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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Mulheres sub-secretárias e cultura inexistente

O Papa nomeou uma mulher sub-secretária de Estado do Vaticano. É a primeira vez que uma mulher, ainda por cima leiga, ocupa um cargo desta importância na Secretaria de Estado (na foto).

2019 foi um “ano de mártires”, segundo a fundação Ajuda à Igreja que Sofre. A organização Open Doors estima que cerca de 260 milhões de cristãos foram vítimas de perseguição no ano passado.

Temos novo artigo do The Catholic Thing. James Matthew Wilson argumenta que não existe “cultura secular”, não no sentido de dizer que o secularismo não produz cultura, mas no sentido em que toda a manifestação cultural aponta para as natureza e destino do homem.

Também hoje publiquei um novo artigo sobre coisas a ter debaixo de olho em 2020. Desta vez olho para a Síria, onde podemos muito bem ver o final da guerra civil que se arrasta há quase nove anos.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Caminhada Pela Vida com enfoque na Eutanásia

Peço desculpa pela longa ausência, que só não se prolonga porque urge avisar-vos sobre a importância de participarem na Caminhada Pela Vida, que se realiza amanhã em várias cidades (ver abaixo).

O Bloco de Esquerda, mostrando claramente as suas prioridades, já anunciou um projecto de lei no primeiro dia da nova legislatura. Sabendo que a lei passa quase de certeza no Parlamento, a Federação Pela Vida quer que o tema seja posto a referendo.

Ontem foi detido no Algarve um ex-padre abusador em série, que já tinha sido condenado na Califórnia e na Irlanda por abusos e posse de pornografia infantil. Porque este é um problema que diz respeito a todos, o artigo do The Catholic Thing desta semana fala do novo filme francês “Graças a Deus”, sobre o caso do abusador Bernard Preynat, de Lyon. A ler.

Por fim, chamo a vossa atenção para o relatório da fundação Ajuda à Igreja que Sofre, sobre a perseguição aos cristãos. Se a situação no Médio Oriente melhorou um pouco – já que pior seria difícil – a área que mais preocupa agora é a Ásia Meridional. O termo correcto, segundo Paulo Portas, é genocídio. Catarina Martins Bettencourt diz que o Ocidente ignora a perseguição na China porque o dinheiro fala sempre mais alto.


Pontos de partida da caminhada marcada as para 15h00 de sábado:
Lisboa – Praça Luis Camões
Porto – Sé
Aveiro – Largo do Mercado Manuel Firmino
Braga – Avenida central (Arcada)
Viseu- Campo de Viriato

Veja também


quarta-feira, 24 de abril de 2019

AIS condecorada na ONU

Clicar para aumentar
O Papa pediu esta quinta-feira o fim da cultura da vingança, recordando que quem não perdoa fecha a porta ao perdão de Deus.

A fundação Ajuda à Igreja que Sofre vai ser condecorada pela Missão Permanente da Santa Sé junto da ONU. Um prémio merecido pelo trabalho que fazem pelos cristãos perseguidos.

Temos ouvido dizer que morreu um português nos ataques no Sri Lanka. Digo eu que não foi um, foram dezenas.

Se é da zona do Porto, não perca esta formação interessantíssima que se realiza a partir do dia 12 de junho, sobre as diferenças entre a forma como a religião influencia a política na Europa e nos EUA. Ver a imagem para mais detalhes.

Alguma vez lhe tinha ocorrido que a Arca de Noé podia ser uma prefiguração de Cristo? Ou que Isaac a carregar a lenha pelo monte acima, para o seu próprio sacrifício, simbolizava Jesus a carregar a Cruz? Esta é a beleza do sentido figurativo das Escrituras, tema para o artigo desta semana do The Catholic Thing em português, a ler.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Tragédia em Moçambique e Templeton para o Brasil

Moçambique está a passar uma crise sem precedentes. Saiba aqui como ajudar.

O Papa Francisco falou da questão, lamentando a devastação causada pelo ciclone e várias organizações católicas têm oferecido ajuda, como a arquidiocese de Braga e a Fundação AIS.

Um cientista brasileiro tornou-se o primeiro sul-americano a vencer o importante Prémio Templeton (ver foto).

Se tem curiosidade em conhecer melhor a vida da Imperatriz Zita, que tem processo de beatificação aberta, não perca a oportunidade de ir a esta conferência.

E porque estamos na Quaresma, esta semana escolhi um artigo de Robert Royal que nos recomenda a largar as polémicas por uns tempos, para nos focarmos noutras coisas neste período. Não deixem de ler o artigo do The Catholic Thing em português.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Velas em Roma pela paz na Síria

O Papa acendeu ontem uma vela pela paz na Síria. Faz parte de uma campanha internacional lançada pela fundação Ajuda à Igreja que Sofre.

Soube-se também por estes dias que o Papa deu uma longa entrevista a um padre espanhol, que será publicada em breve, em que diz que os padres homossexuais que não vivem de forma celibatária devem abandonar o sacerdócio.

Conheça aqui a exposição “Capela Mundi”, sobre os 100 anos da Capelinha das Aparições.

Esta segunda-feira assinala-se o Dia Internacional dos Deficientes e Isabel do Vale, do Serviço Pastoral às Pessoas com Deficiência lamenta que ainda haja igrejas onde as pessoas com dificuldades de locomoção não conseguem entrar.


E termino com o convite, como tenho feito nos últimos anos, de se deslocarem, se possível, ao Chiado onde encontram no número 10 da rua Anchieta um espaço onde estão à venda artigos religiosos feitos pelos cristãos da Terra Santa, trazidos mais uma vez pelo Nicolas Ghobar (ver foto). Este ano o Nicolas esteve em directo na Renascença para falar sobre a sua experiência de cristão na terra onde Jesus nasceu.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Os portugueses do extremo-oriente

Cardeal Bo
O novo líder da Federação das Conferências Episcopais da Ásia é um lusodescendente, que vem substituir outro lusodescendente, numa prova vida da importância do legado português naquele continente.

Conheça aqui a história da freira polaca que morreu aos 110 anos e ajudou a salvar judeus durante a II Guerra Mundial.

Faz sentido continuar a haver um bispo das Forças Armadas? O novo foi ordenado ontem, e diz que sim.

É um caso muito peculiar, do início ao fim… Um juiz considerou inconstitucional a lei americana que proíbe a mutilação genética feminina


E na quarta-feira vamos poder ver o Cristo-Rei, os Jerónimos, a Torre dos Clérigos e a Basílica dos Congregados pintados de encarnado. É uma forma de chamar atenção para os cristãos perseguidos no mundo.


terça-feira, 17 de julho de 2018

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Falta um para a selecção da AIS

Não dá para fugir ao assunto, começou o mundial!

Quem já entrou no espírito é a fundação Ajuda à Igreja que Sofre, que apresenta a sua selecção. Têm uma freira à baliza e um cardeal na defesa. Só lhes falta um ponta-de-lança, que pode ser você!

Está suspensa a construção do museu judaico que estava previsto para Alfama, mas em contrapartida o museu de Leiria vai expor as Rosas de Ouro oferecidas pelos Papas ao Santuário de Fátima.

Falámos com o novo bispo de Viseu. D. António Costa mostra-se “optimista e confiante”.


terça-feira, 6 de março de 2018

ONU reconhece AIS, mas DIL não reconhece ONU

D. Ilídio Leandro diz que já fostes...
A ONU reconhece o papel da fundação Ajuda à Igreja que Sofre na ajuda aos cristãos no Iraque.

Não obstante, o bispo de Viseu diz que a ONU já deu o que tinha a dar e deve ser substituída por outra organização.


Vai em peregrinação nos próximos tempos? Já existe um manual para se alimentar correctamente.

Já aqui falámos da portuguesa que foi educar refugiados no Chade. Agora Joana Gomes vai a Roma dar testemunho do trabalho que faz.

Em 2010 publiquei uma série de reportagens para o ano Sacerdotal. Foram 12 entrevistas a 12 padres diferentes, de outras tantas áreas pastorais. O padre Dâmaso foi um deles, e é o segundo a morrer. Tal como fiz com o padre Ricardo Neves, publico agora, e pela primeira vez, a transcrição integral dessa conversa com o bom padre Dâmaso.

E porque continua a circular um alerta falso sobre perseguição aos cristãos iraquianos da cidade de Qaraqosh, leiam este post e partilhem-no com quem vos tenha enviado a tal mensagem! Não vale tudo…

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Sucessor para Viseu, Warhol para Roma

A Última Ceia, de Andy Warhol
O Papa mandou investigar novas informações relativas ao bispo chileno Juan Barros, acusado por algumas vítimas de abusos sexuais de ter encoberto o padre que os abusou.

Francisco quer, entretanto, um “novo paradigma” para as universidades católicas.

Lisboa tem um novo rabino. Há dias conversei com Natan Peres, que quer “revolucionar” a comunidade judaica da capital portuguesa. Foi uma conversa muito interessante, que vale a pena lerem.

Esteve em Portugal, a convite da fundação Ajuda à Igreja que Sofre, o arcebispo de Lahore, no Paquistão, onde os cristãos estão sempre alerta, sobretudo aos domingos.

D. Ilídio Leandro diz que a nomeação do seu sucessor na diocese de Viseu “está para muito breve”.

O Vaticano vai acolher uma exposição sobre Andy Warhol, a grande figura da Pop Art, que era católico devoto.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Milagres vários: Iraque, Fátima e Hanucá

(Clicar para aumentar)
Foi reaberta ao culto a primeira das igrejas iraquianas reconstruídas com o apoio da Ajuda à Igreja que Sofre, depois de terem sido profanadas e danificadas pelo Estado Islâmico. Uma notícia pascal em tempos de Advento!

Os judeus de Portugal tencionam continuar a florescer e não temem o desafio da assimilação cultural, numa altura em que se festeja o Hanucá. Amanhã acende-se a menorá numa cerimónia pública no Parque Eduardo VII a que todos são convidados.

Começam a surgir as mensagens de Natal dos bispos. Já temos Viseu e Angra.

A Igreja está preocupada com as regras de protecção de dados da União Europeia.

Por já passar da meia-noite, e porque provavelmente não haverá mais mails esta semana, publiquei já o artigo desta semana do The Catholic Thing. Howard Kainz fala de um interessante livro que torna acessível e compreensível o Alcorão, ajudando os cristãos a compreender melhor o livro sagrado dos muçulmanos. O autor sublinha a diferença entre o Alcorão antes e depois da fuga de Meca para Medina.

E deixo também o convite para a apresentação do livro de Bernardo Motta, sobre o milagre do Sol, em Fátima, uma obra que certamente será útil para quem quiser aprofundar o fenómeno. Ver imagem.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Colômbia e o sonho dos sírios

Alegria internacional pelo regresso da Actualidade Religiosa
Espero que as vossas férias tenham sido excelentes! Aqui estou de regresso para vos trazer as notícias mais importantes – e por vezes mais bizarras – do mundo da religião.

O Papa está neste momento a sobrevoar o Atlântico, a caminho da Colômbia. É uma visita integrada num complexo e precioso processo de paz. Saiba mais sobre o contexto da viagem aqui, conheça o hino oficial aqui (eu dispensava o rap, mas de resto até é giro) e neste liveblog acompanhe a par e passo a viagem que vai durar vários dias.

Ontem foi dia Internacional da Caridade e assinalaram-se 20 anos da morte de Madre Teresa de Calcutá. Não, não é coincidência.

Numa altura em que península Coreana está em grande tensão, o Papa pediu aos líderes religiosos da Coreia do Sul que sejam instrumentos de paz e um grupo de empresários de Ourém vai para lá cativar mais peregrinos para Fátima.

Por cá o clima no futebol português às vezes faz lembrar a Coreia do Norte, mas para quem gosta verdadeiramente deste desporto e da cultura que o envolve, convido-vos a ler esta reportagem sobre o sonho da selecção da Síria, onde estão representadas as diferentes comunidades, incluindo cristãos, e que está a meros passos de conseguir um lugar no mundial 2018.

Durante as férias fui publicando os artigos do The Catholic Thing. Convido-vos a ler este par de artigos, com um tema parecido. Um fala dos efeitos da poluição causada pela pílula contraceptiva e outros medicamentos que estão a levar a desequilíbrios hormonais nas águas e o outro pergunta se haverá uma razão psíquica para a descida abrupta de níveis de fertilidade entre homens ocidentais.

Para esta semana temos o artigo de Brad Miner sobre o muito que a fundação Ajuda à Igreja que Sofre está a fazer pelos cristãos no Iraque, ajudando-os a permanecer no país.

Reconstruir o Cristianismo no Iraque: Agora ou Nunca

Brad Miner
O início de Setembro marca o regresso às aulas para milhões de crianças. Este ano, Graças a Deus, será marcado também pelo regresso às aulas de crianças cristãs iraquianas que, juntamente com as suas famílias, estão a regressar à planície de Nínive para reclamar as suas casas e as suas vidas, tão brutalmente afectadas pelo terrorismo e pela guerra. A fundação Ajuda à Igreja que Sofre, e em particular o seu ramo americano, têm sido instrumentais em ajudar a tornar isto possível. (Nota: Eu faço parte da direcção a AIS nos Estados Unidos e o nosso colega aqui no The Catholic Thing, George J. Marlin, é presidente.)

Num artigo anterior eu escrevi sobre um discurso do Sr. Marlin em que ele pedia um novo Plano Marshall para o Médio Oriente. É com alegria que anuncio que já se estão a dar os primeiros passos para a implementação de tal plano no Iraque.

Estamos felicíssimos por saber que este mês a AIS espera repatriar 15 mil pessoas na cidade cristã de Qaraqosh, no Iraq. São três mil famílias.

Esta planta, com as casas danificadas a amarelo, mostra quão extensivos foram os danos.



Ao todo, na Planície de Nínive, mais de 1200 casas foram destruídas pelo Estado Islâmico. Mais de 3000 foram danificadas pelo fogo e ainda mais de 8000 foram danificadas de outras formas e precisam de ser reparadas. O número de igrejas nas mesmas situações é respectivamente 34, 132 e 197. É aquilo a que se pode chamar um desastre não natural.

Mas como eu escrevi anteriormente, a repatriação dos cristãos para as suas terras ancestrais depende da existência de paz. E embora o Estado Islâmico tenha sido expulso de Nínive, resta saber se é possível garantir o regresso dos cristãos em segurança para Nínive e outros lados.

A história é esta:

Quando o mais recente problema de refugiados começou a aparecer nas notícias costumava ser em termos de combates entre o Estado Islâmico e várias milícias e exércitos nacionais, na maioria no Iraque e na Síria. A maioria de nós já viu fotografias de longas filas de deslocados internos, a fugir dos combates ou dos ultimatos que o Estado Islâmico fez aos cristãos: Converter-se ao Islão, abandonar as suas terras, ou morrer. Muito poucos cristãos optaram por converter-se e alguns foram mortos. Mas a maioria – juntamente com muitos, muitos muçulmanos – simplesmente fugiu, ou para países estrangeiros, ou para campos de refugiados.

As manchetes costumam referir-se ao influxo de Muçulmanos para a Europa, e em muitas situações lidam com a infiltração de militantes do Estado Islâmico, ou outros terroristas, que desde o 11 de Setembro de 2001 já mataram, pelo menos, 20,000 pessoas no mundo, com muitos milhares de feridos.

Mas estes são apenas assassinatos em ataques terroristas. A guerra – em larga medida islamita – na Síria, quase 400 mil pessoas morreram. Dezanove mil civis morreram no Iraque desde 2014 (acima de 60 mil combatentes perderam a vida), mas número mais devastador diz respeito ao número de deslocados internos no Médio Oriente: 4,525,968.

A Ajuda à Igreja que Sofre tem trabalhado em prole destes refugiados desde o início da crise, e sempre tivemos dois objectivos mente.

Temos procurado fornecer ajuda humanitária imediata a todos aqueles que foram expulsos das suas casas: água, comida, roupa e medicina – os essenciais – mas também educação para as crianças, ajudando a garantir que não se perde uma geração inteira de crianças.

E sempre acreditámos que um dia – tal como aconteceu no fim da Segunda Guerra Mundial – estes deslocados voltariam para retomar as suas casas, empregos e herança antiga. Os eventos mais recentes provam que tínhamos razão – e estamo-nos a preparar para enfrentar o desafio.

Recentemente o jornalista John L. Allen Jr. escreveu na revista “Columbia”, dos Knights of Columbus, que desde 2011 que a Ajuda à Igreja que Sofre “gastou 35.5 milhões de dólares a ajudar refugiados cristãos no Iraque e na Síria, em particular os que se encontram em Erbil e noutros pontos do Curdistão. O ramo americano da AIS têm contribuído de forma decisiva para este esforço.”

Allen encontrou um termo maravilhoso para este trabalho que estamos agora a começar: Dunkirk ao contrário.

Regresso a casa, aos olhos de uma criança cristã do Iraque
Tendo passado os últimos seis anos a ajudar as pessoas que fogem das suas casas, a AIS está agora, juntamente com outros grupos, entre os quais os Knights of Columbus, a Catholic Near East Welfare Association e a Catholic Relief Services, a ajudar os refugiados a regressar. Este esforço colectivo tem sido apelidado de Comité de Reconstrução de Nínive (CRN).

O objectivo da CRN é, de forma simples: “Ajudar os Cristãos Iraquianos que queiram regressar às suas aldeias na Planície de Nínive, onde vivem há séculos, e a fazê-lo de forma digna e em segurança”.

Como é evidente estas pessoas (na maioria católicas e ortodoxas) carregam com elas a sua dignidade, que nunca perderam, não obstante os sofrimentos e perigos que enfrentaram. Uma ajuda a essa dignidade passa pela reconstrução e renovação urgente das suas casas, escolas e meios económicos.

Claro que a segurança é uma preocupação constante e algo que a AIS/CRN não podem fornecer. Para isso é necessária a colaboração entre oficiais locais e nacionais do Iraque bem como de terceiros interessados. Na medida em que há paz na área, cabe a esses governos e aos terceiros (isto é, outras nações que têm interesses no Iraque e que têm consciência moral) desenvolver formas de proteger os cidadãos recém regressados, sejam católicos, ortodoxos, yazidis ou muçulmanos.

Os muçulmanos que anteriormente viviam em relativa paz com os seus vizinhos cristãos não podem se não agradecer os esforços dos cristãos para reconstruir Nínive, porque também eles serão beneficiários da renovada actividade económica e, sobretudo, da paz.

Aquilo que a NRC está a estabelecer em Nínive é uma espécie de lança em África – uma prova de que é possível reestabelecer comunidades multireligiosas onde diferentes fés podem coexistir de forma amigável.

Se for possível aqui, pode ser possível noutros lados. Seja como for, é agora ou nunca. 


(Publicado pela primeira vez na terça-feira, 5 de Setembro de 2017 em The Catholic Thing)

Brad Miner é editor chefe de The Catholic Thing, investigador sénior da Faith & Reason Institute e faz parte da administração da Ajuda à Igreja que Sofre, nos Estados Unidos. É autor de seis livros e antigo editor literário do National Review.

© 2017 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte:info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Pell acusado, Mossul quase libertada

Miliciana cristã acende uma vela numa igreja perto de Mossul

Publicámos esta quinta-feira o terceiro artigo da série “E depois de Mossul”, no dia em que o exército iraquiano conquistou a famosa mesquita onde foi proclamado o califado. Hoje olhamos para os cristãos da região e como encaram o futuro e a eventualidade de curdos e árabes combaterem por domínio das suas terras ancestrais….

Ora os cristãos no Iraque devem muito, mas mesmo muito, a organizações como a fundação Ajuda à Igreja que Sofre. E por isso é bom saber que não só em Portugal como em todo o mundo houve em 2016 mais pessoas do que nunca a ajudar financeiramente a organização.

Entre Mossul, perseguições, atentados e outros males como os abusos sexuais é natural que muitas pessoas tenham medo de sair de casa. No artigo desta semana do The Catholic Thing, porém, Ines Murzaku explica porque é que o temor a Deus pode dominar e disciplinar todos esses outros medos. Leiam e partilhem!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Rezar pela Venezuela e contra a pornografia

Contra a pornografia
O Parlamento congratulou-se esta sexta-feira com o sucesso da visita do Papa Francisco. O voto foi aprovado por unanimidade.

Também hoje a fundação Ajuda à Igreja que Sofre fez um apelo a uma jornada de oração pela Venezuela. Em Lisboa há missa e terço no domingo, mas quem quiser certamente pode associar-se pessoalmente, onde estiver.

Nos Açores decorrem por estes dias os festejos do Santo Cristo dos Milagres. Este ano preside o bispo de Fall River, onde há uma grande comunidade açoriana. Marcelo também lá vai estar.

Ao longo dos anos já publiquei alguns artigos, nomeadamente do The Catholic Thing, sobre o flagelo que é a pornografia nos nossos dias, que em muitos casos pode chegar a ser um terrível vício que prejudica muito mais os utilizadores do que possam imaginar. Dois desses artigos podem ser lidos aqui, aqui e aqui. Agora reparo, com grande satisfação, que a editora Princípia publicou em Portugal um livro da autoria da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, que trata muitíssimo bem do assunto. Fica o conselho para quem se interessa por este tema!


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Estado Islâmico perde Dabiq e terços em Braga

Contas de rezar budistas, esculpidas em sementes
O Estado Islâmico está em maus lençóis… Que pena, não é? Um dia depois de terem perdido uma aldeia aparentemente inútil, mas que tem um valor simbólico importantíssimo, foi lançada a ofensiva para reconquistar Mossul, a cidade cuja queda nas mãos do EI catapultou o grupo para a fama, em 2014.

D. Jorge Ortiga teme que tudo fique na mesma com o Orçamento do Estado, no que diz respeito aos mais pobres.

Começou hoje a semana dos Bens Culturais da Igreja. Saiba mais aqui.

Celebrou-se esta segunda-feira a missa pelos que morrem sem ninguém… A Irmandade de São Roque ocupa-se desta missão tão importante.

Já está em palco o musical sobre as aparições de Fátima e noutros palcos pode muito bem encontrar o padre Victor Silva, conhecido como o “padre do Rock”.


Por fim, e por falar em terços, deixo-lhe com o convite para ver a exposição de “contas de rezar”, que está patente em Braga e que inclui todo o tipo de terços e contas de outras tradições religiosas.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Fim de Ramadão para esquecer

Elie Wiesel
Os portugueses são generosos e deram provas disso novamente em 2015, ano em que a fundação Ajuda à Igreja que Sofre bateu recordes de donativos. Saiba aqui para que serve esse dinheiro.

O Bloco de Esquerda promete ter uma proposta de lei revista das “barrigas de aluguer” até ao dia 15 de Julho, que satisfaça as dúvidas do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

Sexta-feira houve um ataque jihadista no Bangladesh que fez 20 mortos entre reféns ocidentais. Durante o fim-de-semana um atentado terrível em Bagdad. O Papa rezou pelas vítimas em ambas as situações. Agora soube-se de uma vaga de atentados na Arábia Saudita… Um fim de Ramadão para esquecer.

O Papa entretanto pede à Europa que não se esqueça das suas raízes cristãs.


Há meses entrevistei o fascinante padre Tomás Halík. Agora, para quem gostou da reportagem, fica aqui a transcrição completa, que inclui mais informação.

segunda-feira, 21 de março de 2016

@Franciscus e Passo-a-Rezar nas periferias

Padre Nuno Gonçalves, próximo reitor da
Universidade Pontifícia Gregoriana
O Papa Francisco comparou ontem o sofrimento dos refugiados com a paixão de Jesus. Palavras muito fortes para uma Europa que, em grande medida, continua a virar as costas ao problema.

Hoje a Renascença disponibiliza uma entrevista a Catarina Bettencourt, que dirige a delegação portuguesa da fundação Ajuda à Igreja que Sofre e que vai “onde outros não querem ir”. Na sua opinião, a Europa “perdeu a noção da realidade”.

Francisco decidiu aderir ao Instagram. Em poucas horas já estava com centenas de milhares de seguidores. No mesmo dia Francisco ordenou dois novos bispos a quem recomendou que sejam próximos dos seus fiéis e dos seus sacerdotes e diáconos.

Um português vai dirigir a mais importante universidade pontifícia, a Gregoriana, em Roma. É uma enorme responsabilidade e uma grande honra para Portugal.

Depois de vários anos a convidar personalidades para ler os textos e as meditações do Tríduo Pascal, o Passo-a-Rezar decidiu, este ano, ir às periferias, pelo que os protagonistas vão ser um imigrante e uma doente oncológica.

Não deixem de ler o artigo do The Catholic Thing da semana passada, onde Randall Smith fala sobre o sacramento da confissão.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Quarta de cinzas e jejum por perseguidos

Frei Bartolomeu dos Mártires
Hoje é Quarta-feira de Cinzas e por isso os cristãos são convidados a fazer jejum e abstinência. A fundação Ajuda à Igreja que Sofre pede que hoje, em particular, esse jejum e a oração sejam reforçados e em favor dos cristãos perseguidos no Médio Oriente.

Para quem ainda não sabe o que sofrem os cristãos – e outros, incluindo muçulmanos, claro – em países como o Iraque e a Síria, este artigo do The Catholic Thing em português ajuda a clarificar.

Por cá, hoje voltam à Assembleia da República as leis do aborto e da adopção por pessoas do mesmo sexo. Se tudo correr conforme se espera os partidos de esquerda ignorarão o pedido do Presidente de um debate mais aprofundado e aprovarão novamente. É uma situação que os juristas católicos, e não só, lamentam e criticam.

Como já era de esperar o debate da eutanásia também já chegou em força. O Patriarca de Lisboa diz que o que faz falta é mais acompanhamento, e não mais eutanásia; o director do Serviço de Bioética e Ética Médica da Faculdade de Medicina do Porto diz que este debate nem devia estar a acontecer agora; a reportagem na unidade de cuidados paliativos do IPO do Porto conclui que “sem o sofrimento e a dor, as pessoas querem viver” e o presidente da Associação de Médicos Católicos quer que o assunto vá a referendo. Ainda pode ler aqui a opinião de Graça Franco, directora de informação da Renascença.

Numa nota mais encorajadora, por estas semanas há milhares de jovens em missão por todo o país. As missões universitárias são um fenómeno incrível em Portugal, que pode conhecer melhor aqui.

E ainda, Portugal vai ter mais um santo. Frei Bartolomeu dos Mártires vai ser oficialmente canonizado

Cristãos Perseguidos no Médio Oriente em 2015

George J. Marlin
Em 2015 houve mais cristãos perseguidos do que membros de qualquer outra religião no mundo. A perseguição religiosa tem sido também a principal causa do grande aumento de migração forçada a nível global. De acordo com as Nações Unidas, o número de deslocados internos e refugiados atingiu um pico, no ano passado, de 60 milhões de pessoas.

Este ciclo persecutório cada vez maior criou também o mais significativo êxodo de cristãos na história do Médio Oriente.

Com populações inteiras a fugir das suas casas, os cristãos estão rapidamente a desaparecer de regiões inteiras – e não é só no Médio Oriente, mas também em África, onde várias dioceses se esvaziaram.

Em grande parte, esta migração é causada pela limpeza étnica motivada por ódio religioso. Os responsáveis por esta violência e intimidação sistemática são principalmente grupos terroristas islâmicos, em particular o Estado Islâmico.  

A perseguição levada a cabo pelo Estado Islâmico encaixa perfeitamente na definição de genocídio das Nações Unidas:

quaisquer dos seguintes actos cometidos com a intenção de destruir, em todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, como por exemplo: matar membros do grupo e causar danos sérios corporais ou mentais aos membros do grupo…

Os actos de genocídio do Estado Islâmico são dirigidos em primeiro lugar contra os cristãos. Na sua revista online “Dabiq”, os militantes afirmam que vão “conquistar a vossa Roma, quebrar as vossas cruzes e escravizar as vossas mulheres, se Allah o permitir.”

O Estado Islâmico é liderado por fanáticos ideológicos que aderem a uma forma extremista de Islão salafita, que afirma que apenas eles são verdadeiros muçulmanos. Esta seita requer a criação de um califado para purificar o Islão do xiismo e da presença de infiéis. De acordo com Abu Bake Naji, um conhecido intelectual do Estado Islâmico, isto significa que os terroristas devem recorrer à jihad, definida como “nada se não violência, brutalidade, terrorismo, o aterrorizar de pessoas e massacres”.

Na Síria, esta política do Estado Islâmico e a guerra civil são responsáveis pela morte de mais de 250 mil pessoas e a deslocação de 11,6 milhões – metade da população do país. Pelo menos 3,9 milhões destas pessoas estão retidas no Líbano, na Jordânia, no Iraque e na Turquia. Incrivelmente, 25% da população do Líbano é agora composta por refugiados sírios. Porém, a maioria dos cristãos exilados recusam-se a ir para campos de refugiados ou a registarem-se com as agências de ajuda humanitária, com medo de serem raptados ou hostilizados por muçulmanos. Em vez disso dependem da ajuda de agências de auxílio internacional católicas, como a Ajuda à Igreja que Sofre, ou outros cristãos que os alimentem, vistam e ajudem a educar os seus filhos.

O Estado Islâmico espera apagar o passado, presente e futuro do Cristianismo. Em 2015 foram destruídas igrejas, locais de interesse histórico e manuscritos antigos. Um rico património está em perigo – uma herança que é séculos mais antiga que o próprio Islão.

Mais de 150 igrejas, centros pastorais e mosteiros foram danificados ou destruídos na Síria, incluindo a histórica igreja de São Jorge, em Qaber Shamiya, que foi pilhada antes de ser incendiada. A Igreja Apostólica Arménia dos Quarenta Mártires, em Alepo, foi destruída em resposta a eventos dos cristãos para comemorar o 100º aniversário do genocídio arménio.

As 45 igrejas cristãs em Mosul, no Iraque, ou foram destruídas ou transformadas em instalações militares ou então convertidas em mesquitas. Em Janeiro de 2016, imagens de satélite confirmaram que o mais antigo mosteiro do Iraque, Santo Eliseu, localizado no topo de um monte nos arredores de Mossul desde o ano 590 tinha sido reduzido a um monte de entulho pelo Estado Islâmico.

Estado Islâmico e cristãos coptas
Outros países do Médio Oriente também têm assistido a uma intensa perseguição, como podemos ver:

Irão: Os cristãos têm sido atingidos por rusgas e detenções em cada vez maior número. O número de cristãos atrás das grades duplicou em 2015, apesar de promessas do Governo para promover a tolerância religiosa.

Arábia Saudita: Esta nação, que não permite a construção de qualquer igreja cristã e continua a ter o pior registo de abusos em relação à liberdade religiosa. O novo rei já augurou uma abordagem ainda mais severa.

Sudão: O Presidente Omar al-Bashir elevou a intensidade da sua promoção do Islão de ala dura. O número de cristãos no país continua a diminuir a um ritmo acelerado.

Turquia: Apesar de promessas de reformas por parte do Governo, os cristãos ainda são tratados como cidadãos de segunda. Os cristãos temem ainda o aumento do Islão radical na Turquia.

Egipto: Os ataques a igrejas diminuíram desde que o Presidente Morsi abandonou o cargo, mas os cristãos continuam a ser alvo de ataques ao nível individual. A 7 de Janeiro de 2015 o Presidente el-Sisi deu um forte sinal de apoio quando participou numa celebração de Natal ao lado do Papa copta Tawadros II, na Igreja de São Marcos. Também condenou a violência do Estado Islâmico e de outros grupos radicais numa celebração do nascimento de Maomé. “É inconcebível que a ideologia que nos é mais cara transforme todo o mundo islâmico numa fonte de ansiedade, perigo, morte e destruição para o resto do mundo”. Foram palavras e gestos de importância monumental. Infelizmente, têm tido pouco eco no resto do Governo egípcio, em termos de garantir direitos básicos aos cristãos. 

Em relação aos governos ocidentais, enquanto muitos condenaram os crimes contra a humanidade dos radicais islâmicos, não implementaram quaisquer planos efectivos para pôr termo à violência ou para assegurar que os cristãos e outras minorias recebam protecção ou um espaço seguro onde viver. Contudo, ainda o outro dia o Parlamento Europeu declarou que o Estado Islâmico está a levar a cabo um genocídio e pediu aos estados-membro que façam chegar a todos os grupos que são alvo desta crime “protecção e ajuda, incluindo ajuda militar e humanitária” em conformidade com o direito internacional.

Mas enquanto grande parte do Ocidente continua a olhar, muitos cristãos do Médio Oriente continuam a manter-se firmes, independentemente das dificuldades. A posição dos cristãos em dificuldade foi bem descrita pelo Arcebispo Melquita de Alepo, Jean-Clement Jeanbart:

Estamos a confrontar um dos desafios mais importantes da nossa história bi-milenar. Lutaremos com todas as nossas forças e agiremos com todos os meios possíveis para dar ao nosso povo razões para ficar e não abandonar; sabemos que o caminho que temos pela frente será muito difícil; não obstante, estamos convencidos que o nosso amado Senhor Jesus está presente na Sua Igreja e que jamais nos abandonará. Sabemos que nada pode intrometer-se entre nós e o amor de Jesus Cristo – e que através de todos estes desafios triunfaremos através do poder daquele que nos ama.


(Publicado pela primeira vez no Sábado, 6 de Fevereiro de 2016 em The Catholic Thing)

George J. Marlin é editor de “The Quotable Fulton Sheen” e autor de “The American Catholic Voter”. O seu mais recente livro chama-se “Narcissist Nation: Reflections of a Blue-State Conservative”.

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