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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Papa Francisco fortíssimo em várias frentes


O Papa Francisco fez esta quinta-feira um discurso fortíssimo de apoio aos migrantes e de crítica a quem defende que a Europa deve impedir os navios de atracar, ou devolvê-los à Líbia.




No dia em que um tribunal do trabalho deu razão a uma empresa que despediu uma mulher por se ter atrevido a questionar a ideologia dogénero, partilho convosco este artigo do The Catholic Thing em que Hadley Arkes mostra como estamos a viver num mundo orwelliano, em que factos são apresentados como ideologia e ideologia como factos.

terça-feira, 18 de junho de 2019

segunda-feira, 6 de maio de 2019

A alegria do Perdão e o Deus das surpresas

O Papa Francisco na Bulgária
O Papa Francisco está na Bulgária, onde hoje visitou um campo de refugiados, deu primeira comunhão a um grupo de perto de 250 crianças e participou numa vigília de oração pela paz.

Ontem foi recebido pelo Patriarca da Igreja Ortodoxa local, pedindo que a “alegria do perdão” ajuda os cristãos a alcançar a unidade e celebrou missa, falando do “Deus das surpresas” como alternativa a um regresso ao passado.

O Sri Lanka vai recuperando lentamente dos terríveis ataques de Domingo de Páscoa. As igrejas continuam fechadas enquanto os cristãos rezam pela paz.

Os bispos portugueses decidiram de forma unânime criar estruturas de proteção de menores nas suas dioceses.

No mundo de hoje “censura” é quase um palavrão. Mas a verdade é que a sociedade censura uma variedade de ideias e conceitos que não considera admissíveis. Neste artigo do The Catholic Thing em português, David Warren defende o regresso a um tempo em que ideias como eutanásia e infanticídio não eram sequer discutidos, quanto mais praticados.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

AIS condecorada na ONU

Clicar para aumentar
O Papa pediu esta quinta-feira o fim da cultura da vingança, recordando que quem não perdoa fecha a porta ao perdão de Deus.

A fundação Ajuda à Igreja que Sofre vai ser condecorada pela Missão Permanente da Santa Sé junto da ONU. Um prémio merecido pelo trabalho que fazem pelos cristãos perseguidos.

Temos ouvido dizer que morreu um português nos ataques no Sri Lanka. Digo eu que não foi um, foram dezenas.

Se é da zona do Porto, não perca esta formação interessantíssima que se realiza a partir do dia 12 de junho, sobre as diferenças entre a forma como a religião influencia a política na Europa e nos EUA. Ver a imagem para mais detalhes.

Alguma vez lhe tinha ocorrido que a Arca de Noé podia ser uma prefiguração de Cristo? Ou que Isaac a carregar a lenha pelo monte acima, para o seu próprio sacrifício, simbolizava Jesus a carregar a Cruz? Esta é a beleza do sentido figurativo das Escrituras, tema para o artigo desta semana do The Catholic Thing em português, a ler.

Não, não foi um. Foram dezenas

São José Vaz, apóstolo do Sri Lanka
Mais uma vez, o Domingo de Páscoa tornou-se uma sangrenta Sexta-feira Santa para muitos cristãos. Desta vez foi no Sri Lanka, nos últimos anos tem sido noutros lugares, incluindo o Paquistão, o Egipto e a Nigéria. Já se percebeu que isto não vai acabar tão cedo. Para o ano será noutro lugar qualquer.

Admito que me irrita um bocado quando os cristãos começam a lamentar-se de que a imprensa não liga nada a estas tragédias. Irrita-me sobretudo quando se entra no jogo de comparar a atenção dada à perseguição aos cristãos e a que se dá a perseguições a muçulmanos, como aconteceu recentemente em Christchurch. Isto não é um concurso e não é verdade que a imprensa não liga à perseguição aos cristãos. Pode acontecer que as pessoas não estejam é atentas aos canais, rádios ou jornais certos. Mas isso é outra conversa.

Nesta tragédia do Sri Lanka, como é aliás normal, as atenções da imprensa portuguesa concentraram-se muito no português que morreu num dos hotéis atacados. A história do Rui Lucas é terrivelmente triste. Morto em lua-de-mel num atentado terrorista num destino paradisíaco. Nenhuma mulher merece voltar viúva da lua-de-mel.

Não tenho uma crítica a fazer ao facto de a imprensa ter focado o casal Lucas. Mas a verdade é que o Rui não foi o único português a morrer naqueles atentados. Atrevo-me a dizer que, a seguir a cingaleses, a maioria dos mortos eram portugueses.

Se houvesse – se há não encontrei – uma lista completa com o nome de todas as vítimas deste atentado, estou certo que encontraríamos dezenas, se não centenas de apelidos portugueses.

É que muitos, se não mesmo a maioria, dos católicos naquele país são descendentes de portugueses e, tal como a maioria dos luso-descendentes cristãos no sudeste asiático, orgulham-se dessa sua identidade. Mesmo que não se orgulhassem, mesmo que não ligassem nada, nós não podemos ignorar esse facto.

Só se cairmos no erro de pensar que só é português quem tem cartão de cidadão da República Portuguesa – que ideia tão pobre! – é que podemos descartar a nossa ligação a esta gente. Agora, na sua hora de perseguição e tragédia, tínhamos a obrigação de a recordar e de fazer mais por eles nos diferentes planos em que agimos, seja através da caridade, seja da oração, seja na diplomacia internacional.

Que São José Vaz, o apóstolo do Sri Lanka, guarde estes nossos irmãos na fé e na portugalidade.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Notre Dame e Sri Lanka. Uma Sexta-feira Santa que não acaba

Peço desculpa pelo meu silêncio dos últimos tempos, entre folgas, férias e horários complicados, a coisa tem sido mais difícil. E deve continuar durante as próximas semanas, mas farei os possíveis.

Para além da Páscoa, o dia mais importante do calendário cristão, dois grandes eventos marcaram as últimas semanas.

O terrível massacre no Sri Lanka, em que foram atingidos hotéis para estrangeiros e igrejas cristãs, voltou a transformar a Páscoa numa longa Sexta-feira Santa. Os ataques foram reivindicados pelo Estado Islâmico – o que não quer dizer grande coisa – mas tudo indica que são da autoria de extremistas islâmicos, de facto. Felizmente há muitos muçulmanos que condenam estes actos.

Anda tudo a dizer que morreu um português, e oficialmente será verdade, mas se formos a ver os apelidos dos que morreram nas Igrejas encontraremos certamente muito mais apelidos familiares. Ser português não é apenas uma questão de BI.

O outro evento triste foi, claro, o incêndio na Catedral de Notre Dame, que pôs o mundo a chorar, e a cantar.

Mais algumas coisas que poderão ter passado despercebidas…
Continuam as conferências “E Deus nisso tudo?”, o último contou com Rui Vieira Nery e o fadista Peu Madureira.

Por fim, o artigo da semana passada do The Catholic Thing volta ao tema dos abusos sexuais e questiona se a abordagem do Papa Francisco ao problema é o ideal. O tempo dirá, conclui Stephen White. Leia, que vale a pena.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Actualidade Religiosa: Observatório lançado e muçulmanos indignados

Cristã reza no Sri Lanka
O Papa continua a sua visita pelo Sri Lanka, agora em território tâmil, onde esta quarta-feira canonizou um missionário goês.

Foi hoje lançado o Observatório para a Liberdade Religiosa. Durante o debate, judeus e muçulmanos consideraram Portugal um “paraíso” a este respeito.

Foi hoje para as bancas a edição “pós-massacre” do Charlie Hebdo e, como é evidente esgotou. Mas muitos muçulmanos não gostaram do facto de a revista ter colocado nova caricatura de Maomé na capa, com um líder iraniano a considerar a decisão uma “declaração de guerra”.

Entretanto nos EUA foi detido um homem suspeito de estar a planear um ataque ao capitólio, em nome do Estado Islâmico.

E porque hoje é quarta-feira, aproveite para ler as interessantes reflexões de David Warren sobre os acontecimentos em França. Não concordo com todas as suas conclusões, mas são sem dúvida um acrescento útil ao debate.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Papa no Sri Lanka e criança carrasco na Síria

São José Vaz
O Papa Francisco já está no Sri Lanka, onde foi recebido “em tons de açafrão” e não perdeu tempo em criticar a intolerância religiosa, numa região onde esta está sobretudo a cargo de budistas fundamentalistas.

Amanhã será o ponto alto da visita, pelo menos do ponto de vista cristão, com o Papa a canonizar o padre José Vaz, um missionário de Goa, cuja história podem conhecer aqui.

Os terroristas islâmicos continuam a conseguir aumentar a fasquia da sua pura maldade. A última foi colocarem uma criança que não deve ter mais de 12 anos a executar dois homens acusados de espiar contra o Estado Islâmico, na Síria.

Entretanto o responsável da Interpol recorda que há cerca de 5.000 europeus a combater nas fileiras desta organização, e que esta gente representa a pior ameaça terrorista para a Europa da última década.

Infelizmente este tipo de acções acabam por ser aproveitados pelos intolerantes no ocidente para promover marchas contra a imigração e contra o Islão, como aconteceu ontem em Dresden.

Um aviso: Amanhã terá lugar o lançamento de um “Observatório da liberdade religiosa”, que será acompanhado de um debate precisamente sobre o Estado Islâmico, a Europa e os desafios à liberdade religiosa. É às 18h30, na junta de Freguesia da Miseriórdia, na Calçada do Combro, em Lisboa, para quem quiser ir, e será um dos temas a explorar no debate religioso de quarta-feira à noite na Renascença. Fiquem atentos.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo usa Maomé para passar mensagem cristã

Enquanto escrevo, o Papa Francisco está a caminho do Sri Lanka, de onde segue depois para as Filipinas. É a segunda visita à Ásia, e reveste-se de grande importância, política, religiosa e social. A Aura Miguel explica porquê.

Continuamos a viver a “ressaca” do caso Charlie Hebdo. Aqui pode ver a capa da próxima edição do jornal, que volta a dar destaque a Maomé, mas que curiosamente traz também uma mensagem bem cristã de perdão… Temos também a história de um jovem muçulmano que no ataque ao supermercado agiu como um herói e salvou vidas; temos o lamento de um arcebispo nigeriano que pergunta onde está a onda de solidariedade para com o seu país, que sofre bem mais com o terrorismo; temos a preocupação do Patriarca de Lisboa e temos Erdogan, presidente da Turquia, que quer que toda a gente saiba que ele não é Charlie Hebdo

O Papa Francisco é um dos que não esqueceu os nigerianos, e mencionou o facto no seu discurso ao corpo diplomático, esta manhã, antes de viajar para a Ásia.

Tristes notícias da Líbia, onde 21 cristãos foram raptados pelo braço local do Estado Islâmico. Não augura nada de bom.

E o Vaticano concluiu que o arcebispo Oscar Romero morreu mártir. É um dado importante, uma vez que poderá contribuir para o seu processo de beatificação.

Para quem ainda não leu, mando novamente o link da minha análise sobre se o terrorismo islâmico é, ou não, representativo do verdadeiro Islão, que está a gerar alguma discussão (civilizada) nos comentários.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Quando não estão a cortar cabeças, cunham moedas

Só faltava… o Estado Islâmico agora cunha moeda. O mais deprimente, é que com uma moeda de 5 Dinares conseguem pagar o ordenado mínimo português e ainda recebem troco.

O Papa esteve esta quinta-feira com cerca de cinco mil contabilistas. Não foi castigo, era mesmo o Congresso Mundial dos Contabilistas. Ok, talvez tenha sido castigo. Seja como for, falou da importância de valorizar a dignidade humana acima do dinheiro.

O Vaticano publicou hoje o programa da visita do Papa Francisco às Filipinas e ao Sri Lanka. Francisco vai ao território dos Tamil, onde durante décadas soaram as armas.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Escócia, Madeira, Iraque e Sri Lanka

Dilema familiar por causa do referendo na Escócia
"We don't talk much anymore"
Amanhã os escoceses decidem se querem manter-se no Reino Unido ou não. Os bispos católicos apelam a que, a favor ou contra, todos vão votar.

A diocese do Funchal celebra 500 anos. A histórica e importante diocese está a assinalar a data como deve ser.

O Papa aprovou a canonização de um indo-português que evangelizou o Sri Lanka, dispensando o reconhecimento de um segundo milagre.

No dia 28 de Setembro o Papa vai receber uma delegação de avós. Entre eles estará um casal iraquiano, em representação dos cristãos perseguidos naquele país.

Por falar em Iraque, o artigo desta semana do The Catholic Thing levanta a questão do debate que a Igreja tem de ter. O uso da força contra o Estado Islâmico entra na definição de guerra justa? Parece-me evidente a resposta, estou com Robert Royal. Não deixem de ler, mesmo.

Entretanto deixo também o link para o artigo da semana passada em que o Pe. Mark Pilon se insurge contra os políticos católicos que defendem ou votam a favor do aborto. É precisamente porque nos políticos raramente nos podemos fiar nestes assuntos que todos os que defendem a vida devem ir à Caminhada pela Vida em Outubro. TODOS!

terça-feira, 29 de julho de 2014

Um elefante, um cavalo e um Leão encontram-se em Roma...

O Vaticano confirmou esta terça-feira a viagem do Papa Francisco às Filipinas e ao Sri Lanka, que se vai realizar em Janeiro de 2015.

A França disponibilizou-se para acolher famílias cristãs do Iraque, forçadas a fugir de Mossul por causa da perseguição movida pelo Estado Islâmico. Por um lado apetece aplaudir a situação, mas por outro os bispos iraquianos têm pedido insistentemente aos países ocidentais para não facilitarem um êxodo dos cristãos no Médio Oriente. Complexo, sem dúvida.

Foram hoje lançados pelos CTT dois selos que assinalam a exótica e luxuosa embaixada enviada por D. Manuel I ao Papa. A embaixada incluiu um elefante e um cavalo persa. O Leão (X) já lá estava.

Ontem divulguei o “dia aberto” do encontro internacional das Equipas de Jovens de Nossa Senhora, no próximo sábado, em Lisboa. Quem quiser ir e participar no almoço deve inscrever-se antes, efectuando o pagamento (irrisório) de cinco euros por adulto. Podem fazê-lo através deste link.

Mais uma vez chamo atenção para os mais recentes artigos do The Catholic Thing, uma vez que amanhã é dia de publicar outro. No primeiro, Randall Smith critica todos aqueles que falam de Deus vagamente como “um poder superior” ou uma “energia impessoal” e no segundo vira as suas atenções para os críticos do Concílio Vaticano II, com uma análise muito interessante do mesmo, que recomendo vivamente!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O fim está próximo! (Para a UE... talvez)

O fim já foi, para a Sinagoga de Jobar
O Tríduo Pascal já lá vai, não para todos os cristãos, mas para uma boa parte deles. Os judeus também celebraram a sua Páscoa e o rabino de Roma e o Papa trocaram mensagens calorosas de parabéns e promessas de oração.

Em Roma, como não podia deixar de ser, foram dias de grande intensidade. Desde a Via Sacra até ao próprio Domingo. Ontem a imagem mais forte terá sido do Papa a abraçar e beijar um rapaz deficiente profundo, mas ficou também o sentido apelo à paz no mundo.

De Sexta-feira Santa fica para registo a impressionante homilia do pregador da Casa Pontifícia, que deu a entender que ainda virão muitas surpresas para a Igreja! (E não, ao contrário do que disse uma importante cadeia de televisão, o facto de o Papa se ter prostrado diante da Cruz não é uma delas). Da vigília pascal fica o apelo a que nos cristãos “nunca se resignem”.


No Chipre não é Páscoa nem há grande causa para alegria. Segundo o líder da Igreja Ortodoxa, o fim está próximo! (Da União Europeia, entenda-se).

Bem menos agradável terá sido a Páscoa na Nigéria. Morreram pelo menos 40 cristãos em ataques inter-religiosos.

Os 22 judeus que ainda restam em Damasco tiveram uma notícia trágica ontem ao ver arder uma sinagoga que era património mundial da humanidade. Não são certamente só eles que choram!

E depois do Myanmar, agora é no Sri Lanka que os budistas atacam os muçulmanos. Não houve vítimas, mas há uma tensão crescente e perigosa no ar.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Albert Malcolm Ranjith

Nascido: 15 de Novembro de 1947
Ordenado padre a 29 de Junho de 1975
e bispo a 17 de Junho de 1991
O actual arcebispo de Colombo, a mais importante diocese do Sri Lanka, é uma das grandes figuras da Igreja asiática.

Foi o primeiro bispo daquele país a servir no corpo diplomático do Vaticano, tendo sido núncio apostólico na Indonésia e Timor Leste, e também o primeiro a chefiar uma congregação na Santa Sé.

Teologicamente Ranjith apela a vários sectores da Igreja. Os conservadores apreciam a sua vigorosa defesa da liturgia, que inclui um gosto particular pelo rito tridentino, mas junta a isso uma vocação pelo trabalho social ao serviço dos mais pobres. Chegou a dizer, certa vez, que “o amor pela liturgia e o amor pelos pobres têm sido a bússola da minha vida de padre”.

Depois de ter chefiado a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, regressou ao Sri Lanka para se ocupar da arquidiocese da capital. Uma das medidas que tomou foi ordenar que todos os fiéis comunguem de joelhos e na boca, proibiu os leigos de pregar nas igrejas e os padres de utilizar aspectos de culto de outras religiões.

É um grande promotor do diálogo inter-religioso, o que é muito importante num país com historial de conflito, onde os cristãos são uma minoria e onde convivem com duas outras grandes religiões, o Budismo e o Hinduísmo.

Todo este historial torna Ranjith um homem com experiência pastoral e administrativa ao nível da curia romana o que, juntamente com a sua idade de 65 anos e o facto de vir de um país asiático em vias de desenvolvimento, o torna uma figura de relevo no Colégio dos Cardeais.

Ranjith é também um poliglota, sendo fluente em dez línguas.

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