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terça-feira, 17 de maio de 2016

Tiara papal feita por freiras ortodoxas? Sim, aconteceu

O fundador da Comunidade Santo Egídio está em Portugal para se encontrar com Marcelo Rebelo de Sousa. Na agenda está a crise moçambicana, assunto abordado também nesta entrevista exclusiva com a Renascença.

O Papa Francisco deu ontem uma entrevista ao La Croix em que falou de vários assuntos, voltando a criticar o mercado “inteiramente” livre, mas sublinhando também a importância da liberdade de consciência e a forma como a Europa tem acolhido os refugiados.

Francisco, que entretanto recebeu um presente que tem tudo a ver com a instituição do Papa mas muito pouco a ver com ele, também lamentou o actual estado de “analfabetismo espiritual” na sociedade.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Todos os cartões não vão dar em Roma

Ricusato...
A Igreja quer apurar toda a verdade sobre os casos de abusos sexuais sobre menores que possa haver na Igreja. Quem o garante é o padre Manuel Morujão, porta-voz da CEP. Recordo que aqui podem encontrar uma cronologia deste caso em Portugal.

São João Paulo II? Quem sabe… pelos vistos há quem diga que pode ser já em Outubro. Veremos.

Se for esperam-se multidões em Roma. Esperemos que até lá o Vaticano tenha resolvido os problemas que o impedem de aceitar pagamentos com cartões electrónicos…

Todas as crises têm lados positivos. O arcebispo católico de Atenas diz que a recessão tem aproximado católicos e ortodoxos. Menos positivo é o facto de dizer que a pobreza que se sente no país é comparável a 1945…

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Mulheres para Roma e Olivença portuguesa

Matilde Trocado,
encenadora de "O Quadro"
Para aqueles que começam já no Outono a pensar nos presentes de Natal, aqui fica a dica: O terceiro livro do Papa sobre Jesus de Nazaré deverá ser publicado até lá, embora a edição portuguesa deva demorar mais algum tempo a sair.

Aproxima-se o sínodo dos bispos para a Nova Evangelização que contará, entre peritos e observadores, com o maior contingente feminino de sempre. 19 mulheres não é propriamente uma grande quantidade, mas é um bom sinal.

E agora permitam-me um pequeno momento de patriotismo… Qual é o recanto mais bonito de Espanha*? É uma igreja portuguesa com certeza!

Ontem surgiram várias notícias sobre o “imposto da Igreja” na Alemanha e as penas em que incorrem os católicos que deixarem de o pagar. É um tema complicado mas fiz um esforço por esclarecer os detalhes aqui.

Termino com um desafio para irem ver a peça “O Quadro”, encenado por Matilde Trocado (na foto), que produziu o musical Wojtyla, e com texto do Pe. Nuno Tovar de Lemos. Vai estar em cena a partir de 11 de Outubro, e os bilhetes já estão à venda. Eu lá estarei na noite de estreia.

*Esta frase não deve ser lida como um reconhecimento da anexação de Olivença. Quando no-la quiserem devolver, agradecemos.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O Imposto da Igreja na Alemanha: do que se trata?


Anda por aí uma grande discussão por causa da Igreja na Alemanha e os impostos que recebe de cada contribuinte católico. Aqui vou tentar explicar o que se passa e dar também alguma análise.

A Alemanha tem um sistema particular no que diz respeito ao financiamento das religiões, que apenas é partilhada pela Áustria. Basicamente, o Estado financia as confissões religiosas com parte dos impostos pagos pelos cidadãos. Todos os anos os cidadãos indicam a que religião pertencem e é-lhes descontado um valor de cerca de 9% em imposto para a respectiva Igreja.

Assim, esse valor de um católico vai para a Igreja Católica, de um judeu vai para a organização judaica e de um protestante vai para a Igreja Luterana. Os muçulmanos tentaram aderir ao sistema, mas a falta de uma organização central foi um impedimento.

O problema que tem surgido nos últimos anos é que as pessoas perceberam que podiam não pagar qualquer imposto se declarassem simplesmente que não pertencem a qualquer dessas confissões religiosas. Para o fazer têm apenas de declarar ao Estado que abandonaram a respectiva Igreja ou religião. A vantagem é evidente, uma vez que passam a não ter de pagar o valor, e à medida que largas partes da população se foram desligando de qualquer prática religiosa o incentivo para pagar foi decrescendo.

Mas isto levanta outro problema, é que a declaração a dizer que se abandonou a Igreja tem, no meio eclesial, outro nome: apostasia. E um apóstata está, à partida, impedido de receber os sacramentos na Igreja Católica. Por isso, durante muito tempo, a Igreja decretava que quem deixava de pagar o imposto para a Igreja incorria em excomunhão, com a consequência de que não podia ter um funeral católico, nem casar pela Igreja ou trabalhar para qualquer instituição católica, etc.

Em 2006, contudo, o Vaticano disse que uma simples declaração ao Estado não chegava para incorrer em excomunhão. Seria necessário a declaração ser feita também a um sacerdote católico. Isso motivou Hartmut Zapp, um advogado especializado em direito canónico, a processar a Igreja alemã dizendo que esta não tinha qualquer base legal, quer à luz da lei alemã, quer da lei canónica, para o excluir dos sacramentos se ele optasse por não pagar o imposto.

Os tribunais de primeira e segunda instância tiveram decisões contraditórias e na quarta-feira o caso de Zapp será ouvido pelo Tribunal Federal Administrativo.

Mas o que motivou o debate actual foi um documento publicado pelos bispos alemães na passada sexta-feira reafirmando as consequências de deixar de pagar o imposto. Contudo, crucialmente, o novo documento não fala de excomunhão e diz que as pessoas nesta situação ainda têm direito à extrema unção, ou unção dos doentes, se estiverem em perigo de vida.

Coincidência? Parece que não. Tudo indica que o decreto, evitando falar de excomunhão, tem por intenção esvaziar as eventuais consequências do processo de Zapp, caso lhe seja dada razão. Os bispos dirão apenas que não se trata de excomunhão de qualquer maneira.

Aquilo que a maioria de nós pergunta, contudo, é... como é que isto é sequer possível no nosso tempo? O dinheiro recebido do imposto é uma fonte de rendimento segura, muito mais segura que as colectas dos ofertórios, certamente. Por isso compreende-se, do ponto de vista financeiro, que a Igreja esteja interessada em manter o sistema. Tudo bem, não fosse o facto de que a Igreja não se deve reger por interesses financeiros.
"Ora bem, 9% disso é meu ouviram!"
Todos já ouvimos dizer que um católico não praticante é como um ciclista que não pedala. Há aqui uma boa dose de verdade, mas também todos conheceremos casos de pessoas que se afastaram da prática religiosa durante algum tempo e que acabaram por regressar mais tarde, sem nunca terem renunciado à sua fé. Esse afastamento, que pode bem implicar não contribuir para o sustento da Igreja e das suas obras, não é o mesmo que apostasia. O peso do termo em si, e tudo o que acarreta, é totalmente diferente. Por mais que a intenção seja curativa, a verdade é que um decreto de excomunhão, ou de exclusão dos sacramentos, pode muito bem ser o suficiente para afastar alguém irremediavelmente da fé. É isso que se pretende?

Se a Igreja em Portugal consegue sobreviver com base nos ofertórios, generosidade dos seus fiéis e acordos com o Estado para certas áreas como a prestação de cuidados de saúde e de educação, então duvido que os padres alemães morram à fome se acabarem com o imposto para a Igreja. Seria certamente um sinal mais positivo que dariam à sociedade do que estes decretos e documentos que ainda por cima, pelo timing, tresandam a oportunismo e calculismo.

É pelo menos esse o meu entender, se discordarem façam o favor de o dizer nos comentários.

Filipe d’Avillez

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Médio Oriente com intolerância para todos os gostos!

"Nojento", Sr. Deputado, disse bem
A Síria está um atentado mais perto de guerra total. Entre as vítimas de hoje estava o mais alto representante cristão no Governo, o ministro da defesa. À medida que o conflito se agrava, também o factor religioso, de que já tinha falado aqui.

Entretanto um deputado israelita decidiu rasgar e deitar para o lixo um Novo Testamento, que apelidou de "nojento". Sim, porque é mesmo disso que o mundo precisa neste momento!

Como tínhamos avisado ontem, foi publicado um relatório sobre os esforços do Vaticano para tornar o seu banco mais transparente. Nada mau, mas falta fazer muita coisa, considera a MoneyVal.

Poderemos ter pastorinhos santos em 2017? Talvez, mas é difícil, diz a nova postuladora da causa de canonização, irmã Ângela Coelho.


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