunidade para pedir uma dedicatória no meu livro “Que fazes aí fechada?”, ou simplesmente para conversar um bocadinho. Apareçam e levem amigos.

Wednesday, 3 June 2015

The Catholic Thing precisa de si...

Uma vez que não há grandes notícias a partilhar, mas aproveito para divulgar o artigo desta semana do The Catholic Thing, e falar um pouco sobre este projecto.

Neste artigo, o grande Anthony Esolen, um dos meus autores preferidos, pergunta onde estão os grandes heróis do Cristianismo de outros tempos, apontando como exemplo o cardeal Mercier, da Bélgica, que defendeu tão tenazmente o seu povo durante a Primeira Guerra Mundial, sob ocupação alemã. Talvez estes novos heróis estejam entre os perseguidos, diz o autor, apontando como exemplo uma criança de 10 anos que recusou renunciar à fé e que poderá ter sido morto pelo Estado Islâmico. Leiam, que é um artigo inspirador.

Este é o 170º artigo do The Catholic Thing que publicamos em português, num registo semanal, que decorre sem falhas há mais de três anos. O que nem todos saberão é que o The Catholic Thing, que publica um artigo em inglês todos os dias, vive unicamente das contribuições dos seus leitores.

Duas vezes por ano o site faz uma angariação de fundos, pedindo as tais contribuições. Estamos novamente numa dessas alturas.

Quero deixar muito claro que os donativos que são feitos para o The Catholic Thing vão directamente para lá, não passam por mim nem pelo Actualidade Religiosa. Eu tenho um entendimento com o TCT que me permite traduzir e publicar um artigo deles por semana.

Mas quero também deixar claro que sem os donativos dos leitores não haverá TCT em inglês, quanto mais em português. Habituamo-nos à ideia de que tudo o que lemos na internet nos chega de borla, mas há custos envolvidos num projecto desta dimensão que, se me permitem dizê-lo, faz falta à Igreja seja em que país for.

Por isso, se puderem e quiserem, não deixem de contribuir e, não se esqueçam, não há valores demasiado pequenos… Tudo ajuda!


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