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sexta-feira, 1 de março de 2013

Algumas sedes mais vacantes que outras

O primeiro dia de Sede Vacante decorreu calmamente. Ficámos a saber que a data do Conclave não deve ser anunciada logo na segunda-feira e soubemos também que o Papa emérito passou a noite passada de forma tranquila, a ver notícias.

Ainda de ontem à noite tivemos uma reportagem que vale bem a pena ler e ver sobre a vigília dos jovens em Lisboa e ainda o comentário do padre Tolentino, que esteve em estúdio a comentar o fim do pontificado de Bento XVI.

Ontem começámos a olhar mais de perto para os cardeais asiáticos de maior interesse. O perfil do filipino Antonio Tagle poderá ter passado despercebido no meio da confusão, mas é pena, porque é sem dúvida uma figura a ter debaixo de olho. Hoje publiquei o perfil do Cardeal Malcolm Ranjith, do Sri Lanka, um dos preferidos dos católicos mais tradicionalistas.

O mundo continua para além de Roma por estes dias! Soubemos ontem que os portugueses são dos europeus mais crentes em Deus, por exemplo.

Seis meses depois de eles próprios terem entrado em Sede Vacante, os cristãos ortodoxos da Etiópia elegeram um novo Patriarca! Muitos anos para o Patriarca Matias!


Albert Malcolm Ranjith

Nascido: 15 de Novembro de 1947
Ordenado padre a 29 de Junho de 1975
e bispo a 17 de Junho de 1991
O actual arcebispo de Colombo, a mais importante diocese do Sri Lanka, é uma das grandes figuras da Igreja asiática.

Foi o primeiro bispo daquele país a servir no corpo diplomático do Vaticano, tendo sido núncio apostólico na Indonésia e Timor Leste, e também o primeiro a chefiar uma congregação na Santa Sé.

Teologicamente Ranjith apela a vários sectores da Igreja. Os conservadores apreciam a sua vigorosa defesa da liturgia, que inclui um gosto particular pelo rito tridentino, mas junta a isso uma vocação pelo trabalho social ao serviço dos mais pobres. Chegou a dizer, certa vez, que “o amor pela liturgia e o amor pelos pobres têm sido a bússola da minha vida de padre”.

Depois de ter chefiado a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, regressou ao Sri Lanka para se ocupar da arquidiocese da capital. Uma das medidas que tomou foi ordenar que todos os fiéis comunguem de joelhos e na boca, proibiu os leigos de pregar nas igrejas e os padres de utilizar aspectos de culto de outras religiões.

É um grande promotor do diálogo inter-religioso, o que é muito importante num país com historial de conflito, onde os cristãos são uma minoria e onde convivem com duas outras grandes religiões, o Budismo e o Hinduísmo.

Todo este historial torna Ranjith um homem com experiência pastoral e administrativa ao nível da curia romana o que, juntamente com a sua idade de 65 anos e o facto de vir de um país asiático em vias de desenvolvimento, o torna uma figura de relevo no Colégio dos Cardeais.

Ranjith é também um poliglota, sendo fluente em dez línguas.

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