Showing posts with label Judeu. Show all posts
Showing posts with label Judeu. Show all posts

Monday, 16 February 2015

Novos mártires do Egipto, rogai por nós

"Se os mártires de todo o mundo fossem colocados
num prato da balança, e os mártires do Egipto no outro,
a balança pendia para o lado do Egipto"
São Tertuliano, Séc. III
Foi com enorme tristeza que soubemos ontem da morte de pelo menos 21 cristãos coptas à mão dos terroristas do Estado Islâmico.

Estes cristãos estavam desaparecidos há várias semanas e já se sabia serem reféns do grupo islamita. O seu rapto seguiu-se ao assassinato, também na Líbia, de outros sete cristãos coptas.

O Papa condenou, hoje falou com o Patriarca dos Coptas e já disse que vai celebrar missa amanhã por estes novos mártires. Leiam também esta declaração do bispo copta no Reino Unido, para verem o que é uma resposta verdadeiramente cristã perante uma tragédia desta dimensão.

Portugal também já condenou este atentado. É um gesto bonito, que fica bem ao MNE, mas teria sido assim tão complicado referir que os homens que foram mortos eram cristãos? Eles não foram assassinados por serem “cidadãos egípcios”, embora o fossem, claro. Foram assassinados por serem cristãos. Os próprios assassinos disseram-no.

Para quem não está a par, aqui está um curto artigo que explica, muito rapidamente, quem são os coptas. Foi escrito há uns anos, mas no essencial mantém-se actual.

O Egipto já respondeu. Utilizou as suas forças armadas para atacar o Estado Islâmico na Líbia. Não deixa de ser irónico que sejam as mesmas forças armadas que há poucos anos massacraram pelo menos 23 cristãos… Mas pode ser que esta tragédia sirva para unir o povo egípcio, que bem precisa.

Claro que tudo isto se seguiu a mais um ataque ao estilo “Charlie Hebdo”, na Dinamarca, no sábado. Um homem foi morto quando participava num debate sobre a liberdade de imprensa e mais tarde um judeu foi assassinado pelo mesmo terrorista à porta de uma sinagoga.

                                                      
São notícias tristes que ensombram aquela que teria sido a principal novidade do fim-de-semana, da elevação de D. Manuel Clemente ao cardinalato.

O agora Cardeal Patriarca (e não Cardeal-Patriarca) não perdeu tempo a enviar uma mensagem para os católicos do seu patriarcado, e elogiou o Papa Francisco. A Aura Miguel esteve em Roma a cobrir o evento e fez várias reportagens, mas destaco esta, com um novo Cardeal que não tem Cartão de Cidadão, mas tem coração português.

Termino este mail, que já vai longo, com um aviso. Recomeça esta quarta-feira o projecto “40 Dias Pela Vida”, que pretende reunir pessoas para rezar, durante 40 dias seguidos, pelas vítimas do aborto: bebés, mães, pais, famílias… Todos são convidados a participar, independentemente de credo ou confissão, mas pede-se que se inscrevam através do site, para que a organização saiba com quem contar.

Tuesday, 18 October 2011

Quanto vale a vida de um israelita?


Podem perguntar: o que tem a libertação de Gilad Shalit a ver com religião? Respondo que quase tudo o que se passa no Médio Oriente tem alguma coisa a ver com religião.
A troca de mais de mil detidos palestinianos por um soldado israelita levanta dezenas de questões, algumas das quais especificamente religiosas, outras do campo da moral.
Não é por acaso que há rabinos a favor e contra a troca que esta manhã se efectuou. Vejamos algumas das questões que se põem:
É moralmente lícito libertar mil pessoas que, directa ou indirectamente, são responsáveis pela morte de mais de 500 israelitas, em troca de um só soldado?
O que dirão os israelitas se algum dos homens hoje libertado matar mais israelitas no futuro?
Não está Israel a incentivar que mais dos seus soldados sejam raptados?
Os soldados israelitas ficam a saber os sacrifícios que o seu país está disposto a fazer para lhes resgatar, mas por outro lado para quê arriscar a vida a deter militantes palestinianos se estes podem vir a ser libertados passado pouco tempo noutra troca?
Um comentador escrevia hoje no Jerusalem Post que a troca (e esta não foi a primeira vez que se efectuou um acordo deste género) revela a diferença entre Israel e os seus inimigos. É que enquanto Israel considera a vida sagrada e está disposta a fazer grandes sacrifícios para salvar os seus, os seus inimigos louvam a morte e estão dispostos a morrer e a perpetuar uma cultura do martírio para ferir o país judaico. É uma posição interessante, que merece reflexão, na certeza de que, neste conflito pouco ou nada é preto ou branco.
Confesso que tenho uma dúvida diferente, que ainda não vi ninguém discutir. É claro que, do ponto de vista puramente pragmático, a Palestina conseguiu a libertação de mais de um milhar de militantes. São mil pais, irmãos, filhos e filhas que regressam às suas casas. Isto ninguém lhes tira.
Mas ao aceitar este acordo não está o Hamas a aceitar a ideia de que a vida de um israelita vale mais do que a de um palestiniano? Neste caso, mil e tal vezes mais? Haverá esperança para a paz nesta região enquanto o valor da vida de uns for tida como (tão) superior à dos outros?
Quanto vale a vida de um israelita? Israel deu a sua resposta hoje, que não surpreende. Que os palestinianos aceitem, sejam quais forem as vantagens imediatas, são outros quinhentos. Ou mil, neste caso.
Filipe d'Avillez

Friday, 7 October 2011

Yom Kipur em Lisboa e em Tripoli

Para os nossos leitores judeus, votos de um santo Yom Kipur.
A partir do pôr-do-sol começa este dia da expiação/arrependimento, cujo significado nos foi explicado pelo Rabino de Lisboa, para ler e ouvir aqui.
Ainda no campo do judaísmo falamos de David Gebri, que voltou para a Líbia para limpar uma sinagoga. Resultado? Uma manifestação esta tarde em Tripoli contra ele, contra os judeus em geral e contra a abertura das sinagogas…
Hoje o Papa aceitou a renúncia de um dos bispos auxiliares do Porto e ontem foi lançada uma obra que o Opus Dei espera que possa acabar com alguns dos preconceitos que existem contra ele.

Partilhar