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sexta-feira, 8 de março de 2013

Conclave marcado

Nada a ver com as notícias, mas uma belíssima
foto da entronização do Patriarca da Etiópia

Apesar de todos os cardeais serem homens, o dia da mulher não lhes passou despercebido. Hoje na congregação geral discutiu-se o papel da mulher na Igreja.

Continuamos a olhar para a Igreja no mundo. Ontem na edição da noite da Renascença vimos o continente africano, com entrevistas com um bispo na Guiné, uma portuguesa que já trabalhou em quatro PALOP diferentes e um padre nigeriano que fala do mal que é o tribalismo na Igreja. Na segunda-feira viramos a atenção para a Europa.

A data do Conclave parece escolhida de propósito para mim porque dá-me tempo para publicar todos os perfis de cardeais que “vale a pena ter debaixo de olho”. Hoje olhamos novamente para um brasileiro, o Cardeal D. João Bráz de Aviz.


João Bráz de Aviz

Nascido: 24 de Abril de 1947
Ordenado padre a 26 de Novembro de 1972
e bispo a 31 de Maio de 1994
D. João Bráz de Aviz é bispo emérito de Brasília, capital federal do Brasil.

Ao longo do seu percurso esteve em várias dioceses, antes de ir para Brasília, e em 2011 foi nomeado prefeito da Congregação para os Religiosos, que supervisiona as ordens religiosas católicas em todo o mundo.

Numa entrevista feita em Fevereiro de 2011 o cardeal confessou que quase que abandonou o seminário, quando era novo, por causa das correntes liberais que acompanharam a época da teologia da libertação, sobretudo depois do Concílio Vaticano II, apesar de reconhecer a importância da “opção preferencial pelos pobres”, que serve de lema para os teólogos da libertação.

Quando era novo D. João viu-se envolvido num assalto à mão armada em curso e foi atingido por balas que lhe trespassaram os intestinos e um olho. Apesar de os cirurgiões lhe terem salvo a vista, ainda tem estilhaços das balas no corpo.

Enquanto membro da curia responsável pelas ordens religiosas tem tido que lidar com alguns problemas, nomeadamente o inquérito feito às ordens religiosas femininas, nos EUA, mas disse várias vezes que prefere abordar os assuntos através do diálogo e não por imposições.

Aos 65 anos há quem veja em D. João Bráz de Aviz, que tem fama de ser discreto, um eventual sucessor de Bento XVI, tendo a vantagem de representar o país com maior número de católicos no mundo, ainda por cima um ano antes da realização das Jornadas Mundiais da Juventude, no Rio de Janeiro. 

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