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Friday, 16 July 2021

Missas católicas limitadas e cemitérios judaicos abandonados

O Papa Francisco publicou esta sexta-feira um motu proprio em que limita o recurso ao rito antigo da missa. É um tema sempre polémico. Infelizmente, temo que o Papa tenha toda a razão na decisão que tomou, e aqui explico porquê.

O novo bispo de Pemba vê com bons olhos uma intervenção militar internacional para travar a onda de terrorismo, mas avisa que esta deve ser feita dentro da lei.

Na quinta-feira o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem decidiu que os Estados Europeus podem proibir os seus cidadãos de usar símbolos religiosos no local de trabalho, mas pedem bom senso.

Cerca de metade dos cemitérios judaicos na Europa estão em estado de negligência, segundo uma organização da União Europeia encarregue de identificar e proteger estes espaços.

Não deixem de ler o artigo desta semana do The Catholic Thing, que nos traz uma visão católica do debate sobre racismo nos Estados Unidos.

Wednesday, 25 November 2020

Maradona morreu, o mundo chorou, o Papa rezou

O Papa Francisco disse hoje que reza por Diego Armando Maradona, que morreu aos 60 anos de idade. Que tenha na morte a paz que não conheceu na terra.

De Inglaterra vêm duas histórias sobre liberdade religiosa e de expressão. Uma aluna foi suspensa do curso de parteira na Universidade de Nottingham por ser pró-vida. Correu mal para a universidade, que agora lhe pagou uma indemnização.

Uma mãe solteira está a levar o Reino Unido ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem para reivindicar o direito a rezar diante de clínicas de aborto em Inglaterra e poder oferecer às outras a ajuda que ela própria recebeu em 2012.

O bispo de Pemba agradece a ajuda da comunidade internacional para travar a violência em Cabo Delgado.

 No domingo passado celebrou-se a festa do Cristo Rei. Que data é esta? Faz sentido festejar um título que Jesus recusou sempre em vida? O padre Paul Scalia responde a estas e outras perguntas no artigo desta semana do The Catholic Thing.

Wednesday, 16 January 2013

Roma, Polónia, Tribunais e Três Tipos de Materialismo

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O Vaticano criticou a decisão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem que ontem foi publicado e que recusou reconhecer a dois ingleses o direito à objecção de consciência para trabalhar com “casais” homossexuais.


Na Polónia um tribunal decidiu manter o crucifixo que se encontra por cima da entrada do Parlamento. Esta também acabará por ser decidida no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, aposto.

Conheçam Imre Téglázy, sobrevivente de uma tentativa de aborto e principal combatente pró-vida na Hungria. A sua história pode ser vista em vídeo, aqui.

E hoje publicamos um novo artigo de The Catholic Thing. Robert Royal escreve sobre novas e assustadoras formas de materialismo que fazem com que o consumismo do Natal pareça benévolo… Falamos da redução da actividade humana “a um conjunto de comportamentos animais” e da “crença de que o ser substancial nem sequer existe. Que não passamos de trocas de energia e matéria”. Alguns dos problemas que certamente vamos encarar no futuro e que convém conhecer.

Por fim a vossa atenção para dois eventos ecuménicos no fim-de-semana.
Sábado há uma vigília na Catedral Evangélica de São Paulo, na Rua das Janelas Verdes, em Lisboa (ver cartaz) e Domingo um encontro no Salão Paroquial do Algueirão pelas 20h45 e que juntará, para além de "leigos", líderes católicos, evangélicos, ortodoxos, lusitanos e adventistas. Tudo isto no âmbito da semana de oração pela unidade.

Tuesday, 15 January 2013

A luta pela liberdade religiosa também se trava por aqui

Nadia Eweida
Quando falamos de ameaças à liberdade religiosa imediatamente pensamos no Médio Oriente, na China e países do género.

Mas e na “nossa” civilização ocidental?


Três dos quatro queixosos britânicos, despedidos respectivamente por: recusar retirar uma cruz de à volta do pescoço, recusar oficiar em uniões de facto homossexuais e recusar fazer terapia sexual com “casais” homossexuais viram rejeitadas os seus apelos de discriminação.

Shirley Chaplin
Nem tudo é penumbra… o tribunal também reconheceu o direito a usar crucifixos e, por inerência, símbolos religiosos no local de trabalho, no caso de Nadia Eweida. O outro caso era de uma enfermeira e as razões invocadas, de segurança e prevenção de contaminação, foram considerados legítimos pelo TEDH.

Chegámos aqui, portanto, e podem ter a certeza que é por aqui que se vai fazer o grande debate e que surgirão os ataques aos direitos dos cristãos, e não só.

Há alguns anos a mera ideia de que fosse possível reconhecer o “casamento” entre dois homens era risível. Hoje, não só é aceite como quem se opõe, defendendo que o casamento deve ser aquilo que sempre foi, em todas as sociedades do mundo, desde antes de qualquer Estado actualmente existente, arrisca-se a perder o emprego.

Gary McFarlane
Sempre houve empregos que os cristãos conscientes não deveriam aceitar… Vejo alguma dificuldade em conciliar a minha fé com um emprego numa produtora de filmes pornográficos, por exemplo. Mas chegámos à época em que um cristão que queira permanecer fiel aos ensinamentos da sua fé tem de recusar trabalhar no registo civil?

Reconheço que estes debates nem sempre são simples. Um proprietário de um hotel, por exemplo, pode recusar ceder um quarto com cama de casal a dois homens ou duas mulheres? Mas nos casos que hoje foram decididos pelo TEDH estão novas realidades, decorrentes de novos conceitos que ganharam tanto terreno nos últimos anos que arriscam colocar fora da praça pública quem pensa de forma diferente.

Lillian Ladele
Atenção que este debate ocorre numa altura em que: Os hospitais católicos americanos encaram a possibilidade de encerrar para não terem de pagar serviços contraceptivos e abortivos nos seguros de saúde dos seus funcionários e no Reino Unido todas, sim, todas, as agências de adopção católicas fecharam as portas para não terem de se submeter a uma lei que os obriga a considerar “casais” homossexuais como potenciais famílias adoptivas.

Pois parece que aqui também se trava a luta pela liberdade religiosa e de consciência. São estes os casos com que se vai deparar a minha geração e a seguinte. Estejamos pelo menos avisados.

Filipe d’Avillez

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