Showing posts with label D. José Jorge Pina Cabral. Show all posts
Showing posts with label D. José Jorge Pina Cabral. Show all posts

Thursday, 1 June 2017

Camisolas que Compensam Chapadas

"Francisco, toma a minha camisola"
Donald Trump poderá anunciar ainda hoje a saída dos Acordos de Paris. O Vaticano sentirá isso como uma “chapada na cara” e os bispos católicos americanos pedem ao Presidente que honre os seus compromissos.

O Papa Francisco recebeu esta quinta-feira mais uma camisola de futebol para a sua já assinalável colecção…

Morreu o antigo líder da Igreja Greco-Católica da Ucrânia. Saiba quem foi o cardeal Husar.

Decorreu ontem um seminário sobre “Paz e Futuro da Humanidade” que contou com a presença do bispo das forças armadas e do bispo da Igreja Lusitana.

Tuesday, 31 May 2016

Ecumenismo, "Lisbon Style"

Amanhã é Dia Internacional da Criança. Aproveite o dia, brinque com os seus filhos, mime-os, mas pare, nem que seja por uns instantes, para rezar por todas aquelas que não têm possibilidade de ser criança. Em particular, rezemos pelas crianças da Síria, juntamente com a Ajuda à Igreja que Sofre.

Começou esta terça-feira em Lisboa um encontro ecuménico que se realiza pela primeira vez em Portugal. Trata-se da reunião dos Conselhos Nacionais das Igrejas da Europa. Falei com D. José Jorge de Pina Cabral, bispo da Igreja Lusitana, sobre este encontro em que D. Manuel Clemente participará como conferencista.

Estamos em pleno debate sobre as 35 horas. O que é que isto tem a ver com a religião? Bom, tudo o que mexe com a vida familiar interessa á Igreja, como explica Pedro Vaz Patto, que considera que mais importante que 35 horas ou 40 é dar-se prioridade à família.

Volto a chamar a vossa atenção para o meu artigo sobre a polémica das escolas e dos contratos de associação, que publiquei ontem no blog e que está a gerar grande discussão, muito interessante e informativa, aliás, no Facebook. Aproveito também para partilhar este artigo do meu amigo José Maria Seabra Duque, bastante em linha com o meu, mas mais bem sistematizado e que vale a pena ler.

Tuesday, 27 January 2015

Mulheres bispo, transexuais espanhóis e paróquias pobres

Hadjadj
Foi hoje consagrada a primeira bispo da Igreja de Inglaterra (anglicana). Falei sobre o assunto com o bispo D. José Jorge de Pina Cabral, da Igreja Lusitana (ramo do anglicanismo em Portugal) e nestes dois artigos analiso os efeitos da decisão tanto a nível interno como para o diálogo ecuménico e as razões pelas quais a Igreja Católica rejeita seguir o exemplo de Cantuária.

Há paróquias em Portugal onde num domingo bom o ofertório rende 15 euros. Como sobrevivem os padres das paróquias pobres? Um deles confessa que foi depois de assumir uma dessas paróquias que descobriu o que é a fé.

No sábado decorreu o II Encontro Nacional de Leigos. Tive a sorte de poder participar num dos ateliês, que correu muito bem, e mesmo os restantes a que pude assistir foram interessantíssimos. Mas o momento do dia foi, sem dúvida, a palestra de Fabrice Hadjadj! Sei que o texto estava escrito e previamente traduzido para português e por isso espero sinceramente que a organização o disponibilize online!

Na missa final, D. António Francisco dos Santos lamentou o facto de estarmos a educar as nossas crianças para a violência.


Por fim, hoje o Papa Francisco pediu o fim da violência na Ucrânia e foi tornado público que no passado sábado recebeu em audiência um transexual espanhol. Aviso já que não aceitarei qualquer comentário discriminatório sobre este assunto. O senhor em questão não tem qualquer culpa, nem escolheu ser como é. Nasceu assim. Estou a falar do facto de ser espanhol, claro.

Wednesday, 24 April 2013

Novo bispo anglicano e perdão no Cacém


Ontem ainda surgiu a notícia de que os dois bispos sírios que foram raptados esta semana tinham sido libertados. Infelizmente, isso não corresponde à verdade. Ambos os bispos continuam nas mãos de rebeldes.

Vai decorrer em Maio um curso sobre o Perdão no Cacém (o curso é no Cacém, o Perdão pode ser em qualquer lado, imagino). Um evento a ter debaixo de olho, sem dúvida!
Amanhã é sagrado o novo bispo da Igreja Lusitana. D. José Jorge de Pina Cabral fala à Renascença das suas expectativas e da crise que a Comunhão Anglicana atravessa actualmente. Aqui podem ler a transcrição completa da entrevista, em que ele fala também do ecumenismo e dos problemas levantados pelos ordinariatos criados por Bento XVI.

Deus permite o mal? O mal faz parte dos planos de Deus? A dúvida é eterna e tão depressa não terá resposta. Mas pode-se ir pensando e reflectindo sobre ela. Curt Lampkin ajuda-nos a fazê-lo com o artigo desta semana de The Catholic Thing. Este é um texto com o qual não estou inteiramente de acordo, mas que levanta questões e perspectivas interessantes!

Por hoje é tudo, eu volto na segunda-feira e desejo a todos um bom feriado e, se for o caso, fim-de-semana comprido! Actualizações urgentes irão para o twitter e facebook.

“A comunhão anglicana sempre viveu numa grande diversidade”

Transcrição integral da entrevista a D. José Jorge de Pina Cabral, novo bispo da Igreja Lusitana. Notícia aqui.

Qual é a sua expectativa para a sagração de quinta-feira?
Há alguma ansiedade, perfeitamente natural, dado que é um momento muito significativo para a vida da Igreja e para a minha vida pessoal, mas é sobretudo uma expectativa de alegria, de satisfação por este dia, por esta cerimónia e este evento.

Fale-nos um pouco do seu percurso pessoal.
Nasci numa família tradicional da Igreja Lusitana, sou de quarta geração, portanto fui educado na fé em cristo desde criança e fiz o meu percurso no seio da Igreja Lusitana. A minha vida foi sendo ocupada por sucessivos cargos de responsabilidade no seio da Igreja. Fiz uma primeira licenciatura em educação física e desporto, fui professor, mas depois percebi que Deus me estava a chamar para outros caminhos e para outras responsabilidades e então licenciei-me em ciências religiosas na Universidade Católica.

A par disso fiz todo um percurso de envolvimento na Igreja, naquilo a que Deus me foi chamando, e fundamentalmente foi um percurso de sensibilidade e de escuta ao que Deus me foi chamando a fazer até este ponto.

Que planos tem para o exercício da sua responsabilidade?
Não se trata de fazer planos. Olhando para o meu passado e para a minha vida pessoal, percebo que os meus planos foram sempre ultrapassados, e bem, pelos planos de Deus, por isso para o meu episcopado procurarei ser fiel ao que Deus me está a chamar para realizar no seio da Igreja Lusitana e, naturalmente, todo o trabalho pastoral com as outras igrejas.

Mas fundamentalmente pretendo que seja um episcopado de compromisso, de responsabilidade, de continuação do muito que já foi feito no seio da Igreja, mas é acima de tudo uma abertura ao que o Espírito Santo me vai chamar a realizar.

Acha que os ordinariatos pessoais criados por Bento XVI foram uma medida positiva?
Foi uma medida que provocou tensão, a nível das Igrejas, embora aquilo que tenha transparecido para a opinião pública tenha sido um equilíbrio no tratamento da questão. O que soubemos foi que o próprio arcebispo de Cantuária e o palácio de Lambeth foram apanhados de surpresa com a medida.

O que me parece é que ele dá um espaço para aquele grupo de anglicanos que se revêem mais numa relação mais próxima com o Papa, com a Igreja Católica Romana, e portanto diversos anglicanos, desde bispos, presbíteros e leigos têm aderido a ele. De qualquer das maneiras, isto num contexto de relação ecuménica não me parece muito relevante.

O que me parece de relevar é a boa relação entre Rowan Williams, o anterior arcebispo de Cantuária e o Papa Bento XVI, o profundo diálogo teológico que se travou entre os dois, que estou certo que criou ainda mais pontes entre as duas comunhões, apesar das diferenças e das sensibilidades que existem entre as duas comunhões eclesiais.

Vamos ver agora o que o futuro nos reserva, sendo que naturalmente os líderes mudaram os dois no mês de Março. Penso que aos olhos da fé e na sensibilidade do espírito estas coisas não vêm ao acaso, as duas comunhões têm novas lideranças e portanto vamos ver o que é que cada um dos líderes, na sua maneira de ser, na sua sensibilidade, vai conseguir estabelecer um com o outro. Portanto é um tempo de expectativa.

Como é que tem assistido a estes primeiros tempos do Papa Francisco?
Em primeiro lugar com alegria. É muito bom ouvir um Papa a ter um discurso simples, acessível e compreensível pelas pessoas, sejam ou não da Igreja. Realmente o Papa tem tocado nestas grandes questões que hoje tocam o mundo, tocam a sociedade, tocam as pessoas. O tema da pobreza, as preocupações de natureza social que as pessoas têm e tem sensibilizado a Igreja para outro tipo de postura no seu relacionamento com o mundo. É uma figura muito simpática, que cativa, mas vamos ver agora o que é que poderá vir daqui para a frente.

São conhecidas as divisões que há a nível mundial na Igreja Anglicana. Esta divisão é um caminho sem retorno?
Para percebermos esses problemas, essas tensões, temos de perceber o que é a própria natureza e eclesiologia da comunhão anglicana. A comunhão anglicana sempre viveu numa grande diversidade de sensibilidades litúrgicas, eclesiais, doutrinais, e sempre conseguiu manter esse equilíbrio ao longo dos tempos.

Efectivamente tem havido, ultimamente, pontos de grande tensão, que têm a ver com questões ligadas à sexualidade, neste caso concreto à questão do bispo homossexual sagrado na Igreja Episcopal dos EUA. Isso provocou uma reacção grande, mas ao mesmo tempo permitiu também um diálogo grande. Parece-me que a tensão e a diversidade existente, apesar de causar, numa primeira análise, uma vivência um bocado tensa, trazem também a necessidade de diálogo e de um processo de escuta das diversas sensibilidades.

Aquilo que se tem passado nos últimos anos é precisamente um diálogo muito intenso de confronto entre perspectivas diferentes e acho que é assim que as questões no seio da Igreja se têm de tratar, dialogando e não escondendo as diferenças.

Se me pergunta se isso vai trazer danos irreversíveis em termos de unidade no seio da Comunhão Anglicana, neste momento não lhe sei dizer. O que sei, e o que se percebe, é que há um forte desejo de manter a unidade na Comunhão Anglicana, uma unidade nos aspectos fundamentais nos aspectos da doutrina, sacramentos e liturgia. Nesse aspecto o novo arcebispo de Cantuária, Justin Welby, vai ter um papel decisivo.

Portanto eu olho o futuro com muita esperança, muita serenidade também. Nesta perspectiva que efectivamente é interessante percebermos que nestes anos marcados por divisões, tem havido também um caminho de unidade muito grande ao nível da criação de muitas comissões ligadas ao trabalho social, ao trabalho da Bíblia, da cooperação entre as diversas províncias. O que significa que é possível, apesar da tensão, construir pontes e caminhos de unidade.

Em Portugal já há sacerdotisas na Igreja Lusitana?
Sim.

E como é que a Igreja Lusitana encara a ordenação de pessoas em relações homossexuais?
A questão pode pôr-se aqui, naturalmente. Na Igreja Lusitana, como em qualquer igreja anglicana, estas questões mais polémicas, que exigem um aprofundamento grande têm de ser debatidas e tratadas a nível do sínodo da Igreja.

O sínodo é o órgão máximo da Igreja e reúne o bispo, o clero e os leigos da comunhão anglicana. Até aqui não surgiu a necessidade de tomar uma posição pública oficial dessa questão.

Naturalmente estamos atentos ao diálogo que tem havido a nível internacional, e se vier a colocar-se iremos trata-la com abertura, com sensibilidade, com maturidade e procurando discernir o que o Espírito Santo está a dizer à Igreja. Não nos podemos fechar. Acho que aqui a meia via é a posição equilibrada.

Essa meia via tem sido um bocado a posição da Igreja de Inglaterra…
A questão da cultura é muito importante. A cultura é o contexto em que a Igreja exerce a sua missão. Nem a Igreja se pode fechar à cultura. A Igreja tem de ter uma prática de inculturação. Ou seja, de perceber o que o Espírito Santo suscita na cultura que a rodeia, e depois procurar um diálogo e procurar que a Graça do Espírito ajude a própria cultura e a sociedade onde está inserida a perceber qual é a posição mais equilibrada e mais positiva para os homens e para as mulheres.

No caso da Igreja Lusitana temos a nossa própria sensibilidade cultural, diferente da da Igreja de Inglaterra e muito diferente daquela das igrejas africanas. Cada questão tem de ser analisada no seio do seu contexto cultural, naturalmente tendo por base os princípios de identidade da Igreja, de doutrina, procurando discernir o que a tradição da Igreja nos dia e o que a própria palavra de Deus nos diz.

São questões que têm de ser tratadas por nós, no nosso relacionamento com a Igreja Universal, atendendo ao que é a sensibilidade e o pensar da sociedade portuguesa nessa matéria também. A Igreja de Inglaterra realmente caracteriza-se por conseguir, graças à sua capacidade de diálogo, escuta e análise, reunir diversas sensibilidades, o que nem sempre é fácil e naturalmente terá também momentos de tensão.

Portanto relativamente a essas questões diria que vamos caminhando, discernindo o que o Espírito Santo procura dizer à Igreja de Cristo, na qual também se insere a Igreja Lusitana.

Monday, 5 November 2012

Habent x4

Sem pressão, estás só a escolher o Papa!
Habent Papam! Os Coptas ortodoxos já têm um novo líder. Uma criança de olhos vendados escolheu de uma urna a bola com o nome do bispo Tawadros, que se torna assim novo Papa daquela Igreja.

Hoje o Papa de Roma enviou uma mensagem de parabéns. É a única ocasião em que um Papa escreve a outro…


Habent Multos Deos! Na Índia uma organização encontrou uma forma original de salvar as árvores, pintando-as com imagens de deuses hindus e esperando que os locais, conhecidos pela sua devoção, não as cortem por isso.

Habent Comitia! Amanhã é dia de eleições nos EUA. Há muito em jogo e há muita religião no jogo. Mas felizmente está tudo explicado aqui…

Partilhar