Thursday, 31 March 2022

Hospital de Campanha - Episódio 2

Chegou o novo episódio do Hospital de Campanha.

Este episódio conta com a ajuda do nosso amigo Octávio Carmo, jornalista e vaticanista da Agência Ecclesia. Já o Duarte não pôde estar, mas volta em breve!

Juntos discutimos a importância da Guerra na Ucrânia para as relações ecuménicas entre a Igreja Católica e os Ortodoxos, a consagração da Rússia e da Ucrânia a Nossa Senhora de Fátima e, por fim, a reforma da Cúria Romana, um assunto para o qual a presença do Octávio foi fundamental. 

Podem ouvir no Spotify ou no Google.

Wednesday, 30 March 2022

A Teologia e os Conflitos Humanos

O Cardeal Manning – que foi contemporâneo e seguidor do Cardeal Newman – disse certa vez que “todo o conflito humano é, no final de contas, teológico”. (Podíamos mesmo dizer que tudo o que é humano envolve necessariamente a teologia, mas esse é um assunto complexo para tratar noutro dia). Na actual guerra da Rússia contra a Ucrânia, porém, a teologia não é sequer uma consideração distante, está mesmo à superfície. Mesmo que a guerra chegue a um final aparentemente tolerável, as divisões teológicas permanecerão connosco muito tempo.

Isto porque não é apenas Vladimir Putin que tem falado numa “Guerra Santa” na Ucrânia, mas também líderes religiosos como o Patriarca Cirilo de Moscovo. Putin tem estado a usar cinicamente os ortodoxos como cobertura moral para as suas ambições. Mas também já intuiu que para “tornar a Rússia grande outra vez” a Ortodoxia Russa – que carrega em si muitos dos elementos mais profundos da Santa Mãe Rússia e da sua projecção secular, “o mundo russo” – é uma parte fundamental do plano político.

Já os líderes da Igreja Ortodoxa Russa não têm a mesma desculpa política.

Na verdade, o que estamos a ver agora não é apenas corrupção política entre os líderes religiosos comprometidos, mas uma profunda divisão espiritual que estava de certa forma disfarçada por profissões de fraternidade cristã. Até existem cristãos no Ocidente que, traumatizados pela nossa decadência e “wokeismo” se deixaram convencer de que a Rússia de Putin – com a sua repressão em larga escala, assassinato de dissidentes (incluindo no estrangeiro) e maior taxa de aborto no mundo – é de alguma forma um salvador religioso.

Vários Papas no passado recente fizeram grandes esforços para pôr fim ao cisma entre Roma e a Ortodoxia – e na maior parte das vezes têm sido rechaçados. Antes de a guerra ter começado o Papa Francisco estava a procurar um segundo encontro com o Patriarca Cirilo. O primeiro aconteceu em 2016, no aeroporto de Havana. O local não foi boa ideia, mas pelo menos ambos os líderes exprimiram um “profundo desejo” por unidade. E o Papa disse mais tarde que “falámos como irmãos”.

Esse espírito fraternal não perdurou. Durante a sua videoconferência, no início deste mês, Francisco parece ter criticado abertamente Cirilo por afirmar que esta “operação militar especial” é uma “guerra santa”. Francisco foi ainda mais longe quando, na sexta-feira passada, consagrou a Rússia, a Ucrânia e todo o mundo a Nossa Senhora de Fátima. Cirilo e Putin sabem que Nossa Senhora pediu essa consagração para que os erros da Rússia não se espalhassem pelo mundo, e para que a Rússia se converta. Parabéns a Francisco por ter feito ambas estas coisas, por mais objecções que tenha tido que enfrentar.

Infelizmente, Francisco também contradisse toda a tradição cristã durante o seu encontro com Cirilo, quando disse que todas as guerras são injustas. Na semana passada acrescentou, durante uma conversa com um grupo de organizações de mulheres, que “fiquei envergonhado quando li que um grupo de estados se comprometeu a gastar dois por cento do PIB na aquisição de armamento, em resposta ao que se está a passar agora. É loucura”, disse, lamentando “a velha lógica de poder que continua a dominar a chamada geopolítica”.

É verdade que sim, e assim continuará a ser enquanto os seres humanos decaídos continuarem a existir no planeta. E é por isso que algumas potências – histórica e moralmente imperfeitas – devem, por vezes, impedir que os mais impiedosos de entre nós dominem o mundo.

Quando as nações decidem aumentar os seus orçamentos de defesa, à luz de ameaças que enfrentam, não se trata de “loucura”. Diante de uma Rússia agressiva, os líderes políticos estão apenas a ser responsáveis quando decidem robustecer a defesa nacional. A decisão peca é por tardia.

Francisco parece pensar que a única resposta cristã permissível perante uma ameaça é o “diálogo” e não a dissuasão. Pode-se entender o seu horror pela guerra sem aceitar essa premissa. O diálogo não nos trouxe sequer o entendimento religioso com Cirilo. Estou certo de que Putin adoraria ver diálogo, diálogo infindável – nas igrejas, na NATO, na política americana – enquanto ele continua a atacar uma nação atrás da outra.

Os ucranianos têm uma opinião diferente. É por isso que continuam de pé, e a Rússia teve de se contentar com ambições menores na Ucrânia.

A queda da União Soviética abriu algumas possibilidades – tanto para as Igrejas como para a Rússia. A Igreja Ortodoxa da Rússia – a maior das ortodoxas – foi perseguida e comprometida pelo comunismo. Na sua colaboração – ou possivelmente mesmo trabalho activo – com a KGB, Cirilo desempenhou um papel vergonhoso nessa pérfida aliança.

Agora voltou a comprometer-se, alienando a maioria dos ortodoxos na Ucrânia enquanto abençoa os massacres de Putin. Nestas circunstâncias é difícil imaginar como é que Moscovo continuará a ser parte de qualquer diálogo ecuménico no futuro, ou sequer como é que a Igreja Ortodoxa Russa permanecerá intacta.

O Grande Cisma de 1054 entre a Igreja Ocidental e os Ortodoxos já foi há quase um milénio, e é tanto mais doloroso porque – independentemente das questões como o Filioque – deveu-se sobretudo a questões de jurisdição e de administração. A Igreja Católica não reconhece apenas como válidas as ordens e os sacramentos ortodoxos, mas também as ricas tradições litúrgicas e espirituais do Oriente, que devem ser integradas numa Igreja global e universal.

O próprio Cristo rezou por uma unidade eclesial semelhante à que ele tinha com o Pai. Os cristãos não têm tido muito jeito nesse campo importante mas desafiante. (João: 17,21)

Na sua encíclica de 1995 Ut Unum Sint (Que sejam um só), o Papa São João Paulo II falou de um verdadeiro ecumenismo – não a coisa sentimentalista e mole que vemos frequentemente nas discussões ecuménicas no ocidente – enraizado na realidade histórica e substância espiritual do Oriente e do Ocidente:

a Igreja deve respirar com os seus dois pulmões! No primeiro milénio da história do cristianismo, essa frase referia-se sobretudo ao binómio Bizâncio-Roma; desde o baptismo da Rus' para a frente, ela vê alargarem-se os seus confins: a evangelização estendeu-se a um âmbito muito mais vasto, a ponto de abraçar praticamente a Igreja inteira. Se se considera ainda que esse acontecimento salvífico, verificado ao longo das margens do Dniepre, remonta a uma época em que a Igreja no Oriente e no Ocidente não estava dividida, compreende-se claramente como a perspectiva a seguir para a plena comunhão, seja aquela da unidade na legítima diversidade.

Também o Papa Francisco tem falado de unidade sem uniformidade. O seu desafio, de agora em diante, será pôr isso em prática dentro da Igreja Ocidental. A janela para o Oriente está, por ora, fechada.


Robert Royal é editor de The Catholic Thing e presidente do Faith and Reason Institute em Washington D.C. O seu mais recente livro é A Deeper Vision: The Catholic Intellectual Tradition in the Twentieth Century, da Ignatius Press. The God That Did Not Fail: How Religion Built and Sustains the West está também disponível pela Encounter Books.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na Segunda-feira, 28 de Março de 2022)

© 2022 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Tuesday, 29 March 2022

CNN - Consagração da Ucrânia e da Rússia a Nossa Senhora

Na sexta-feira passada voltei à CNN para falar sobre a Consagração da Ucrânia e da Rússia a Nossa Senhora.
Estive em duas ocasiões diferentes. Aqui podem ver a primeira intervenção, só em voz, durante a própria consagração. Começa à 1h e 38 minutos do vídeo, ou às 16h35, caso se guiem pela hora indicada no ecrã. 
Nessa mesma noite voltei para conversar com a Judite de Sousa sobre o que se tinha passado em Roma e em Fátima, e sobre o contexto religioso do conflito. Podem ver o vídeo aqui. Começa aos 31 minutos do vídeo, 20h37 se se guiarem pela hora no ecrã. 

Saturday, 26 March 2022

Entrevista à Agência Ecclesia, no programa Fé dos Homens

Ontem, dia 25 de Março, passou uma entrevista que dei ao programa da Agência Ecclesia, na RTP2, na rubrica "A Fé dos Homens". No final da conversa sobre a Ucrânia e a Rússia, e sobre a consagração, ainda comentei o Evangelho de domingo.

Thursday, 24 March 2022

Contagem decrescente até à consagração

Um cartaz anuncia a consagração em ucraniano
Amanhã o Papa Francisco consagra a Rússia e a Ucrânia a Nossa Senhora. A celebração terá lugar às 16h em simultâneo em Fátima e em Roma e será acompanhada por bispos, padres, religiosos e leigos de todo o mundo. Podem ler o texto da consagração aqui.

A celebração será transmitida em vários meios de comunicação. Eu estarei em estúdio na CNN Portugal para ir comentando durante a emissão, a partir das 16h. Antes estarei no programa da Ecclesia, na RTP 2, que é transmitido a partir das 15h06. Ainda amanhã deve sair um artigo meu no site PontoSJ sobre este assunto e, mais em geral, sobre a dimensão religiosa do conflito na Ucrânia. No próximo email incluirei links para tudo isto.

Há dias falei com D. José Ornelas, bispo de Fátima, e com um padre ucraniano em Portugal sobre esta consagração. D. José diz que a consagração não é contra ninguém, mas o padre Ivan Hudz fala da importância da conversão da Rússia e… não só. Podem ler aqui (em inglês).

Entretanto a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima está em Lviv, na Ucrânia, onde permanecerá durante mais algumas semanas. Foi sobre este assunto que estive na CNN a semana passada. Podem ver essa minha intervenção aqui e também foi este o tema de conversa na primeira emissão do novo podcast Hospital de Campanha, que podem ouvir aqui.

No meu blog continuo a recolher declarações dos principais líderes religiosos relevantes para a guerra na Ucrânia. Há material muito interessante!

No artigo desta semana do The Catholic Thing em português, o autor Francis X. Rocca medita sobre a liberdade e coloca uma questão incómoda. Quem é que é verdadeiramente livre? Nós, com as nossas vidinhas confortáveis, sujeitados a pressões comerciais para irmos comprando mais coisas, ou o ucraniano que, despedindo-se da mulher e dos filhos, dá meia volta para lutar pela liberdade? Leiam e tirem as vossas próprias conclusões.

As atenções continuam muito focadas na Ucrânia, naturalmente, mas o Vaticano anunciou uma mega-reforma da Cúria. Saiba mais aqui, nesta entrevista da minha amiga Ângela Roque ao padre Tony Neves.

Wednesday, 23 March 2022

Somos mais livres que os ucranianos?

Francis X. Maier
Dia de semana, à noite. Tínhamos acabado de ter um óptimo jantar. E agora, relaxados e confortáveis na nossa sala de estar, ligámos a televisão para ver as últimas notícias da Ucrânia. Em Lviv é meia-noite e o horizonte escuro está iluminado por uma chama cor-de-laranja, o mais recente alvo dos mísseis russos. Seguem-se imagens de um bairro civil destruído, e vítimas em lágrimas; seguidas de outras imagens de uma longa trincheira que agora serve de vala comum, recheada de corpos rapidamente amortalhados. E depois disso, um anúncio.

É um anúncio para algo caro – férias na Jamaica, um Cadillac eléctrico, um conjunto de implantes dentários, esqueço-me do produto, mas não interessa. Uma actriz atraente, por volta dos 40 anos, explica porque é que o adquiriu. Sim, pode parecer caro, mas ela queria-o, merecia-o e, explica, “tive de aprender a pôr-me em primeiro lugar”. Depois voltámos às imagens da redação, com opinadores a comentar a carnificina na Ucrânia.

“Tive de aprender a pôr-me em primeiro lugar”. Por um instante a minha imaginação viaja e imagino esta pobre criatura do anúncio, envolvida numa batalha titânica contra o seu “eu” altruísta por um conjunto de implantes dentários.

Mas a minha mulher, estupefacta, estraga o sonho. “O que é que aquela mulher acabou de dizer?” A minha cara metade trabalhou a vida toda em educação, e depois de quatro décadas a lidar com miúdos – a maioria dos quais quase tão centrados em si mesmos como é possível ser – ela tem a credibilidade calejada. Ela sempre adorou os seus alunos, mas nunca observou neles, nem em mais ninguém, qualquer problema em “aprender” a “colocar-se em primeiro lugar”. Claro que o seu cepticismo não é bem-vindo numa economia de consumo. Tenho uma razão para falar disto, já lá vou.

A guerra na Ucrânia tem todos os elementos de um videojogo excepcionalmente realístico. Só que aqui há pessoas verdadeiras e estão mesmo a combater e a morrer. Há poucas imagens no passado recente que nos marcam tanto como as de homens ucranianos a escoltar as suas famílias até à fronteira polaca e depois a voltar para trás para combater. Sim, eles são obrigados a ficar para lutar, mas a maioria fá-lo, e fá-lo voluntariamente, como se vê pela teimosa resistência à invasão russa.

Eles lutam por algo mais importante que si mesmos, e neste caso trata-se da sua nação, das suas famílias, casas e compatriotas. E eles lembram-se. Lembram-se da selvajaria que foi a Segunda Guerra Mundial que violou e pilhou a Ucrânia. Lembram-se de como os bolcheviques perseguiram as suas igrejas, as deportações soviéticas de agricultores, académicos e clero inocentes, e lembram-se do Holodomor, a campanha genocida de fome que Estaline impôs à Ucrânia, matando milhões.

Seria demasiado melodramático descrever a resistência ucraniana como “destemida”, afinal o temor da morte é uma característica humana universal. Mas a vontade de arriscar a própria vida por uma causa maior revela uma liberdade autêntica, uma liberdade que vem da abnegação e não da auto-indulgência. É uma liberdade que contrasta de forma desagradável com aquilo a que nós costumamos chamar “liberdade”, do conforto das nossas vidas.

Tive de aprender a colocar-me em primeiro lugar.” Este é o nosso lema não oficial. E não é por acaso. Para o público americano os anúncios são uma forma de catequese de estilo religioso, tal como Neil Postman compreendeu há anos no seu ensaio The Parable of the Ring Around the Collar (ver aqui). Se os americanos não comprarem coisas, e continuarem a comprar imensas coisas mais, tudo se desmorona. Por isso precisamos de abandonar os nossos escrúpulos sobre o desejo excessivo e o consumo infindável. Precisamos que nos ensinem, e precisamos de aprender, a colocar-nos a nós mesmos em primeiro lugar.

Para isso é preciso um currículo social de constante excitação do apetite popular por mais – e é por isso que Postman também sugere que aos estrangeiros basta olhar para Las Vegas para compreender a América. Aqui, no coração do império, longe de terras curiosas como a Ucrânia, vivemos cada vez mais numa permanente bolha de presente; uma bolha que não está carregada de memória ou das suas lições, infestada de distrações, falsos prémios (reembolso de todas as compras em dinheiro!), apetites manufacturados e ilusões mascaradas de liberdade.

Para proteger essa bolha precisamos de agentes ágeis, com capacidades analíticas superiores, fundados na psicologia comportamental. Sem grandes surpresas, Las Vegas é um bom modelo. Em Addiction by Design: Machine Gambling in Las Vegas, a professora Natasha Dow Schüll, do MIT, descreveu o enorme esforço feito pela indústria do jogo para conhecer, alimentar e assim moldar os seus clientes. Os dados coligidos pela indústria acabam assim por determinar o aspecto, a sensação e o equilíbrio risco-benefício da experiência. Assim os clientes continuam a regressar e, no final de contas, a perder. O jogador individual numa máquina está sozinho e profundamente isolado na sua própria zona mental, aguentando por vezes um dia inteiro sem parar para comer ou para ir à casa de banho e sem outros jogadores a chatear.

Uma das viciadas com quem Schüll falou, uma mulher chamada Mollie, descreveu a sua experiência assim:

Quanto mais jogava, mais sábia ficava sobre as minhas possibilidades [de ganhar]. Mais sábia, mas também mais fraca. Menos capaz de parar. Hoje quando ganho – e de vez em quando ganho – meto tudo de volta nas máquinas. O que as pessoas nunca percebem é que eu não estou a jogar para ganhar. Eu jogo para continuar a jogar – para continuar naquele ambiente da máquina em que mais nada interessa. Todo o mundo gira à nossa volta, mas não conseguimos ouvir mais nada. Não estamos verdadeiramente presentes – somos nós e a máquina, só nós e a máquina.

Outras indústrias têm visto e aprendido, adaptando técnicas de psicologia comportamental para os seus próprios fins. A publicidade é um exemplo.

Tive de aprender a colocar-me em primeiro lugar.” É uma simples frase, apenas oito palavras. Mas não a consigo tirar da cabeça, porque levanta uma simples questão. Afinal de contas quem é que é verdadeiramente livre? Os combatentes nos escombros da Ucrânia, ou nós?


Francis X. Maier é conselheiro e assistente especial do arcebispo Charles Chaput há 23 anos. Antes serviu como Chefe de Redação do National Catholic Register, entre 1978-93 e secretário para as comunidades da Arquidiocese de Denver entre 1993-96.

Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na quinta-feira, 17 de Março de 2022)

© 2022 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Friday, 18 March 2022

A imagem de Nossa Senhora em Lviv

Aqui podem ver a minha participação ontem na CNN Portugal para falar da visita da imagem peregrina de Fátima a Lviv. Começa em 1'15 minutos do vídeo, 21h13, se se guiarem pela hora da emissão. 

Nos minutos antes da minha participação há uma interessante reportagem feita no local, que também devem ver.

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