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Thursday, 4 April 2013

Presos, mas com necessidades espirituais

Reclusos indígenas no Canadá

A propósito do Papa, um leitor alertou simpaticamente para um erro na notícia de ontem sobre o papel das mulheres na evangelização, o que me levou a corrigir a mesma. A simpatia ficou-se por aí e seguiu-se um rol de acusações sobre a minha seriedade. Eu até ia ignorar (até porque a notícia em causa não é da minha autoria), mas há uma insinuação que não posso deixar passar em claro!




Agora, se me desculparem, vou polir as minhas molduras com fotografias autografadas do Berlusconi! 

Epá... BERLUSCONI?!

Berlusconi, a minha paixão secreta.
Tão secreta que nem eu sabia!
Ontem divulguei aqui e no mail diário uma notícia sobre a audiência-geral do Papa em que ele fala da importância das mulheres na evangelização. A notícia está aqui.

Essa notícia mereceu o seguinte comentário:

Apesar de tudo o que já vimos, não deixa de ser surpreendente a tranquilidade e a desfaçatez com que Filipe Avillez manipula e distorce as palavras do Papa. O que o Papa disse foi isto:
«Le prime testimoni della Risurrezione sono le donne. E questo è bello. E questo è un po’ la missione delle donne: delle mamme, delle donne! Dare testimonianza ai figli, ai nipotini, che Gesù è vivo, è il vivente, è risorto. Mamme e donne, avanti con questa testimonianza!».
«As primeiras testemunhas da ressurreição são as mulheres. E isto é belo. E isto é UM POUCO a missão das mulheres; (…)».
Como é evidente, e Filipe Avillez saberá ao menos isso, há uma grande diferença entre dizer que esse testemunho é um pouco a missão das mulheres e dizer que isso é A (A!!!) missão das mulheres!
Já se conhecia a simpatia de Filipe Avillez por figuras como Berlusconi e Mitt Romney, escroques inqualificáveis cujo exemplo de vida e propostas políticas pouco ou nada têm de cristão, bem pelo contrário.
Já se conhecia a sua defesa, logo após a eleição deste Papa, de que o eleito deveria ter sido um cardeal americano cuja grande recomendação seria a forma, dita exemplar, como excomungou algumas mulheres que se manifestaram, por palavras e acções, contra o monopólio masculino do ministério sacerdotal.
Já estávamos familiarizados com as reiteradas confusões que Filipe Avillez promove entre fidelidade a Cristo e amor à sua Igreja, à assembleia dos que O seguem, e o simulacro social da devoção, e mesmo a confusão entre amor à Igreja e o culto idólatra e supersticioso da própria Igreja, confusão que escamoteia o próprio Cristo.
Percebe-se o incómodo que Filipe Avillez possa sentir com a simplicidade e desarmante atenção ao essencial que este Papa tem representado, tão longínqua de um pastel de codificações despidas de bondade.
Mas este à vontade numa deformação mediatizada para adaptação a mesquinhas concepções parece representar um outro estádio de desvario.

Antes de mais queria dizer que o autor do texto tem razão quanto ao erro de tradução, que já foi corrigido na notícia original.

Agora, esta não é a primeira vez que sou criticado e nem sempre dou esta atenção às críticas que recebo. Mas faço questão de responder a este por uma série de razões, a principal das quais é que esta é, de facto, a primeira vez que sou criticado por um artigo que não é meu. E isso é obra!

Vejamos. Eu não sou o autor da notícia, nem da selecção das citações do Papa Francisco, nem da tradução das mesmas. O meu papel aqui foi apenas de transcrever a notícia da rádio para o site e de a divulgar. Aproveito para esclarecer uma dúvida, uma vez que pelos vistos dá confusão: Eu não sou o autor de todos os textos que divulgo. Eu divulgo notícias de religião, normalmente da Renascença, mas não sou o único jornalista da Renascença, por isso nem todas as notícias são minhas. Certo? Excelente.

O resto da mensagem do meu crítico fala um pouco por si. Ele teceu sobre mim uma caricatura que não corresponde, como é evidente, à verdade. Com base no seu texto eu poderia agora tecer uma caricatura dele, que também não corresponderia, certamente, à verdade, e ficávamos aqui a atacar-nos. Não vejo grande utilidade.

Em todo o caso há pelo menos duas acusações que me são feitas que me sinto obrigado a refutar:

Acusação: “Já se conhecia a sua defesa, logo após a eleição deste Papa, de que o eleito deveria ter sido um cardeal americano cuja grande recomendação seria a forma, dita exemplar, como excomungou algumas mulheres que se manifestaram, por palavras e acções, contra o monopólio masculino do ministério sacerdotal.”

Resposta: Ah?!?! Adorava saber o que escrevi ou disse que levou a esta interpretação.

Acusação: “Já se conhecia a simpatia de Filipe Avillez por figuras como Berlusconi e Mitt Romney, escroques inqualificáveis cujo exemplo de vida e propostas políticas pouco ou nada têm de cristão, bem pelo contrário.”

Resposta: Epá… agora estás a abusar. BERLUSCONI?!... BERLUSCONI? Onde é que eu, alguma vez na vida, defendi o palhaço do Berlusconi?! Fui mesmo ao ponto de fazer uma pesquisa no blogue. Sabem quantas vezes o nome do italiano aparece aqui? NUNCA.  Mas agora a sério… BERLUSCONI?! Epá… essa doeu!

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