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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Papa apela ao uso de Armas de Devoção Maciça

Começo por um forte e raro apelo do Papa Francisco. Que todos rezem o terço, todos os dias de Outubro, em especial pela Igreja, que Nossa Senhora a proteja “dos ataques do maligno. Eu e a minha família alinhamos. Se é católico, “tradicionalista” ou “progressista” ou o que quer que seja, junte-se e partilhe. Se está com dúvidas, inspire-se com o Max Romeo.



O Papa afastou do sacerdócio o padre Karadima, do Chile, que esteve no centro da terrível crise de abusos que ainda sacode aquele país.

Uma grande tragédia atingiu a Indonésia nos últimos dias. O Papa não deixou de rezar pelas vítimas.

Dezenas de currais para animais foram destruídos pelos fogos de 2017. A Cáritas de Viseu reconstruiu meia-centena deles. Esta reportagem capta bem a importância deste género de acção no terreno.

E por fim, fora do âmbito estrito da religião, morreu esta segunda-feira Charles Aznavour. Muitos o conhecem, e conhecem pelo menos algumas das suas canções. Menos conhecem este seu “lado B”, marcado pela tragédia e pelo genocídio.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Terços que Assustam os Media

Clemente Lisi
Num tempo marcado por “fake news”, os leitores são bombardeados todos os dias com histórias – na maior parte dos casos legítimas, mas às vezes totalmente inventadas – alimentadas pelas redes sociais. O processo de angariação de notícias – o método através do qual os jornalistas e os editores avaliam o valor das histórias – tem-se tornado cada vez mais tema de discussão.

Os leitores já não se limitam a aceitar as notícias que aparecem de manhã nos jornais ou que lhes chegam continuamente através dos seus feeds do Twitter. Erros básicos, falta de isenção e a eleição presidencial do ano passado ajudaram a alimentar a narrativa de que a imprensa generalista está desligada da realidade dos americanos. A internet tem-se revelado uma oportunidade para os jornalistas, mas cada vez mais um desafio, também.

A minha experiência indica que falta diversidade nas redacções. Todas as empresas procuram ter diversidade nos seus quadros hoje em dia, mas nenhuma indústria precisa mais dela do que o jornalismo. A diversidade na redacção conduz a boas ideias, melhores debates e cobertura jornalística de melhor qualidade. Existe diversidade racial entre o pessoal? Devemos contratar outra mulher? Estas são questões com as quais as empresas se debatem cada vez que há uma vaga.

Mas o que nunca parece preocupar os empregadores é se existe um número suficiente de católicos praticantes na redacção, ou se devem contratar uma pessoa de fé – qualquer fé – para escrever sobre o que se passa no mundo e na comunidade. A crença em Deus é tabu na redacção.

Dizer que as pessoas religiosas estão mal representadas no mundo jornalístico é pouco. Mas esse facto faz uma grande diferença na forma como grandes órgãos de comunicação social tratam temas importantes como o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A cobertura mediática pode influenciar a opinião pública e ajudar a determinar as leis e as políticas. Tem um impacto sobre as normas sociais e está a ser feita, em larga medida, sem a contribuição de pessoas religiosas em lugares chave.

Não existe espaço mais secularizado do que uma redacção. O preconceito liberal existe nos media, mas a maioria dos jornalistas não dá por ele. Não se consegue distinguir o preconceito quando toda a gente à nossa volta pensa e sente da mesma maneira.

Tomemos como exemplo a recente concentração de cidadãos polacos ao longo da fronteira da sua nação. O evento do dia 7 de Outubro, a que se chamou, “Terço nas Fronteiras”, foi organizado para coincidir com o aniversário da Batalha de Lepanto, entre cristãos e o Império Otomano, em 1571. Neste caso tratou-se de um evento solene e pacífico, mas para muitos nos media foi automaticamente classificado como sinistro porque envolvia católicos e terços. A “Newsweek” não resistiu a classificá-lo assim logo no título: “Católicos polacos rezam na fronteira, em evento tido como anti-islâmico”.

Se os muçulmanos tivessem organizado uma iniciativa semelhante jamais teria sido descrito de forma negativa. Ainda por cima a “Newsweek” embebeu um vídeo sobre a Sexta-Feira Santa nas Filipinas (provavelmente o único vídeo relacionado com catolicismo que tinham disponível), em que são reencenadas as últimas horas de Jesus – incluindo homens a serem pregados a cruzes – numa prática que o Vaticano já condenou. A imprensa cobre este evento porque representa fanatismo, ao contrário de devoção normal.

Mas a “Newsweek” está em boa companhia. A “BBC” e outros órgãos descreveram o evento de oração como “controverso”, como se isso fosse um simples facto.

Estamos habituados a ver este tipo de preconceito na forma como os media cobrem eventos como a Marcha pela Vida anual, mas a maioria de nós não tem noção de como muitas outras “notícias” são afectadas.

Os jornalistas tendem a ser caucasianos, educados, a viver em Nova Iorque ou em Los Angeles, duas das cidades mais liberais do país. A maioria das pessoas conservadoras acaba por entrar para o sector privado, oferecendo frequentemente o seu tempo ou doando dinheiro para causas que crêem que podem ajudar outros. Os liberais apostam no jornalismo porque é uma profissão que valorizam.

Os jornalistas que trabalham nos jornais de grande circulação de áreas metropolitanas importantes costumam ter licenciaturas de universidades da Ivy League – mais um bastião de liberalismo – e querem promover a mudança através do pensamento crítico e da escrita. O jornalismo é visto como um trabalho intelectual e passou de ser um trabalho de classes socialmente mais baixas para classe média ou alta nos anos que se seguiram ao caso Watergate.

Este conjunto de factores deixa católicos devotos – e crentes devotos de qualquer fé – praticamente sem espaço nas redacções actuais. Isso em si faz com que a cobertura mediática seja enviesada. O escândalo dos abusos sexuais na Igreja Católica, por exemplo, não é tratado da mesma forma do que escândalos envolvendo rabinos ou imãs.

Para os jornalistas liberais a Igreja Católica é um autêntico saco de pancada. O jornalismo que levou ao desmascarar de padres culpados de abusos sexuais é um exemplo de profissionalismo – e uma fonte de grande vergonha para mim enquanto católico. Mas os representantes da Igreja nunca recebem o benefício da presunção da inocência que vimos atribuída a polícias, ou até a outras pessoas, acusadas de homicídio. As únicas alturas em que vemos a Igreja a receber cobertura mediática positiva é quando apoia a agenda liberal – basta ver a cobertura aos bispos americanos que se opuseram a Trump quando ele tentou acabar com a política que protegia imigrantes ilegais que tinham chegado aos Estados Unidos enquanto crianças.

A diversidade de pensamento, em geral, seria muito útil para melhorar as redacções e o jornalismo que produzem. Mas contratar alguns jornalistas que percebem de facto alguma coisa sobre religião – um dos aspectos centrais da vida de seres humanos em todo o mundo – ou que talvez fossem eles próprios crentes, é tão ou mais importante para garantir que as notícias são completas do que a cor da pele ou o historial étnico de um repórter.

Talvez um dia os órgãos generalistas dos media acordem para essa realidade.


Clemente Lisi, um novo colunista no “The Catholic Thing”, é professor assistente de Jornalismo na King’s College, em Nova Iorque. Tem quase 20 anos de experiência enquanto jornalista e editor em órgãos de comunicação social como o “New York Post”, “ABC News” e o “New York Daily News”.

(Publicado pela primeira vez na segunda-feira, 12 de Outubro de 2017 em The Catholic Thing)

© 2017 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Estado Islâmico perde Dabiq e terços em Braga

Contas de rezar budistas, esculpidas em sementes
O Estado Islâmico está em maus lençóis… Que pena, não é? Um dia depois de terem perdido uma aldeia aparentemente inútil, mas que tem um valor simbólico importantíssimo, foi lançada a ofensiva para reconquistar Mossul, a cidade cuja queda nas mãos do EI catapultou o grupo para a fama, em 2014.

D. Jorge Ortiga teme que tudo fique na mesma com o Orçamento do Estado, no que diz respeito aos mais pobres.

Começou hoje a semana dos Bens Culturais da Igreja. Saiba mais aqui.

Celebrou-se esta segunda-feira a missa pelos que morrem sem ninguém… A Irmandade de São Roque ocupa-se desta missão tão importante.

Já está em palco o musical sobre as aparições de Fátima e noutros palcos pode muito bem encontrar o padre Victor Silva, conhecido como o “padre do Rock”.


Por fim, e por falar em terços, deixo-lhe com o convite para ver a exposição de “contas de rezar”, que está patente em Braga e que inclui todo o tipo de terços e contas de outras tradições religiosas.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Conselhos da Irmã Lúcia e conservadores na encruzilhada

Sobrinha da irmã...
Uma sobrinha da irmã Lúcia revela o conselho que a sua tia lhe deixou. Clique para saber qual é, mas não espere grandes surpresas!

Esta manhã em Roma o Papa Francisco afirmou que uma sociedade que se torna indiferente ao sofrimento é uma sociedade cega.

O massacre da Flórida continua a dar que falar. Obama atacou Trump por este ter tentado aproveitar o atentado para promover as suas causas, isto apenas dois dias depois de Obama ter usado o atentado para promover as suas causas… Política. Entretanto a mulher do assassino pode vir a ser acusada, uma vez que, ao que parece, tinha conhecimento dos planos do seu marido.

Por falar em Trump, o fenómeno tem levado muitas pessoas a compreender finalmente que os conservadores não são todos iguais. Neste artigo do The Catholic Thing, Francis Beckwith divide o movimento entre os que limitam o seu conservadorismo ao mercado e os que são conservadores em termos de valores morais. Estamos numa encruzilhada, diz o autor, e é preciso decidir que vai tomar as rédeas… O artigo diz directamente respeito à realidade americana, mas aplica-se também à Europa e a Portugal.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Fátima e as Teorias da Conspiração

Howard Kainz
As aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos de Fátima, em 1917, que culminaram em Outubro desse mesmo ano com o maior milagre público da história, diante de 70,000 pessoas, é um exemplo formidável da intervenção amorosa de Nossa Senhora, para alertar o mundo para as ameaças vindouras e oferecer formas de evitar as guerras e alcançar a paz.

Mas é da maior importância fazer uma interpretação correcta de Fátima.

Há várias décadas que o padre canadiano Nicholas Gruner, conhecido como o “padre de Fátima”, e o Fátima Center que ele fundou, afirmam que os males deste mundo e, sobretudo, os que a Igreja está actualmente a sofrer, podiam ser evitados se o Papa e os bispos do mundo tivessem consagrado a Rússia correctamente, tal como Nossa Senhora pediu à irmã Lúcia a 10 de Dezembro de 1925. Correctamente, para o padre Gruner, significa mencionar a Rússia pelo nome.

Em Dezembro de 1983 o Papa João Paulo II consultou a irmã Lúcia, a única vidente de Fátima que ainda estava viva, sobre o cumprimento do desejo manifestado por Nossa Senhora. Enviou cartas para todos os bispos do mundo para se juntarem a ele na consagração da Rússia e do mundo a 25 de Março de 1984. Isso foi feito e o Papa acrescentou, diplomaticamente, talvez tendo em conta as ameaças soviéticas ao movimento Solidariedade na Polónia: “De forma especial, confiamos e consagramos-te todos os indivíduos e as nações que precisam de ser confiados e consagrados de forma particular”.

Mais tarde, a irmã Lúcia escreveu que o Papa tinha cumprido a vontade de Nossa Senhora e, anos mais tarde, o mundo assistiu à queda do muro de Berlim e ao desmantelamento da União Soviética. Como já escrevi noutro lado, e ainda noutro artigo, a prometida “conversão” da Rússia parece já ter começado, com liberdade religiosa, uma grande proliferação de igrejas, mosteiros e seminários e níveis de prática religiosa comparáveis aos de Portugal onde, como Nossa Senhora prometeu à irmã Lúcia, “a doutrina da fé será sempre preservada”.

Mas o padre Gruner e o seu séquito de Fatimistas mantêm que a consagração tem de ser repetida, mencionando a Rússia especificamente, e que os cinco minutos passados a fazê-lo farão surgir uma conversão milagrosa, como o mundo nunca viu. Gruner até recomenda a leitura de um romance, “Russian Sunrise”, no qual o seu “avatar” aparece com o nome Nicholas Gottschalk, e finalmente convence o Papa a seguir o seu conselho, levando a mudanças milagrosas na Rússia.

A alegada “conspiração” de silêncio em relação a Fátima não fica por aqui mas, de acordo com os Fatimistas, o terceiro segredo de Fátima, revelado pelo Papa João Paulo II em 2000, contém uma segunda parte essencial que tem sido escondida. A própria irmã Lúcia, quando revelou o terceiro segredo em 1944 e enviou para o Vaticano em 1957, disse que apenas podia dar os detalhes daquilo que tinha visto mas que não estava autorizada a fornecer a interpretação que Nossa Senhora lhe tinha revelado.

Mas os Fatimistas não têm a menor dúvida. Eles desconfiam que o “texto que falta” diz respeito, de forma apocalíptica, “à visão, em que a Virgem explica pelas suas próprias palavras que uma crise interna de fé e disciplina da Igreja será acompanhada por um grande castigo a todo o mundo”. Ou então, talvez, que “o segredo previa as mudanças do Concílio Vaticano II, sobretudo no que diz respeito à liturgia e ao diálogo ecuménico, como fazendo parte da ‘grande apostasia’ que os líderes da Igreja se recusam a reconhecer”.

Deixando as teorias da conspiração de parte, devemos focar-nos no essencial da mensagem de Fátima. Nas aparições de Maio e de Junho de 1917 Nossa Senhora pediu aos três pastorinhos que rezassem o terço todos os dias, para que acabasse a Primeira Guerra Mundial e pela paz no mundo. Este foi o seu principal pedido.

Padre Nicolas Gruner
A 10 de Dezembro de 1925, Nossa Senhora fez outro pedido/promessa extraordinária – Os cinco primeiros sábados. “Prometo assistir à hora da morte, com as graças necessárias para a salvação, todos aqueles que, nos primeiros sábados de cinco meses consecutivos, se confessarem, comungarem, recitarem cinco dezenas do Rosário e me façam companhia durante 15 minutos enquanto meditam nos 15 mistérios do Rosário, com a intenção de me fazer reparação”.

Porquê os “cinco” Primeiros Sábados? Para fazer reparação pelas cinco blasfémias contra o Coração Imaculado de Maria. A 29 de Maio de 1930, Nosso Senhor explicou à Irmã Lúcia que blasfémias são essas:

1. Contra a Imaculada Conceição de Maria. Embora o próprio Martinho Lutero acreditasse tanto que Nossa Senhora viveu uma vida toda sem pecado, como na Imaculada Conceição, os protestantes, em geral, negam estes conceitos devido à ausência de confirmação explícita na Bíblia. Muitos ortodoxos também duvidam, porque isso implicaria uma limpeza do pecado original antes da chegada do Redentor.

2. Contra a Virgindade Perpétua de Maria. Embora Lutero, Calvino e Zwingli tenham afirmado todos a virgindade perpétua de Maria, muitos protestantes agora negam-no, concluindo que as referências bíblicas aos irmãos e irmãs de Jesus dizem respeito a irmãos biológicos e não, como acontece frequentemente na Bíblia, a primos ou outros parentes. Como se, depois de ter dado à luz ao Filho de Deus, Maria estivesse interessada em ter outros filhos! Ou como se Maria tivesse tido outros filhos mas nenhum deles pudesse tomar conta dela depois da crucifixão. Pelos vistos São João seria a única pessoa disponível.

3. A sua divina maternidade e maternidade de toda a humanidade. Embora Lutero, Calvino e Zwingli desencorajassem a veneração de santos, abriram excepções para a Virgem Maria. Os Ortodoxos também reverenciam tradicionalmente a Theotokos (Portadora de Deus). Porém, hoje muitos protestantes ignoram Maria e a possibilidade da sua intercessão. Mesmo alguns fundamentalistas, devotos da Bíblia, são hostis, considerando que a devoção a Maria prejudica a fé em Cristo.

4. A tentativa pública de implantar no coração das crianças uma indiferença, ou mesmo desprezo e ódio, pela sua Imaculada Mãe: É triste ver a atitude de alguns protestantes que pensam estar a prestar um serviço a Deus ao inculcar hostilidade para com Nossa Senhora nos seus filhos e ainda mais triste pensar que há católicos liberais ou feministas que temem que qualquer exposição a Maria venha a dar aos seus filhos uma visão ideologicamente inaceitável da condição da mulher.

5. A ofensa de todos os que a insultam directamente, profanando as suas imagens sagradas: Temos visto numerosos incidentes destes ao longo dos últimos anos. Em 1999 uma pintura incluída numa mostra num museu de Brooklyn chamada “Sensation” mostrava Nossa Senhora coberta de fezes de elefante. Em 2011 na Nova Zelândia a Igreja Anglicana fez um cartaz que mostrava a Virgem Maria com um teste de gravidez numa mão e a outra a tapar a boca aberta, com ar de surpresa. Em 2012 protestantes em Belfast colocaram uma estátua de Nossa Senhora numa fogueira, durante as tradicionais festas de Shankir. Em 2014 o Estado Islâmico destruiu a imagem de Nossa Senhora da Igreja de Mosul e fez explodir a igreja. Em Janeiro deste ano em Perugia, Itália, cinco muçulmanos destruíram a imagem de Nossa Senhora da capela de São Barnabé, e urinaram-lhe em cima. Este tipo de incidentes está a tornar-se cada vez mais comum, juntamente com a destruição de igrejas católicas no Médio Oriente.

Na missa do Primeiro Sábado deste mês fiquei admirado com o número reduzido de pessoas presentes, para além dos habitués da missa diária. Haverá tão poucos católicos interessados em responder ao pedido do Céu de fazer reparação pelas múltiplas ofensas à Virgem Maria? Será que cumprem os primeiros sábados uma vez que seja, para poderem beneficiar das extraordinárias graças prometidas por Maria? Quantos católicos rezam o terço diariamente – o primeiro e certamente o mais importante e simples pedido de Nossa Senhora de Fátima?

Milagre do Sol, Fátima 1917
Existe um mandato divino urgente para reparar os insultos feitos ao Imaculado Coração de Maria. Nosso Senhor, no seu corpo glorificado, presumivelmente tem emoções corporais. O recente comentário do Papa Francisco sobre a reacção natural de um homem ao ver a sua mãe insultada talvez seja uma boa analogia.

Mas os fatimistas acreditam mesmo que se o Papa “consagrar a Rússia” de novo, utilizando a expressão exacta, em cinco minutos, de repente vamos assistir a conversões milagrosas por todo o lado, entre as multidões de cristãos actualmente a utilizar contraceptivos como os pagãos, a promover a homossexualidade e a profanar o casamento?

A União Soviética já não está a perseguir cristãos nem a “espalhar os seus erros pelo mundo”. Isso agora cabe aos islamitas. Nossa Senhora não divulgou qualquer segredo sobre o Islão em Fátima. Não é preciso “segredos” especiais para aqueles que seguem as notícias, mesmo de vez em quando, a crise espiritual é evidente. Mas a solução principal que Maria ofereceu em Fátima mantém a sua relevância. Se pensam que o mundo está no mau caminho, chegou a altura de começar a seguir os pedidos simples de Nossa Senhora – o terço diário e os cinco Primeiros Sábados.


Howard Kainz é professor emérito de Filosofia na Universidade de Marquette University. Os seus livros mais recentes incluem Natural Law: an Introduction and Reexamination (2004), The Philosophy of Human Nature (2008), e The Existence of God and the Faith-Instinct (2010)

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing no Sábado, 28 de Fevereiro de 2015)

© 2015 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte:info@frinstitute.org

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