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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Concerto de Natal e Fátima actual

Luz da Paz
A presidência da República e o Vaticano já confirmaram oficialmente a vinda do Papa Francisco a Portugal em Maio. Vem a 12 pela Alitália, parte a 13 pela TAP.

A propósito do centenário das aparições, os bispos portugueses emitiram esta sexta-feira um documento sobre a actualidade da mensagem de Fátima nos nossos dias.

Começa a época das mensagens de Natal dos bispos. Da Guarda vem uma condenação da eutanásia e de Évora um apelo aos bons exemplos. Em Évora encontra-se também a Luz da Paz, que agora viaja para Lisboa, onde será recebida por uma vigília pela paz, no Sábado.

Realiza-se amanhã e domingo o concerto de Natal dos movimentos de jovens católicos. É uma iniciativa que leva 11 anos seguidos, sempre com os fundos a reverter para instituições solidárias. Um exemplo a seguir e a apoiar.


Termino com um aviso. Amanhã celebra-se missa nos Jerónimos, às 12h, por alma do prelado do Opus Dei, Mons. Echevarria, que morreu na passada segunda-feira à noite.

Na próxima semana estou fora, e salvo alguma urgência apenas voltarei depois do Natal, pelo que me despeço com votos de um santo Natal para todos!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Mesmo que nenhuma mulher desista de abortar, a oração é um fim em si mesmo

Iniciativa nasceu nos EUA, em 2004
Transcrição integral da entrevista a Paula Pimentel, organizadora da iniciativa 40 Dias Pela Vida. Notícia aqui.

Em que consiste a iniciativa?
Os 40 dias pela vida são 40 dias em que pessoas de várias religiões, que tenham como objectivo único defender a vida e defender as mulheres que sofrem com esta situação, se juntam para rezar num lugar simbólico, a porta da clínica dos Arcos, a maior clinica abortista de Lisboa, para se juntarem ao sofrimento destas mães e tornarem-se mais próximas das pessoas.

A oração faz duas coisas, por um lado torna melhores as pessoas que rezam e por outro que consigamos aproximar-nos mais do sofrimento das pessoas e não as julgar nem criticar. Se não tivermos este processo podemos cair na tentação de julgar as pessoas e não é isso que queremos, queremos apoiá-las e estarmos próximos delas.

Os 40 dias vêm das histórias bíblicas de pessoas que rezaram ao longo de quarenta dias.
Temos um evangélico a rezar connosco, uma muçulmana, católicos dos mais diversos caminhos e carismas, todos aqui juntos para tentar que estas mães não caiam neste sofrimento profundo que é saber que marcaram a hora da morte de um filho.

Rezam dentro ou fora da casa?
É um evento visível. Deixamos tudo muito à liberdade das pessoas. Já passaram aqui centenas de pessoas e todas têm estilos diferentes. Há pessoas que nos disseram logo que não querem rezar na rua. A casa foi-nos cedida pelas Mãos Erguidas e fica mesmo em frente à clínica. Está sempre de porta aberta e vê-se lá para dentro. Mas há quem não goste de rezar nas escadas cá fora, porque a sua sensibilidade não o permite, outros gostam de rezar cá fora, mais perto possível da clínica. Deixamos ao critério de cada um.

A oração que se reza mais é o terço, até se reza o Terço de Raquel, mais própria para os recém-nascidos. Mas este rapaz evangélico, por exemplo, junta-se a nós e reza outras coisas.

Ao longo de 40 dias temos cá pessoas das 08h às 22h. Gostávamos que fossem 24h mas já foi complicado o suficiente garantir estas 16h. Cada pessoa fica responsável por um turno de duas horas, não quer dizer que tenha de ficar cá as duas horas mas tem de se responsabilizar por ter cá pessoas durante essas duas horas.

Hoje estamos no dia 18 de 40, para o resto dos 22 dias, que houvesse uma família responsável por cada um desses dias e arranjasse quem esteja cá essas 16 horas, a organização ficava mais tranquila e podia-se chegar a mais gente. Há muito mais gente do que pensamos que gosta de rezar e pessoas que gostariam de rezar e já pensaram em sair de si mesmos para rezar por alguém e não sabem como, aqui há espaço para todos e podem vir ter connosco. Se se quiserem inscrever pela internet podem, se quiserem só aparecer também podem.

Que reacções têm?
Eu não estou cá o tempo todo, mas há pessoas que ficam incomodadas. Pessoas que vão à clínica e vêem isto provavelmente ficam incomodadas, outras ficam tocadas. Há de tudo. O que sei é que a oração é um fim em si mesmo. Mesmo que nenhuma mulher desistisse de abortar, nem nenhum profissional desistisse do seu trabalho, já teria valido a pena porque a oração é um fim em si mesmo, não precisamos que tenha nenhum efeito visível. Mas a verdade é que Nosso Senhor tem sido muito sensível e estamos muito agradecidos por isso e têm acontecido coisas muito boas.

Abby Johnson atribui a sua
conversão aos 40 dias pela vida.
Alguma história que possa partilhar?
Por respeito à privacidade das pessoas com quem lidamos, não vou contar nenhuma história das passadas aqui, mas há uma história de Abby Johnson, uma ex-directora de clínica de abortos da Planned Parenthood nos Estados Unidos. Ela foi durante nove anos directora da clínica e agora é das maiores activistas pró-vida que existem. Ela atribui isto às campanhas dos 40 dias que se organizaram durante anos à porta da clínica dela. As pessoas rezavam todos os dias por ela, estavam ali em turnos. Ela só dirigia a clínica, era psicóloga e não fazia abortos. Uma vez pediram para ela conduzir uma ecografia, porque estavam com falta de pessoal, e ela viu pela primeira vez como era um aborto, através da ecografia, e com tanta oração que tinha havido por ela, e todos os contactos que tinham tido com ela, deu a volta completamente.

Aprendi muito com esta história e temos todos que aprender com este aspecto, porque ela diz que isto não é tudo branco e preto. Não há por um lado os pró-escolha e do outro os pró-vida. Há pessoas boas, eu acredito que há mesmo pessoas boas na clínica, que estão convencidas que estão a ajudar as mulheres. Ela estava convencida que estava a ajudar as mulheres em dificuldades e percebeu que nem toda a gente que está do outro lado são más pessoas, provavelmente não estão esclarecidas, e esta oração que fazemos é também por estas pessoas, rezamos pelos profissionais que trabalham nas clínicas, para ver se se dão conta da realidade.

A pressão para abortar, com a crise, deve ser ainda maior. Tem algum recado para essas pessoas?
Acho que um bebé não vai aumentar a crise. Estamos na crise independentemente do bebé vir ou não. Os grandes homens e as grandes mulheres na história vêem-se nos momentos difíceis. A pior crise que pode haver, mais do que a cirse de não haver dinheiro ou emprego, é a crise em que as mulheres sãem numa angústia e numa tristeza profundas depois de passarem por uma situação destas. Isso é que é muito mais difícil de ultrapassar. Também tem cura, mas é mais difícil de ultrapassar. Dizemos sempre às mulheres, no aborto há um morto e um ferido. Há um bebé que não nasce mas há uma mãe que fica ferida para sempre. Mais cedo ou mais tarde essa mulher vai ter esse sofrimento. Isso é que é uma grande crise. De resto o bebé até pode complicar as coisas, mas não é isso que vai colocar os pais numa situação ainda pior.

Há aqui pessoas que oferecem ajuda às mulheres que vão à clinica…
Isso não tem nada a ver com a iniciativa dos 40 dias. O trabalho que se faz aqui, a associação Mãos Erguidas é feita com voluntários, quantos mais houver, melhor, o que fazem é oferecer às mulheres ajuda. A verdade é que nenhuma mulher quer abortar, nem nenhuma mulher que sai daqui a dizer que já passou por isto várias vezes e que é indiferente… não é indiferente. O erro muito comum é que as pessoas pensam que vêm aqui e depois de abortarem voltam a ser quem eram antes, porque já resolveram o problema, tiraram aquilo que as incomodava. Uma mulher, depois de engravidarem nunca mais volta a ser a mesma, quer tenha um bebé, porque nos tornamos mães de um filho, quer não deixemos a criança nascer, embora venha aqui e aparentemente possa sair com alívio, a angústia vai depois ser muito maior. Pode não ser logo, mas eventualmente nota-se.

O que se tenta fazer aqui é, sempre com o suporte da oração, porque sabemos que é Deus quem move o coração das pessoas, é tentar oferecer às pessoas alternativas e para isso as Mãos Erguidas colaboram com uma série de instituições de apoio à grávida, porque não é só estar aqui a dizer Às grávidas para não abortarem, temos de nos preocupar com os problemas delas e dar apoio. Vão a um médico nosso amigo que as vê a preço zero do princípio ao fim da gravidez, ajuda-se com enxovais, fraldas, legalização. Toda essa ajuda é dada, embora já fosse muito só dizer a uma mulher para ficar com o seu filho, não pode ser só assim, porque há pessoas que vêm aqui em situações muito complicadas.

sábado, 7 de julho de 2012

Cinco anos de Summorum Pontificum

No quinto aniversário da publicação do Summorum Pontificum, o motu proprio de Bento XVI que liberalizou o acesso à liturgia gregoriana/missa tridentina, aproveitamos para publicar uma lista de todas as missas disponíveis para os fiéis nas dioceses de Lisboa, Porto e Braga:

...

E pronto, é isso.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Coisas que não se vêem todos os dias em Lisboa

Membros do Fórum Ortodoxo-Católico em Lisboa

À direita o chefe da delegação ortodoxa,
o arcebispo Gennadios, do Patriarcado Ecuménico

O bispo Porfirijos, da Igreja Ortodoxa da Sérvia
Com a sua barba muito... ortodoxa

Lado a lado um delegado e outro ortodoxo
Uma boa forma de ver as diferenças estéticas


Católicos e Ortodoxos na fotografia de grupo,
à frente da Torre de Belém

Escusado será dizer que os turistas
acharam o espectáculo fabuloso.

terça-feira, 5 de junho de 2012

"Ecumenismo também parte da amizade"


Monsenhor Duarte da Cunha
Transcrição integral da entrevista com monsenhor Duarte da Cunha, secretário da Comissão das Conferência Episcopais da Europa, acerca do 3º Fórum Católico-Ortodoxo, que hoje começa em Lisboa. Notícia aqui.

Que encontro é este, qual a ideia por detrás?
Esta é a terceira edição do Fórum Católico – Ortodoxo. De dois em dois anos reúne-se um grupo de 12 bispos representantes das conferências episcopais da Europa com delegados de cada Igreja Ortodoxa da Europa.

A ideia partiu de alguns ortodoxos, sobretudo do patriarcado de Moscovo que, preocupados com a secularização da Europa, bateram à porta da Igreja Católica, da CCEE a dizer que era preciso fazer alguma coisa para haver uma resposta unida aos desafios de hoje.

O objectivo por isso não era substituir a comissão de diálogo que já existe, que trata de questões de doutrina, mas sim colocarmo-nos juntos à mesa para discutir questões sociais, pastorais e antropológicos que sejam mais da área do trabalho concreto da pastoral das igrejas, e também um desafio às instituições europeias e à sociedade e ao Governo para que se possam ver confrontados por uma posição em comum de católicos e ortodoxos sobre os temas actuais.

Porquê em Portugal este ano?
Decidimos fazer este ano em Lisboa porque a ideia desde o início é que um ano organiza uma Igreja Católica, noutro ano organiza uma Igreja Ortodoxa. O primeiro encontro foi em Trento, o segundo foi em Rhodes, organizado pelo Patriarcado Ecuménico e este ano surgiu a ideia de fazer em Lisboa.

O Ecumenismo também se processo desta forma?
O ecumenismo tem vários aspectos. Uma área é do diálogo teológico-doutrinal, onde se deve tentar perceber as diferenças, tentando perceber o que é o mais fiel à origem da nossa fé. Vai buscar as coisas que nos dividiram e tenta encontrar modos de nos percebermos juntos e de unirmos as nossas tradições.

Outro modo é da relação concreta entre pessoas que vivem lado a lado. Os cristãos que são vizinhos e precisam de se entender, é uma parte também importante.

O terceiro aspecto é na questão de unidos termos uma posição comum sobre determinados aspectos, em que se vê que a nossa comum fé pode ter também um juízo ou uma proposta para a sociedade hoje em dia, e que por isso tenha mais força.

Através destes encontros vai-se estabelecendo uma amizade entre as pessoas…
O Ecumenismo, como em muitas outras coisas, de facto hoje em dia parte da amizade e das relações humanas, porque essa amizade depois abre as inteligências e abre o coração para que as pessoas encontrem caminhos de união. Estes encontros em que há tempo de oração comum, tempo de conversa, em que se almoça e janta juntos, são momentos em que se afirmam relações de amizade, em que as pessoas se começam a conhecer. São altos representantes das suas igrejas e por isso podem falar em nome das suas igrejas.

O tema é actual, uma crise que tem afectado tanto países católicos como ortodoxos, não é?
Exactamente, nós precisamos de enfrentar aquilo que são os problemas actuais e esta crise que afecta a Europa parece-me evidente que tem de ser abordada por nós. Essa abordagem será feita teologicamente, porque apesar de não ser um diálogo sobre a doutrina, é um diálogo que parte da nossa fé, da teologia. Portanto é uma abordagem teológica sobre os problemas que a Europa atravessa e esperamos poder ter alguma proposta e uma posição comum sobre a crise que afecta muitos países ortodoxos e católicos, sobretudo do sul mas também do Norte.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Aliança das civilizações em Lisboa e anti-obama nos EUA

Men in Black "LIKE" protesto católico contra Obama

Realiza-se amanhã um encontro na Mesquita de Lisboa integrado na “Aliança das Civilizações”, que junta diferentes religiões em diálogo, fica aqui a informação e o desafio para quem quiser aparecer.

O número de bispos católicos nos EUA que se manifesta publicamente contra uma recente medida de Obama continua a subir. Agora contam com o reforço de 65 bispos ortodoxos (os da foto, mais 61).

Hoje chamamos a vossa atenção para duas decisões judiciais. Em França a Igreja da Cientologia foi condenada a uma pesada multa por fraude e no Iraque os terroristas que mataram 57 pessoas numa Igreja de Bagdade foram condenados à morte.

O líder supremo do Irão raramente fala, mas quando o faz não mede as palavras. Como dizia um comentador no grupo do Facebook, é interessante comparar o tom do líder do Irão com o dos líderes de outras duas teocracias, o Vaticano e o Tibete.

Quem também falou foi o líder da Sociedade de São Pio X (lefebvrianos). Foi uma homilia interessante e reveladora do estado das negociações com a Santa Sé, que analiso e comento aqui.

Para finalizar, Lisboa tem novos regulamentos sobre exorcismos (não é tão emocionante como parece).

Questões, dúvidas? Perguntem ao Bispo de Viseu.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Um brasileiro em Damasco, livros hindus na Sibéria

Hoje publicamos uma interessante entrevista com um seminarista brasileiro em Damasco. Philippe Gebara dá uma ideia do ambiente naquela cidade, bem diferente do que vemos diariamente nos noticiários, e da posição dos cristãos face ao conflito no país.

Em Israel agora foi a vez de rabinos ortodoxos criticarem a segregação de mulheres em algumas comunidades ortodoxas, comprovando que há diferentes facções entre estes. Leia aqui para perceber melhor.

Boas notícias para os hindus: o livro sagrado Bhagavad Gita foi ilibado num tribunal na Sibéria. Parece inventado, mas não é.

E por fim, se ainda não tem planos para a passagem de ano, que tal este local com fantástica vista sobre o Tejo e Lisboa?

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Santo Sudário de Turim e Natal em tempo de guerra

Hoje começa o Hanukah, para os judeus. Saiba aqui do que é que se trata.

De tempos a tempos fala-se do Sudário de Turim, um dos artefactos mais polémicos do universo católico. Agora temos um grupo de cientistas italianos a dizer que é impossível que o Sudário seja uma falsificação medieval, como alguns críticos afirmam.

Fala-se muito no facto deste Natal ser passado em crise. Querem saber o que era passar o Natal numa verdadeira crise? Ouçam e leiam o testemunho do padre Dâmaso Lambers.

Os índios nativos da América vão ter a sua primeira santa. Kateri Tekakwitha deve ser elevada aos altares já em 2012.

Mensagens de Natal dos bispos: ontem foram divulgados os de Lisboa e do Porto.

A crise tem feito aumentar os pedidos de ajuda às paróquias, em muitas já há lista de espera.

E finalmente, a Rússia poderá banir o Bhagavad Gita, livro sagrada para os hindus. Os indianos não estão contentes…

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