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Monday, 20 September 2021

As freiras do juiz e votos contra o populismo

O juiz do Supremo Tribunal americano, Justice Thomas, deu uma palestra recentemente em que explicou como enfrentou o racismo na sua juventude. A chave? “As minhas freiras e os meus avós”, disse. Leiam, que vale bem a pena.

O capelão do Santuário de Fátima quer ver os peregrinos com postura de "serviço e acolhimento” aos desfavorecidos.

Aproximam-se eleições autárquicas. Um teólogo fala na importância da participação para “bloquear populismos”.

O Papa recordou de forma especial, no domingo, todos aqueles que estão injustamente retidos no estrangeiro, pedindo o seu rápido regresso a casa.

Não deixem de ler o artigo do The Catholic Thing da semana passada em que Brad Miner recorda como foi estar em Nova Iorque no dia 11 de Setembro de 2001.

E volto a chamar a vossa atenção para este post, onde explico como podem ajudar materialmente os cristãos da Terra Santa, numa situação de desespero por causa da falta de turistas.



Thursday, 8 November 2012

O que Significa a Eleição

Pe. Phillip de Vous
O Presidente Barack Obama conseguiu um feito histórico: Fazer-se eleger de novo quando nenhuma das suas principais iniciativas goza de apoio popular. É de realçar também, a julgar pelas análises da eleição, que a demografia e a geografia moral e espiritual dos Estados Unidos mudaram – consideravelmente.

Se o Governador Romney, um homem honrado de políticas moderadas e convicções pessoas tradicionais, não consegue reunir uma coligação vencedora, então estamos bem tramados. A sua derrota é ilustrativa das mudanças que ocorreram na nação e os desafios que se avizinham.

A política é um jogo de somas e Romney bem tentou fazer uma campanha de somas. Não me consigo lembrar de outro republicano que tivesse maior hipótese de juntar as peças necessárias para vencer esta eleição para o centro-direita.

Isso revela que a América se tornou um esquerdista da moda, a derivar no sentido de uma nação dependente que continuará a mover-se para a “esquerda” cultural, o que significa que:
 - As causas conservadoras que se baseiam nas verdades e razão moral da tradição política e filosófica judaico-cristã vão continuar a ser marginalizadas.
 - A liberdade da Igreja vai ser cada vez mais restringida
 - E a longa marcha de esquerdismo, hedonismo e materialismo e respectiva anomia e niilismo vão continuar a espalhar-se sem resistência nas nossas instituições públicas.

Tendo em conta a forma inadequada como a Igreja Católica abordou a ameaça cultural, política e até existencial colocada pela agenda do Presidente Obama, a credibilidade do seu testemunho ficou enfraquecida, tornando menos provável que seja corajosa a proclamar as verdades difíceis mas necessárias para a renovação pessoal, eclesial e nacional.

Por causa deste fracasso, a agenda moral e cultural da esquerda continuarão a influenciar – e até invadir – a nossa vida pessoal, familiar e comunitária. O efeito sobre a nossa existência nacional e sociedade civil será provavelmente devastador. A degradação cultural, torpeza moral, dívida, défice e ruína fiscal serão super-acelerados.

Para além disto a sua administração Obama têm sido a mais anti vida, anti liberdade e anti ortodoxia cristã da história desta nação. Tenho grandes reservas sobre o futuro de muitas das actividades apostólicas da Igreja Católica, mas não só por causa das políticas que Obama vai continuar a engendrar.

Muitos católicos, sobretudo mulheres suburbanas (de acordo com as análises iniciais), estão firmemente no campo de um estatismo gentil mas cauteloso e de um hedonismo que enfatiza a prosperidade material, uma educação extensa mas superficial, “escolha” e a cortesia. Escolheram estes objectivos por cima das verdades económicas e morais, bem como das exigências da virtude e os hábitos intelectuais que tais verdades auguram.
 
Esta realidade, a fazer fé nas análises das eleições, é má para a agenda política da nação e coloca grandes desafios aos esforços autenticamente apostólicos da Igreja nos próximos anos.

O outro facto que suporta estas preocupações com as iniciativas conservadoras, especialmente aquelas que vão beber a sua inspiração à ortodoxia católica e ao Cristianismo, é de que os bispos católicos conduziram uma campanha essencialmente incompetente contra as restrições à liberdade religiosa impostas pelo Obamacare.

Pior, ajudaram mesmo a passar essa legislação ao dar cobertura moral por parte da hierarquia num momento crítico em que a aprovação estava longe de garantida. Dado que o Presidente e o Partido Democrata levaram a cabo uma campanha feroz contra a Igreja Católica, que envolveu deturpações sobre os ensinamentos da Igreja, o senhor Obama não tem qualquer razão pessoal ou política para chegar a um entendimento com a Igreja sobre assuntos essenciais para o exercício livre da religião.

Dada a hostilidade das campanhas democratas em relação a preocupações católicas com a questão do decreto HHS [que obriga as instituições católicas a fornecer aos seus trabalhadores seguros de saúde que cobrem serviços contraceptivos e abortivos] e a questão mais alargada da liberdade religiosa, o Presidente e a sua administração irão proceder com a noção de que ele está mandatado para continuar a sua agenda agressivamente anticatólica, anti-religiosa e culturalmente libertina.

Em toda a honestidade, a minha análise assumidamente pessimista desta realidade emergente é de que os conservadores, sobretudo os católicos e outros cristãos ortodoxos, devem estar preparados para o pior. Vamos ser marginalizados, as nossas instituições limitadas, as nossas liberdades restringidas e as nossas pessoas atacadas.

Temos poucos líderes bem informados e de princípios sérios que tenham apoio tanto ao nível local como mais alargado e que estejam numa posição para oferecer verdadeira resistência. E dos que temos, quantos têm a coragem de continuar a manter os nossos pontos de vista e posições viáveis na praça pública?

A vitória de Obama não tem nada a ver com uma agenda política popular, mas com um triunfo de emoção e relativismo face a uma oposição pouco articulada, ineficiente e, em último caso, sem coragem. Os nossos líderes culturais e os media já convenceram a maioria dos americanos de que a percepção é a realidade, que os sentimentos são iguais aos factos e que “ser simpático” é um imperativo moral.

Como escreveu o colunista Ross Douthat, no New York Times, resumindo bem o actual momento: “Confundimos carisma com competência, retórica com resultados, celebridade com realização. Encontramos bodes expiatórios para tragédias nacionais e deixamos que os nossos ícones pessoais se safem. E imaginamos que os piores males podem ser atribuídos exclusivamente a demónios subterrâneos, em vez de às loucuras que frequentemente fluem de palavreados bonitos e grandes ideais”.


O Padre Phillip W. De Vous é um novo colunista de The Catholic Thing. É pároco de St. Joseph, em Crescent Springs, Kentucky e colaborador da Acton Institute for the Study of Religion and Liberty.

(Publicado pela primeira vez em www.thecatholicthing.com na Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012)

© 2012 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte:info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Wednesday, 7 November 2012

Four more years...

Obama à frente da Cruz...
Obama venceu, e se venceu!



O grande derrotado de ontem foi Romney, claro, mas a Igreja também parece ter perdido, tendo em conta que investiu muito na vitória do republicano. Ao menos os hindus têm razões para sorrir e já estão representados no Congresso!

Tuesday, 9 October 2012

"Whoever wins the Catholic vote can win the election"

"This is how big the Catholic vote is, seriously!"
Transcrição integral da entrevista a David Gibson, jornalista premiado e especialista em religião, sobre a importância do voto católico nas presidenciais americanas. Reportagem aqui.

Full transcript of interview with award winning religion beat journalist David Gibson, on the importance of the Catholic vote in the upcoming US presidential elections. News story here (in Portuguese).

How important is religion in the election?
Religion is very important, as one president said, it’s important that our Government leaders have a religious belief, and I don’t care what it is. So it’s very important that Americans see themselves as religious, its part of our founding mythology, and that they see our leaders as religious.

But also, it’s a very polarised electorate, and each candidate has to turn out his base. And particularly on the Republican side that base is very motivated by religion, hence all the “God talk”, as we say. But on the other hand the Democrats don’t want to be seen as atheists, or being anti-religious, so they counter with their own “God talk”, and they make sure to invite Cardinal Dolan to give a blessing at their convention as well.

But is the electorate divided along confessional lines? Do Catholics all vote the same way, for example?
It depends which group you’re talking about. Catholics are actually the ultimate swing voter, they are very divided, the polls show them going back and forth between Romney and Obama. They are crucial, a very important voting bloc. They make up a quarter of the electorate, about 24% of the voting Americans. Hence, whoever wins the Catholic vote has a good chance of winning the election. Catholics used to be mostly democrats, but that’s not the case anymore.

The real voting bloc for republicans is white Evangelical Protestants. 75% to 80% of Evangelical Protestants vote republican and they also make up about a quarter of the electorate.

There are other religious voting blocs, Jews vote overwhelmingly democratic, African American Christians who are also a form of Evangelical vote overwhelmingly democratic, but they don’t make up such a large portion of the electorate.

Speaking of African Americans, it seems that Obama’s stance on gay “marriage” could hurt him there…
I think there have been serious reservations and objections expressed, because it is true that black churches tend to reject gay marriage, even as they support overwhelmingly democratic principles on poverty and other things, but I think overwhelmingly the issues are economic issues and among the black community there is a solidarity with the first black president which, the polls show, is going to overcome any reluctance and reticence over the gay marriage issue.

How about the HHS mandate debate? The bishops have all united against the administration over this. It’s clearly a gamble… will it hurt Obama, and if he is re-elected, and the bishops don’t win this fight, could it hurt them?
I think the American bishops are taking a big gamble here, and it’s very risky. Fundamentally I think Catholics, even if they reject, by and large, the Catholic position on contraception, tend to agree with the bishops about the problems of religious freedom involved in the HHS mandate. But they also believe that the bishops are overplaying their hand. They are casting this in apocalyptic terms, an all or nothing battle for the survival of the Catholic Church, and most Catholics don’t really see it that way. And there are these interesting polls where the majority of Catholics agree with the bishops, but it doesn’t affect their vote. They just don’t see it in apocalyptic terms.

The big question is, what will the bishops do if Obama wins? If you cast your lot entirely with the other side, in such black and white terms, what if you have to deal with him for the next four years and you have to negotiate a better deal with him, have you spent all your political capital?
Romney and Obama fighting for votes
Do you think Obama might concede on this subject, after the elections, when there is less pressure?
I don’t know. I would think so. It’s not clear why he has stuck to his guns on this one issue, it’s really unlike him to do this. I think he has advisers who are very dedicated to this contraception issue. But there are other ways to do this, to work this same policy so that it doesn’t impinge on Catholic freedoms at all. So I think it would be characteristic of Obama to change this HHS contraception policy if he wins, but really nobody knows at this point.

And if he doesn’t change it, do you think it will make it through the Supreme Court?
That also is an open question. The Supreme Court has forcefully rejected the Obama administration’s arguments in a couple of religious freedom issues in recent months. Most lawyers think the administration is on safe ground, relatively speaking, but nothing is clear. The Supreme Court is as divided as the entire United States is. Almost every decision is 5-4.

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