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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Vaticano entra na corrida

Não selecionável...
O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem aceitou ouvir um caso sobre a eutanásia na Bélgica. É talvez a mais significativa ameaça à terrível lei naquele país.

Os bispos portugueses reafirmaram hoje que estão disponíveis para ouvir as vítimas de abusos. O porta-voz da CEP confirma ainda que Lisboa é candidata a receber as JMJ, mas que o Papa apenas anunciará a decisão final no dia 27.

A Santa Sé vai ter uma equipa oficial de atletismo, mais especificamente de maratonistas. É a primeira vez que a Santa Sé forma uma equipa oficial desportiva.

O Papa Francisco divulgou hoje a mensagem para o dia dos doentes, a 11 de Fevereiro e pede uma aposta na cultura da gratuidade e solidariedade.

Soube-se hoje que um padre bastante famoso, ligado ao Opus Dei nos Estados Unidos, é suspeito de assédio sexual de pelo menos duas mulheres. À primeira vista a organização lidou exemplarmente com o caso. O autor já foi colaborador do The Catholic Thing e nesse contexto traduzi e publiquei três artigos dele. Saiba mais aqui.

Padre John C. Mcloskey acusado de assédio sexual

Surgiu hoje a notícia de que o padre John C. McCloskey, dos EUA, esteve envolvido em pelo menos dois, talvez três, casos de assédio sexual.

Não estamos perante um caso de abuso de menores nem de pedofilia, mas de assédio de mulheres adultas. Contudo, não deixa de ser assédio, pois terá sido contra a vontade delas e em situações que as deixaram muito desconfortáveis. Pelo menos uma dela estava numa situação vulnerável e, seja como for, estamos sempre perante um caso de abuso de posição privilegiada de alguém que faz aconselhamento espiritual.

Pelo que se lê no artigo do Washington Post, parece-me que o Opus Dei, a que o padre pertence, lidou bastante bem com o caso. A mulher recebeu uma indemnização considerável mas que foi sustentada com um donativo particular, ou seja, não se desviou dinheiro de outros fins nem se "enganou" quem doa dinheiro à organização. O padre, que era uma espécie de "vedeta" e conhecido por atrair muitos famosos para a Igreja, foi afastado do contacto com mulheres e retirado da cena pública. Foi a decisão certa e não deve ter sido fácil. Muitos, sabe-se agora, estranharam o seu "desaparecimento".

O caso não foi comunicado às autoridades, pois não é claro que se tenha tratado de um crime, ou pelo menos só seria comunicado a pedido das vítimas, pois não se tratou, repito, de abuso de menores ou de crianças. A vítima na altura não terá querido levar o caso mais longe.

A situação foi tornada pública pelo Opus Dei ontem à noite, nos EUA, a pedido da vítima, pois ela temia que pudesse haver mais vítimas que não tinham tido a coragem de falar. Mais uma vez, apenas tenho acesso à informação no artigo, mas parece que aqui se respeitou a privacidade e as necessidades da vítima acima da preservação da reputação da organização.

Neste ponto gostaria de esclarecer que nada me liga ao Opus Dei se não amizade pessoal com alguns membros. Não pertenço, ninguém da minha família pertence e não tenho especial atração pessoal pela espiritualidade e a organização interna do movimento. Simplesmente não é o meu estilo.

Dito isto, e por uma questão de transparência, devo dizer que colaboro há vários anos com o The Catholic Thing, para o qual McCloskey escrevia. Deixou de escrever há bastante tempo, agora compreendo porquê. Durante estes anos traduzi, salvo erro, apenas três artigos dele.

Se surgirem mais detalhes importantes sobre o caso, acrescentarei ou actualizarei este artigo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Pornografia: A Nossa Maior Ameaça Espiritual

Pe. John C. McCloskey
Os bispos dos Estados Unidos reuniram-se a semana passada em Baltimore, para a sua reunião anual. Um dos tópicos que decidiram abordar este ano tem a ver com aquela que é talvez a maior e mais constante ameaça à saúde espiritual e física dos católicos americanos. Destrói casamentos, mata o estado de graça e, em muitos casos, acaba com possíveis vocações ao sacerdócio e à vida religiosa. É uma praga e chama-se pornografia.

A pornografia gera lucros gigantes para quem a produz e distribui comercialmente. Muita desta pornografia tem origem em Los Angeles e, infelizmente, espalhou-se não só por toda a nação mas por todo o mundo, dando credibilidade àqueles que, como os extremistas islâmicos, denunciam a decadência do Ocidente. Embora a pornografia seja sobretudo comercializada e vista por homens, um número considerável de mulheres também a vê por curiosidade e geralmente ficam enojadas, embora um pequeno número caia na armadilha de a usar também.

Escrevo este artigo enquanto padre que houve milhares de confissões todos os anos. Quando fui ordenado, a maior parte da pornografia consumida era entregue em casa das pessoas na forma de revistas. Hoje em dia, praticamente toda a pornografia está na internet, facilmente disponível para quem a quiser usar. Os homens viciados, só neste país, são aos milhões. Vivem num mundo de fantasia que é degradante tanto para eles como para as suas mulheres e namoradas.

O Catecismo da Igreja Católica diz-nos que os cristãos devem estar de prevenção contra a pornografia. Não só devemos evitar procurá-la e usá-la como devemos rejeitar qualquer imagem ou pensamento que nos possa surgir acidentalmente – por exemplo, quando vamos inocentemente ver um filme e somos apanhados de surpresa por uma cena de sexo explícita.

O que é que se pode fazer? Talvez os bispos tenham algumas recomendações “micro” para os indivíduos e outras “macro” para a sociedade em geral. A pornografia, como é evidente, e tal como outros tipos de pecado, não é nada de novo e provavelmente existirá até ao fim dos tempos. Contudo, a dimensão do problema e a dificuldade em evitar a contaminação, bem como a ameaça que coloca à inocência das crianças, é um produto sem precedentes do progresso tecnológico e da regressão moral do nosso tempo. É um bom sinal que a Igreja nos Estados Unidos esteja a debater esta matéria mortífera, que mata almas aos milhões tanto cá como no estrangeiro.

(Não é uma grande imagem, mas pesquisar por
pornografia no Google parecia-me contraproducente)
Todas as famílias católicas que querem educar crianças com um saudável amor pela bondade da sexualidade, da maternidade e do casamento devem fazer tudo ao seu alcance para manter as suas casas livres de pornografia. As instituições católicas de ensino, de todos os níveis, não devem faltar ao seu dever de pregar a beleza da castidade aos seus alunos, ajudando-os a compreender que a gravidade do abuso da sexualidade deriva do seu enorme valor para Deus e para a humanidade: A atracção dos homens e das mulheres um pelo outro, quando vivida de forma correcta, permite aos seres humanos participar no plano de Deus de conceber, carregar e criar a vida humana. Parte do plano de Deus para povoar os reinos celestes com almas salvas é a beleza do amor puro e do santo matrimónio que deriva deste amor.

Estou ansioso para ver a forma como os nossos bispos vão lidar com este assunto no futuro. Utilizar pornografia não só fere a alma mas transforma o utilizador num criminoso, que rouba algo que não lhe pertence. O consumo de pornografia leva muitas pessoas a ficarem viciadas e, tal como na maioria dos vícios, este geralmente leva o consumidor a ir aumentando as doses para alcançar os mesmos efeitos. Não admira, por isso, que o uso de pornografia possa, em alguns casos, levar a situações de violação e abuso de crianças.

Uma vez que o consumo da pornografia é frequentemente um vício e um pecado, o consumidor desta doença mortal para a alma deve não só confessar o seu pecado como ainda procurar auxílio profissional que possa ajudá-lo a libertar-se desta praga.

No que diz respeito aos métodos gerais, combatemos este tipo de pecado como combatemos outros. Começamos por confessar os nossos pecados e depois, em estado de graça, podemos receber a presença fortalecedora de Cristo na Eucaristia. A devoção à Santíssima Mãe é também uma grande ajuda no combate a todos os tipos de impureza. Devemos ainda ter o cuidado de evitar as ocasiões de pecado, instalando um filtro nos nossos computadores ou telefones para evitar aceder a pornografia. Outra dica útil é nunca usar um computador a não ser que esteja acompanhado por alguém na sala.

Estas são apenas algumas ideias que podem ser úteis para quem estiver apanhado por este tipo de comportamento pecaminoso. Acima de tudo, à medida que nos aproximamos do Jubileu da Misericórdia anunciado pelo Papa Francisco, que começa na festa da Imaculada Conceição, os utilizadores de pornografia penitentes, tal como qualquer outro, nunca devem desesperar da misericórdia e do perdão de Deus. Nunca devem perder a esperança na possibilidade de se conseguirem libertar desta escravatura, recorrendo à ajuda continuada da graça de Deus.


(Publicado pela primeira vez no sábado, 21 de Novembro de 2015 em The Catholic Thing)

O Pe. C. John McCloskey, é historiador da Igreja e investigador não-residente da Faith and Reason Institute.

© 2015 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Evangelização e Amizade

Pe. C. John McCloskey
É cada vez mais aparente para qualquer pessoa séria que aquilo que era conhecido como o Ocidente cristão está em colapso. Basta olhar para as taxas de fertilidade nos Estados Unidos e nos países europeus que em tempos foram solidamente católicos.

O vazio está a ser preenchido quase inevitavelmente por muçulmanos que têm filhos e, salvo uma viragem radical no sentido da fertilidade, estes conseguirão finalmente aquilo que não conseguiram em Malta, Lepanto ou às portas de Viena. E como agora sabemos, tendo em conta os recentes eventos na Irlanda sobre a redefinição do casamento, talvez só o regresso de São Patrício em pessoa possa salvar até a Irlanda de se tornar islâmica.

Não devemos esperar grande misericórdia dos muçulmanos, a julgar pela destruição do Cristianismo no Médio Oriente que estamos a testemunhar agora, com grande tristeza. Milhares dos nossos irmãos estão a ser forçados a abandonar as suas terras, ou martirizados pela sua fé cristã, praticamente sem qualquer ajuda daquilo que sobra do Ocidente cristão.

Resta a questão: O que é que se pode fazer? Duvido muito que o Papa Francisco esteja a pensar convocar uma cruzada, como fizeram vários dos seus antecessores quando terras e povos cristãos foram atacados pelos muçulmanos, mas pode ser que me surpreenda.

Mas não, se o que sobrar da Cristandade se erguer para salvar o Ocidente, será pela procriação, tendo filhos, muitos filhos, sem medo, e educando-os como membros firmes da Igreja fundada por Jesus Cristo, nosso Salvador.

E os cristãos devem estar prontos a dar o peito às balas. Uma forma de os homens o fazerem é simplesmente tendo muitos amigos com quem partilham a sua fé católica. Todos os anos um jornal de grande tiragem nos Estados Unidos publica um inquérito em que pergunta: “Quantos amigos tem?”. Tristemente, a resposta mais comum para os homens, ano após ano, é dois: a sua mulher e um amigo!

Só por si isto é muito triste, mas também revela uma falta de verdadeira masculinidade e, infelizmente, o impacto da nossa cultura protestante e individualista nos Estados Unidos (e mesmo essa está a desmoronar-se).

Dois dos meus autores favoritos, ambos alunos de Oxford, um protestante (C.S. Lewis) e outro católico (o beato John Henry Newman), escreveram eloquentemente sobre a importância, e até a necessidade, de ter bons amigos homens. Lewis afirmou: “A amizade é o melhor dos bens mundanos. Para mim é certamente a maior alegria da vida. Se tivesse de aconselhar um jovem sobre o lugar onde viver, penso que diria: ‘Sacrifica quase tudo para poderes viver perto dos teus amigos’”.

G. K. Chesterton e Hilaire Belloc.
Grandes amigos, grandes cristãos
Numa carta ele escreveu: “Haverá maior prazer no mundo que uma roda de amigos junto a uma boa lareira?”. No seu livro “Os Quatro Amores” ele dedica um excelente capítulo à amizade, onde se pode ler: “Para os antigos, a amizade parecia o mais feliz e mais inteiramente humano de todos os amores. A coroa da vida e a escola de virtude. Comparativamente, o mundo moderno ignora-a… Mas na amizade – esse mundo luminoso, tranquilo e racional das relações escolhidas livremente – podia-se escapar de tudo isso. Apenas este, de entre todos os amores, parecia elevar-nos ao nível dos deuses ou dos anjos”.

No mesmo capítulo, Lewis escreve: “A amizade tem origem na mera camaradagem, quando dois ou mais companheiros descobrem que têm em comum alguma ideia ou interesse ou até gosto que os outros não partilham e que, até esse momento, todos pensavam ser um tesouro (ou uma cruz), unicamente seu. A expressão típica que dá início a essas amizades seria algo como: ‘O quê? Tu também? Pensava que era o único’”.

O beato John Henry Newman diz na sua homilia sobre Amor por Parentes e Amigos: “O amor pelos nossos amigos privados é apenas um exercício preparatório para o amor por todos os homens. O amor pela Humanidade em geral não é igual ao amor dos nossos pais, embora seja paralelo; mas o amor pela humanidade em geral devia ser, principalmente, o mesmo que o amor pelos nossos amigos, mas dirigido a objectos diferentes. A grande dificuldade das nossas obrigações religiosas é a sua extensão. Isto assusta e confunde o homem – naturalmente mais aqueles que negligenciaram a religião durante algum tempo e sobre os quais estas obrigações se revelam de uma só assentada. Devemos começar a amar os nossos amigos próximos, depois gradualmente começar a alargar o círculo das nossas afeições até chegar a todos os cristãos e depois a todos os homens”.

Resumindo tudo o que foi dito até aqui, se o Cristianismo vai sobreviver, é necessário que os homens católicos sejam maridos de uma só mulher e queiram ter muitos filhos. Como escreveu aquele grande homem Hilaire Belloc: “Nada vale o esforço da vitória, se não o riso e o amor dos amigos”.


(Publicado pela primeira vez no Domingo, 7 de Junho de 2015 em The Catholic Thing)

O Pe. C. John McCloskey é historiador da Igreja e Investigador na Faith and Reason Institute em Washington D.C.

© 2015 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

O Confronto Final

Pe. C. John McCloskey
“Estamos agora diante da maior confrontação histórica que a humanidade alguma vez enfrentou. Penso que grande parte da sociedade americana e da comunidade cristã ainda não compreenderam bem isto. Estamos diante da confrontação final entre a Igreja e a anti-Igreja, entre o Evangelho e o anti-Evangelho.”

“Temos de estar preparados para nos submetermos a grandes provas no futuro próximo; provas que nos obrigarão a estarmos dispostos a dar até as nossas vidas e uma dádiva total de nós mesmos a Cristo e por Cristo. Pelas vossas orações, e pelas minhas, será possível aliviar estas tribulações, mas já não será possível evitá-las... Quantas vezes a renovação da Igreja não foi alcançada através do sangue! Desta vez não será diferente.”
- Conferência proferida nos EUA, pelo futuro São João Paulo II, então Cardeal Karol Wojtyla de Cracóvia, Polónia, a propósito dos 200 anos da independência dos Estados Unidos.

Da primeira vez que li isto os meus olhos quase que saíram das órbitas. Não queria acreditar que fosse autêntico, mas já confirmei várias vezes e é. E disse-o a nós, americanos, quando estávamos no apogeu da nossa grandeza, pouco antes da queda do “Império do Mal”.

É para levar a sério? Sim, muito a sério. Afinal de contas, o orador estava prestes a tornar-se um dos maiores papas da história da Igreja. Mais, era um místico e, sim, um profeta e proclamador da verdade, que sofreu debaixo dos nazis e do comunismo, e de certa forma do Islão. (Recordemos que quase foi morto por um assassino muçulmano, sendo salvo apenas pela intercessão de Nossa Senhora de Fátima, como o próprio admitiu).

Deixem-me ser claro: A minha meditação sobre as palavras de João Paulo II não pretende levar-vos a vender tudo o que têm, fechar as contas no banco, construir um abrigo nuclear e esperar pelo Juízo Final. Essa não é a atitude católica. Mas é difícil não “meditar estas coisas no nosso coração”. O que é que o Papa viu? Ou o que é que lhe foi revelado? Talvez o melhor seja procurar respostas nos seus escritos, embora não haja aqui espaço para os analisarmos exaustivamente.

Também podemos olhar à nossa volta, para o que resta daquilo que em tempos se chamava o Ocidente cristão e notarmos uma quantidade de comportamentos e crenças que parecem feitos à medida para acelerar o declínio. Por exemplo, no Ocidente damos conta da crise demográfica, aborto legal, homossexualidade aberta e “casamento” homossexual, níveis epidémicos de pornografia, queda nos índices de casamento e aumento dos níveis de coabitação.


Politicamente, até os Estados democráticos e tolerantes como o nosso estão a começar a negar os direitos de liberdade religiosa a famílias, empresas e igrejas. Mais, notamos uma crescente centralização do poder nas mãos daqueles que se opõem a qualquer crença religiosa excepto a idolatria da saúde, riqueza e tecnologia. Colocam a sua esperança de longo prazo na possibilidade de a ciência encontrar formas de impedir a morte. Viram demasiados filmes do Star Trek e da Guerra das Estrelas quando eram crianças. Infelizmente, acabarão por ir para onde muitos homens já foram – e não para o espaço.

Esta é, certamente, a anti-Igreja que São João Paulo previa – seja como for está aqui, está a crescer e, até certo ponto, já destruiu a Europa.

O que podemos fazer? Em primeiro lugar, claro, não desesperar. Enquanto católicos, vivemos esta vida com os olhos postos na próxima. Não podemos perder pois, como disse São Paulo, para nós a morte é lucro e não temos que temer.

Então como devemos enfrentar a anti-Igreja? Imitando as vidas dos primeiros cristãos! Considerem esta famosa descrição dos cristãos na “Carta a Diogneto”, escrita por um autor desconhecido, no ano 79 depois de Cristo.:

Os cristãos não se distinguem dos demais homens, nem pela terra, nem pela língua, nem pelos costumes. Nem, em parte alguma, habitam cidades peculiares, nem usam alguma língua distinta, nem vivem uma vida de natureza singular. (...) Habitam pátrias próprias, mas como peregrinos: participam de tudo, como cidadãos, e tudo sofrem como estrangeiros. Toda a terra estrangeira é para eles uma pátria e toda a pátria uma terra estrangeira. Casam como todos e geram filhos, mas não abandonam à violência os neonatos. Servem-se da mesma mesa, mas não do mesmo leito. Encontram-se na carne, mas não vivem segundo a carne. Moram na terra e são regidos pelo céu. Obedecem às leis estabelecidas e superam as leis com as próprias vidas. Amam todos e por todos são perseguidos. São pobres, mas enriquecem muita gente; de tudo carecem, mas em tudo abundam. São desonrados, e nas desonras são glorificados; injuriados, são também justificados. Insultados, bendizem; ultrajados, prestam as devidas honras. Fazendo o bem, são punidos como maus.

Se vivermos como viveram os primeiros cristãos, também nós podemos confrontar e triunfar sobre a Igreja dos Impérios Globais do Mal.


(Publicado pela primeira vez no Domingo, 1 de Junho de 2014 em The Catholic Thing)

O Pe. C. John McCloskey é historiador da Igreja e Investigador na Faith and Reason Institute em Washington D.C.

© 2014 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

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