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Wednesday, 12 June 2019

O que Significa Ser Humano

John-Mark L. Miravalle 
Segundo o que Platão nos conta no “Menon”, certo dia Sócrates pegou num rapaz escravo iletrado e demonstrou que a sua alma sabia mais do que o seu corpo.

Este rapaz, mostrou Sócrates, era capaz de compreender um princípio geométrico e depois aplicá-lo de forma universal, sem se preocupar com uma qualquer condição física que se pudesse colocar num caso concreto.

Podemos ilustrar o ponto de Sócrates de forma mais simples: quanto é que dá um bilião de coisas mais dois biliões de coisas? Aposto que sabe a resposta, mas não é o seu corpo que lha deu. Afinal de contas, você nunca viu um bilião de objetos, contados e somados a outra pilha de precisamente dois biliões de coisas – e depois verificados fisicamente para garantir que a nova pilha era composta de três biliões de coisas.

Não precisa de levar a cabo esta experiência fisicamente, e não precisa de inquirir sobre a composição física de coisas, ou das forças físicas que operam na região. Não precisa de quaisquer dados físicos, o que significa que, quando lhe perguntam quanto é que é um bilião mais dois biliões e você sabe a resposta, conhece algo que é imaterial.

E se é capaz de conhecer algo imaterial – se é capaz de se relacionar de alguma forma com o imaterial – isso significa que parte de si também é imaterial.

Mas isso é só o começo. Porque quando compreende o imaterial pode começar a relacionar-se com ele de outras formas.

Pode, por exemplo, correr atrás do imaterial. Veja o exemplo da busca pela vantagem económica, do dinheiro. Onde está o dinheiro? O que é o dinheiro? São notas, moedas ou frações de código no computador do seu banco? Claro que pode ser qualquer uma destas coisas. O dinheiro assemelha-se a um símbolo do potencial legal e quantificável de receber bens e serviços materiais de outros a pedido – e uma potencialidade não é algo que se possa ouvir, tocar ou saborear.

Chesterton conta uma história engraçada sobre quando foi comprar um charuto durante umas férias na Alemanha, mas esqueceu-se de pagar. Sem falar uma palavra de alemão, regressou à loja para tentar pagar o charuto, mas o dono, que também não se tinha apercebido que o charuto anterior não tinha sido pago, pensava que Chesterton lhe estava a dar dinheiro para comprar um novo. Não há gesto ou expressão facial que possa exprimir o conceito de dívida, porque aquilo que o dinheiro simboliza não é algo a que se possa apontar ou ver. E por isso Chesterton não pôde comunicar a situação e o vendedor de charutos não aceitou o seu dinheiro.

A questão aqui é que toda a vida humana, sobretudo a vida contemporânea, é indissociável de conceitos como dívida, finança e economia e estes são todos conceitos imateriais. Alguns economistas definem-se como materialistas, mas na verdade estão sempre a lidar com a dimensão espiritual.

Outro exemplo: o medo de falar em público. Este fenómeno é, na verdade uma reação emocional ao imaterial. Provavelmente já lhe aconteceu e sabe que envolve sintomas físicos: tremores nos joelhos, palmas das mãos suadas, batimentos cardíacos acelerados e as mãos a tremer. Mas do que é que o orador tem medo? Que o público o agrida, lhe retire a comida ou lhe morda se o seu desempenho for mau? É uma ameaça física que ele teme?

Claro que não. Tem medo de ameaças não físicas, como a vergonha, o falhanço, parecer ridículo. E o seu medo é tão real que o seu corpo está a reagir ao que é incorpóreo. A carne está a reagir ao espiritual.

É isto que significa ser humano: ter dupla cidadania, estar constantemente a navegar entre dois mundos, o material e o imaterial, em simultâneo. É isto que significa ser composto de corpo e alma.

Infelizmente a satisfação de corpo e alma tende a ser mutuamente exclusiva – o prazer físico e a alegria espiritual estão frequentemente em competição.

Mas existe uma experiência em que o corpo sente alegria com aquilo que a alma entende ser verdadeiro ou bom. Essa experiência é a apreciação da beleza.

A beleza é claramente uma reação a algo imaterial. Pense no seu romance preferido: aquilo que o atrai não é a cor da tinta nem o cheiro das páginas. É algo que não está acessível aos sentidos.

E porém, há algo no romance, algo na história que narra, que lhe cortou a respiração. Talvez tenha chorado. Talvez tenha sentido um arrepio na espinha. Mas alguma coisa sentiu.

Pode conhecer a verdade e não sentir nada. Pode fazer o que é correcto e não sentir nada. Mas só está a ter uma experiência estética – só está a apreciar a beleza – se sentir algo.

Este é o poder da beleza – a capacidade de unir as partes do ser humano, que tantas vezes vivem em tensão. A beleza, que oferece uma imagem espiritualizada através das cores, do som ou das palavras, une o corpo e a alma em alegria.

O facto que é a beleza revela que não somos apenas máquinas compostas por átomos e células e órgãos. Testemunha a existência da alma humana.

Mas a beleza faz mais do que isso. A beleza diz-nos o que somos, mas também integra o que somos. Se alguma vez quisermos ser humanos no mais pleno sentido, a beleza tem de desempenhar um papel. Porque a beleza é que faz com que a humanidade seja tão encantadora.


John-Mark L. Miravalle é professor de Teologia Moral e Sistemática no Seminário de Mount St. Mary, em Maryland. É doutorado em Sagrada Teologia pela Regina Apostolorum, em Roma. É autor de quatro livros, incluindo o mais recente Beauty: What It Is & Why It Matters.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na quarta-feira, 5 de Junho de 2019)

© 2019 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Wednesday, 22 May 2019

A Beleza de uma Mãe na Missa

Randall Smith
Já vi as Montanhas Amarelas na China, e são muito belas. Já olhei através do Vale de Jackson Hole, Wyoming, ao cair da noite, para os picos nevados dos Grand Tetons, e são muito belos. Mas poucas coisas no mundo são tão belas como uma mãe a embalar suavemente o seu bebé durante a missa.

A beleza é uma coisa surpreendente. Aparece de forma inesperada. Olhamos e de repente somos atingidos por esta beleza inexplicável, algo inefável mas real, como quando se dobra uma curva nas montanhas e se dá com uma vista inesperada.

Tive essa experiência há dias na missa. Umas filas à frente uma mãe estava a embalar o seu filho de dois anos, para a frente e para trás, enquanto cantava baixinho o Agnus Dei. Cantava aquelas palavras e olhava-o nos olhos, como se estivesse a cantar para ele e para Deus ao mesmo tempo. No meio do que pode ser, mesmo na melhor das missas, a azáfama da liturgia – que oração? Que livro? De pé, sentados ou ajoelhados? – ali estava paz: uma mãe e o seu filho “um ponto fixo num mundo em movimento”.

Não me entendam mal; tenho perfeita noção de que este tipo de paz divina não é o estado mais comum quando os pais estão a lidar com os seus filhos pequenos. Não devemos pintar uma imagem demasiado romântica da mãe e do filho, como fazem algumas pinturas barrocas de Maria e do menino Jesus. Também não quero criticar em demasia essas pinturas, embora tende a preferir as representações mais antigas, é só que não quero dar uma imagem falsa do tipo de caos que a parentalidade costuma envolver.

Mas é precisamente por isso, ao que me parece, que achamos esses momentos de paz e calma partilhados entre mãe e filho tão confortantes e tão belos. No ponto fixo de um mundo em movimento, aí está o amor. O amor pode ser expressado de uma variedade potencialmente infinita de formas, mas quando o vemos, palpavelmente presente e inegável, são momentos de pura beleza que merecem ser saboreados.

Quando disse que há poucas coisas na vida tão belas como uma mãe a embalar suavemente o seu filho na missa, não queria estar a fazer uma comparação enviesada. Não é um concurso. Todas estas coisas belas foram criadas pelo amor. Mas entre as muitas coisas belas que encontramos no mundo se nos dermos ao trabalho de procurar – montanhas, praias, oceanos – só os seres humanos é que conseguem olhar de volta com amor para a face do seu Criador.

O que não nos deve deixar de encher de espanto em relação à parentalidade é que enquanto seres humanos é-nos permitido participar como cocriadores com Deus de uma forma especial. Outros animais procriam, mas quantos têm o privilégio de o fazer livremente, e não apenas como ato meramente instintivo ou impulso primário, mas de compreensão e amor?

Não é raro sentirmos o coração a amolecer quando vemos imagens de mães e seus filhos, mesmo quando se trata de outras espécies, seja uma cadela a amamentar as suas crias ou uma égua a encorajar o potro recém-nascido a dar os primeiros passos. É o milagre da vida nova.  
Mas as crianças humanas têm o privilégio de ir mais além. Podem olhar de volta para as suas mães com amor. E desta forma se preparam para olhar com amor para a face de Deus. Não os criamos para cantar como pássaros, mas para cantar com amor a Deus. Daí a beleza em ver uma mãe a cantar suavemente orações enquanto olha para os olhos do seu filho durante a missa.

O parto implica dor, tal como é um desafio constante criar filhos no meio do nosso mundo caótico em que o mal, seja interno ou externo, está constantemente à espreita. Mas quando todo esse barulho se acalma, o que vemos é um vislumbre do amor primordial que criou o universo e continua a mantê-lo intacto através das gerações.

Eu ensino os meus alunos sobre a Trindade e a comunhão eterna de amor partilhada entre Pai, Filho e Espírito Santo. O que eu faço é falar sobre a Trindade. Mas para a conhecer vão ter de a experimentar. E por isso a maior parte deles só perceberá do que fala a Igreja quando se unirem a outra pessoa naquela doação completa de si a que chamamos casamento, e através dessa união produzirem um terceiro, que é uma encarnação do seu dom mútuo de amor.

Claro que poderão já ter visto esta doação altruísta dos esposos um pelo outro e a um filho durante as suas vidas. Talvez até entendam a sua própria existência desta forma, vendo a sua vida como uma encarnação do amor mútuo dos seus pais, embora esta experiência se tenha vindo a tornar cada vez mais rara na nossa sociedade.

“O sacramento do matrimónio é mais largo que a família”, diz o grande teólogo ortodoxo Alexander Schmemann. “É o sacramento do amor divino, o mistério todo abrangente do próprio ser, e é por isso que diz respeito a toda a Igreja e – através da Igreja – a todo o mundo.” O pecado da humanidade não está apenas em ter desobedecido a Deus, mas no facto de já não ver “toda a sua vida como dependente do mundo inteiro, como um sacramento de comunhão com Deus”. Assim, a verdadeira tragédia humana, diz Schmemann, está em viver “uma vida não-eucarística num mundo não-eucarístico”.

A maternidade faz-nos lembrar a Encarnação e o facto de a nossa origem ser uma encarnação do amor de Deus, destinado a viver uma vida sacramental e eucarística num mundo sacramental e eucarístico. Devemos dar graças a Deus pelas mães. Deus poderia ter-nos gerado a partir de um casulo. Seria mais fácil para as mulheres, mas pior para o mundo.


Randall Smith é professor de teologia na Universidade de St. Thomas, Houston.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na quarta-feira, 15 de Maio de 2019)

© 2019 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org


The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Wednesday, 6 January 2016

A Beleza é o Coração da Nossa Fé Cristã

James V. Schall sj
Quando o Papa Bento XVI entrou na Catedral de Westminster para celebrar missa durante a sua visita a Inglaterra em 2010, fê-lo ao som de “Tu est Petrus”, composto pelo compositor escocês Sir James MacMillan. Como comprovam as ruínas de inúmeras catedrais, a Escócia foi em tempos um país católico. Alguns dos clãs ainda são. Nas palavras de Samuel Johnson, no seu “Diário de uma Viagem às Hébridas”, “Não é de invejar o homem cujo patriotismo não ganhe força na planície de Maratona ou cuja piedade não se acalente entre as ruínas de Iona”.

MacMillan foi escolhido como “Católico do Ano, 2015” pelo “Catholic Herald” e é um admirador confesso de Bento XVI, que também coloca a música e a beleza no cerne da vida humana. “A beleza é o coração da nossa fé cristã”, escreve o compositor. “Deve estar no centro das nossas atenções quando nos aproximamos, em adoração, do trono de toda a Beleza”. Há muito que a Igreja percebe que os homens precisam tanto de beleza como de pão para a boca, a longo prazo, talvez precisem mais.

No “Relatório Ratzinger” (1985) lemos: “O Cristianismo não é uma especulação filosófica; não é uma construção da nossa mente. O Cristianismo não é obra ‘nossa’; é uma Revelação; é uma mensagem que nos foi confiada e não temos o direito de a reconstruir ao nosso gosto ou à nossa escolha.”

Os papas e bispos não têm missão mais importante do que manter essa “mensagem” essencial intacta. A “especulação filosófica” surge apenas no seguimento, e como auxílio, da recepção adequada da revelação e do seu conteúdo. Qualquer tentativa de “reconstruí-la” ou diluí-la à luz de uma imaginada “construção” da mente é em si a recusa daquilo que nos foi confiado. É isso que Deus quis que estivesse presente no mundo ao longo dos tempos e entregou à Igreja com esse objectivo, por mais impopular ou estranho que seja numa dada cultura ou era.

O Sir James MacMillan colocou a questão desta forma. “Muitas pessoas, crentes ou não, dedicaram toda a vida a tentar diluir o Cristianismo, vendo num secularismo uniforme e cinzento um inevitável passo seguinte. É verdade que vivemos numa sociedade plural, mas a nossa civilização foi moldada por uma cultura e valores judaico-cristãos. Alguns de nós continuaremos a celebrar isto e a viver a nossa fé como pluralistas”. Não há que duvidar que muito do Protestantismo e do Catolicismo liberal moderno tem-se dedicado de facto a “diluir” os princípios básicos da revelação e da realidade a que se referem.

Sir James MacMillan
Este esforço para “diluir” o Cristianismo num “secularismo uniforme cinzentão” tornaria a Igreja um agente da uniformidade cultural. Aquilo que torna a Cristianismo único – a própria revelação da Trindade e da Encarnação – seria eliminado ou explicado até à insignificância. Esta revelação e a sua unicidade são, a crer no que se apregoa, a causa das nossas desordens civis, pelo que ninguém deve sentir-se obrigado ao que quer que seja salvo aquilo que o Estado ordena para a paz na praça pública. Um “humanismo” ou “secularismo” universal esforça-se para eliminar qualquer causa de conflito. A Igreja não pode, por isso, reclamar qualquer liberdade de acção fora das suas próprias portas. A liberdade religiosa termina à porta das igrejas.

O tipo de “pluralismo” seguido por MacMillan é mais robusto do que o “multiculturalismo” que actualmente nos rege. O “multiculturalismo” moderno, do estilo que MacMillan rejeita, baseia-se no cepticismo. Por princípio, nada é verdade. Todas as ideias religiosas são igualmente erradas. Ninguém pode reclamar conhecer a verdade.

No “pluralismo” de Sir James MacMillan, os pensamentos e as ideias diferentes não são algo que se deve esconder, mas que se devem viver de forma aberta e legal. Frequentemente é preciso grande coragem para o fazer.

A ideia de que a paz se alcança através da remoção forçada de qualquer símbolo religioso estabelece, de facto, o “humanismo secular” como “confissão pública” obrigatória, tudo em nome de “multiculturalismo”. É um conceito que, pelo que se vê, se revelou tão estreito e letal como qualquer religião do passado. Baseia-se, novamente, na afirmação de que não existe verdade.

Tal como Bento XVI, Sir James compreende que o seu pluralismo tem por base a razão. Não nega a existência de fanatismo nalgumas religiões, que deve ser enfrentado de forma directa, mas ao mesmo tempo afirma que aquilo que foi revelado é para ser conhecido e vivido. Estas são as verdades que ele continuará a celebrar e defender dentro das nações, a começar pela sua própria.

Por fim, repito, com Joseph Ratzinger que “o Cristianismo não é obra ‘nossa’; é uma Revelação”, e com Sir James: “A beleza é o coração da nossa fé cristã”.


“Tu est Petrus” de James MacMillan.


James V. Schall, S.J., foi professor na Universidade de Georgetown durante mais de 35 anos e é um dos autores católicos mais prolíficos da América. O seus mais recentes livros são The Mind That Is CatholicThe Modern AgePolitical Philosophy and Revelation: A Catholic Reading, e Reasonable Pleasures

(Publicado pela primeira vez na Terça-feira, 5 de Janeiro de 2015 em The Catholic Thing)

© 2015 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Wednesday, 28 May 2014

A Beleza Salvará o Mundo, com ou sem consentimento

Mas seria?
A Beleza Salvará o Mundo? Solzhenitsyn acreditava que sim, e o pastor Pentecostal Brian Zahnd, autor de um livro com o mesmo nome. Em entrevista à Renascença, Zahnd fala das suas ideias e confessa que a tradição protestante foi longe de mais ao “despir” as igrejas e o culto de elementos de beleza. Podem ler a transcrição completa desta entrevista, no inglês original, no blogue. Aconselho vivamente!

O Papa Francisco reconheceu esta quarta-feira que a Igreja Católica também tem algumas culpas nas divisões que existem entre os cristãos, e pediu perdão por isso a Deus.

Ainda sobre a viagem do Papa à Terra Santa, não percam esta noite na antena da Renascença o debate semanal sobre religião, com Aura Miguel, D. Nuno Brás e Pedro Vaz Patto. É às 23h30 e estarão em análise, sobretudo, as declarações do Papa a bordo do avião.


A escravatura é errada? Penso que todos concordamos que sim. Mas porquê? Porque atenta contra a dignidade inerente aos homens escravizados? Ou porque os escraviza contra a sua vontade? A questão é importante. No artigo desta semana do The Catholic Thing Francis Beckwith explica as perigosas consequências de uma ética baseada apenas no conceito do consentimento.

Salvo em caso de notícias urgentes, não deverão receber mails meus até meados de Junho. Podem ir acompanhando novidades no Facebook e no Twitter.

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