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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Religiões juntas contra Eutanásia e Marcelo com veto problemático

Vai decorrer na próxima semana um encontro inter-religioso, com assinatura de uma declaração conjunta, sobre a eutanásia. É raro as religiões todas tomarem posição comum sobre um assunto deste género!

Ainda sobre a eutanásia, o bispo do Porto diz que a sua aprovação representará um “terrível abaixamento do barómetro moral da sociedade”.

Mas a justificação dada por Marcelo é (desnecessariamente) problemática

Hoje em Roma assinala-se a Quinta-feira da Ascensão (em Portugal, como noutros países, a festa litúrgica passa para o domingo seguinte) e o Papa aproveitou para visitar duas comunidades.

Convido-vos a ler o artigo desta semana do The Catholic Thing, em que Christopher Akers compara o materialismo e o Cristianismo enquanto filosofias de vida. É um autor jovem e que vale a pena acompanhar.

Marcelo, o médico

Marcelo Rebelo de Sousa vetou a lei de mudança de género. Isso é bom.

No texto da sua justificação para o veto, lê-se o seguinte:

"Solicito, apesar disso, à Assembleia da República que se debruce, de novo, sobre a presente matéria, num ponto específico - o da previsão de avaliação médica prévia para cidadãos menores de 18 anos.

A razão de ser dessa solicitação não se prende com qualquer qualificação da situação em causa como patologia ou situação mental anómala, que não é, mas com duas considerações muito simples (...)"

A "situação em causa" é alguém ser biologicamente de um sexo e identificar-se como sendo de outro, de dois, ou de nenhum. Essa "situação" tem um nome científico: Disforia de Género.

E a Disforia de Género é, precisamente, uma situação mental anómala. Não sou eu que o digo, são os médicos. É definida como uma desordem mental no Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, entre outros. 

Seria tão fácil ter deixado esse "que não é" de fora do texto justificativo do veto... O que é que lá está a fazer?

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Nossa Senhora de Fátima protegida pelos páras

Drama na República Centro-Africana, onde uma igreja foi atacada ontem. Morreu um padre e cerca de 20 fiéis. A igreja chama-se Nossa Senhora de Fátima e está neste momento a ser protegida por paraquedistas portugueses.

É já daqui a 27 dias que os nossos deputados discutem se o Estado deve matar os seus cidadãos doentes e frágeis. A Renascença falou hoje com uma psicóloga belga que diz algo que deveria parecer óbvio: “A Eutanásia por sofrimento mental compromete todo o sector dos cuidados em saúde mental”.

Enquanto se fala de eutanásia já vai avançando a questão da mudança de género. O assunto vai ser debatido nos Jerónimos na sexta-feira, não percam. Detalhes no anexo.

A Administração americana é acusada de não fazer o suficiente para proteger a liberdade religiosa no mundo.

Há um novo príncipe! Não, não é o Louis… Este tem 73 anos e bigode e é o novo grão-mestre da Ordem de Malta.

Os bispos alemães criticam a decisão do Governo regional da Baviera de colocar crucifixos nos edifícios públicos.

Ainda o caso Alfie Evans, desta vez no artigo do The Catholic Thing desta semana, onde Stephen White põe o dedo na ferida e destaca o perigo inerente à ingerência do Estado os assuntos das famílias, apoiado nas palavras de Leão XIII.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Trump & Trans: O mundo de pernas para o ar

Trump e os transgéneros, tudo mal desde o princípio
Há poucos dias Donald Trump anunciou – através do Twitter, como é seu estilo – que vai proibir as pessoas transgénero de servirem nas Forças Armadas, uma vez que a missão destas é proteger o país e não podem mais suportar os custos médicos inerentes à presença daquelas.

Logo surgiram gritos de discriminação, homofobia, transfobia e alguém foi buscar dados que mostram que as Forças Armadas gastam cinco vezes mais em viagra para os seus soldados do que em operações de mudança de sexo.

Esta não devia ser uma questão complicada de analisar, mas infelizmente é. Porquê? Porque estamos a discuti-la com as bases inquinadas… Vamos por pontos.

1º O problema aqui centra-se numa comunidade específica que se identifica como “transgénero”. Mas – e lamento aqui ter de vos assustar com um pouco de ciência – não existem mulheres e homens transgénero. Existem mulheres, e existem homens. Algumas mulheres pensam que são homens. Alguns homens pensam que são mulheres. Alguns homens e mulheres pensam até que são outras coisas. Alguns homens mutilam-se e drogam-se para poderem parecer mulheres e algumas mulheres mutilam-se e drogam-se para parecer homens. Mas da mesma maneira que eu não fico mais novo se fizer um implante de cabelo, nem fico mais velho se pintar o pouco cabelo que ainda tenho de branco, um homem mutilado, drogado e com uma saia não se transforma numa mulher, e vice-versa.

2º Se um homem ou uma mulher estão aptos física e psicologicamente, então devem poder servir nas Forças Armadas e devem ser integrados nas Forças Armadas na qualidade de homem ou mulher que são, de facto, e não como se imaginam ou como gostariam de ser.

3º O facto de um homem se identificar com uma mulher ou de uma mulher se identificar com um homem revela uma instabilidade psicológica? Excepto na muito reduzida quantidade de casos em que existe uma disforia de género clinicamente comprovada, penso que isso é evidente. Deve isso excluir a sua participação nas Forças Armadas? Só isso, a meu ver – que não sou psicólogo nem especialista no assunto – não deve ser impedimento. Eu também acho que as pessoas que gostam de se vestir de verde e participar em rituais semanais de humilhação colectiva não devem bater bem da cabeça, mas não é por isso que são piores pais de família, bombeiros ou soldados. Se, porém, um homem diz que o facto de ter de ser tratado como um homem pelas Forças Armadas é para ele insuportável, então haverá uma clara incompatibilidade.

4º Se eu percebo porque é que as Forças Armadas americanas pagam os cuidados de saúde básicos dos seus membros, com destaque especial para mutilados e traumatizados de guerra, por exemplo, confesso que não faço a menor ideia porque é que devem pagar a homens e mulheres fisicamente saudáveis operações ou tratamentos que os mutilam ou alteram o regular funcionamento do seu corpo. A ideia de que essa mutilação física é necessária para que haja bem-estar psicológico não só não está comprovada pela ciência, como os estudos apontam precisamente no sentido contrário.

5º Já que estamos nesta, também não faço a menor ideia porque é que as Forças Armadas andam a comprar viagra para os seus soldados…

Resumindo. Trump tomou uma decisão parva, com uma justificação parva. Mas fê-lo dando continuidade a uma já longa e honrada tradição de parvoíces, que atingiu o seu cúmulo quando alguém nas Forças Armadas decidiu que seria adequado e boa ideia financiar operações medicamente desnecessárias aos seus soldados.

Se Trump, em vez de excluir das Forças Armadas homens e mulheres que, tanto quanto eu ou ele sabemos, podem ser excelentes soldados e têm vontade de servir o seu país, se limitasse a rescindir a prática absurda de financiar as operações de mudança de sexo tinha-se evitado este problema. Seria acusado de homofobia e de transfobia de qualquer maneira, como tem sido desde que apareceu na cena política, mas pelo menos teria razão.

Último ponto. Deve este texto ser lido como uma crítica ou desvalorização pessoal de homens ou de mulheres que, tragicamente, não estão em paz com a sua própria biologia? Não, não deve. Eles e elas não deixam de ser pessoas com uma dignidade indelével que devem ser amadas, respeitadas e apoiadas. Mas apoiar, amar e respeitar alguém não implica alinhar com uma fantasia irracional, sobretudo quando ela pretende impor-se à sociedade, querendo obrigado todo o resto do mundo a compactuar com aquilo que é, na verdade, uma mentira.

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