Mostrar mensagens com a etiqueta Ordenações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ordenações. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 4 de julho de 2017

Deus te guarde Charlie Gard

Charlie Gard com os pais
Nos últimos dias tem-se falado bastante do caso de um bebé inglês, chamado Charlie Gard. É uma história triste, de contornos difíceis e polémicos que infelizmente colocou os pais contra o hospital onde tem sido tratado e acabou por merecer comentários do Papa e do Trump. A história explicada aqui.

O Papa vai visitar a sede da FAO em Outubro e diz que é preciso mais do que boas intenções para combater a fome.

Decorre por estes dias o torneio de futsal de padres, este ano em Santiago do Cacém.


E a Congregação para a Doutrina da Fé mudou de chefia. O novo responsável é o jesuíta Luis Ladaria.

Por fim, conheçam o caso deste Centro de Noite para idosos que pretende dar algum merecido descanso aos cuidadores.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Desordem no Iraque e ordenações em Lisboa

Miguel Vasconcelos, futuro padre
Domingo é dia de ordenações em Lisboa. São quatro novos padres e quatro diáconos permanentes que passam a estar ao serviço da diocese.


E hoje publiquei o último de quatro artigos sobre o que se vai passar no Iraque depois da libertação de Mossul. Olhamos desta vez para a comunidade Yazidi, que tanto tem sofrido nos últimos anos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Papa em Sarajevo e Conferência de Hadjadj

Sarajevo aguarda visita do Papa Francisco em Junho
O Papa Francisco vai visitar Sarajevo em Junho. O anúncio foi feito ontem, durante o Angelus. Não deixa de ser muito interessante que com esta visita, três das quatro visitas europeias de Francisco fora de Itália sejam a países de maioria muçulmana!

Decorrem no Porto as Jornadas de Teologia da Universidade Católica, desta vez dedicadas a questões económicas.

Os últimos números mostram que por cada dois padres que morrem em Portugal, apenas um é ordenado. Passa-se uma situação parecida com as religiosas. Saiba mais aqui.

A lei que concede nacionalidade portuguesa a judeus sefarditas deu mais um passo em frente. Este é um momento histórico, dizem alguns judeus.

O director do Gabinete de Imprensa do Opus Dei em Portugal, Pedro Gil, considera que a Igreja precisa de mais mulheres a trabalhar na comunicação.


E as autoridades do Vaticano detectaram dois casos de posse de pornografia infantil dentro da Santa Sé em 2014. Houve também casos de tentativa de fazer entrar droga por via do correio. Saiba mais aqui.

A semana passada elogiei muito a conferência de Fabrice Hadjadj, no Congresso dos Leigos, que teve lugar no Porto no outro fim-de-semana. Agora podem ler o texto aqui. Não deixem de o fazer.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O Papa Francisco e os “Ungidos de Deus”

Padre Bevil Bramwell, OMI
Acontece tanta coisa durante um ano litúrgico que muitos eventos importantes passam sem sequer darmos por eles. Um acontecimento bastante importante – ao qual quase ninguém deu importância na altura – foi quando o Papa Francisco falou especificamente ao clero, mesmo antes da Páscoa, sobre o sacerdócio, durante a sua homilia na missa crismal, em São Pedro. Vale a pena olhar de perto para as suas palavras.

Na missa crismal o bispo benze os óleos que serão usados durante o ano para os baptismos, crismas, unção dos doentes e ordenações. A graça desses sacramentos preserva e ajuda a desenvolver a Igreja pela qual ele é responsável.

Em Roma, o Papa Francisco disse: “As Leituras e o Salmo falam-nos dos «Ungidos»: o Servo de Javé referido por Isaías, o rei David e Jesus nosso Senhor. Nos três, aparece um dado comum: a unção recebida destina-se ao povo fiel de Deus, de quem são servidores; a sua unção «é para» os pobres, os presos, os oprimidos”.

Ele não disse que era para os “católicos pobres”, etc. Há muito que a Igreja atende a, e defende, os pobres e oprimidos de qualquer comunidade em que está presente.

A expressão usada pelo Papa recorda as palavras amargas usadas pelo último imperador pagão de Roma, Juliano, o Apóstata: “Enquanto os sacerdotes pagãos ignoram os pobres, os odiosos galileus [i.e., cristãos] dedicam-se a obras de caridade e, ao exibir esta falsa compaixão estabeleceram e efectivaram os seus erros perigosos. Esta prática é comum entre eles e conduz ao desprezo pelos nossos deuses”. (Epístola aos sumos sacerdotes pagãos)

Claro que os “Deuses” de Juliano não existiam. E numa cultura que os promovia, actos de verdadeira caridade mostravam até que ponto esses “deuses” eram de facto nada mais que imaginação. Não devemos encarar isto com leveza, tendo em conta que os dois falsos deuses, criados da imaginação moderna – o nazismo e o marxismo – assassinaram dezenas de milhões de pessoas no século XX e a contagem do extremismo liberal em assuntos como o aborto na nossa própria sociedade é grande e continua a crescer.

O Papa estabelece uma ligação entre a unção e os actos dos ungidos, os padres. Originalmente: “Também no peitoral [do sacerdote] estavam gravados os nomes das doze tribos de Israel (cf. Ex 28, 21). Isto significa que o sacerdote celebra levando sobre os ombros o povo que lhe está confiado e tendo os seus nomes gravados no coração. Quando envergamos a nossa casula humilde pode fazer-nos bem sentir sobre os ombros e no coração o peso e o rosto do nosso povo fiel, dos nossos santos e dos nossos mártires, que são tantos neste tempo”.

Psicológica e espiritualmente, estamos perante um homem de natureza diferente. Este padre que conscientemente “carrega” o seu povo quando se aproxima do altar do Senhor. A graça e o esforço moldaram a sua consciência para agir dessa forma. O padroeiro dos padres, São João Vianney, considerava-se responsável pelas falhas morais do seu povo.


Francisco usa repetidamente o termo “seu povo”. O padre não é um director executivo, mas o pastor do seu rebanho. O termo, retirado das escrituras, ainda tem peso. Não foi substituído por alternativas seculares e modernas.

Mais, o pastor tem um efeito sobre o seu rebanho:

“O bom sacerdote reconhece-se pelo modo como é ungido o seu povo; temos aqui uma prova clara. Nota-se quando o nosso povo é ungido com óleo da alegria; por exemplo, quando sai da Missa com o rosto de quem recebeu uma boa notícia. O nosso povo gosta do Evangelho quando é pregado com unção, quando o Evangelho que pregamos chega ao seu dia a dia, quando escorre como o óleo de Aarão até às bordas da realidade, quando ilumina as situações extremas, ‘as periferias’ onde o povo fiel está mais exposto à invasão daqueles que querem saquear a sua fé. “

Não estamos perante a boa nova da homilia de “duas piadas e um anúncio”, mas da verdadeira Boa Nova, com maiúsculas. Além disso, o Papa faz esta afirmação sabendo por experiência que a fé genuína é recebida com hostilidade.

A sua reflexão termina com um olhar sobre a paróquia:

“As pessoas agradecem-nos porque sentem que rezámos a partir das realidades da sua vida de todos os dias, as suas penas e alegrias, as suas angústias e esperanças. E, quando sentem que, através de nós, lhes chega o perfume do Ungido, de Cristo, animam-se a confiar-nos tudo o que elas querem que chegue ao Senhor: ‘Reze por mim, padre, porque tenho este problema’, ‘abençoe-me, padre’, ‘reze para mim’… Estas confidências são o sinal de que a unção chegou à orla do manto, porque é transformada em súplica – súplica do Povo de Deus.”

A visão que o Papa tem de uma verdadeira paróquia é sumamente interpessoal e verdadeiramente comunal (a “comunidade”, infelizmente é um conceito que foi esvaziado de verdadeiro sentido nos Estados Unidos). Ele enfatizou o aspecto interpessoal de forma negativa também, falando do padre que “não colocando em jogo a pele e o próprio coração, não recebem aquele agradecimento carinhoso que nasce do coração”.

Este é um Papa que tem uma forma bastante terra-a-terra, mas solidamente teológica, de comunicar a fé. E ainda agora começou.


(Publicado pela primeira vez no Domingo, 5 de Maio 2013 em The Catholic Thing)

Bevil Brawwell é sacerdote dos Oblatos de Maria Imaculada e professor de Teologia na Catholic Distance University. Recebeu um doutoramento de Boston College e trabalha no campo da Eclesiologia.

© 2013 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte:info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Partilhar