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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Actualidade Religiosa: Papa pede vigor e Lavrador mostra agrado

O Papa vai receber 500 crianças, amanhã, a maioria dos quais de bairros problemáticos dos arredores de Milão.

Francisco convida ainda os sacerdotes a um “novo vigor” na missão de servir as suas comunidades.

Este fim-de-semana assinala-se o Dia de Portugal. As cerimónias oficiais vão ser nos Açores, o que muito agrada ao bispo de Angra.

Aproveito para partilhar convosco duas notícias minhas que foram publicadas a semana passada na imprensa britânica, sobre a rejeição da lei da eutanásia no Parlamento português. Uma foi no Catholic Herald e outra no The Tablet. Fui ainda citado pela BBC e esta semana deve sair uma análise para o Herald também. Se tiverem amigos anglófonos, partilhem! Claro que se a eutanásia tivesse sido aprovada seria notícia em todo o mundo, como foi rejeitada pouco se fala nisso.


quarta-feira, 24 de maio de 2017

A Verdade não é Rígida, é Real

Pe. Gerald E. Murray
A realidade interessa? Ela é a referência necessária e decisiva para descobrir o que é e o que não é, o que é verdade e o que é falso? Ou será a realidade sujeita a revisão com base nas nossas preferências, desejos ou outros factores? São questões como estas que se nos colocam quando vemos comentários como aqueles feitos pelo Cardeal Francesco Coccopalmerio sobre a validade das ordens anglicanas. Segundo Christopher Lamb, do “The Tablet”, Coccopalmerio caracterizou o ensinamento da Igreja sobre as ordens anglicanas da seguinte maneira: “Temos tido, e temos ainda, uma compreensão muito rígida sobre a validade e a invalidade: Isto é válido, aquilo não é. Mas deve-se poder dizer: ‘Isto é válido num certo contexto, aquilo é válido noutro’.”

O Cardeal especula sobre as implicações doutrinais de gestos papais de respeito e de amizade no passado, dizendo: “O que significa o facto de o Papa Paulo VI ter dado um cálice ao Arcebispo de Cantuária? Se era para celebrar a Ceia do Senhor, a Eucaristia, então era para ser feito de forma válida, não?” E continua: “Isto é ainda mais significativo do que a cruz peitoral, porque o cálice não é usado apenas para beber, mas para celebrar a Eucaristia. Com estes gestos a Igreja Católica está já a intuir, a reconhecer uma realidade”.

Estas declarações surgem num novo livro, cujo título não é indicado por Lamb, que inclui o conteúdo de um encontro do Grupo de Conversação de Malines, que teve lugar perto de Roma em Abril deste ano. A Rádio Vaticano cobriu o encontro, tomando nota da participação do Cardeal Coccopalmerio. A reportagem da Rádio Vaticano inclui comentários feitos pelo padre Tony Currer, do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Sobre as ordens anglicanas ele diz: “Penso que é verdade que não utilizamos termos como ‘nulas’” pois “claramente não é isso que dizem os gestos, a generosidade e a simpatia que temos visto repetidamente”.

Validade é sinónimo de realidade quando se fala de sacramentos. A Igreja ensina claramente o que é necessário para a celebração válida – isto é, verdadeira e real – dos sacramentos. Ao invocar linguagem pejorativa como “compreensão rígida” sobre validade e invalidade, Coccopalmerio reduz o entendimento da Igreja sobre o que conta como um sacramento válido à expressão de uma atitude psicologicamente doentia, radicada na ignorância e no medo irracional.

A questão da validade é simples: A Igreja considera que uma ordenação anglicana é uma administração válida do sacramento da Ordem? A resposta é não, tal como foi determinado com a autoridade do Papa Leão XIII na sua encíclica Apostolicae Curae. A ordenação anglicana não transforma um homem num sacerdote católico. Essa determinação é objectiva e feita com base num estudo razoável e cuidadoso da história, da doutrina e da prática tanto da Igreja Católica como da Comunhão Anglicana.

Paulo VI e o arcebispo de Cantuária
Coccapalmerio diz mais: “Quando alguém é ordenado na Igreja Anglicana e se torna pároco numa comunidade não podemos dizer que não se passou nada, que é tudo ‘inválido’.” A opção apresentada nesta afirmação é de que numa ordenação anglicana ou o homem se torna um padre validamente ordenado, ou então nada acontece. Mas há uma terceira possibilidade: A ordenação anglicana transforma alguém num padre anglicano, não num padre católico.

A Igreja ensina que esta ordenação não é uma ordenação católica válida. O homem ordenado numa cerimónia anglicana não recebe o sacramento da Ordem. O sacramento da Ordem não é administrado. (Deixo de parte aqui a questão de anglicanos ordenados por bispos que receberam sagração episcopal das mãos de bispos veterocatólicos ou ortodoxos).

Mas aparentemente Coccopalmerio e Currer resistem a esta verdade. O Cardeal afirma que o cálice que o Papa ofereceu ao Arcebispo de Cantuária significa que o Papa Paulo VI considerava que o Serviço de Comunhão Anglicano era uma celebração válida da Missa porque “era suposto ser feito de forma válida”. Mas o Papa Paulo VI nunca disse aquilo que Coccopalmerio conclui. Um gesto não equivale a um pronunciamento papal.

O padre Currer diz que “nós já não usamos termos como ‘nulo’”. Se por “nós” se refere à Igreja Católica, está enganado. O pronunciamento do Papa Leão XIII não foi rejeitado por qualquer dos seus sucessores. É evidente que o padre Currer e outros não gostarem do facto de as ordens anglicanas terem sido consideradas nulas. Mas esta insatisfação de Currer com o exercício do magistério papal não significa que a Igreja tenha deixado de defender a invalidade das ordens anglicanas.

Coccopalmerio procura dispensar a verdade objectiva do que constitui validade sacramental na Igreja Católica, tornando-a variável de acordo com um “contexto”. Não estamos perante relativismo, puro e simples? O Cardeal não afirma que os critérios para determinar a validade ou a invalidade da administração da Ordem foram mal aplicados por Leão XIII quando este examinou as ordens anglicanas. (Talvez aborde a questão noutro lado). Limita-se a dizer que estes critérios não se devem aplicar porque são rígidos. A conclusão do Papa Leão XIII de que as ordens anglicanas são inválidas é criticada como sendo rígida quando a pessoa não gosta dessa verdade em particular. O que para uns é rigidez, para outros é solidez. A Igreja está a ser teimosa ou firme nesta questão? Diria que ambos. É isso que a verdade exige, independentemente do contexto. Se ela tiver cometido um enorme erro neste ponto, que mais devemos lançar borda fora?

No seu ensaio “O Destronar da Verdade”, Dietrich von Hildebrand escreveu: “O desrespeito pela verdade – quando não se trata de uma tese teorética, mas de uma atitude vivida – claramente destrói toda a moralidade, mesmo a razoabilidade e a vida comunitária. Todas as normas objectivas são dissolvidas por esta atitude de indiferença para com a verdade; como é destruída também a possibilidade de resolver de forma objectiva qualquer discussão ou controvérsia. Também se torna impossível haver paz entre pessoas ou entre nações. A própria base da vida humana real é subvertida”.  

Corremos grande risco ao dispensar a verdade. 


O padre Gerald E. Murray, J.C.D. é pastor da Holy Family Church, em Nova Iorque, e especializado em direito canónico.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na Quinta-feira, 18 de Maio de 2017)

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The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

MacVaticano? Not so Happy Meal...

O Papa falou esta quarta-feira do terrível massacre da prisão brasileira de Manaus, que aconteceu no início desta semana, reafirmando a dignidade inerente a toda a gente, incluindo os presos. Já agora, escrevi também sobre este tema para o jornal britânico The Tablet, como podem ler aqui.

Todos os anos morrem padres, religiosos ou missionários ao serviço do Evangelho. Em 2016 o número voltou a ser alto de mais. Foram 28.

Vai abrir um MacDonalds no Vaticano. Nem toda a gente está contente!

Aproveito ainda para partilhar o artigo que escrevi para outro jornal católico britânico, o Catholic Herald, sobre António Guterres.


E porque hoje é quarta-feira temos novo artigo do The Catholic Thing. Robert Royal especula sobre o ano que agora começou e diz que o conflito com o Islamismo (e não com o Islão) é que vai ser o grande assunto. Concorda? Leia e deixe a sua opinião.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O rabino que conversou com Jesus e novos cardeais

Morreu este fim-de-semana o rabino que “conversou” com Jesus. Jacob Neusner era admirado por Bento XVI que o citou muito nos seus livros. Se não conhecem já a figura, não é tarde de mais…

Também este fim-de-semana o Papa nomeou 17 novos cardeais, incluindo algumas escolhas que só não são surpreendentes porque Francisco já nos habituou a estas coisas.

Sobre a eleição de António Guterres, aproveito para partilhar dois artigos que escrevi para a imprensa estrangeira. Uma maior, para a Religion News Service e outra mais breve para a revista britânica The Tablet.

As igrejas cristãs da Síria vão fazer chegar à ONU e à União Europeia testemunhos de crianças sobre a guerra que destrói lentamente o país. Sobre a guerra, nomeadamente sobre o que se passa em Alepo, partilho o meu artigo da semana passada, que dá algum contexto.

O Conselho das Conferências Episcopais da Europa tem um novo presidente. O padre Duarte da Cunha continua como secretário-geral, pelo menos até 2018.

Se tivesse vivido no Sul dos EUA no tempo da escravatura, teria sido anti-esclavagista? De certeza? Então não deixe de ler o artigo interessantíssimo de Anthony Esolen do The Catholic Thing, publicado a semana passada. 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Freiras, Bordel, Mouraria, Cáritas e campas profanadas

Na semana passada falou-se muito da polémica de um suposto “bordel” que iria ser aberto pela Câmara de Lisboa na Mouraria e “gerido” pelas irmãs oblatas.

Fui falar com as irmãs em causa para esclarecer a questão. Vale a pena ler a reportagem, porque se é verdade que a história não é de modo nenhum o que parece, continua a ter alguns aspectos que me parecem discutíveis. Encontrarão a minha opinião aqui.

Este fim-de-semana o Patriarca de Lisboa fez a sua segunda catequese quaresmal, dedicado ao matrimónio. D. Manuel Clemente também falou sobre a Quaresma, numa conferência.

Entrámos no Domingo na Semana Nacional da Cáritas. Aqui pode conhecer melhor o trabalho desenvolvido em Setúbal, e aqui o que se faz em Évora. Destaco a frase: “Fazemos o que o Estado não pode ou não sabe fazer”. Durante a semana haverá certamente mais reportagens.

A nível internacional, notícias tristes da Líbia onde um cemitério de ingleses e italianos mortos na Segunda Guerra Mundial foi profanado, com campas vandalizadas e cruzes destruídas (na foto).

Recentemente escrevi uma carta ao jornal britânico The Tablet, a reclamar pelo facto de terem deturpado as declarações de D. Manuel Monteiro de Castro. Recebi na Sexta-feira uma resposta a dizer que foi publicada uma correcção na presente edição. Como já não sou assinante não cheguei a ver, mas não deixa de ser um sinal positivo.

Por fim, uma chamada de atenção para a edição especial do “webzine” dos jesuítas, este mês dedicado todo ele à esperança.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Tablet colludes in defamation of Cardinal

UPDATE: On Friday the 2nd of January I received a reply from The Tablet, informing me that a correction had been published in the upcoming print edition of the magazine.

Dear Ms Pepinster,
I am writing to call your attention to a grave error in your item on Cardinal Manuel Monteiro de Castro, printed on your website on the 27th of February. [I later realised that it was also published in the print edition]

Your title and interpretation of the Cardinal’s words are based on a clear case of mistranslation.

What the cardinal actually said, in Portuguese: “A mulher deve poder ficar em casa, ou, se trabalhar fora, num horário reduzido, de maneira que possa aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, que é a educação dos filhos.”

Your article translates this as: “The woman should stay at home, or if she works outside the home, it should be only part-time, so that she can dedicate herself to her essential function which is to bring up the children”

However a correct translation is: “The woman should be able to stay at home or, if she works outsider the home, part-time, so that she can dedicate herself to a function in which she is essential, which is the education of children”

As I am sure you understand, to say that a woman should “be able” to stay at home is very different from saying that she “should stay at home”. Also, to say that a woman is essential in the education of her children is very different from saying that educating children is her essential role.

In publishing this report you have done the cardinal a grave injustice, which I believe merits an apollogy. You have also simply parroted the Portuguese secular press, in which these deturpations first arose, which is somewhat less than what we expect from an informed Catholic Magazine.

Yours,
Filipe d’Avillez

A propósito deste assunto, remeto para aqui.

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