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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Actualidade Religiosa: Bons sons e domadores de unicórnios

Adoro a internet... A sério... 
O Bloco de Esquerda insiste na questão da eutanásia, deixando passar meses atrás de meses para que a palavra e as ideias vão entrando na cabeça dos portugueses até parecerem normais. Agora apresentaram finalmente o projecto de lei. Naturalmente a Associação de Médicos Católicos considera-a inaceitável. A Renascença tomou posição, para que não restem dúvidas, bem como a directora de informação, Graça Franco.

O Papa Francisco recebeu hoje o presidente da Turquia, estiveram reunidos cerca de uma hora e falaram sobre Jerusalém, entre outras coisas. Também convocou uma jornada de oração pela Paz.

D. Manuel Clemente diz que a Universidade Católica desempenha um papel que devia ser reconhecido pelo Estado.


Para quem não ouviu o programa “Voz do Deserto” ontem na Antena 3, podem ouvir aqui em podcast. Eu, o assessor de imprensa da Opus Dei, Pedro Gil e o pastor baptista Tiago Oliveira conversamos sobre religião, música e domadores de unicórnios numa conversa de duas horas, pontuada por bons sons, moderada pelo Tiago Cavaco.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Actualidade Religiosa: Paradoxos consagrados

O Papa Francisco falou esta sexta-feira sobre os paradoxos dos votos religiosos, nomeadamente a pobreza, castidade e obediência. Vale a pena ler.

A Fundação Fé e Cultura conseguiu oferecer mais de 2.000 presentes solidários a quem mais precisa!

Dois avisos para este final de semana… Para os mais noctívagos, não percam na Antena 3, na noite de domingo para segunda-feira, o programa do meu amigo Tiago Cavaco. Começa à meia-noite e dura duas horas. Os convidados desta semana sou eu, o chefe da sala de imprensa do Opus Dei e outro pastor baptista, também chamado Tiago. Foi uma conversa interessante, divertida e com música à mistura.

Convido-vos também a visitar e manter debaixo de olho o blog https://wherepeteris.com/, onde encontrarão artigos a defender o Papa Francisco dos seus críticos, incluindo aqueles de dentro da Igreja. Um projecto a acompanhar!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Papa em Sarajevo e Conferência de Hadjadj

Sarajevo aguarda visita do Papa Francisco em Junho
O Papa Francisco vai visitar Sarajevo em Junho. O anúncio foi feito ontem, durante o Angelus. Não deixa de ser muito interessante que com esta visita, três das quatro visitas europeias de Francisco fora de Itália sejam a países de maioria muçulmana!

Decorrem no Porto as Jornadas de Teologia da Universidade Católica, desta vez dedicadas a questões económicas.

Os últimos números mostram que por cada dois padres que morrem em Portugal, apenas um é ordenado. Passa-se uma situação parecida com as religiosas. Saiba mais aqui.

A lei que concede nacionalidade portuguesa a judeus sefarditas deu mais um passo em frente. Este é um momento histórico, dizem alguns judeus.

O director do Gabinete de Imprensa do Opus Dei em Portugal, Pedro Gil, considera que a Igreja precisa de mais mulheres a trabalhar na comunicação.


E as autoridades do Vaticano detectaram dois casos de posse de pornografia infantil dentro da Santa Sé em 2014. Houve também casos de tentativa de fazer entrar droga por via do correio. Saiba mais aqui.

A semana passada elogiei muito a conferência de Fabrice Hadjadj, no Congresso dos Leigos, que teve lugar no Porto no outro fim-de-semana. Agora podem ler o texto aqui. Não deixem de o fazer.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Coptas e comunicações

Cardeal Józef Glemp
Antes de mais, queria ter avisado ontem mas esqueci-me, as Equipas de Nossa Senhora fazem uma reunião de divulgação do movimento esta noite no Estoril. Se está à procura de um movimento que trabalha a espiritualidade em casal, não deixe de aparecer às 21h30 no salão paroquial da Igreja de Santo António.

Passando à actualidade, o Papa publicou hoje a sua mensagem para o Dia das Comunicações Sociais. A esse propósito falei com Pedro Gil, porta-voz do Opus Dei. A transcrição completa dessa conversa pode ser lida aqui.

Ainda sobre este assunto, D. Nuno Brás considerou ontem no debate das quartas-feiras da Renascença, que os cristãos não podem deixar de estar presentes nas redes sociais.

Amanhã faz dois anos que começaram os protestos contra o regime no Egipto. E agora, qual é a situação do país e, especificamente, dos cristãos? Entrevistei um sacerdote copta sobre o assunto. A reportagem, com vídeo, está aqui. A transcrição integral, em inglês, encontra-se aqui. Reparem nas vestes dele, agora imaginem o quanto me diverti a andar com ele de Metro e a levá-lo a almoçar no Chiado…


E cinco deputados do PSD de Santarém querem saber porque é que o Governo anda a ignorar o turismo religioso

"O Papa tem vontade de cooperar com a verdade"

Transcrição integral da conversa com Pedro Gil, director de comunicação do Opus Dei em Portugal, sobre a mensagem do Papa para o dia das Comunicações Sociais. Ver reportagem aqui.

Na mensagem do Papa lê-se que: “As redes sociais podem reforçar laços de unidade entre as pessoas e promover a harmonia da família humana”: Na sua experiência, é assim?
Falo pela experiência pessoal e de outros. É um dilema. Temos por um lado o facto inovador de uma pessoa de repente, com facilidade poder entrar em contacto com gente a quem quer muito bem, que não tem possibilidade de ver fisicamente e com quem entra em contacto pelas redes sociais. Mas temos também um dado que é dilemático, contrastante e irónico que é de pessoas que estão no mesmo espaço familiar, que estão ligadas a pessoas distantes mas que dentro da mesma casa não têm muito tempo para estar uns com os outros.

Portanto há uma aprendizagem que é preciso ser feita. Mas dentro dos condicionalismos que o Papa apresenta, sim é possível chegar à ideia de que as redes sociais reforçam a unidade e podem promover a harmonia.

O Papa diz também que as pessoas devem esforçar-se por serem autênticas. Há uma maior facilidade em ser falso no mundo digital?
Este é um dos pilares da proposta positiva que o Papa tem. Ele diz que devemos ser o que somos em qualquer circunstância. Tem a ver com a ideia da unidade de vida, segundo alguns autores, que nos deve fazer ser sempre aquilo que somos em qualquer circunstância, portanto não andarmos disfarçados. Concretamente sabemos que é fácil na internet transformar a relação entre as pessoas numa espécie de baile de máscaras em que as pessoas estão mas ao mesmo tempo estão escondidas. O desafio é esse, ser completamente transparente, não quer dizer contar tudo, quer dizer é que cada um deixe mostrar aquilo que realmente é, sem transmitir falsas imagens. Isso já seria o caminho da mentira, que o Papa considera ser o caminho errado. É apenas um risco de liberdade, enquanto oportunidade pode dar-se um ambiente de unidade e até de harmonia.

O Papa pede um “cuidadoso” discernimento, que se evite o sensacionalismo e os “tons demasiado acesos”. No seu caso, enquanto director de comunicação do Opus Dei, como é que mantém a calma quando confrontado com os muitos preconceitos que existem não só em relação à Igreja, mas em particular contra a obra?
Temos que enfrentar sempre essas dificuldades com muita serenidade, em primeiro lugar considerando que é normal que haja pessoas que tenham opiniões diferentes, tenham visões do mundo que não sejam compatíveis ou que simplesmente não se sintam bem com certas propostas, isso é normal. Quando diante de nós aparecem pessoas com atitudes mais hostis ou provocadoras isso é um teste à nossa resistência, a percebermos que também não tem tanta importância assim.

Ao mesmo tempo julgo que é preciso sempre imaginar que quem faz isso pode estar numa posição de fragilidade, por isso há circunstâncias da vida dessa pessoa que facilitam a que tenha essa reacção, por isso o mundo que não conhecemos dentro do universo pessoal de cada um é tão grande que temos de ter um bocadinho de humildade e respeitar, por isso determo-nos diante disso e ter um pouco de paciência e esperar por melhores dias, também é importante.

Bento XVI cita o seu discurso ao mundo da cultura, em Lisboa. “Constatada a diversidade cultural, é preciso fazer com que as pessoas não só aceitem a existência da cultura do outro, mas aspirem também a receber um enriquecimento da mesma e a dar-lhe aquilo que se possui de bem, de verdade e de beleza”. Falta à sociedade esta capacidade de acolher e aprender com a cultura do outro, e não apenas “tolerá-la”?
Falta muito e não falta só naquelas pessoas que têm uma opinião diferente de nós e que são um bocado intransigentes, pode faltar também no mundo do Cristianismo essa abertura.

Este apontamento, além de para nós ser uma simpatia porque a única citação do texto é do seu discurso de Lisboa, é também um apontamento autobiográfico. O Papa é assim. Eu até já ouvi testemunhos de pessoas que o conhecem directamente que dizem que tal como diz o seu lema, ele tem tanta vontade de cooperar com a verdade que assim que a descobre noutros não tem nenhuma dificuldade em se render a isso.

Papa no Twitter, autenticamente
Isto é fácil de dizer mas é mais difícil de fazer, porque muitas vezes construímos as nossas convicções de tal maneira que achamos que fizemos um percurso triunfante até chegar lá, por isso quando alguém põe isso em questão e nos faz perceber que o percurso era outro, temos de nos despir do nosso orgulho para conseguir perceber que ela tem razão. É um processo difícil, não só intelectual, é também volitiva, do coração. Só quero dizer que o Papa aconselha a fazer isso, a ter essa ginástica interior, mas quando o faz é com base na sua experiência pessoal.

O Papa termina num tom positivo, indicando que por causa das redes digitais há muita gente que sente um apelo para participar “em lugares concretos” experiências de oração ou litúrgicas. A sua experiência confirma isto?
Para muita gente tudo pode ter começado na internet. Ainda há pouco tempo conheci uma história de uma rapariga que foi a ouvir uma música no YouTube que teve uma percepção clara que Deus a chamava para dominicana. Isso acontece assim, as pessoas às vezes encontram a curiosidade, o movimento do coração a propósito destes meios.

Sempre será assim, a forma pela qual se dá aquele encontro com Deus é sempre variadíssima. Aqui mais do que a criatividade do homem em encontrar novas plataformas é a criatividade de Deus em serviço de todas as plataformas para se fazer comunicar. Confirmo a experiência de muita gente que conhece o Cristianismo através dos suportes digitais, mas depois chega mesmo a ter um encontro real com Deus.

Recentemente fez-se muito alarido com a chegada de Bento XVI ao Twitter. Na sua opinião, qual é a real importância da presença do Papa nas redes sociais?
A presença é importante porque onde há um espaço bom, aberto, humano, aí deve estar a voz de Deus, a voz da Igreja e a voz do Papa. O Twitter em concreto aproveita um dos aspectos singulares deste Papa de conseguir dizer ideias muito fortes em muito poucas palavras, o Twitter é uma plataforma excelente para isso.

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