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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Apenas Huma entre muitas

O Papa Francisco mandou uma mensagem para o Fórum Económico Mundial, que decorre em Davos, em que alerta para os perigos de não se colocar o homem no centro das políticas económicas. Vale a pena ler.

Esperança no Paquistão, onde pela primeira vez parece que um tribunal está de facto a fazer alguma coisa num caso de uma rapariga cristã raptada e forçada a converter-se ao Islão. Leiam e vejam o apelo dos seus pais. Rezem, pelo menos, pela Huma Younus.

O Papa Francisco reforçou a condenação ao antissemitismo nos 75 anos da libertação de Auschwitz. Este é um fenómeno que está de regresso e não é só entre a extrema-direita e a esquerda progressista. São cada vez mais católicos a abraçar teorias destas e não pode acontecer, como explicou Francis X. Maier no artigo de há umas semanas do The Catholic Thing.

Quem me segue há mais anos sabe que tenho opiniões fortes sobre a presença de crianças nos funerais a forma como lhes falamos da morte. Hoje ouvi um podcast que alertava para não levar as crianças aos enterros. É uma opinião que considero lamentável e por isso respondi aqui.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Os Guardas de Auschwitz

Randall Smith
Quando visitamos Cracóvia e Auschwitz em dias seguidos, sentimos uma espécie de chicotada psicológica. Experimentamos de perto um dos mais belos feitos culturais da humanidade e a cena de um dos seus maiores crimes.

Em Cracóvia vemos a glória de que são capazes a natureza e o génio do homem. Em Auschwitz vemos o horror de que essa natureza e esse génio o tornam capazes. Ambas são lições importantes e é um grave erro afirmar um sem o outro.

Sobre Auschwitz tenho muito pouco a dizer – e nada em particular sobre os presos, sobre cujo sofrimento não tenho nem a sabedoria nem os dons para escrever. Os horrores desta magnitude requerem um certo silêncio da parte daqueles que observam a partir de uma distância segura. Só quem lá esteve é que pode falar com autoridade. Eu não tenho essa presunção.

Mas espero que me sejam permitidas duas observações, não sobre o sofrimento dos prisioneiros, mas sobre os guardas. Aliás, uma das coisas que falta no que é de resto uma apresentação excelente sobre Auschwitz é qualquer informação sobre os guardas. Esta falha está a ser corrigida, dizem-me, para uma exposição futura.

Por agora existe um livro interessante recomendado pelo nosso guia – A Vida Privada dos SS de Auschwitz – que inclui relatos escritos por criados polacos que trabalharam nas casas de família dos guardas nazis.

Antes da guerra havia uma pequena vila rural no local onde se ergueu o campo. Foi limpo dos seus cidadãos polacos e rebatizado “Auschwitz” pelos alemães. As casas foram atribuídas aos oficiais alemães que depois de saírem dos seus empregos – que envolviam a sistemática desumanização e extermínio de centenas de milhares de homens, mulheres e crianças inocentes – iam para casa à noite para passar tempo em família com as mulheres e os filhos.

Lendo os relatos das “Vidas Privadas” compreendemos que longe de serem os psicopatas que tantas vezes imaginamos, na realidade a maioria destes homens iam para casa e faziam o mesmo que a maior parte dos homens de família. Conversavam com as mulheres, brincavam com os filhos, passeavam o cão e ocupavam-se a fazer compras, a tratar das contas e a lidar com a ama e com a cozinheira.

Não pude deixar de perguntar o que se poderia passar pela cabeça e pela alma de alguém que ia à missa ou à igreja todos os domingos, lia fielmente a Bíblia e depois saía de casa na manhã seguinte para fazer as coisas que os guardas faziam em Auschwitz. O potencial humano para cegueira moral é de cortar a respiração e devia servir de aviso constante.

Auschwitz mostra que podemos confundir o pior mal com o bem de “cumprir o nosso dever”. Quando deixamos de ver a realidade como Deus a vê e passamos a olhar apenas pela lente burocrática ou ideológica, ela fica completamente deturpada. Deixamos de ver o que está mesmo à nossa frente – uma pessoa, feita à imagem de Deus – e passamos a ver apenas o que achamos que essa pessoa representa.

Aprendi duas lições em Auschwitz das quais até então não me tinha apercebido.

Primeiro, tornou-se claro que à medida que se tornava claro aos alemães que estavam a perder a guerra, as matanças nos campos não abrandaram, aceleraram. Mais e mais recursos foram desviados do esforço de guerra para matar o maior número de judeus possível – como se a única consideração fosse: “Será que conseguimos acabar o trabalho antes de sermos obrigados a render-nos?”

Segundo, quando os russos estavam a avançar sobre o campo os alemães rebentaram com os crematórios e queimaram dois armazéns que continham montanhas de sapatos, óculos, malas, artigos de cozinha e mantas de oração que tinham retirado aos judeus quando saíam dos comboios.

Poucas coisas nos fazem compreender a dimensão da chacina em Auschwitz-Birkenau do que a visão daquela montanha de sapatos e de malas – as malas todas marcadas com o nome e data de nascimento do dono, como se fossem fazer uma viagem ou para um campo de férias (tinha-lhes sido dito que iam ser relocalizados). Alguns dos sapatos eram apenas de bebé.

Por vezes, quando os meus alunos tentam defender o seu relativismo moral, dizem coisas como “os nazis deviam ter as suas razões” (e tinham. Más.) Ou perguntam, “Mas e se aquilo lhes parecia estar certo?” (Bom, então estavam errados, certo?)

Mas eis a questão sobre o facto de os alemães terem queimado aqueles armazéns ou dinamitado os crematórios. Significa que os próprios alemães sabiam muito bem que aquilo que estavam a fazer estava errado. Se estivessem orgulhosos das suas acções, esperaríamos que cantassem os seus feitos ao mundo – como que dizendo, na face de qualquer oposição: “Vocês eram contra isto. Eram demasiado tímidos para fazer o que precisava de ser feito. Mas nós não”.

Mas pelo contrário, tentaram escondê-lo. É por isso que as matanças ocorreram em locais vazios na Polónia e não nas principais cidades da Alemanha. É por isso que os esconderam por detrás de eufemismos verbais.

Os oficiais alemães viviam com as suas famílias como se estivesse tudo bem: Era apenas mais um dia no escritório. Mas no fundo, no fundo, sabiam.

Devemos procurar compreender que tipo de distorção do coração e da alma do homem pode tornar possível uma psicose destas.

Cuidado com as pessoas que dizem “estamos empenhados numa tarefa nobre” mas depois escondem o que estão a fazer do escrutínio, ou por detrás de eufemismos verbais. O que será que estão a esconder, talvez de si mesmos?

A nossa primeira obrigação enquanto seres humanos livres é ver a realidade de forma clara, dizer a verdade de forma simples e agir de acordo com a verdade plena da dignidade humana. A cegueira moral dos guardas de Auschwitz deve mostrar-nos do que somos capazes quando fazemos o contrário.  


Randall Smith é professor de teologia na Universidade de St. Thomas, Houston.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na quarta-feira, 10 de Abril de 2019)

© 2019 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Auschwitz recordado em dia de Marcha pela Vida

Cliquem para aumentar
Faz hoje 72 anos da libertação de Auschwitz. O assunto não foi esquecido pelo Papa, que recebeu em audiência líderes de comunidades judias na Europa. Também hoje se soube que na Alemanha, nos últimos tempos, os ataques a judeus duplicaram.

O Papa disse também esta sexta-feira que são as pessoas que vivem “situações miseráveis” que estão mais sujeitas ao fundamentalismo. Disse-o num encontro com representantes da Igrejas Cristãs do Médio Oriente.

Encontra-se em Portugal por estes dias um arcebispo paquistanês que vai deixar o seu testemunho sobre a perseguição por parte de fundamentalistas islâmicos. Saiba aqui onde e quando pode ir ouvir monsenhor Sebastian Shaw.

No final da semana de oração pela Unidade dos Cristãos, católicos e evangélicos assinam uma declaração comum sobre o valor da vida. Ontem sete associações de profissionais católicos assinaram uma declaração conjunta de apoio à petição que pede aos deputados que não aprovem qualquer legalização da eutanásia ou morte assistida.

Por falar em unidade dos cristãos, amanhã há um encontro em Sintra. Cliquem no cartaz para ver os detalhes.

Está neste momento a decorrer em Washington a marcha pela vida. São centenas de milhares de pessoas nas ruas, mas desta vez o alvo das críticas não é Trump, é o aborto.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

70 anos de Auschwitz e "Stop Jihadismo" em França

Sobreviventes do horror de Auschwitz
Ontem o mundo recordou o Holocausto, no dia em que se comemora a libertação de Auschwitz. Uma reportagem da Renascença mostra que também houve portugueses condenados a ir para esse campo de concentração.

Entretanto o Papa já publicou a mensagem para a Quaresma 2015 e hoje, em Roma, falou da crise dos pais ausentes e de como isso cria uma sociedade com “sentimento de orfandade”.

Os franceses lançaram uma campanha para travar o recrutamento de jihadistas, que procura mostrar um pouco da realidade do Estado Islâmico para refrear o entusiasmo dos eventuais candidatos.

Estamos a vários meses do Sínodo para a Família de 2015, mas a discussão não vai parar! No artigo desta semana do The Catholic Thing, um sacerdote questiona a falta de referências à contracepção nas questões de preparação do encontro dos bispos em Outubro.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Quando Cristo aparece num centro comercial saudita...

A situação no Egipto agravou-se desde Domingo. A comunidade cristã copta acusa agora o Governo (junta militar) de cumplicidade no massacre de mais de 20 dos seus irmãos. Depois da queda de Mubarak a situação dos coptas parecia estar a melhorar, uma escalada da tensão entre religiões pode ter consequências desastrosas para toda a região.
Muitos dos cristãos coptas testemunham a sua fé ostentando tatuagens religiosas. Pela mesma razão um futebolista colombiano foi detido, na Arábia Saudita


Para quem tem filhos entre os 4 e os 10 anos, conheçam aqui um livro que os pode ajudar a rezar.

Começa na próxima segunda-feira um curso sobre Ciência e Fé, em Miraflores. Este é um assunto cada vez mais “na berra” e as sessões parecem ser muito interessantes. Saiba mais aqui.
Por fim, hoje recordamos Edith Stein, ponte viva entre o Judaísmo e o Cristianismo, que morreu em Auschwitz e foi elevada aos altares em 1998.
Para além de padroeira da Europa, Edith Stein é, naturalmente, padroeira desta organização interessante.

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