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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Santidade em Fátima e lixo em São Tomé

Santificação em acção em Fátima
Ontem estive em Fátima no Encontro Internacional das Equipas de Nossa Senhora. O ambiente é, de facto, muito especial!

Pude entrevistar o bispo iraquiano Georges Casmoussa, que falou da necessidade de perdão mesmo em casos de perseguição extrema e disse que a reconciliação no Iraque tem de ser liderada por leigos.

Hoje publicamos uma entrevista com o presidente da Conferência Episcopal do Brasil, que também está no encontro. D. Sérgio Rocha elogia o papel das Equipas para redescobrir a alegria do casamento e, noutro tema, diz que é cedo para se saber o sínodo da Amazónia, no próximo ano, irá aprovar a ordenação de homens casados.

Cabinda tem um novo bispo. Saiba porque é que isso é mais interessante do que possa parecer à primeira vista…


E saiba aqui como é que pode ajudar os Leigos pelo Desenvolvimento a comprar um carro de recolha de lixo para São Tomé!


terça-feira, 6 de março de 2018

ONU reconhece AIS, mas DIL não reconhece ONU

D. Ilídio Leandro diz que já fostes...
A ONU reconhece o papel da fundação Ajuda à Igreja que Sofre na ajuda aos cristãos no Iraque.

Não obstante, o bispo de Viseu diz que a ONU já deu o que tinha a dar e deve ser substituída por outra organização.


Vai em peregrinação nos próximos tempos? Já existe um manual para se alimentar correctamente.

Já aqui falámos da portuguesa que foi educar refugiados no Chade. Agora Joana Gomes vai a Roma dar testemunho do trabalho que faz.

Em 2010 publiquei uma série de reportagens para o ano Sacerdotal. Foram 12 entrevistas a 12 padres diferentes, de outras tantas áreas pastorais. O padre Dâmaso foi um deles, e é o segundo a morrer. Tal como fiz com o padre Ricardo Neves, publico agora, e pela primeira vez, a transcrição integral dessa conversa com o bom padre Dâmaso.

E porque continua a circular um alerta falso sobre perseguição aos cristãos iraquianos da cidade de Qaraqosh, leiam este post e partilhem-no com quem vos tenha enviado a tal mensagem! Não vale tudo…

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Milagres vários: Iraque, Fátima e Hanucá

(Clicar para aumentar)
Foi reaberta ao culto a primeira das igrejas iraquianas reconstruídas com o apoio da Ajuda à Igreja que Sofre, depois de terem sido profanadas e danificadas pelo Estado Islâmico. Uma notícia pascal em tempos de Advento!

Os judeus de Portugal tencionam continuar a florescer e não temem o desafio da assimilação cultural, numa altura em que se festeja o Hanucá. Amanhã acende-se a menorá numa cerimónia pública no Parque Eduardo VII a que todos são convidados.

Começam a surgir as mensagens de Natal dos bispos. Já temos Viseu e Angra.

A Igreja está preocupada com as regras de protecção de dados da União Europeia.

Por já passar da meia-noite, e porque provavelmente não haverá mais mails esta semana, publiquei já o artigo desta semana do The Catholic Thing. Howard Kainz fala de um interessante livro que torna acessível e compreensível o Alcorão, ajudando os cristãos a compreender melhor o livro sagrado dos muçulmanos. O autor sublinha a diferença entre o Alcorão antes e depois da fuga de Meca para Medina.

E deixo também o convite para a apresentação do livro de Bernardo Motta, sobre o milagre do Sol, em Fátima, uma obra que certamente será útil para quem quiser aprofundar o fenómeno. Ver imagem.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Fuga Curda e Senhora Velejadora e Madragoas

Pôr-do-sol para os curdos em Kirkuk
Na sequência dos incêndios, a Cáritas Portuguesa abriu uma conta solidária. Saiba aqui como pode contribuir.

O Papa Francisco quis associar-se aos 500 anos da Sé do Funchal.

Ao longo dos últimos dias muito aconteceu no Iraque e na Síria. O Estado Islâmico foi expulso de Raqqa e os curdos estão a ser humilhados em Kirkuk e na Planície de Nínive, onde vivem muitos cristãos. O Patriarca da Igreja Caldeia pede às partes em disputa que protejam a vida acima dos poços de petróleo.

Convido-vos a conhecer o projecto de Ricardo Diniz, o navegador solitário que se prepara para rumar ao Brasil com uma imagem de Nossa Senhora de Fátima.

E aqui podem também ouvir a minha participação na Rádio Amália, em que se falou sobre religião e algo mais, com sugestões musicais pelo meio.

Não deixem de ler o artigo desta semana do The Catholic Thing sobre a importância de haver jornalistas católicos nos grandes órgãos de comunicação social e, caso não o tenham feito já, o da semana passada sobre o perigo apresentado pelas leis que criminalizam o chamado “discurso de ódio”.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Actualidade Religiosa: Plano Marshall para cristãos iraquianos? Wahou!

Terminaram esta sexta-feira as Jornadas da Comunicação Social. Os presentes ouviram falar de muitos instrumentos e formas de marcar presença nas redes sociais, agora é passar da teoria à prática.

Ontem, no primeiro dia das jornadas, D. João Lavrador disse que a Igreja tem de estar em tudo o que possa ser meio de comunicação e José Manuel Fernandes explicou que os jornalistas e profissionais de comunicação têm de estar onde as pessoas estão, e as pessoas estão online.

Por falar em igreja e comunicação, o Vaticano quer combater o fenómeno do “fake news”.

Foi ontem revelado um “Plano Marshall” para ajudar os cristãos iraquianos a voltar às suas terras.

No próximo fim-de-semana decorre o segundo “Fórum Wahou!”, sobre a Teologia do Corpo. Se estiverem interessados, ou souberem de quem possa estar, vejam e divulguem, porque promete ser muito interessante.


E por fim, um desafio. Quem quiser rezar pelas crianças não nascidas, e por todos os casais que vivem com esperança os desafios à sua fertilidade, juntem-se à Esperança de Ana, amanhã, Sábado, às 21h00 na Capela da Ordem Hospitaleira São João de Deus, na rua São Tomás de Aquino, nº20, Lisboa.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Reconstruir o Cristianismo no Iraque: Agora ou Nunca

Brad Miner
O início de Setembro marca o regresso às aulas para milhões de crianças. Este ano, Graças a Deus, será marcado também pelo regresso às aulas de crianças cristãs iraquianas que, juntamente com as suas famílias, estão a regressar à planície de Nínive para reclamar as suas casas e as suas vidas, tão brutalmente afectadas pelo terrorismo e pela guerra. A fundação Ajuda à Igreja que Sofre, e em particular o seu ramo americano, têm sido instrumentais em ajudar a tornar isto possível. (Nota: Eu faço parte da direcção a AIS nos Estados Unidos e o nosso colega aqui no The Catholic Thing, George J. Marlin, é presidente.)

Num artigo anterior eu escrevi sobre um discurso do Sr. Marlin em que ele pedia um novo Plano Marshall para o Médio Oriente. É com alegria que anuncio que já se estão a dar os primeiros passos para a implementação de tal plano no Iraque.

Estamos felicíssimos por saber que este mês a AIS espera repatriar 15 mil pessoas na cidade cristã de Qaraqosh, no Iraq. São três mil famílias.

Esta planta, com as casas danificadas a amarelo, mostra quão extensivos foram os danos.



Ao todo, na Planície de Nínive, mais de 1200 casas foram destruídas pelo Estado Islâmico. Mais de 3000 foram danificadas pelo fogo e ainda mais de 8000 foram danificadas de outras formas e precisam de ser reparadas. O número de igrejas nas mesmas situações é respectivamente 34, 132 e 197. É aquilo a que se pode chamar um desastre não natural.

Mas como eu escrevi anteriormente, a repatriação dos cristãos para as suas terras ancestrais depende da existência de paz. E embora o Estado Islâmico tenha sido expulso de Nínive, resta saber se é possível garantir o regresso dos cristãos em segurança para Nínive e outros lados.

A história é esta:

Quando o mais recente problema de refugiados começou a aparecer nas notícias costumava ser em termos de combates entre o Estado Islâmico e várias milícias e exércitos nacionais, na maioria no Iraque e na Síria. A maioria de nós já viu fotografias de longas filas de deslocados internos, a fugir dos combates ou dos ultimatos que o Estado Islâmico fez aos cristãos: Converter-se ao Islão, abandonar as suas terras, ou morrer. Muito poucos cristãos optaram por converter-se e alguns foram mortos. Mas a maioria – juntamente com muitos, muitos muçulmanos – simplesmente fugiu, ou para países estrangeiros, ou para campos de refugiados.

As manchetes costumam referir-se ao influxo de Muçulmanos para a Europa, e em muitas situações lidam com a infiltração de militantes do Estado Islâmico, ou outros terroristas, que desde o 11 de Setembro de 2001 já mataram, pelo menos, 20,000 pessoas no mundo, com muitos milhares de feridos.

Mas estes são apenas assassinatos em ataques terroristas. A guerra – em larga medida islamita – na Síria, quase 400 mil pessoas morreram. Dezanove mil civis morreram no Iraque desde 2014 (acima de 60 mil combatentes perderam a vida), mas número mais devastador diz respeito ao número de deslocados internos no Médio Oriente: 4,525,968.

A Ajuda à Igreja que Sofre tem trabalhado em prole destes refugiados desde o início da crise, e sempre tivemos dois objectivos mente.

Temos procurado fornecer ajuda humanitária imediata a todos aqueles que foram expulsos das suas casas: água, comida, roupa e medicina – os essenciais – mas também educação para as crianças, ajudando a garantir que não se perde uma geração inteira de crianças.

E sempre acreditámos que um dia – tal como aconteceu no fim da Segunda Guerra Mundial – estes deslocados voltariam para retomar as suas casas, empregos e herança antiga. Os eventos mais recentes provam que tínhamos razão – e estamo-nos a preparar para enfrentar o desafio.

Recentemente o jornalista John L. Allen Jr. escreveu na revista “Columbia”, dos Knights of Columbus, que desde 2011 que a Ajuda à Igreja que Sofre “gastou 35.5 milhões de dólares a ajudar refugiados cristãos no Iraque e na Síria, em particular os que se encontram em Erbil e noutros pontos do Curdistão. O ramo americano da AIS têm contribuído de forma decisiva para este esforço.”

Allen encontrou um termo maravilhoso para este trabalho que estamos agora a começar: Dunkirk ao contrário.

Regresso a casa, aos olhos de uma criança cristã do Iraque
Tendo passado os últimos seis anos a ajudar as pessoas que fogem das suas casas, a AIS está agora, juntamente com outros grupos, entre os quais os Knights of Columbus, a Catholic Near East Welfare Association e a Catholic Relief Services, a ajudar os refugiados a regressar. Este esforço colectivo tem sido apelidado de Comité de Reconstrução de Nínive (CRN).

O objectivo da CRN é, de forma simples: “Ajudar os Cristãos Iraquianos que queiram regressar às suas aldeias na Planície de Nínive, onde vivem há séculos, e a fazê-lo de forma digna e em segurança”.

Como é evidente estas pessoas (na maioria católicas e ortodoxas) carregam com elas a sua dignidade, que nunca perderam, não obstante os sofrimentos e perigos que enfrentaram. Uma ajuda a essa dignidade passa pela reconstrução e renovação urgente das suas casas, escolas e meios económicos.

Claro que a segurança é uma preocupação constante e algo que a AIS/CRN não podem fornecer. Para isso é necessária a colaboração entre oficiais locais e nacionais do Iraque bem como de terceiros interessados. Na medida em que há paz na área, cabe a esses governos e aos terceiros (isto é, outras nações que têm interesses no Iraque e que têm consciência moral) desenvolver formas de proteger os cidadãos recém regressados, sejam católicos, ortodoxos, yazidis ou muçulmanos.

Os muçulmanos que anteriormente viviam em relativa paz com os seus vizinhos cristãos não podem se não agradecer os esforços dos cristãos para reconstruir Nínive, porque também eles serão beneficiários da renovada actividade económica e, sobretudo, da paz.

Aquilo que a NRC está a estabelecer em Nínive é uma espécie de lança em África – uma prova de que é possível reestabelecer comunidades multireligiosas onde diferentes fés podem coexistir de forma amigável.

Se for possível aqui, pode ser possível noutros lados. Seja como for, é agora ou nunca. 


(Publicado pela primeira vez na terça-feira, 5 de Setembro de 2017 em The Catholic Thing)

Brad Miner é editor chefe de The Catholic Thing, investigador sénior da Faith & Reason Institute e faz parte da administração da Ajuda à Igreja que Sofre, nos Estados Unidos. É autor de seis livros e antigo editor literário do National Review.

© 2017 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte:info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Não há palavras. Só cinza

A tragédia de Pedrógão Grande deixa-nos sem palavras, mas não nos deixa sem possibilidade de ajudar. Várias instituições, incluindo da Igreja, já prometeram ajuda e abriram contas para que se possa contribuir.


Ontem houve um ataque terrorista em Londres, mas contra a comunidade muçulmana. O condutor da carrinha usada foi salvo pelo imã da comunidade que atingiu.

Dos últimos dias destaque também para uma notícia que passou despercebida por cá. O líder do partido Democrata Liberal do Reino Unido demitiu-se depois de ter sido criticado pelas suas convicções cristãs e nos EUA as autoridades reuniram uns 200 cristãos originários do Iraque para serem deportados de volta para o país de origem, algo que a comunidade nem quer crer ser possível.

D. António Barroso, antigo bispo do Porto, está mais perto da beatificação.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Trump critica anti-semitismo e Pastorinhos são heróis para crianças

Imagem de N.S.F. enviada para o Iraque
O Papa Francisco pede a abertura de canais humanitários para refugiados que fogem de zonas de guerra.


Para as crianças, os pastorinhos são verdadeiros heróis, considera a autora Thereza Ameal, numa altura em que o bispo de Fátima espera que a canonização dos pastorinhos avance durante o centenário das aparições.

Decorreu no fim-de-semana o Faith’s Night Out. Correu da melhor maneira, aqui pode ler um pouco sobre a experiência.

Recentemente entrevistei o arcebispo de Lahore, no Paquistão, um local onde as escolas e igrejas cristãs mais parecem prisões e onde a Páscoa se transforma, num abrir e fechar de olhos, em Sexta-feira Santa.

No domingo tive a sorte de poder estar presente, em família, na missa campal em Cascais em que foi benzida uma imagem de Nossa Senhora de Fátima que será agora enviada para o Iraque, juntamente com milhares de terços e dezenas feitos por crianças. O Presidente Marcelo também esteve presente e ficou tão impressionado como eu.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Gregório não foge, mas se fugisse teríamos de o acolher

Vamos acabar com o EI? Bora não!
Se os Estados Unidos e a Rússia se juntassem, acabavam com o Estado Islâmico no espaço de um mês, diz o Patriarca Gregório III, da Síria. O líder da Igreja Melquita tem estado a e enfrentar divisões internas na sua igreja, contestado por vários dos seus bispos, insiste que não pretende resignar.

O Papa Francisco falou esta quarta-feira da obrigação moral de acolher quem foge da guerra.

Em Fátima reuniram-se representantes de 16 cidades-santuário, para um congresso e ontem, também em Fátima, foram apresentados o terço oficial e as orações digitais para o centenário das aparições.

Sabem o que disse João Paulo II sobre a queda do comunismo? “Livrar-nos desse sistema absurdo não foi milagre nenhum. Era uma questão de tempo. Foi feito para falhar.” No artigo desta semana do The Catholic Thing em português, Robert Royal argumenta que o mesmo se aplica ao secularismo militante que domina o Ocidente nos nossos dias.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Venezuela, Iraque e Famílias - Crises para todos os gostos

Até as lojas de álcool no Iraque estão em crise
O Papa recebeu esta segunda-feira, e sem que tivesse sido previamente anunciado, o presidente Nicolás Maduro, da Venezuela. Falaram da crise que o país atravessa, que vai de mal a pior.

Com o cerco a Mossul a apertar são já várias as terras cristãs que já foram libertadas do jugo do Estado Islâmico. Qaraqosh já é livre, bem como Bartella, onde voltaram a tocar os sinos das igrejas. Falei sobre este assunto com o especialista Nuri Kino, cristão assírio, que me diz que os cristãos estão “cautelosamente felizes” com estes desenvolvimentos, porque ainda há muito por fazer. Aqui podem ler a transcrição integral, no inglês original.

A situação no Iraque não passou o lado do Papa, que admitiu que as notícias que recebe de sofrimento e morte lhe levam às lágrimas e deixam sem palavras.

Enquanto alguns iraquianos combatem o Estado Islâmico, outros estão corajosamente a combater o consumo e comércio de álcool. A proibição do comércio de bebidas alcoólicas é mais uma medida que afecta sobretudo os cristãos naquele país.

A Igreja quer fazer mais e melhor no acompanhamento de casais e famílias em crise. D. António Marto diz que é preciso “olhar para o matrimónio como uma vocação e um projecto a construir” e a Renascença dá-lhe a conhecer vários projectos que existem nesta área, incluindo o “projecto família” do MDV que em 10 anos já evitou que mais de três mil crianças fossem retiradas às suas famílias.

Arrancou ontem a Semana da Educação Cristã. D. João Lavrador presidiu à missa inaugural, nos Açores.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Fim de Ramadão para esquecer

Elie Wiesel
Os portugueses são generosos e deram provas disso novamente em 2015, ano em que a fundação Ajuda à Igreja que Sofre bateu recordes de donativos. Saiba aqui para que serve esse dinheiro.

O Bloco de Esquerda promete ter uma proposta de lei revista das “barrigas de aluguer” até ao dia 15 de Julho, que satisfaça as dúvidas do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

Sexta-feira houve um ataque jihadista no Bangladesh que fez 20 mortos entre reféns ocidentais. Durante o fim-de-semana um atentado terrível em Bagdad. O Papa rezou pelas vítimas em ambas as situações. Agora soube-se de uma vaga de atentados na Arábia Saudita… Um fim de Ramadão para esquecer.

O Papa entretanto pede à Europa que não se esqueça das suas raízes cristãs.


Há meses entrevistei o fascinante padre Tomás Halík. Agora, para quem gostou da reportagem, fica aqui a transcrição completa, que inclui mais informação.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Fúria, Misericórdia e Diálogo Inter-religioso

Manuel Fúria: Cantor e aprendiz de misericórdia
Acredita que Fúria e Misericórdia sejam compatíveis? Então leia este artigo em que se fala também de Leonard Cohen, do Rei David e de um sem-abrigo indiano…

Portugal tem muito por onde melhorar nas infra-estruturas para acolher peregrinos, e isso é algo que pode até beneficiar algumas terras.

O Papa Francisco fez um donativo pessoal aos cristãos no Iraque, que será entregue pela Ajuda à Igreja que Sofre.


No artigo desta semana do The Catholic Thing lemos sobre alguns erros infelizmente comuns no diálogo inter-religioso, nomeadamente entre católicos e muçulmanos. Uma leitura importante sobretudo para quem, como eu, acredita nesse diálogo, mas acha que tem de ser feito com verdade e não com relativismo.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Yezidis & Cristãos

David Warren
Não sou perito em relação aos yezidis de (ou anteriormente de) Mossul e arredores. Também não sou perito em cristãos assírios que lá vivem; nem, verdade seja dita, em cristãos de parte alguma. Os judeus também me ultrapassam, não obstante os meus esforços na cadeira de religiões comparadas. A minha incompreensão estende-se a outras religiões, nacionalidades e tribos. Todas são uma névoa para mim. E ainda há dias em que não me compreendo a mim mesmo.

Como por exemplo as minhas sinceras – pelo menos assim o espero – convicções cristãs. De uma perspectiva de custo benefício, não se saem nada bem. Do ponto de vista de um economista profissional, que parte do princípio que o ser humano apenas procura o seu interesse económico, tornar-me católico foi a coisa mais parva que alguma vez fiz.

Mas olhando para o Iraque, parece-me que os yezidis poderão ser mais parvos ainda. Ou os cristãos assírios, já agora. Toda a gente os quer matar. Porque não alinham com quem os persegue?

Falo neles porque eles são, para nós, “estranhos”. Quando viajei pelo Iraque, há não muito tempo, depois do golpe de Estado do partido Ba’ath, mas antes de Saddam Hussein, fiquei fascinado com eles. Saddam ofereceu-lhes um certo grau de protecção, mas apenas porque tinha outras pessoas que queria massacrar e no que diz respeito aos massacres gostava de ter o monopólio.

Os yezidis viviam no cume dos montes, nas rochas secas que se elevam sobre as planícies da Mesopotâmia. Entravam na cidade para comprar e vender, e geralmente eram tolerados. Isto apesar de todas as outras seitas no Iraque se referirem a eles como “adoradores do diabo”, como faziam há séculos.

De resto, eram bastante reservados. Os seus santuários, tanto quanto conseguia perceber, eram poucochinho do ponto de vista arqutectónico, embora eu apenas tenha visto fotografias, tiradas às escondidas.

Tal como outros monoteístas, acreditam em algo a que chamam “Deus”, mas depois a coisa torna-se interessante, bem como confusa, uma vez que estas pessoas eram analfabetas há gerações e as suas revelações tinham sido transmitidas oralmente desde… ninguém sabe quando.

Tanto quanto consigo perceber, havia sete anjos sagrados. Melek Taus, o Anjo Pavão, foi designado por Deus desde o início para supervisionar a sua Criação. Mas ele não é de confiança, embora a comparação com Satanás talvez seja exagerada. A ideia de prestar culto a um agente cósmico conhecido por ser corrupto e imprevisível parece-me bizarra. Às vezes o Anjo Pavão é verdadeiramente mau, outras vezes, porém, chora e pede perdão a Deus. Seja como for, detém um assinalável poder no mundo.

Parece-me (e recordo que não sou perito) que a atitude dos yezidis para com os seres espirituais é “a arte do negócio”. Talvez esta visão seja partilhada pela maioria das religiões pagãs: “Não tomemos lados entre o bem e o mal, pode vir a custar-nos”. Em vez disso, deve-se negociar com quem se chegar à frente.

Os que encontrei (em Mosul) pareceram-me simpáticos e reservados, bastante atraentes com as suas túnicas brancas. “Vive e deixa viver” parecia estar a correr bem para eles na altura. Dizia-me que reagiam bem aos insultos, o que na visão mais agressiva do Islão sunita os tornava pouco merecedores de serem insultados. (Também os assírios estão habituados a ignorar os insultos).

Aquilo que mais me intrigava era a possibilidade de esta atitude dever-se menos às circunstâncias do que às suas crenças religiosas. A ideia de que o mundo está cheio de demónios e que aquilo que Deus espera é que se chegue a acordo com eles. Ser neutro. Não se comprometer. Isto, por sua vez, obriga a uma rigorosa “endogamia” para poder sobreviver – não só casar, mas viver, exclusivamente, dentro da tribo. Evita-se qualquer mistura desnecessária.

Fatalmente, para eles, apareceu o Estado Islâmico. Centenas de milhares foram massacrados ou exilados. Pelos vistos só se pode chegar a acordos com demónios “moderados”. O verdadeiro, demónio em corpo de homem, fanático e poderoso, não é daqueles que negoceia.

Melek Taus
Não sei se mencionei que não sou especialista, mas os yezidis são para mim tão misteriosos como a maioria dos protestantes e católicos de classe média e alta, bem como outros que vivem na sociedade da nossa América do Norte pós-moderna.

Não é que eles não “acreditem” na presença do mal neste mundo; ou que – cruzes credo – não acreditem em Deus. Muitos vão à igreja, como a Melania Trump afirma fazer com o seu marido: ao que tudo indica, uma simpática igreja presbiteriana na qual, como na maioria das igrejas, incluindo as católicas, os fiéis aprendem a sentir-se bem consigo mesmos. (É o que me chega através dos boatos.)

Na verdade, disse-me o Charles Murray e outros, na América é mais fácil ver os ricos do que os pobres, ou membros de outras “classes inferiores” nas igrejas. São sítios simpáticos e burgueses onde nos é dado poder socializar com outros membros da nossa tribo.

Não é só para ricos, claro. Há igrejas para brancos, igrejas para pretos e para todos os tons de castanho. Igrejas para ricos, pobres e todas as divisões demográficas que se possa imaginar. Depois do “serviço” serve-se café nos convívios, onde todos são bem-vindos. É tudo muito lindo.

Tenho tentado compreender as estatísticas – nomeadamente as sondagens, em particular as sondagens feitas à boca das urnas, segundo métodos científicos – que analisam os votos das pessoas de acordo com a idade, “género”, rendimento, “educação”, filiação religiosa, etc. Os políticos “carismáticos” – penso no Obama e no Trump – atravessam todas estas classes.

Fascina-me de modo particular que esta última classe, a categoria da “religião”, tenha deixado de ser um indicador útil para o sentido de voto. Enquanto cristão, mais precisamente um zeloso católico convertido, acho difícil imaginar como até um “moderado” poderia votar em alguém que seria anatemizado vinte vezes seguidas se fosse aplicado um critério minimamente catequético.  

Não é que o Cristianismo em si esteja a morrer. Pode haver uns milhões a menos a frequentar as igrejas aos domingos do que antes, mas continua a haver milhões. Porque é que é tão difícil, se não impossível, agrupá-los por tendência de voto nas sondagens?

A minha teoria é de que as suas posições estão a “evoluir”, tal como a sua estrutura de crenças, no sentido de algo mais em linha com a teologia dos yezidis. Talvez pensem que se chegarem a um acordo com o demónio, ele, na sua benevolência, os deixe em paz. 


David Warren é o ex-director da revista Idler e é cronista no Ottowa Citizen. Tem uma larga experiência no próximo e extreme oriente. O seu blog pessoal chama-se Essays in Idelness.

(Publicado pela primeira vez na Sexta-feira, 4 de Março de 2016 em The Catholic Thing)

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terça-feira, 10 de novembro de 2015

O Papa e o veneno no Prato


Santos da Ordem Dominicana
O Papa Francisco passou o dia em Florença. Na visita à localidade de Prato criticou o “cancro da corrupção e o veneno da ilegalidade” e depois, ao clero italiano reunido apresentou Cristo como modelo para um novo humanismo.

Durante o passado fim-de-semana os dominicanos reuniram-se em Fátima, onde começaram a assinalar os 800 anos da fundação da Ordem dos Pregadores.

O Parlamento iraquiano aprovou uma lei que discrimina ainda mais os cristãos naquele país. Em resposta o Patriarca da Igreja Caldeia ameaçou com o tribunal internacional e diz que os deputados estão a contradizer o próprio Alcorão.

Para quem estiver pelos lados da Baixa de Lisboa, amanhã estarei na loja da Alêtheia, na Rua de O Século, perto da Calçada do Combro, a partir das 13h, para falar do meu livro “Que Fazes Aí Fechada”. Apareçam!

domingo, 7 de junho de 2015

Notícia falsa sobre cristãos perseguidos no Iraque

Notícia falsa!!
A imagem que ilustra este post já circula há alguns meses e vai reaparecendo de tempos a tempos nas redes sociais.

É importante esclarecer que o post é falso. Se o receberem, avisem a pessoa que enviou e não reencaminhem.

Em primeiro lugar, o Papa Francisco não tem página de Facebook. Mesmo que tivesse, não seria certamente desta forma que faria circular um pedido de orações.

Quanto ao resto do texto. Qaraqosh, ou Quaragosh, como aparece no texto, era de facto a maior cidade cristã no Iraque e foi tomada pelo Estado Islâmico, mas isso aconteceu em Agosto do ano passado.

Mais, os cristãos que lá viviam foram avisados do avanço dos terroristas pelos soldados curdos que abandonaram a defesa da cidade e houve tempo, graças a Deus, para evacuar todos os cristãos que quiseram sair. Por isso, felizmente, não é verdade que centenas de homens, mulheres e crianças estejam a ser decapitadas na cidade, como se diz.

Rezar pelos cristãos perseguidos no Iraque e na Síria? Claro! Quanto mais melhor. Mas infelizmente existem perseguições e tragédias verdadeiras suficientes para não inventarmos, ou divulgarmos, as inventadas.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Islão como arma na Turquia e mensagem do Papa para a Bósnia

Women in Veils love Erdogan
O Papa Francisco vai dentro de poucos dias para a Bósnia e Herzegovina, onde passará apenas um dia. O Papa diz que vai em missão de paz e para promover o diálogo inter-religioso e ecuménico.

O avanço do Estado Islâmico é um falhanço do Ocidente, diz o primeiro-ministro do Iraque. Ouviram? Não tem nada a ver com o facto de os soldados iraquianos em Mossul e em Ramadi terem fugido, deixando todo o seu armamento topo de gama para os terroristas. A culpa é nossa, claramente.

Entretanto o presidente da Turquia vai brincando com o fogo, utilizando o Islão como instrumento de propaganda política na esperança de conseguir uma maioria para o seu partido que lhe permita mudar a Constituição.

E em Roma D. Carlos Azevedo foi nomeado para a Comissão Pontifícia da Arquitectura Sacra.

Recentemente entrevistei a investigadora canadiana Lori Beaman, especialista em religião no espaço público. É um assunto interessante e complexo que ela ajuda a desvendar nesta reportagem, com mais informação na transcrição integral, aqui.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Torneio solidário e munições de mártires

Não se esqueçam que hoje começa a Feira do Livro de Lisboa.
Olhem só quem apareceu!
Antes de mais, a todos os que vivem no Seixal ou arredores, não deixem de ir ao Torneio de Futsal solidário, no domingo. É uma excelente forma de ajudar os cristãos no Iraque e passar umas horas divertidas. As entradas custam três euros.

Os deputados, ou alguns deles, também se preocupam com os cristãos perseguidos e vão por isso formar um grupo parlamentar em solidariedade.

O Patriarca de Lisboa recebeu recentemente um presente fora do normal. Três balas que foram usadas para matar cristãos na Síria. Foram oferecidos por uma freira síria e são um testemunho impressionante de fé e martírio.

O Papa Francisco pede aos noivos que valorizem o tempo e preparem bem o casamento. Sempre bons conselhos!

Ontem foi dia de publicar um novo artigo no The Catholic Thing. O padre Mark Pilon argumenta persuasivamente que a mentalidade contraceptiva é o que está na raiz de novidades como o “casamento gay”. Fiquem com um excerto, mas leiam o artigo, que vale a pena, como sempre.

«Quando começámos a alterar tecnologicamente o corpo humano e a sua fertilidade, tratou-se de uma verdadeira mudança na nossa relação com Deus. A fertilidade não é apenas mais um aspecto da nossa natureza humana. É o elo de ligação mais íntimo entre a natureza corporal do homem com o Deus da criação, um aspecto essencial da humanidade enquanto criada à imagem de Deus.”»

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