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terça-feira, 6 de março de 2018

ONU reconhece AIS, mas DIL não reconhece ONU

D. Ilídio Leandro diz que já fostes...
A ONU reconhece o papel da fundação Ajuda à Igreja que Sofre na ajuda aos cristãos no Iraque.

Não obstante, o bispo de Viseu diz que a ONU já deu o que tinha a dar e deve ser substituída por outra organização.


Vai em peregrinação nos próximos tempos? Já existe um manual para se alimentar correctamente.

Já aqui falámos da portuguesa que foi educar refugiados no Chade. Agora Joana Gomes vai a Roma dar testemunho do trabalho que faz.

Em 2010 publiquei uma série de reportagens para o ano Sacerdotal. Foram 12 entrevistas a 12 padres diferentes, de outras tantas áreas pastorais. O padre Dâmaso foi um deles, e é o segundo a morrer. Tal como fiz com o padre Ricardo Neves, publico agora, e pela primeira vez, a transcrição integral dessa conversa com o bom padre Dâmaso.

E porque continua a circular um alerta falso sobre perseguição aos cristãos iraquianos da cidade de Qaraqosh, leiam este post e partilhem-no com quem vos tenha enviado a tal mensagem! Não vale tudo…

quarta-feira, 30 de março de 2016

Fúria, Misericórdia e Diálogo Inter-religioso

Manuel Fúria: Cantor e aprendiz de misericórdia
Acredita que Fúria e Misericórdia sejam compatíveis? Então leia este artigo em que se fala também de Leonard Cohen, do Rei David e de um sem-abrigo indiano…

Portugal tem muito por onde melhorar nas infra-estruturas para acolher peregrinos, e isso é algo que pode até beneficiar algumas terras.

O Papa Francisco fez um donativo pessoal aos cristãos no Iraque, que será entregue pela Ajuda à Igreja que Sofre.


No artigo desta semana do The Catholic Thing lemos sobre alguns erros infelizmente comuns no diálogo inter-religioso, nomeadamente entre católicos e muçulmanos. Uma leitura importante sobretudo para quem, como eu, acredita nesse diálogo, mas acha que tem de ser feito com verdade e não com relativismo.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

“Uma peregrinação à Terra Santa é um belíssimo instrumento de evangelização”

Transcrição integral da entrevista ao padre João Lourenço, director da Faculdade de Teologia da Universidade Católica, a propósito da peregrinação à Terra Santa da Universidade. A notícia encontra-se aqui.


Quantas pessoas vão nesta peregrinação e quanto tempo dura?
Trata-se de uma peregrinação que eu considero um programa longo, são duas semanas. Inclui a totalidade de Israel e também a Península do Sinai, incluindo a subida ao Monte Sinai e a visita ao Convento de Santa Catarina.

É uma peregrinação singular porque feita a partir da Universidade Católica, mas também porque reúne dois grupos, um que vem directamente de Macau, constituído por 17 pessoas, que vêm via Hong Kong, e um grupo de Lisboa, incluindo pessoas ligadas à universidade, na sua maioria, e outras menos próximas. As ligadas à universidade são essencialmente as que frequentam os cursos que eu oriento, ou pessoas amigas. De Lisboa vão 16 pessoas.

É uma tradição a Universidade Católica peregrinar à Terra Santa?
Eu já orientei outras iniciativas semelhantes a esta, a partir da universidade. A primeira, propriamente, que remonta a uma relação com a universidade foi em 1988, em que participou D. José Policarpo que nesse mesmo ano tinha sido nomeado reitor. Várias vezes fiz peregrinações destas com grupos de finalistas. Depois a tradição interrompeu-se e desde o meu regresso desenvolvi mais neste sentido.

Da sua parte não será a primeira vez. Que experiência tem da Terra Santa?
Estudei em Israel durante dois períodos de tempo que perfazem cinco anos, quatro a fazer o meu doutoramento, de 1980 a inícios de 1985, depois mais tarde por alguns meses entre 2003 e 2004, em licença sabática para preparar a minha agregação. Portanto posso dizer que conheço melhor Israel que Portugal, pelo menos na sua diversidade geográfica, histórica, espiritual, nos seus caminhos e itinerários. Para além disso dirigi já várias viagens. Uma das que faço frequentemente é precisamente ao monte Sinai, ao qual espero subir em breve pela 12ª vez.

Portanto vou lá num ritmo relativamente anual, às vezes com duas ou mais visitas, se bem que desde que sou director da Faculdade de Teologia tenho menos tempo. Para além disso tenho cartão de guia de peregrinações, pelo que não só organizo e preparo os programas, como faço de guia na totalidade da peregrinação, não só espiritual. Isso dá-me uma satisfação muito grande porque acredito e sinto que uma peregrinação à Terra Santa é um belíssimo instrumento de evangelização e de fazer uma nova catequese, que contextualizada, localizada, quer histórica e geograficamente pode retirar-se e colher-se mais benefícios espirituais, tanto em grupo como individualmente.

Para mim é um instrumento muito importante, que por outro lado, como sou professor de Sagrada Escritura, me ajuda a actualizar e a passar aos peregrinos aquilo que já escutaram e sentiram a partir do texto, ou no estudo exegético e hermenêutico dos textos bíblicos.

É importante, a seu ver, viajar com um guia, alguém que já conheça o local e as suas histórias?
Essa é uma questão muito importante. Em Israel há bons guias, conheço alguns bons, excelentes, respeitadores, conhecedores da realidade cristã e atenciosos. Não diria que todos, mas uma parte sim. O que é importante quando se prepara uma viagem à Terra Santa, se se quer que seja verdadeiramente uma peregrinação e os peregrinos colham os melhores frutos dessa experiência e dêem por bem empregues os custos e os sacrifícios que fazem para poder beneficiar desses momentos, creio que uma viagem dessas deve ser bem preparada e deve ter alguém, se não o guia primeiro da peregrinação, pelo menos um bom assistente espiritual.

O que sucede muitas vezes é que os programas são de descanso disfarçado, são viagens quase iguais às outras, os grupos compram os programas e não propõem os seus programas.

No meu guia da Terra Santa deixei algumas propostas de programas que se podem fazer, para grupos, sacerdotes, orientadores de peregrinações, com motivações, lugares, itinerários, percursos adequados, o que permitirá aos grupos beneficiar mais. Portanto uma viagem à Terra Santa, para ser uma peregrinação, tem de ter esta matriz, esta identidade específica. Caso contrário não será uma peregrinação, chamem-lhe uma visita turística, um percurso, um itinerário de matriz histórica, tudo isso tem o seu lugar, mas acho que para uma identidade específica de um grupo em peregrinação, e para poder beneficiar dessa riqueza, que pode proporcionar, tem de ser bem acompanhada e bem organizada, não deixar que sejam as agências a fazer os percursos, mas que cada guia, chefe ou responsável do grupo, saiba de facto ter uma identidade específica para conferir a esse grupo.

Isso é uma tarefa muito importante e creio que com isso todos beneficiam e as viagens podem tornar-se de facto um momento privilegiado na vida de cada pessoa.

Durante a peregrinação existe algum contacto com as comunidades cristãs locais?
Procuramos algum contacto. Não é fácil. Os contactos que acima de tudo procuramos é sermos recebidos por alguém da Custódia da Terra Santa, que nos apresenta as dinâmicas pastorais e motivações fundamentais que presidem à espiritualidade da Terra Santa e à presença dos cristãos.

Os contactos com as comunidades, às vezes ocasionais, acontecem com grupos que se cruzam connosco ou que celebram ou antecedem as nossas celebrações. É difícil fazermos visitas porque as comunidades só se reúnem ao domingo, Sábado ou sexta-feira, de acordo com as possibilidades que têm, e isso é de facto muito difícil, porque os itinerários são marcados por um ritmo acelerado. Para podermos fazer mais esse contacto com os santuários, as experiências dos lugares, o percurso das estradas e dos itinerários bíblicos, o nosso tempo é muito limitado. Mesmo com duas semanas, muito fica por fazer.

Para os cristãos não há centros de peregrinação obrigatórias, como existe no Islão, por exemplo, mas acha que todos os cristãos devem tentar ir à Terra Santa?
Eu diria que isso era um ideal, desde que fosse uma experiência espiritual, não uma obrigação ou uma necessidade.

Um contacto com a Terra Santa pode ajudar os cristãos a interiorizar, a percepcionar, a ter aquela experiência interior, de uma dimensão mais contextualizada e mais vivenciada daquilo que é a realidade bíblica, dos dinamismos da experiência e da teologia bíblica. Contextuar, situar no espaço e no tempo, ter uma geografia bíblica da realidade da palavra bíblica é uma experiência importante e um elemento importante.


Na minha experiência os inúmeros grupos que têm ido comigo, muitos dizem que a partir da visita toda a riqueza da palavra tem um novo sabor, um novo sentido.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O amor que conduz a Fátima


Transcrição integral da entrevista da jornalista Rosário Silva ao Cónego Francisco Senra Coelho
O que leva as pessoas a peregrinar? A questão é pertinente numa altura em que milhares de homens e mulheres, movidos pela devoção mariana, percorrem o país a pé, em direcção ao Santuário de Fátima para as celebrações de 12 e 13 de Maio.

Sobre o fenómeno das peregrinações a Renascença foi ouvir o Cónego Francisco Senra Coelho, assistente do Movimento da Mensagem de Fátima.

Nos últimos anos assistimos como que a uma explosão do fenómeno das peregrinações, mas as explicações são muitas vezes redutoras.
Se nós ouvirmos um psicólogo a analisar este fenómeno, é capaz de ir parar à psicanálise de Freud. Se ouvirmos um sociólogo das religiões, somos capazes de ouvir também um conjunto de comentários e se escutarmos a comunicação social, atrevo-me a dizer, lamentamos a análise tão superficial, por exemplo a nível económico, como é que estão os hotéis, as pensões e os restaurantes de Fátima, quanto é que custa uma peregrinação, um episódio mais típico, burlesco de uma peregrinação, e é nisso que se fica, não se pergunta o porquê.

Mas porque é que isso acontece? Não há pessoas competentes para fazer uma análise mais abrangente e mais profunda?
O fenómeno religioso é exigente porque envolve a pessoa toda, a sua dimensão psicológica, afectiva, emocional, espiritual e racional. Por isso tem de ser analisado por pessoas muito competentes. A comunicação social devia ter pessoas especializadas em teologia para analisar o fenómeno religioso e isso não acontece. As análises dos psicólogos muitas vezes têm um ponto de vista estrábico, ou seja, põe-se num olhar específico e redutor, apenas numa dimensão da pessoa e já com um olhar muito preconcebido. A mesma coisa para a sociologia religiosa, são os medos, é a dificuldade de encarar a vida, é a dimensão da fuga, a alienação ao real, é também a questão ligada à crise económica que estamos a viver, é também uma questão de necessidade de sofrer, de expiar as suas faltas, uma espécie quase de masoquismo, enfim, são análises frequentes.

O que é necessário para podermos analisar este fenómeno, olhando para todas as suas dimensões?
Eu atrevia-me a salientar quatro pontos que me parecem muito importantes. O primeiro ponto é o encontro com a comunidade. As pessoas fazem uma experiência durante vários dias, onde se partilha a refeição, se conversa no caminho, se reza, se faz silêncio, se canta, se ri, se chora, se entreajuda, e isto quebra a solidão, o individualismo que a massificação da sociedade urbana leva os indivíduos a viver.

Um segundo aspecto o encontra com a natureza. A peregrinação acontece no quotidiano da vida ligando-nos aquilo que é a natureza. Nós caminhamos com a chuva, com o sol, com o vento, e isto faz-nos ligar à mãe primordial que é a natureza.

Em terceiro lugar, temos uma dimensão espiritual. Precisamos de nos renovar interiormente, de fazer a experiência de alguém que tem um objectivo e que luta por esse objectivo que é chegar ao Santuário. Fazemo-lo com uma dimensão totalmente gratuita, não nos vão dar nada quando chegarmos ao Santuário, nem sequer um brinde.

Fazemo-lo por uma convicção profunda que brota da fé, e fazemo-lo também numa dimensão grande de estar com os outros, muitas vezes oferecendo pelos outros e acreditando no além, que não vamos sozinhos e que tudo não depende de nós, mas há alguém que nos ama e que nos ajuda.

Cónego Francisco Senra Coelho
Finalmente um aspecto que gostaria de por em comum que é a dimensão da reparação, da expiação. Nós muitas vezes sentimos que temos uma divida ao amor, uma divida à verdade, que temos uma divida à justiça, porque somos pecadores e a penitencia que Nossa Senhora pediu na Cova de Iria acontece nos caminhos.

As pessoas sofrem, as pessoas têm dores de pernas, começam a ter dificuldades de caminhar. Há, também, uma força interior de expiação, de pais que pedem por filhos que perderam a fé, que estão na toxicodependência, que sofrem por não ter um emprego, uma relação com o sofrimento que oferecem unindo-se a Cristo crucificado. E esta dimensão é profundamente de amor.

É por amor que as pessoas caminham?
As pessoas não são levianas nem superficiais. São razões de viver pelas quais as pessoas dão a vida e essas, são exactamente as que não estão visíveis, as que estão no intimo.

Sabemos todos que a história da humanidade nunca se fez pela violência, foi sempre o amor que fez a história avançar em caminhos de renovação e progresso. A arte, a estética, a dimensão da ciência e do progresso tecnológico, é fruto do amor e da dedicação à investigação, a uma carreira profissional, a uma dimensão altruísta do bem da humanidade, como são as descobertas a nível da saúde.

Só o amor é motor da história. Não há possibilidades de fazer a história avançar se não for pelo amor. Como tal, é o amor que guia a maior parte destes peregrinos. Não digo que estou convencido disso, pois seria pouco, mas porque falo com eles, conheço e sei que é assim.

Entrevista de Rosário Silva; edição de Filipe d’Avillez

segunda-feira, 7 de maio de 2012

"Luz da Manhã", tradicionalistas e São Tomé



Apesar da crise, os peditórios continuam a render mais dinheiro às organizações de solidariedade. A Cáritas conta com mais 300 milhões de euros!


Os tradicionalistas “não puderam recusar a proposta” de Bento XVI que deverá, até ao fim do mês, levar à reintegração da sociedade fundada por Marcel Lefebvre.

O júri que representa a Igreja no IndieLisboa atribuiu o prémio Árvore da Vida ao filme “Luz da Manhã”.

O bispo de São Tomé esteve em Lisboa e falou de um país onde 90% da população é pobre.

E para quem pensa peregrinar a Fátima, seja quando ou por que razão for, não deixem de levar este Guia. Se tiverem mais tempo aproveitem e façam o caminho de Bragança…

terça-feira, 8 de novembro de 2011

CEP renova estruturas, Dalai Lama ataca a China

A Conferência Episcopal renovou a estrutura das Comissões Episcopais e nomeou novos presidentes. Saiba tudo aqui.

No Vaticano começa amanhã uma conferência importante sobre Células Estaminais.

Nos últimos meses 11 monges ou freiras tibetanos auto-imolaram-se em protesto contra a repressão chinesa. O Dalai Lama culpa o “genocídio cultural” que a China pratica na região.


Tragédia na Índia, onde 16 peregrinos hindus morreram esmagados durante uma cerimónia religiosa e, para finalizar, a Igreja Colombiana agradece às Forças Armadas terem “cumprido a sua missão” de matar o líder das FARC.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Igreja não se calará, diz Patriarca

D. José Policarpo discursou hoje na abertura do encontro da Conferência Episcopal Portuguesa. Uma parte do discurso é voltada para o interior da Igreja, mas o mais forte foi sobre a sociedade e inclui uma importante mensagem: A Igreja reserva-se ao direito falar sobre a situação do país…

Cerca de dois milhões e meio de muçulmanos são esperados em Meca durante esta época da peregrinação. É a primeira peregrinação desde a “primavera árabe”.

Já agora, se é muçulmano e pensa cumprir esta obrigação, saiba, there’s an App for that!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A "moda" das peregrinações

Bento XVI despediu-se hoje dos delegados e líderes religiosos que estiveram em Assis, elogiando os milhões de pessoas que no terreno trabalham pelo convívio pacífico entre diferentes religiões.

Os sucessores ao trono do Reino Unido (e simultaneamente de mais 15 países) vão passar a poder casar com católicos sem ter de abdicar dos seus direitos, como tinham de fazer até agora.

Está cada vez mais “na moda” peregrinar. A jornalista Ângela Roque foi explorar o fenómeno junto ao Grupo de Peregrinos a Santiago, do Estoril.

A GNR da Guarda quer a ajuda dos Padres para avisar os idosos sobre os perigos dos burlões.

E já foram divulgadas as primeiras actividades da Escola de Oração do Patriarcado de Lisboa. Podem ver o programa provisório aqui.

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