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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Caminhada silenciosa, ou silenciada...

Padre Giselo Andrade, do Funchal
Decorreu no fim-de-semana a Caminhada Pela Vida. Estive presente e se no início estava preocupado que estivesse menos gente que nas caminhadas anteriores, acabei por ficar com a ideia de que os números dos últimos dois anos podem ter sido superados. Em todo o caso, podia e devia ter estado mais gente. Pode-se apontar o dedo aos organizadores, à imprensa, à igreja… A verdade é que muita gente soube e não foi porque não quis. É pena. A isto soma-se o desprezo a que a caminhada é votada pela imprensa generalista. Felizmente a Renascença é excepção!

Um dos temas do dia é do padre madeirense que teve um bebé e assumiu a paternidade. A diocese não pondera abrir um processo canónico, esperando que o discernimento ajude a clarificar o futuro deste sacerdote.

Conheça aqui a jovem romena que foi para o Uganda por causa dos estudos e acabou por ajudar os refugiados a estudar. Como uma pessoa, com muita fé, pode mudar a vida a tantos.

Tragédia nos Estados Unidos, onde um tiroteio numa igreja fez pelo menos 27 mortos. As motivações não parecem ter tido nada a ver com religião.

E leia aqui a opinião de um bispo polaco, que também é médico, e cujo diagnóstico sobre o estado de saúde da Europa é muito preocupante.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Mártires de ontem com lições para hoje

Muita música e alegria à chegada do Papa ao Uganda
Hoje foi um dia em cheio para o Papa Francisco, que começou com uma visita a um bairro de lata em Nairobi onde defendeu o acesso à água potável para todos e depois, numa missa e encontro com jovens, criticou a corrupção, dizendo que ela também existe no Vaticano, e que é como o açúcar “algo que se entranha em nós”.

Depois Francisco seguiu para o Uganda. À chegada falou com os políticos locais, mas com os olhos postos na Europa louvou a forma como os ugandeses têm acolhido as centenas de milhares de refugiados que lá procuraram asilo.

De lá o Papa foi-se encontrar com catequistas e professores, a quem falou do exemplo dos mártires do Uganda, apontando-os como exemplos a seguir.

Quem são os mártires do Uganda? Se não conhece não deixe de ler a explicação da Aura Miguel. No blogue também falo do assunto, tirando ilações para o presente.

Pedro Mexia esteve na quarta-feira na Capela do Rato para falar de Deus com Maria João Avillez. Leia aqui alguns excertos da conversa.

A diocese de Bragança está preocupada com a exclusão dos deficientes dos espaços eclesiais.

Quem são os mártires do Uganda?

A principal razão da visita do Papa Francisco ao Uganda é o assinalar do 50º aniversário da canonização dos mártires do Uganda.

Os mártires do Uganda são 45 jovens rapazes ugandeses que foram mortos por ordem do rei Mwanga II, entre 1885-1887. Desses jovens, 22 eram recém-convertidos ao Catolicismo e 23 eram convertidos ao Anglicanismo.

Os 22 católicos foram beatificados por Bento XV e canonizados por Paulo VI em Outubro de 1964, pelo que na verdade já passaram 51 anos desde que são venerados como santos pela Igreja.

Não deixa de ser interessante ver porque é que foram mortos. Embora haja vários factores em jogo, incluindo a luta de influências entre católicos, anglicanos e muçulmanos, os historiadores e as testemunhas da época concordam que a razão imediata foi a recusa, por parte destes rapazes, de se submeterem aos desejos homossexuais do rei e dos seus aliados mais directos.

Numa época em que as sociedades procuram cada vez mais promover a homossexualidade como um algo completamente normal, esta visita do Papa de homenagem a quem preferiu dar a vida do que participar em actos dessa natureza, numa cultura em que as ordens do Rei eram inquestionáveis, dá certamente que pensar.

Contudo, também à outras leituras, que não são contraditórias. Da mesma forma que nos parece abominável que o estado mate alguém por se recusar a submeter-se a actos homossexuais, devemos achar abominável que actualmente, nalguns destes mesmos países africanos, a homossexualidade seja punida com pena de morte ou penas de prisão muito severas. Mesmo onde os homossexuais são deixados em paz pelo Estado, são sujeitos a perseguições populares. Tudo isto é também condenável aos olhos do Cristianismo.

Por fim, a questão da canonização dos mártires do Uganda tem também um toque de ecumenismo. Já em 1964 Paulo VI, quando canonizou os católicos, fez questão de referir os anglicanos que tinham morrido pela mesma razão, algo que Francisco não deve deixar passar em claro. Desses jovens, 22 eram recém-convertidos ao Catolicismo e 23 eram convertidos ao Anglicanismo.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Freiras e jornalistas em tribunal

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Continua a saga das freiras que não são bem freiras que terão abusado psicologicamente de noviças que não são bem noviças, num convento que não é bem um convento. Hoje foram presentes a tribunal, juntamente com um padre que, esse pelo menos, ninguém parece duvidar que é padre.

O Papa prepara-se para ir a África numa viagem de alto risco. Hoje enviou uma vídeo-mensagem aos países que vai visitar, dizendo que vai em nome da paz, perdão e reconciliação. Quarta-feira Francisco parte para o Quénia, daí visita o Uganda e depois a muito instável República Centro-Africana.

Quando partir para África, já terá começado o julgamento do caso Vatileaks II. Entre os acusados estão dois jornalistas italianos que são acusados no Vaticano de um crime que em Itália não o é, o que levanta toda uma série de questões e levou a OSCE a pedir o arquivamento do seu processo.

Há um novo bispo em Portugal. Durante o fim-de-semana, o Papa nomeou o padre Nuno Almeida, de Fornos de Algodres, para auxiliar de Braga. Conheça-o melhor aqui.

Por fim, durante o fim-de-semana vários líderes religiosos e figuras da sociedade civil e política encontraram-se na Mesquita de Lisboa para rezar pela paz, na sequência dos atentados de Paris.

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